Stargazer
2 Amigos
John se vê no meio do espaço, flutuando no meio da escuridão infinita, mas ele não está sufocando, ele se sente bem apesar da pequena dor de cabeça, mas ele se depara com a “bola de gude azul”, a Terra, bem ali na sua frente, mas há algo de diferente, varias naves humanas estão lá, numa posição de defesa. “Que estranho” ele pensa, quando do meio da escuridão infinita uma nave aparece, familiar, era dos Koha’rt, mas muito maior que toda a frota humana junta, era uma monstruosidade, a nave atira uma espécie de raio que viaja na velocidade da luz até atingir o planeta, que explode colossalmente, ofuscando a visão dele. Tudo que ele pode escutar era uma voz familiar
–Acorde! – A voz tinha um sotaque difícil de definir, mas era familiar – John! Acorde! – Agora ele tinha certeza, era Katz
O universo ao seu redor volta a escuridão profunda, mas ele está se movendo, sendo levado muito rápido a uma direção, a luz intensa mais uma vez ofusca sua visão, mas agora a luz vem do raio, o mesmo que destruiu a terra, prestes a acertá-lo, e quando finalmente o faz, John desperta.
–Este está bem? – Ele vê Katz olhando para ele, ela tinha preocupação estampada em seu rosto – Consegue me responder?
–O que... O que aconteceu? – John fala, ele estava deitado numa das beliches da nave, ele havia voltado para lá, mas como?
–Ainda bem que está vivo – Katz consegue se acalmar um pouco – A criatura tinha desejo suicida e queria levar este junto, ela explodiu, este se tornou um humano voador, e no final, foi acertado por um cilindro, bem na cabeça.
–Você estava preocupada? – Ele pergunta com um sorriso sarcástico em seu rosto
–Claro que não! – Ela olha para ele de um modo estranho – Imagine como minha reputação iria ficar, humano resgatado da própria terra morre na primeira vez que sai sob a supervisão de Katz.
–É, você estava preocupada – Ele dá uma pequena risada e tenta se levantar, mas quando consegue se sentar na cama dá um pequeno urro de dor – Minha cabeça parece que vai explodir...
–Bom, se quiser saber onde estamos, chegamos na EEP-1, os humanos que construíram esse local para habitação, é enorme! – Ela fala com empolgação – Eu nunca estive por aqui antes, então eu me sinto exatamente como este.
–Interessante – John se levanta – E onde estão os outros?
–Do lado de fora esperando por nós – Ela fala e olha para os lados – Sasha e Cairo não param de falar sobre tecnologia de pilotagem e naves, chega a ser engraçado.
–Bom, então vamos lá – John fala andando pela nave e saindo pela área de carga
Ao sair, ele se depara com Cairo falando com Sasha, mas ele colocou seu cartão na mesma altura do rosto, como Katz disse, chegava a ser engraçado, ele consegue escutar uma parte da conversa antes que eles o percebessem
–Então essa nave não era de vocês? – Sasha pergunta
–Não, nós pegamos... –Cairo da uma tossida para disfarçar- Emprestado
–Ah então tudo bem –Sasha da um sorriso inocente -Aonde está a nave de vocês então?
Cairo olha para os lados e consegue ver John e Katz saindo da nave, que logo após isso é pega por um guindaste magnético e levada até uma outra parte da estação
–Ah, finalmente você acordou! –Cairo ri maliciosamente- Nada que uma mulher linda não possa fazer hã?
Todos eles param por um momento, todos olhando para Cairo.
–Vamos, me sigam- Cairo fala tomando a liderança da “caminhada” pela estação.
–Para onde vamos? – Sasha pergunta
–Precisamos falar com o comandante desse lugar- Katz responde –E quem sabe não fazemos um passeio pela estação?
O hangar da estação era enorme, parecia caber mais de um prédio lá dentro, e ainda sobraria espaço, tudo era selado com campos de força seletivos, o ar fica dentro, e naves com autorização entram e saem, o lugar também era muito movimentado, naves voando para achar lugares para pousar, guindastes levando cargas de um lugar ao outro, muitas pessoas por aí, a maioria humanos, afinal era uma estação humana. Os quatro vão andando até uma porta bem larga, ao chegar perto a porta se abaixa e eles conseguem entrar num local incrível, para John parecia muito com um Shopping, com varias lojas num corredor extenso com bancos no meio, mas no final do corredor ele podia ver um enorme salão
–Esse lugar... –Katz vai andando e olhando para todo lugar –É incrível! Tantas coisas em um só lugar, humanos se propagam muito rápido!
Quando eles finalmente chegam no salão, a vista fica ainda mais incrível, as janelas são enormes e o lugar inteiro é ainda maior que o hangar, era um salão redondo com uma espécie de “labirinto” no centro que se estendia até o teto, esse labirinto tinha a marcação “CH 3-4” e logo embaixo escrito “Conjunto Habitacional nº 3”, ao redor desse labirinto circular haviam 6 elevadores, e o local inteiro estava com um mar de pessoas, parecia como uma cidade super movimentada
–Por aqui – Cairo fala apontando para um dos elevadores – Vai nos levar direto ao quarto bloco, o “presidente” – Ele fala com desgosto – Está lá em cima
–Problemas com ele? – John pergunta
–Digamos que ele não foi gentil da ultima vez que conversamos – Katz responde
Eles pegam o elevador que para a surpresa deles é incrivelmente lento. Ao menos a vista é bonita, pode se ver algumas fontes de agua e cartazes holográficos, e todas aquelas pessoas lá embaixo pareciam formiguinhas. Após alguns segundos uma música suave passa a tocar no elevador
–Sasha? – Cairo fala – Você está tocando musica?
–Sim, tenho certeza que musica alivia stress, ainda mais em viagens longas – Ela fala e logo após passa a tocar uma musica clássica – Tenho uma grande lista de opções de música que posso tocar, alguém gostaria de pedir alguma música?
–Michael Jackson, era uma lenda a 150 anos atrás! – Cairo fala empolgado e todos param e fixamente olham para ele confusos – Deixa pra lá...
Eles finalmente chegam no quarto bloco, o lugar tinha corredores um pouco mais estreitos, mas ainda sim cabiam dois carros lá dentro, eles continuam andando até o fim do corredor, pouco decorado e com varias pessoas de farda andando, e ao chegar no fim havia uma porta com dois homens armados.
–Nos deixe passar, quero falar com o Denniel – Cairo fala olhando para a câmera de segurança acima da porta.
A porta se abre e quando os quatro passam, ela se fecha logo atrás deles, eles estão em uma sala redonda, parecia um escritório, e no centro havia uma cadeira virada de costas para eles.
–O que você quer Cairo? – O homem fala num tom de voz arrogante e frio – Você lembra o que aconteceu da ultima vez, não lembra?
–Lembro muito bem Den – Cairo responde – Mas eu acho que você se interessaria no que eu encontrei
O homem da cadeira se vira e levanta
–Na terra? – Denniel fala
–Vê esse homem a minha direita – Cairo aponta para John – Nós salvamos ele diretamente da Terra, John White, ele é neto do cara que salvou todos nós Den...
Cairo é interrompido por um sinal de Denniel, que passa a atender o telefone, alguns segundos de conversa no telefone depois o humor dele que já estava péssimo conseguiu piorar ainda mais
–Parece que você tem sorte irmão, tenho um trabalho para você, e a proposta é o seguinte, você cumpre esse trabalho, eu não caço e mato você, você não cumpre, e bem, já sabe – Ele se vira de costas novamente – Saia da minha sala e vá ao Hangar D-08, há uma nave esperando por você lá, não me decepcione irmão, ou será a ultima coisa que você ira fazer.
Os quatro saem do escritório e Cairo está completamente enfurecido, John estava um pouco confuso e estava prestes a perguntar algo para Cairo, quando Katz segura seu ombro e faz o gesto universal de “não” com a cabeça. Eles param numa praça de alimentação, Cairo escolhe uma mesa e todos se sentam
–Vocês está bem Cairo? – Sasha pergunta sem formar seu holograma, falando com sua voz suave
Ele para por um instante, segura o cartão em suas mãos e fala
–Sim... É eu estou bem, aquele desgraçado... Des de que nós éramos crianças ele sempre foi assim, um trapaceiro, quando o Pai morreu ele deu um jeito para que eu sumisse e não pegasse nada da herança, quando fui tirar satisfação ele já estava “poderoso” demais – Cairo dá uma suspirada – Eu acabei matando a namorada dele por acidente, culpa minha pra falar a verdade, minha sede de vingança fez isso, mas eu ainda odeio o Den
Todos param por um instante e olham para Cairo com compaixão, e John finalmente fala algo.
–Faz 13 anos que eu não como nada, me diz que vocês vão comprar alguma coisa pra comer
Todos olham para ele com cara fechada, e logo após uma pequena risada escapa de Cairo, em seguida de Katz, e todos começam a rir, inclusive John, que não tinha a menor ideia do porque, ele só estava rindo da risada deles. Uma garçonete passa pela mesa olhando estranho para Katz, e entrega o menu sorrindo para John
–Sopa de vegetais Akolianos? – Ele lê em voz alta – Bolos de Panjur? O que diabos são “Acoutra tush”?
–“Akoutua Ush” é a pronuncia correta, é uma iguaria do meu povo, vou querer um desses, por favor – Katz fala sorrindo
–Me vê uns pães sírios com molho extra por favor – Cairo fala
John continua vendo o panfleto
–Finalmente! Pães de queijo, alguma coisa que eu conheço! – Ele exclama em felicidade, chama a garçonete, e Sasha fala:
–Acho que essa é uma excelente oportunidade para todos nos conhecermos melhor, me desculpem se não sei de tudo sobre mim, mas que tal começarmos por você John? – Ela fala com sua forma de holograma, seu cartão estava em cima da mesa
–Eu? – Ele faz uma pergunta retórica – Tudo bem, o que querem saber?
–Nos conte sua história, dês de que era apenas uma criança –Katz fala empolgada com a Ideia
–Tudo bem, certo... Hm, eu nasci em 2162, em Londres, mas só nasci lá, porque cresci em uma cidade da Irlanda do norte – John parece fazer um esforço para se lembrar — lugar bem pacifico. Dês de pequeno o espaço me cativava, as estrelas, planetas, física, era tudo mágico, mas eu era horrível na escola.
–Videogames? –Cairo pergunta
–Videogames. –John responde — Eu era uma lenda dos videogames, amava jogos de qualquer tipo, mas enfim, sempre me perguntava se havia vida inteligente por aí na galáxia, quando fiz 16 resolvi me alistar no exercito e trabalhar no espaço, era o que mais me atraia, lá eu conheci a sargento Yuno, a mulher era linda, eu tentava de tudo para atrair ela e um dia, eu consegui, nesse mesmo dia os Koha’rt invadiram nosso planeta, acho que essa é toda a adrenalina que minha vida já teve, tirando algumas coisas de adolescente que já fiz e algumas outras coisas, queria saber se minhas irmãs ainda estão vivas... Enfim, que tal você agora Katz?
Katz olha de um lado para o outro esperando que a chegada da comida a salvasse mas, não parecia que isso iria acontecer
–Tudo bem, eu nasci na “Foy kash”, é uma das menores naves habitat que existe na nossa frota...
–E por menor ela quer dizer que a nave tem dois quilômetros de comprimento – Cairo corta ela
–Continuando – Katz fala e dá um soquinho no braço de Cairo – Aquela nave era chamada de nave historiadora, porque a tripulação que vive lá geralmente se interessa por história e cultura de outros povos, e comigo não foi diferente, na época nós havíamos acabado de encontrar uma forma de vida muito interessante, porém ela ainda não tinha a capacidade de viagem intergaláctica, então nós passamos a estuda-los, a forma de vida era como este e Cairo, nós estudávamos a cultura dos Humanos, mas era tão complexa, haviam tantas culturas completamente diferentes em um só planeta! Eu me interessei mais pela... – O rosto de Katz começa a mudar de cor para um lilás mais avermelhado – Pela dança humana, em especial o balé.
–Você têm vergonha disso? – John pergunta com um pequeno sorriso
–Eu aprendi essa dança de vocês, pratiquei e até demonstrei mas, algumas pessoas me irritavam por isso, diziam que eu havia aprendido a dança dos primitivos, era bem estúpido porque essas mesmas pessoas estudavam civilizações mortas, eu aposto que eles dariam a vida para ver a dança das civilizações que eles estudavam.
A comida chega na mesa, o prato de Katz parecia com uma sopa de legumes, mas estava literalmente pegando fogo, Cairo havia pego quatro sanduiches de pão sírio, e na frente de John a mulher coloca uma travessa de pães de queijo, eram oito pães, cada um do tamanho de uma mão fechada
–Vamos comer então – Katz fala e começa a tentar pegar sua sopa, sem perceber que estava com um garfo em mãos e que isso não daria muito certo
Todos param e olham para ela com “continue a história” marcado em seus rostos.
–Certo, continuarei – Ela coloca o garfo de lado e após olhar e passar um pouco de vergonha por tentar comer sopa com garfo ela continua a história – Minha mãe era uma mulher brilhante, e infelizmente meu pai foi assassinado por um Jieek, eles são ainda mais xenofóbicos que humanos, ele morreu quando eu tinha 16 anos, mas felizmente ele pode me ensinar a lutar, o que acabou me ajudando um pouco no futuro, quando eu fiz 19 anos eu parti da nave em busca de conhecer o mundo ao redor de mim mas nunca parando por muito tempo em um planeta, mas por causa do racismo que nossa espécie sofre não foi muito fácil, acabei trabalhando para um cassino como cobradora de dívidas, e em uma das cobranças acabei pegando a mesma pessoa que Cairo, nós brigamos tanto pelo cara que ele acabou fugindo, percebendo isso nos unimos para tentar captura-lo mas quando o encurralamos ele morreu atropelado por um motorista maluco que atravessou a parede com um caminhão, eu salvei a vida de Cairo e passamos a ser amigos nesse momento.
–Eu salvei sua vida depois, mais duas vezes, quer dizer que você me deve
uma, senhorita – Cairo fala e dá uma mordida no seu sanduiche, ele havia pegado os quatro sanduiches e colocado um encima do outro, para comer todos de uma só vez
–Katz eu estou fascinada pela sua história, sua espécie é fascinante, mas você não teve nenhum amor enquanto fazia tudo isso? – Sasha pergunta, e John engasga com o pão de queijo.
–Eu não acho que isso seja uma pergunta muito boa Sasha – John fala quase morto após expulsar o pedaço de pão de queijo da sua garganta
–Hahaha, tudo bem – Katz fala – Não Sasha, na época não havia tempo e nem razão, alias, quando um de nossa espécie decide criar um laço, esse laço dura para sempre. Nós unimos nossos pensamentos através de um ritual, faz parte de nossa religião, sempre quis ter um, é lindo!
–E quanto a você, Cairo? – Sasha vira e pergunta – Com certeza você já desenvolveu vários laços afetivos certo?
Cairo estava prestes a dar uma mordida quando olha completamente confuso para Sasha
–Você é uma IA bem estranha Sasha, gosto do seu estilo. Sim, já fiquei com várias mulheres, mas havia uma no meu tempo de ouro, que eu nunca consegui, ela tinha um fogo dentro dela – Ele fala e dá uma mordida no sanduiche.
–E o que aconteceu? – Sasha pergunta
–Digamos que ela na verdade era uma atriz – Cairo da mais uma mordida e faz um gesto com a mão – De filmes adultos
–Interessante, e você John? – Sasha vira para ele
–Bom... Não tive muita sorte com isso mas já estive com algumas garotas, só não cheguei a dormir com nenhuma – John fala e tenta se esconder atrás do pão de queijo – Porque perguntou isso pra gente Sasha?
–Você sabe John, eu sou uma IA, isso significa que eu penso praticamente da mesma maneira que vocês, eu também penso em um dia quem sabe ter uma ligação assim – Ela fala com um olhar tão ingênuo no rosto
–Você quer achar uma inteligência artificial homem? – Katz pergunta – Isso é interessante, nunca pensei que IA’s procurariam por coisas “triviais” como amor.
Eles passam um bom tempo na praça de alimentação conversando, comendo e até mesmo bebendo, mas Katz nunca havia bebido nada antes, sem contar que os Yaksh não tem muita resistência ao álcool, e acaba ficando bêbada com apenas dois copos de vinho, eles vão todos ao hangar D-08 para pegar a tal nave nova, e na porta do Hangar eles acabam topando com um guarda.
–Por aqui senhor Feth – Ele fala se dirigindo a Cairo
Eles seguem o guarda até uma parte privada do hangar onde tinha uma nave bem grande, própria para viagens de longa distancia e missões de longa duração, devia ter uns 100 metros de comprimento, a nave tinha marcado no casco “HNS FLOURISH” e vista daquela distancia a nave parecia com uma espada, mas sem o cabo, chegando perto dela um compartimento do casco perto da traseira desce como um elevador, o segurança vai embora e os quatro sobem no elevador, que os colocam dentro da nave, quando eles estão lá dentro uma gravação de voz passa a tocar
–Essa é a HNS Flourish, criada coma a intensão de ser um fragata compacto, capacidade de tripulação de 8 pessoas, duas celas de contenção, enfermaria, quartos separador para cada tripulante, duas áreas de carga, geradores de escudo motores e armas mais avançadas do mercado atual, há também um refeitório, a ponte e um ginásio para treinamento, nós da EMCo agradecemos a compra!
–Essa nave é –Katz fala completamente embriagada e dá um soluço – Enorme!
Cairo coloca o braço dela atrás de seu pescoço e levanta ela do chão com facilidade
–Vamos moça, você precisa dormir – Cairo fala carregando ela até os quartos.
–Mas eu não quero! – Katz fala e logo depois boceja – Tudo bem, eu durmo, mas só depois de tirar uma soneca... –Ela fala e cai no sono assim que Cairo coloca ela em um dos quartos, logo após isso ele volta à área de carga onde John e Sasha estavam e fala
–Não confio no meu irmão, então, se quiserem me ajudar eu vou vasculhar a nave, nós partimos em duas horas – Ele acena com a cabeça e vai até a ponte deixando John e Sasha para trás
–Ele ainda está bem agitado não é? – Sasha fala – John, mudando de assunto, porque você não fala com Katz quando ela estiver sóbria novamente?
–De que você está falando? – John pergunta confuso
–Ah... Nada, mas mudando de assunto, acho que gostaria de saber que talvez nós tenhamos um passageiro clandestino – Sasha fala e logo após Cairo grita da ponte.
–John! Venha ver isso aqui! – Cairo grita
John anda até a porta da ponte que se abre automaticamente, e dentro da ponte que era bem mais espaçosa que a da nave anterior, Cairo estava segurando uma pequena garota ruiva de cabelos curtos pelos braços
–Encontrei essa rata dentro de um dos relês de energia! – Cairo fala e joga ela na direção de John, a pequena garota cai no chão e olha para cima com medo
–Porfavor não me machuquem, eu não fiz nada para vocês! – Ela era uma criança praticamente implorando pela vida
John levanta a garota gentilmente e fala
–Quem é você? – Olhando diretamente nos olhos verdes dela, e mesmo com o susto que ela está tomando ela não pode ficar mais pálida que já é.
–Só se você me prometer que nenhum de vocês vão me machucar ou entregar – Ela fala calmamente e ajeita o óculos no rosto
–Tem minha palavra – John fala e olha para Cairo, que não está nada feliz com a garota ter invadido a nave
–Tem a minha palavra também – Sasha se conecta remotamente a nave e fala enquanto seu holograma se materializa na ponte, do mesmo tamanho da pequena garota, que fica paralisada por apenas um segundo e começa a circundar o holograma falando bem baixo.
–Promessa... Hm interessante, ela também tem um holograma e expressões faciais – Ela para na frente de Sasha e fala – Você tem um nome?
–Meu nome é Sa... – Sasha é rapidamente interrompida pela garota que da um pulo no ar com os braços estendidos e começa a gritar
–Eu sabia! Você não é virtual é artificial! Você tem um pensamento próprio, um nome! Incrível! Fascinante! – Ela vira para John e agarra seus braços – Onde vocês conseguiram isso, ou vocês construíram... Não é possível que tenham construído – Ela para por um instante – Onde está o cartão dela? Eu posso vê-lo? Isso é claro se ele existir porque uma coisa tão avançada... Digo, uma tecnologia tão avançada pode nem precisar de cartão!
–Respira garota! Não quero que morra sem oxigênio na minha nave, ia dar trabalho pra explicar pros guardas – Cairo fala de braços cruzados
–Prazer em conhece-los, meu nome é Olby, Olby Gwen Amethist, eu sei que tenho o nome de uma pedra no final do meu nome mas meu irmão me dizia que era o nome de uma pedra muito preciosa – John e Cairo olham para ela fixamente com cara fechada – Tudo bem, eu estava aqui porque percebi que essa nave sairia em pouco tempo, além de ser bem espaçosa! E também eu sei lidar com engenharia e mecânica – Ela fala com um sorriso
–Você está insinuando algo Olby? – John fala levantando uma sobrancelha
–Estou insinuando que talvez nós possamos ser... Amigos. – Ela fala com um ponto final explicito
–Amigos... certo – John olha para Cairo que responde com os ombros
–Faça o que quiser, talvez ela possa ser de ajuda mesmo – Cairo fala cansado e se dirige aos quartos – Eu vou dormir um pouco, amanha nós partiremos
–Boa noite! – Olby fala rapidamente mas não tem resposta do velho Cairo
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