Notas iniciais
Será que teremos enfim um pouco de romance? Se ele não correr...quem sabe. Universo Star Trek – Não me pertence só estou me divertindo, sem lucro.

Os corredores da estação espacial estavam movimentados, mais que o normal, Kelly andava correndo com o seu 1º oficial e seu engenheiro que precisava da autorização da direção da base para começar o trabalho, encaminhou o engenheiro para falar com o capitão da base Ghusteng,

Ainda tinha que encontrar o capitão Volkmer, para passar as informações pessoalmente, ela ainda estava preocupada com Cida e sua tripulação, eles eram as únicas testemunhas vivas dos piratas que estavam atacando o setor, de repente ela não tinha muita certeza se eles estariam protegidos com Capitão Volkmer.

Ela pensava e andava, assim que conseguiu dispensar o engenheiro, a doutora se comunicou com ela para informar que partes dos insumos médicos que iriam ser carregados estavam com a data de validade duvidosa,

Kelly não podia adiar mais o encontro com o Capitão Volkmer e o problema do médico também parecia urgente, o coitado do A’nair corria atrás dela, e Kelly parecia uma criança hiperativa, pois estava pensando em muitas coisas ao mesmo tempo ela queria esmurrar alguma coisa para se acalmar o que no momento não era possível, quando A’nair resmungou alguma coisa ela virou para traz para responder e bateu de frente com outro capitão que estava evidentemente correndo com um oficial assim como ela, foi um esbarrão desconcertante, A’nair que corria atrás dela não conseguiu parar a tempo e também fez parte do “acidente”, o homem conseguiu segurar Kelly, mas não conseguiu segurar A’nair que por pouco não caiu de cara no chão, Kelly não aguenta e começa a rir da situação ridícula, o homem e seu oficial no começo se sentem encabulados mas, não conseguem manter a compostura diante do reação inusitada e começam rir com Kelly e A’nair.

– Me desculpe devia ter prestado mais atenção, Capitão Volkmer, — disse o homem de meia idade, alto, com ombros largos pele muito clara, olhos verdes e cabelo preto com pequenos tons acinzentados, estendendo a mão, Kelly conteve o riso com certo esforço, e se apresentou de volta..

– Capitã Montemor, Prazer em conhecer, a culpa foi mais minha que sua! Bem, eu ia ter que falar com você mesmo...

– Capitã se parecer bem para a senhora, vou resolver o problema da doutora. – se ofereceu A’nair como sempre querendo ser eficiente e proativo.

– Certo, mas resolva, não quero pendência nesse assunto. – Kelly virou-se para o Capitão Volkmer.

– Bem aonde podemos conversar?

– O capitão da base me cedeu seu gabinete, vamos?Ele fez sinal para Kelly ir à frente.

– É melhor você ir à frente eu não faço ideia aonde é o gabinete que o capitão, lhe cedeu. — disse Kelly fazendo uma cara engraçada. — quando o oficial que acompanhava o capitão Volkmer, falou algo no ouvido dele, ele o dispensou e o rapaz saiu correndo para algum lugar.

O gabinete não era muito longe dali, pequeno com aspecto clean, dava para perceber que era usado por varias pessoas e para diversos fins.

Ele lhe apontou a cadeira, ela sentou e estava agora pela primeira vez observando o homem a sua frente, tinha os olhos verdes e tristes um sorriso quase maldoso, Gostoso, mas geralmente quanto mais “sexy” menos confiável.

– Bem, então você que resgatou a tripulação do Jealouse? Foi o mais perto que alguém chegou desses desalmados, estou investigando esses desaparecimentos há meses. — Ele se sentou na sua cadeira no meio da frase se inclinou para frente discretamente, descansando os cotovelos sobre a mesa.

– Rockenbach, me passou os dados, impressionante o que a capitã Cida conseguiu você eram amigas na academia?

– Sim, nos fomos criados como irmãs depois fizemos a academia juntas, quase fomos expulsas juntas, nos formamos juntas e por ai vai...

Kelly falou se endireitou na cadeira, sentindo um pequeno desconforto no pescoço levantou a cabeça para trás apertando a nuca e fechou os olhos por um segundo, voltou a posição normal a tempo de pegar o olhar de Volkmer apreciando seu pescoço, ela se endireitou rigidamente tentando afastar seus próprios pensamentos lascivos.

– Mas não sei se estou segura em deixa-la com você – disse sem querer ser desafiadora, mas sendo. — afinal eles são as únicas testemunhas vivas. Se alguém de dentro estiver envolvido?Bem como você pode observar ela faz parte de minha família. – Volkmer queria muito se sentir ofendido, mas algo o estava tirando sua objetividade, ele mal conseguia se defender, só queria ganhar sua confiança, ele se inclinou e olhou diretamente nos seus olhos, como se quisesse encontrar alguma pista de como devia proceder diante dela:

–Não se preocupe, eu quero esses malditos assim como você, a além do mais eu arruinaria minha ficha se perdesse suas “testemunhas”. Ela imitou o jeito como Volkmer descansava os cotovelos na mesa, sentou-se na beira da cadeira olhou bem nos olhos, desta vez provocando conscientemente.

– Não tem nada tão confiável quanto o “egoísmo”, — ela estava tão perto que Volkmer sentiu o calor do seu halito, ele fechou os olhos por um segundo respirou profundamente e mantendo seus olhos firmes nos dela, se afastou, endireitando-se na cadeira.

– Você parece egoísta o suficiente para ser confiável. — continuou ela ainda olhando firmemente para ele.

– Nunca iria prejudicar minha carreira por uma omissão dessas! Falou um pouco exaltado, levantou-se da cadeira ainda atrás da mesa. Querendo mostrar que ela o estava ofendendo.

Kelly levantou-se de súbito pulou a mesa e entrando, dentro do espaço pessoal do Capitão Volkmer, puxou seu colarinho e falou no seu ouvido, roçando sua orelha com os seus lábios.

– Não tenha medo da Frota, tenha medo de mim...

Ela mordiscou sua orelha e num movimento rápido ela já estava na porta, deixando o homem lidando com seu corpo traidor exibindo sem seu consentimento seus desejos secretos para a diversão de Kelly que saiu sorrindo do modo mais maldoso que conhecia.

Ela jura que tentou se controlar... Mas não deu.

Notas finais
Obrigada por ler Comentários são bem vindos.