Notas iniciais
O A'nair tem um encontro com Gunnload, no boteco do Gwem, mas será que ele será capaz de " cumprir o cronograma" e chegar ao encontro a tempo?

O Comandante A’nair , esta com dificuldades para resolver o caso dos insumos, simplesmente por não achar nada de errado neles, ele olhava com desconfiança para a médica, que inflexivelmente dizia que eles não estavam certos, o tricorder gritava e resmungava e A’nair não via nada de errado.

– Definitivamente não há nada de errado doutora, esse problema esta atrasando o cronograma!

– Eu sou a médica, eu estou vendo erro nas leituras, é a minha responsabilidade se a saúde da tripulação for prejudicada. Talvez sua pressa em ir ao Boteco do Gwen esteja atrapalhando seu julgamento.

Maldita Vulcana.- pensou o comandante que imediatamente começou de novo agora com mais cuidado , e realmente verificou uma flutuação ínfima que não tinha prestado atenção antes, talvez Segran tivesse razão, ele não estava se concentrando no trabalho, ele olhou para o chão para não encarar aquela vulcana arrogante, e admitiu o problema;

– Certo, vamos fazer uma petição para troca dos insumos, vou leva-la pessoalmente ao chefe de expedição.

Doutora Segran acenou com a cabeça, mas continuou ao lado dele;

– Vou junto. Só falta essa tarefa no meu “cronograma”.

Vou me atrasar, droga – pensou A’nair pensando em Gunnlod sozinha no Boteco do Gwen.

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Millena já estava a duas horas na frente do espelho, mas ela não conseguia escolher o que vestir, nem como deixar o cabelo, ou qual o sapato mais apropriado, ela era betazoíde/ humana e tinha os cabelos loiros e os olhos cor de mel, puxando o lado do pai humano e a pele rosa esverdeada, uma das únicas características físicas que herdou da mãe, era empata mas não quis seguir a tradição e ser conselheira ou diplomata, gostava de adrenalina e prefere seguir a carreira do pai piloto, tinha uma fixação por Mont o filho da capitã ela tinha dificuldade em sentir os seus sentimentos, e isso tornava-o misterioso e atraente, eles falavam constantemente pelas comunicações, mas fazia muito meses que eles não se viam, a ansiedade crescia e quanto mais ela se atrasava mais se atrapalhava, ela estava com um belo vestido vermelho frente única amarrado na cintura por um cinto vinho, um sapato de salto, preto, mas mesmo já tendo decidido a roupa não conseguia decidir se deixava o cabelo solto ou se o prendia, quando a porta tocou, ele gritou impaciente para que entrasse quem quer que fosse, um sorriso surgiu nos seu rosto então a porta se abriu, “ Mont”:

– Como você demora para se vestir, não sei o que quer melhorar, já é tão linda...ele era sincero, ficou em pé perto da porta esperando uma reação, ela correu em direção a ele, e o apertou com um abraço caloroso, ele retribuiu, acariciou seu cabelo ainda desarrumado delicadamente segurou seu rosto e a beijou – “Saudades, senti sua falta”- murmurou ao seu ouvido, se afastou um pouco o suficiente para continuar falando.

–Não estava aguentando de ansiedade, decidi vir te buscar, a minha mãe sumiu, vamos para o Gwen ela encontra a gente lá quero dançar com você a noite toda!

Mont era o filho da Capitã Kelly, e de seu primeiro marido um belo oriano que morreu em serviço, quando Mont ainda era um bebe.

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A capitã Kelly estava ciente que A’nair já tinha resolvido o problema da doutora, O engenheiro já estava trabalhando e ela tinha tido a primeira conversa com o delicioso capitão Volkmer, ela entrou no seu gabinete, para verificar seus relatórios, antes de começar a se arrumar para ir ao Boteco do Gwem , ela tinha dado permissão pelo comm para seu filho ir ver Millena, ele logo estaria apresando-a para irem logo, ela sentou na sua mesa abriu a gaveta para pegar seu creme de mão, quando chegou uma comunicação, era a comandante Rockenbach, o que ela queria agora?

–Saudações Capitã Montemor,

– Saudações, Comandante Rockenbach, alguma novidade?

Do outro lado do vídeo a comandante estava visivelmente cansada e preocupada, ela massageou as sobrancelhas como que para achar as palavras.

– Vai embarcar um conselheiro entre os novos tripulantes?

– Enfim vai, estamos esperando por quase um ano um conselheiro titular a bordo.- respondeu Kelly com certa indiferença, a comandante respirou fundo em aprovação:

– Bem acho que isso vai te ajudar a ficar mais “controlada”

– Como assim do que você esta falando?- kelly levantou a voz, sabia que dali não viria boa coisa.

– Em Delta sete, você...

– Não foi culpa minha, eu só estava defendendo meus tripulantes...

– Foram todos presos, sua médica teve que ir buscar vocês na cadeia...

– Mas ia deixar meus tripulantes, levarem uma surra daqueles arruaceiros?

– Em Moctha?

– Eu só estava apartando uma briga, entre o meu engenheiro e dois nativos...

– Foram todos pra cadeia de novos...

– Todos não, eu não fui pra cadeia...- Ela conseguiu escapar desta vez,

– Você foi “ ligeira”,

– E aqueles Klingons na Estação257?

– A gente só estava fazendo uma disputa amigável...

– Você nocauteou dois deles,,,

– Tenho certeza que eles não reclamaram...

– Mas o dono do bar prestou queixa..

– Mas eu e meus amigos Klingons pagamos tudo.

– Você ameaçou o capitão Volkmer.

–Oh! Acho que sim. — Kelly teve que dar o braço a torcer.

– Você não acha que pela sua idade já devia ter juízo?- Comandante Rockenbach já se arrependeu antes de terminar a frase, aquele era um terreno perigoso.

– Filha da Puta, você esta me chamando de velha? Quero ver você ter coragem de falar isso comigo aqui, pessoalmente. — Kelly estava com o dedo em riste, quase pulando da cadeira, era assustador e ao mesmo tempo, engraçado.

A Comandante Rockenbach, não aguentou ver a irritação de Kelly, e rindo respondeu:

– Você acha que sou doida?Tenho três filhos e um marido pra cuidar, fora a pensão do ex. rsrsr, por que você acha que vou ai só no fim de semana?Até lá você já se acalmou rsrsr

– Vaca! – Kelly já estava rindo — Mas afinal não ta faltando pips ai na tua lapela pra falar comigo desse jeito não?, Depois eu que sou insolente. – Kelly deu as costas para o comunicador.

– Desculpe você tem razão, mas eu falo pelo Vice-almirante, além de como irmã mais velha de Volkmer, ele é um homem honrado, não há motivos para você desconfiar dele.

Kelly dramaticamente de virou.

– Eu também estou defendendo minha família. — exclamou Kelly.

– Sei que tem motivo para estar preocupada, quase perdeu sua irmã, foi um milagre ela ter escapado, mas confie em mim fique tranquila, faz tempo que nos conhecemos.

Kelly abaixou a cabeça em sinal de rendição:

– Verdade, acho que exagerei, fale com ele vir jantar comigo amanhã, vamos dissipar qualquer mal entendido.

– Ainda temos que conversar sobre outras coisas, mas isso ficara para o final da semana quando estarei ai pessoalmente, fechando comunicações.

Kelly gargalhou sozinha, ele foi chorar pra irmãzinha! Se ele estava manipulando-a querendo um convite para jantar, ele ganharia seu respeito, se não, era só mais um molenga escondido atrás de um uniforme.

Notas finais
Obrigada por ler, sugestões são bem vindas.!