Stand By Me
6 Dois corações
Notas iniciais
~DAMON~
Elena me deu as costas e saiu, soltei o ar. Eu não acreditava que finalmente tivera coragem de beija-la. O enorme sorriso bobo não saia de meu rosto, eu realmente beijara Elena Gilbert, a garota que pensei sempre ser a mais inacessível do mundo. Eu iria persistir, eu já havia conseguido um beijo, eu sentia que poderia faze-la gostar de mim.
Me lembro de quando comecei a gostar dela. Era um menina quieta, tentava se esconder dos olhares curiosas dos garotos que já passavam a perceber suas delicadas curvas de formando. Ela era.... fascinante. Na festa, quando ela me contou que não gostava de meninos, senti meu mundo... desabar. Nunca a imaginei lésbica, achei que não gostasse de mim por todo esse lance “nerd”. Nunca a culpei por preferir garotas, afinal, eu sabia que homossexuais nasciam assim, com tal preferencia por pessoas do mesmo sexo, e eu respeitava, entendia ela. Algumas vezes á aconselhei á não se esconder, não era vergonha para ela preferir meninas á meninos.
Por amar ela, sempre quis que ela se sentisse confortável, feliz. E foi o que aconteceu quando Caroline Forbes chegou na escola. E logo atraiu a atenção de muitos, inclusive Elena que ficou muito amiga dela de primeira. Logo, Caroline resolveu expor á escola que era lésbica, ela era bonita, popular, desejada. E ainda assim não se importou em mostras para os outros o que realmente era.
Elena assim como todos os alunos ficaram surpresos. Mas isso também foi uma motivação para Lena não sentir vergonha nem medo. Então ela se assumiu também, e as duas começaram a ficar mais juntas ainda e então... a namorar.
Fui em direção á minha próxima aula até sentir pequenas mãos me pararem e á minha frente encontrar o rosto furioso de Caroline.
– Oque você pensa que está fazendo hein garoto? – perguntou fincando as unhas pontiagudas em meu peito. – Elena é minha! — fiquei mudo por alguns minutos. Eu teria que saber enfrentar se quisesse Elena.
– Não foi você mesma que terminou com ela? – ela estreitou os olhos.
– Olha quem decidiu falar... – disse com deboche. – O gatinho assustado também sabe arranhar... pois eu também sei e melhor que você. – revirei os olhos, ela tinha uns trocadilhos bem ridículos.
– Não estou arranhando, estou me defendendo. – disse calmo.
– Você sempre no meu caminho... sempre á espreita, ali, atrás da Lena, que é minha!
– Nunca fiquei á espreita, alias, sempre apoiei vocês, você sabe muito bem disso. Então não me venha....
– Não me venha?! Quem é você para falar assim comigo?! Seu.... eu sempre te odiei sabia! – alou fervendo, os grandes olhos azuis me encaravam com puro ódio.
– Sinceramente, para mi não faz muita diferença para mim sua existência. – falei. Eu não sabia de onde estava tirando essa coragem. Era só a garota pedir e todo o time de futebol me dava uma bela surra.
– Vi que a beijou. – declarou. — Não vai ficar assim. Mas tudo bem vocês brincarem de casinha enquanto estou fora. – deu de ombros. – porem.. sabemos que eu a terei de volta assim – estou os dedos em meu rosto. – que estalar os dedos. Ela sempre ira preferir um belo par de seio que... – me olhou com nojo dos pés e cabeça. – um pau nojento. – falou e apertou forte minhas bolas me fazendo a empurrar com um pouco de força e cair de bunda no chão apertando minha intimidade tentando fazer a dor parar. A desgraçada fincou-me as unhas!
A loira se ajoelhou em minha frente rindo.
– Não esqueça quem manda. Espero que o aviso esteja dado. Aproveite por enquanto nerd esquisito. – Merda!
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