Stalker

11 Segunda Aula


Mio acordou iluminado pela claridade que vinha da janela do quarto, mesmo que fosse pouca a luz, seus olhos doíam intensamente. Tateou pela cama em buscar de Ian, mas não o encontrou. Imaginando que ele havia descido para preparar o café, resolveu tomar um banho e depois juntar-se a ele. Embaixo do chuveiro, recordou das cenas quentes que experimentou na noite anterior, de como os lábios quentes e úmidos de Ian percorreram o seu corpo de forma minuciosa. Ele nunca imaginou-se em cenas como aquelas, por isso estava feliz em ter conseguindo a permissão para viajar.

Com uma toalha enrolada na cintura e outra secando o cabelo, procurava em sua mochila seus remédios. Acordou com o corpo muito quente, estava até com dúvidas se não seria por conta de seus pensamentos ousados com Ian. Ouviu o barulho da porta se abrir e percebeu que era o próprio. Vestindo uma camisa xadrez de botões por cima de uma branca, calça jeans e sapatos, Mio percebeu que ele havia voltado de algum lugar.

— Uma bela visão de manhã cedo. — brincou o outro indo até ele e roubando-lhe um beijo — Bom dia, meu anjo.

Tímido por conta das lembranças da outra noite, Mio tentou falar normalmente.

— Bom... bo... Bom dia!

— Achei que dormiria por mais tempo, devo levá-lo ao médico? — perguntou Ian, após averiguar sua temperatura.

— Você percebeu?

— Talvez você não lembre, mas passou a madrugada inteira delirando e com febre alta. Fiz o básico colocando algumas compressas de água fria em sua testa, e limpando o seu suor. Agora pela manhã resolvi passar em uma farmácia e comprar analgésicos e coisas para gripe.

— Desculpe, te dei todo esse trabalho quando era um dia para descanso. Você mal deve ter dormido. — disse escondendo seu rosto na toalha.

Ian a toalha de suas mãos e começou a secar o seu cabelo.

— Não comece a pensar bobagens, eu consegui dormir quando percebi que sua febre tinha diminuído, eu acordo cedo por costume, me aproveitei disso para comprar os remédios caso sua condição piorasse. — levantando seu rosto, Ian o beijou suavemente, e aos poucos esses beijos foram ficando mais ousados.

Mio sentiu cada pelo do seu corpo arrepiar-se com os beijos de Ian, e aquela aproximação com ele quase nu, só aumentava seu desejo. Influenciado por esses pensamentos, tentou agarrar o amado para mais perto enquanto tentava retirar uma de suas camisas. Ian o impediu que continuasse.

— Melhore primeiro, prepararei nosso café da manhã, te espero lá embaixo. — disse saindo do quarto.

Mio não entendeu aquela rejeição, começou a criar pensamentos depressivos à respeito disso. Queria que Ian o desejasse tanto quanto ele o desejava. Porém, imaginou que depois do outro ter visto sua fraqueza, tivesse reconsiderado seus sentimentos por ele. Ian era a sua maior conquista na vida até então, não queria perdê-lo, muito menos que esse deixasse de gostar dele. Lembrou-se de todos os anos que passou trancado em seu quarto por conta daquela doença que sempre o deixava de cama, impedindo-o de ir à escola como toda criança normal. Rodeado de professores particulares e pela família, ele estava farto de viver dessa maneira. Mio apegava-se as palavras dos médicos pelos quais passou, que diziam que sua doença melhoraria com os anos, já que afetavam seu sistema imunológico. Anos de tratamento e remédios, Mio sentia-se muito melhor e mais forte do que antes. Quase nunca ficava doente.

Vestiu uma roupa quente, já que ainda chovia muito do lado de fora, e desceu para tomar seu café. Encontrou Ian encostado no armário da cozinha de braços cruzados parecendo pensativo. Sentou-se no banco do balcão da cozinha americana e o outro percebendo sua chegada, fez o mesmo.

— Eu acabei esquecendo, toma— disse Ian colocando em cima do balcão alguns remédios— foram indicações da farmacêutica para gripe.

— Obrigado, mas minha mãe já havia me obrigado a trazer minha pequena bolsa de primeiros- socorros comigo. Por isso, tomei os que trouxe, desculpe por ter feito gastar seu dinheiro e tempo. Prometo que quando chegar em casa darei um jeito de pagar por eles.

— Não quero nenhum tipo de devolução, de certa forma, foi por minha culpa que você ficou gripado. Eu te convidei para vim a casa da praia em um dia tão ruim.

— Quem teve a decisão idiota de ir para a chuva, foi eu. Não têm motivos para você ser o culpado disso.

— Vamos esquecer esse assunto então, termine o seu café da manhã que fiz com muito carinho. — disse ele dando o assunto por encerrado.

Mio achou que por hora, seria o melhor a fazer e começou a tomar seu desjejum, depois de ter se alimentado tentou ajudá-lo com os pratos sujos ,mas Ian não permitiu que os lavassem. Fez uma nova tentativa em contribuir pelo menos na preparação do almoço e novamente o outro não queria sua ajuda. Por fim, teve que passar o resto do tempo observando Ian fazer tudo na casa enquanto ele era obrigado a ver TV na sala. Mudando constantemente os canais de televisão, ele estava irritado e entediado com o tratamento que Ian dava para ele.

— Terminei!— disse Ian sentando-se do lado dele.

— Que bom. — respondeu ele desanimado.

— É impressão minha ou você está irritado?

Como não respondeu, Ian pegou os controle de sua mão.

— Se não me contar o motivo de está chateado, eu também ficarei chateado.

— (...)

— Vou considerar esse silêncio como sua resposta de que está cansado de ficar comigo nessa casa e quer ir embora. Se for realmente isso, posso te levar agora mesmo para casa.

— Não é isso! — exclamou assustado. — É você quem fica procurando motivos para me afastar. Eu sei que você viu o quão patético eu sou, mas é complicado te ver mantendo distância dessa maneira e me tratando como todos me tratam em casa.

Ian o segurou pelo queixo obrigando encará-lo.

— Você pensou mesmo que eu estivesse querendo manter distância de você? — disse dando uma lambida em seus lábios, logo depois levando as lambidas por outras partes do seu corpo como orelhas e pescoço.

Mio se entregou as carícias e segurou sua nuca enquanto aproveitava os movimentos deliciosos que o outro fazia seu corpo experimentar. No entanto, do nada Ian parou com as ações.

— Eu não posso continuar, porque tenho que agir de acordo com sua teoria de que não quero você por perto.

— Mas... Você se afastou de mim quando fiquei com febre.

— Eu só queria que você descansasse para os remédios fazerem efeitos, não foi fácil te encontrar somente de toalha com esse rostinho de quem quer ser tocado e não poder fazer nada.

— Não foi isso que pareceu...

— Quer uma prova de como eu te desejo, então? — Ian se levantou e deu sua mão para ajudá-lo a fazer o mesmo, conduzindo Mio até seu quarto e fazendo-o sentar em sua cama. Em sua frente, Ian começou a remover sua roupa enquanto o olhava nos olhos. Cada peça retirada, Mio sentia sua boca ficar mais seca e seu coração acelerar, suas pernas visivelmente estavam tremendo. Tímido, ele tentou desviar seus olhos do corpo de Ian, mas esse puxava seu rosto de volta.

— Hey, Quero você olhando para mim.

Ian adorava as expressões que Mio fazia quando estava envergonhado. Sentia-se excitado toda vez que ele tentava disfarçar sua timidez, provocá-lo provavelmente viraria seu hobby. Apesar disso, ele queria que Mio se soltasse mais quando estivesse perto dele, então resolveu fazê-lo participar de sua brincadeira, pedindo que o ajudasse retirar sua calça.

Com muita trabalho, Mio conseguiu realizar o pedido, e logo depois Ian fez o mesmo com suas roupas, deitando ele totalmente nu em sua cama. Ian era ousado, provava seu corpo com a boca, espalhando chupões e mordidas em sua pele alva. Os bicos do seu peito estavam arrepiados por conta das pequenas mordidas que Ian havia dado neles. Mio estava perdendo os sentidos com os estímulos provocados pelo outro, apertava fortemente seus olhos a ponto de pequenas lágrimas escorrem por seu rosto.

Ian desejava usufruir cada centímetro daquela pele branca que ficava rosada quando ele mordia e sugava. Seu desejo por aquele garoto estava ficando maior a cada dia que se conheciam melhor. Mio era diferente de todos os seus antigos romances, ele era sincero, tímido e inocente. Ian queria ser o primeiro a mostra-lhe tudo de bom que a vida tem para oferecê-lo. Naquele momento, mostrar a Mio as delícias do sexo, era sua principal meta, por isso seus lábios percorriam a barriga reta dele, e desciam para sua virilha. Mio tentava de todas as formas esconder suas reações faciais colocando os braços em volta do rosto, Ian achava aquela cena adorável.

— Na... não faz isso...

— Por quê? Eu quero tocar com minha língua cada parte do seu corpo. Poderia abrir suas pernas para mim?

Mio balançava a cabeça negando o pedido, e Ian ria da situação.

— Não seja tão tímido... — respondeu ele afastando as pernas cuidadosamente.

Colocando sua cabeça entre as pernas de Mio, Ian percorria com sua língua as partes internas das coxas dele, marcando com seus dentes aquela pele macia e cheirosa. Eram novas sensações que Mio nunca havia sentindo naqueles locais e que de alguma forma chocavam-se com sua insegurança. Ian parecia satisfeito em explorar seu corpo, que por tanto tempo ele odiou. Mesmo que pedisse para o outro não tocá-lo naqueles locais vergonhosos, ele não o escutava, muito ao contrário, investia ainda mais nesses pontos.

— Aaah, esse.... esse local não.... Ian... — suplicou quando esse enfiou sua língua naquele pequeno botão rosado entre suas nádegas. A língua de Ian ia fundo e Mio não conseguia entender como aquele local poderia dar tanto prazer. Como seus olhos estavam nublados por conta das lágrimas , não conseguiu ver direito o que era aquele frasco que Ian despejava em seu corpo, porém notou que aquela loção oleosa fazia com que o dedo de Ian entrasse mais fundo dentro dele. A troca da língua para os dedos, fez o coração de Mio querer sair pela boca, estava nervoso e com medo, mas ao mesmo tempo adorando tudo. Depois de passar alguns minutos sendo explorado daquela maneira em uma parte tão intimida de seu corpo, Ian sentou-se de joelhos entre suas pernas e começou a esfregar seu membro duro contra o seu. Mio segurava-se nos lençóis da cama, tentando controlar à vontade enorme que sentia de gozar. Ele queria prolongar o máximo que pudesse aquelas sensações que sentia com seu amado. Foi nesse momento que ele percebeu que Ian não mais o masturbava com seus pênis, mas sim, descia seu próprio membro em direção ao seu ânus.

Mio já havia escutado sobre sexo anal, mas não conseguia entender como o membro de Ian entraria, pois achava o parceiro muito bem dotado. Percebendo que Mio estava com um semblante preocupado, Ian deitou-se em cima dele, e ficou esfregando-se na entrada da sua bunda, enquanto sussurrava em seu ouvido.

— Relaxe, meu anjo.

Ao dizer isso, Ian introduziu com movimentos seu pênis dentro de Mio. Esse o agarrou tão forte pelas costas, que acabou arranhando sua pele com as pequenas unhas. Era uma mistura de prazer e dor, que Mio não conseguia compreender como ele estava conseguindo tolerá-las. Cada movimento de Ian dentro dele, fazia seu corpo ficar estranho, de uma forma boa. Trocando beijos ousados e carícias, Mio ia se entregando cada vez mais aos desejos de seu corpo. Ian aumentava ainda mais os movimentos em cima dele, não poupando nenhuma parte do seu corpo com suas mãos. Com os quadris grudados e suas pernas em volta da cintura de Ian, ambos saciaram anseio que tinham um pelo outro.

Ian estava surpreso com o que acabou de acontecer, pois nunca havia sentindo tanto prazer em transar com alguém, ainda mais esse alguém sendo um virgem sem nenhuma experiência. Ele percebeu que Mio era muito mais que um garoto interessante, o que ele sentia por ele agora tinha um nome.

Notas finais
Obrigado todos aqueles que favoritaram historia e os que comentam e acompanham também.