Stalker
12 Última noite.
Notas iniciais

Quando Mio acordou, já era noite, podia-se ver da janela ainda aberta a lua cheia no céu iluminando o quarto. Olhou para o rosto despreocupado de seu parceiro dormindo tranquilamente; ele sabia que Ian estava muito cansado por não ter dormido tanto na noite anterior, queria que todos os dias a primeira coisa que visse ao abrir os olhos fosse o rosto de Ian dormindo, mas infelizmente aquela era ultima noite deles na casa de praia. Queria fazer dela uma noite especial; levantou-se bem devagar para não acordá-lo e foi até a cozinha preparar algo para ele.
Vestido somente com um short, amarrou o avental na cintura e pescoço e foi atrás dos ingredientes necessários para sua refeição amorosa. Sua primeira ideia foi preparar um bolo caseiro, sua habilidade na cozinha era notável quando ele ao tentar abrir o saco da farinha de trigo fez força exagerada fazendo com que o pó voasse por todos os lados, não desistindo, continuou no processo da criação do bolo quebrando os ovos necessários para a receita; e novamente sem nenhuma habilidade, desperdiçou cinco deles. Mesmo usando vinte dedos na cozinha, ele milagrosamente conseguiu terminar seu bolo e empolgado ainda fez torradas, suco e café.
Distraidamente ele lavava os pratos quando foi surpreendido por um beijo de Ian em sua nuca.
— Que susto Ian! — falou com a mão no coração.
— Susto foi o que levei quando acordei e não te encontrei na cama — disse abraçando Mio pela cintura e lambendo sua bochecha suja de farinha.
— Eu queria fazer algo por você, sempre me ajuda, queria retribuir. — respondeu tentando resistir as investidas do outro que limpava seu rosto com lambidas.
— Se queria me agradar poderia ter subido até o quarto vestido somente com este avental. — Disse Ian com as mãos em sua braguilha.
— Ian...Estamos na cozinha, não é local pra fazer isso — tentava Mio inutilmente pará-lo.
— Não tem lugar melhor para fazer uma boquinha. — dizia enquanto mordia a ponta a orelha dele e abaixava sua bermuda deixando cair aos seus pés.
Mio não tinha forças para negar, estava adorando senti-lo grudado em seu corpo e suas mãos ousadas invadindo sua cueca; porém, conseguiu adverti-lo mesmo assim.
— Ian...mmm...Eu ainda não tomei banho e nem escovei os dentes, por favor, deixa pela menos me arrumar.
— Não precisa, você já acorda cheiroso. — Ian não parava, suas mãos massageavam o membro dele enquanto chupava seu pescoço.
— Porr...mmmm...favvorrr.— gemia Mio enquanto contorcia-se na borda da pia.
— Tudo bem, vamos tomar um banho juntos.— respondeu retirando sua mão do lugar indevido.
— Não!— disse Mio vestindo-se rápido — Eu vou tomar banho sozinho e você... Me espera aqui!
Ian não gostou de sua ideia, mas resolveu aceitá-la pois não queria forçá-lo a nada, decidiu tomar seu banho no banheiro de baixo ao invés do seu quarto. Alguns minutos depois, Mio desceu vestido mais à vontade com o cabelo ainda úmido; encontrou Ian também banhado usando somente uma bermuda o esperando no balcão da cozinha. Seu rosto não parecia muito animado e Mio começou a pensar sobre o que significava aquela expressão, já que mais cedo ele parecia bastante agitado.
— Sente-se melhor agora? — perguntou ele ao avistar Mio.
— Sim...Ian se você quiser continuar... Sabe? Pode continuar se ainda quiser...— tentava ele reacender a chama que o outro demostrava a poucos minutos.
— Por que você não experimenta primeiro esse maravilhoso bolo? Aproveita e toma um pouco de suco também, que tal café? — dizia colocando tudo próximo a ele.
Mio ficou surpreso com sua reação estranha, imaginou que Ian havia perdido o apetite em possuí-lo, e por conta disso estava desviando sua atenção para aquilo oferecendo o banquete que havia preparado. Não demorou muito para ele entender sobre o quê significava aquela atenção toda com seu desjejum; tudo que ele havia preparado estava impossível de se comer. Assim que colocou um pedaço da fatia do bolo em sua boca, cuspiu no prato pois estava terrivelmente doce e semi-crua, o suco muito amargo e o café... Melhor não querer saber.
Ian ria da cena, e Mio ficou chateado por aquilo, levantou-se da mesa e saiu recolhendo toda comida e jogando na lixeira. Ian tentou ajudá-lo a limpar a mesa sem perceber que ele estava realmente zangado por tudo ter dado errado.
— Desculpe, minha intenção era de agradar, mas acabei virando motivo para zombaria. — reclamava enquanto despejava todo o suco no ralo da pia.
— Não fique triste, a intenção é o que conta. Além do mais, só em ter você, já me sinto um cara de tremenda sorte. Não será um café ruim... Que mudará o que penso, você é especial. — disse dando um beijo em sua bochecha.
Mio sentiu sua respiração pesada com aquelas palavras, ele disse que ele era especial? Poderia considerar aquilo uma confissão de amor? Borboletas circulavam em seu estômago, ele queria acreditar que Ian o amava também, assim como ele. Queria ouvir aquelas palavras vindo de sua boca.
— Ian, você me ama? — perguntou depois juntar toda sua coragem.
Esse o olhava surpreso e sem muita reação, parecia estar pensando em uma resposta que o agradasse e Mio ficou nervoso achando que tinha sido rápido demais. É claro que Ian com tanta experiência de vida não iria se apaixonar por um cara como ele assim tão facilmente, ele deveria estar pensando em uma forma de rejeitá-lo docemente. Mio já estava arrependido de ter feito aquela pergunta, enquanto pensava nessas coisas, Ian roubou sua atenção com um beijo de repente.
— Se os sintomas de estar amando alguém for uma necessidade enorme de protegê-la, perdesse em seus olhos sempre que tenta falar diretamente com ela, não querer se separar dela nem por um segundo... Sim, acho que estou amando você. Confesso que tenho sentido emoções com coisas bobas e sem sentido quando estou perto de você, não é à toa que te acho especial, Mio. — novamente voltou a beijá-lo, mas dessa vez mais intenso que antes.
Mio jogou a vasilha de suco atrás de si, e passou os braços em torno de seu pescoço, entregando-se totalmente ao beijo. Suas línguas brincavam dentro da boca, e as mãos de Ian percorriam seu corpo removendo todos os obstáculos que impedia o contado com sua pele. Colocou Mio de costas para ele, apoiando-o na pia, ficou admirando aquela pequena bunda que mais rosada ficava com os toques ousados de suas mãos, se não tivesse sido impedido mais cedo com toda certeza teria o possuído usando aquele avental. Ian não conseguia resistir o poder que Mio tinha sobre ele, em pouco tempo ele virou alvo de seus delírios fosse no trabalho, enquanto dirigia, em uma conversa com amigos; sempre vinha em sua mente a imagem de Mio e as coisas que ele gostaria de fazer com ele. A forma como o corpo de Mio esquentava com seus toques, aumentava seu desejo de usufruí-lo, colocou seu membro entre suas coxas roçando no corpo do seu parceiro que gemia empolgadamente, Mio virou o rosto para o lado afim de beijá-lo e Ian trocou com ele beijos ardentes e lambidas ousadas. As mãos de Ian apertavam o bico discreto do seio de Mio, enquanto seus quadris mexiam em uma dança erótica, Ian estava muito excitado para ficar somente nessas preliminares queria sentir Mio a fundo. Pegando rapidamente o pequeno frasco que, estrategicamente colocou depois do banho em sua calça, e lubrificou a região onde gostaria de entrar.
Mio desejou que aquele momento durasse para sempre, era maravilhoso sentir Ian dentro dele, desejando-o daquela forma. Pensava que depois de fazer amor com ele seria capaz de fazer qualquer coisa, só precisava permanecer junto a ele para sempre. Depois de transbordarem de prazer de pé em frente a pia, Mio timidamente pediu algo a Ian:
— Você me promete que isso não irá mudar quando voltarmos para nossas vidas?
— Prometo, eu não quero que mude.— respondeu o outro o beijando carinhosamente.
— Eu te amo, Ian. — desabafou abraçado a ele.
— Eu também te amo meu pequeno anjo. Não ficaremos juntos, independente do que aconteça.
— Sim!— respondeu Mio feliz.
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