Stalker

47 Retenção


Notas iniciais
Espero que todos que acompanham está fic, comentam,recomendam, tenha um excelente inicio de ano, que 2015, traga novas mudanças, e muita felicidade! Kia

Mio acordou cedo demais naquela manhã, estava inquieto e nervoso, seu coração estava inquieto como se algo ruim estivesse prestes a acontecer. Pensou que a sensação fosse por conta de sua decisão de voltar para visitar sua família, o medo do que ouviria, ou de se bater com Ian logo de cara. Combinou com a Anabella ir primeiramente se encontrar com Rafael, antes de ir para casa, o problema era que seu celular havia ficado em casa e ele não sabia como entrar em contato com ele, a não ser indo diretamente na empresa, que possivelmente não estaria funcionando por ser feriado. Mesmo assim, iriam tentar ver se pelo menos a recepção estava aberta para saber onde ele morava e ir diretamente em sua casa. Enquanto sua amiga preguiçosamente levantava, ele tomou seu café da manhã, bem básico, tomou banho e se arrumou. Pensou em passar na padaria que ficava na parte de baixo do prédio, para comprar alguns lanches e pegar o jornal, o qual o entregador por preguiça de subir as escadas deixava sempre na padaria. Chegando lá, encontrou sorridente o dono da estabelecimento, fazendo os últimos retoques na decoração natalina. Mio já havia criado amizade com o homem, por sempre assumir o lugar de Anabê e ir comprar os paes.

— Bom dia, Senhor Akame! — cumprimentou assim que entrou.

— Bom dia, Mio! Feliz Natal! Notou como o dia amanheceu lindo? Aqui o seu jornal. — disse o homem já entregando.

— Feliz Natal, realmente, o céu está bem ensolarado bem cedo.

— A minha esposa deixou isso de presente para a Anabella e você, são os preferidos dela, não? — disse o homem entregando alguns cupcakes coloridos embalados. Mio pegou eles e agradeceu. — Diga que é um presente e agradecimento pelo presente de Natal que vocês deram. A auto estima dela voltou novamente, estou muito feliz em vê-la contente.

— Fico feliz, a Ana que sabe bem como escolher vestidos que valorizem o corpo da cliente, eu só escolhi a estampa mesmo. Bem, já pegou o jornal, irei voltar porque ela adora tomar café lendo eles. Ah, o senhor me ver aquele pão doce com frutas cristalizadas? Irei levá-os também. — pediu ele, o homem pegou o pão desejado e deu a ele.

— Aqui, é por conta da casa hoje. Sobre o jornal, é melhor evitá-lo hoje, logo na pagina principal fala sobre um arrombamento em um bairro de classe média, onde dois irmãos foram espancados quase até a morte. As pessoas não respeitam nem o que o dia hoje representa, isso é triste. — disse o homem, balançando a cabeça em reprovação.

— Que triste, eram crianças? —perguntou Mio preocupado.

— Não, já eram dois homens adultos. Pelo que li, nem envolvimento com nada de ruim eles tinham, foram simplesmente atacados em sua própria casa. Ninguém está seguro hoje em dia, nem em casa.

— Infelizmente, bom Sr. Akame, irei subindo, evitarei noticias ruins hoje. Obrigado pelo pão.

Mio subiu correndo, ansioso para entregar o jornal a Anabella e fazê-la tomar seu desejum rápido para viajarem de volta para sua cidade. As passagens já haviam sido compradas online para ir de ônibus, eles chegariam me menos de duas horas. Precisava apressá-la para não perder o horário de saída do ônibus.

— Bom dia, Mi! Pegou o jornal de hoje? — disse a amiga saindo do quarto ainda de pijama de ursinhos.

— Sim, queria adiantar tudo. Aqui o seu jornal. — disse seguindo-a até a cozinha e entregando.

Ela pegou o jornal em sua mão, e sentou-se na mesa para tomar o café.

— Isso na sua mão são aqueles cupcakes de brigadeiro que amo?

— Sim, são e ainda tem pão de frutas. Os cupcakes são um agradecimento da Sra. Akame, e o pão do marido dela. Você poderia comê-los bem rápido para não perdemos o ônibus? — pediu ele se servindo de um copo de leite, e encostando-se na pia da cozinha.

— Eles sabem como fazer meu número de vestido aumentar! Calma, querido! Temos ainda muito tempo. — disse ela abrindo o jornal.

— Por sinal, ele falou que uma família foi agredida dentro da própria casa, dois irmãos que não tinha nenhum ligação com trafico ou bandidagem, está na primeira página. Você tem que começar a se cuidar com a segurança desse apartamento, colocar umas grades nas janelas e um interfone.

— Toma, não engordarei sozinha. Você precisa mais de gordura do que eu. — disse ela oferecendo um cupcake — Você vai morar comigo para sempre e me proteger, não preciso me preocupar com isso. — disse rindo.

— Obrigado pelo convite, mas não sou super-herói. Apanharia eu e você. Também dispenso o doce, obrigado.

— Tudo bem, senhor esbelto! Comerei tudo sozinha. — disse ela voltando novamente sua atenção para o jornal.

Mio aproveitou para pensar em como encararia Rafael, seus irmãos e mãe. O que faria, como diria as coisas. A coragem de antes havia diminuído muito.

— Mio... — a voz de Anabella estava um pouco tensa, e sua reação não era das boas.

— Que cara é essa? A previsão de hoje de seu horoscopo diz alguma coisa ruim? — brincou ele.

— Como era o nome mesmo de seus irmãos?

— Se você está planejando novamente tentar alguma aproximação com o Hayato, desista! Meu irmão quando pega antipatia por alguém, é muito difícil voltar atrás, apesar que ele curte umas garotas difíceis. Já o Nan, apesar de ser mais velho, a mentalidade dele parece bem menos que a minha. Nem recomendo.

— Hayato e Nan? Oh, Meu deus! Mio... ah.... — ela parecia não consegui falar o que estava acontecendo, as palavras saiam com dificuldade.

— Você está começando a me assustar! O que aconteceu? — perguntou ele preocupado.

— Amigo... A notícia sobre os dois irmãos que sofreram agressão... São os seus irmãos. Hayato e o Nan. Veja a foto deles, confirme. — disse ela entregando o jornal. — Eu lembrava vagamente do nome do outro mais novo, então não tinha certeza.

A mão de Mio ficou fraca, o sangue sumiu de seu corpo. A caneca caiu no chão fazendo um enorme estrondo e espatifando-se em pedaços. Ele pegou o jornal tremendo, e para sua infelicidade a foto de seus irmãos na forma que se encontravam no registro de identidade, estampava o jornal. Ele tentava ler a notícia para entender de fato o que havia acontecido, mas as lágrimas nublavam seus olhos, dificultando sua leitora.

— Pooo....poo... Por quê? Por quê algo assim aconteceu com eles? — perguntava ele desorientado.

Anabella levantou-se e o abraçou forte, tentando acalmá-lo.

— Não se preocupe, eu estou aqui. Vamos ao hospital que eles se encontram, eles ficarão bem. Respira fundo, tá?

Pedia ela, acalentando ele em seu ombro, enquanto chorava.

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Ian acordou com a garganta doendo, era possível ainda sentir a pressão do braço do brutamonte que o sufocou. Percebeu que estava com os braços amarrados na cabeceira da cama, e seus pés nas pontas dela. Mesmo assim, fez força para tentar sair, mas nada aconteceu, a não ser sentir mais dor nos membros esticados.

— Veja só quem acordou nesse dia maravilhoso! — disse Natally, indo até ele.

Ele olhou em sua direção, ela trajava um vestido de seda vermelho e longo, provavelmente estava provando o que iria vestir no jantar que programou. Porém, Ian não estava disposto a cooperar com sua encenação na frente de seus pais.

— Nossos pais já chegaram na cidade, a noite eles virão diretamente para cá, estou tão empolgada! — disse ela sentando animada. — Não fique com essa cara de preocupado, eu já providenciei tudo. Contratei um bufê, daqui a pouco eles estarão chegando, como pode ver enquanto você dormia, a equipe de decoração passou por aqui, pode ficar tranquilo, eu cobrir você com uma enorme manta, então eles não te viram nesse estado, o que seria constrangedor... — riu ela — Contratei também serventes para nos servir no jantar, comemorar nosso noivado na Natal, foi uma ideia brilhante!

— Aposto que eles irão adorar me ver amarrado na cama. Realmente será brilhante! — ironizou ele.

— Você me subestima muito, amor. Obviamente você estará maravilhoso no terno que escolhi, sendo um amorzinho comigo.

— Verdade? O que te faz crer que isso irá acontecer? — perguntou ele.

— O meu poder sobre você. Veja o que acontece quando você me desobedece. — ela pegou algumas fotos que estavam na cômoda, e começou amostrá-lo, jogando as fotos na cara dele, uma por uma. — Será que sua memoria está voltando, e você agora lembra que sou sua futura esposa, mãe dos seus futuros filhos e que seremos uma bela família feliz?

— O que você fez, Natally?! — gritou ele com raiva, as fotos eram dos irmãos de Mio muito machucados, amarrado em cadeiras, sangrando.

— O que eu fiz? A pergunta correta é o que você fez, Ian? Por que você é tão teimoso com sua noiva? Por que insiste em me deixar furiosa? Eu cumpro com minhas ameaças e você bem sabe disso. Infelizmente, falta alguém nessas fotos... Mas veja só isso aqui! — ela levantou correndo empolgada e foi até a sala, voltou com um jornal na mão — Tcharam! Eu criei uma noticia de primeira página! Olha só o que escreveram: " Dois jovens irmãos foram atacados em sua própria residência em uma tentativa de assalto frustado, no qual acarretou no espancamento quase até a morte de ambos. " — largando o jornal em cima dele, ela sentou novamente alisando o rosto de Ian, que virava a face com nojo dos toques dela. — Meu pai costuma caçar, eu quando menor ia muito com ele, sabe o que ele me ensinou sobre caça? Que para pegar qualquer animal, é muito mais fácil você criar uma armadilha, assim você poupa seus esforços, porque ele vai até você. Advinha quem virá até mim quando ler essa noticia do jornal? Lembra que ontem você ficou feliz por ele não estar por perto? Quanto tempo você acha que ele dura escondido de mim? Enfim, querido, você precisa evidentemente fazer a barba. Mandarei os seguranças te desamarrarem porque sei que você será um bom garoto, até porque, ja tenho pessoas aguardando a chegada do seu albino. Qualquer besteira que fizer hoje, eu não irei pegar leve e somente espanca-lo. Irei acabar de uma vez por todas com a existência dele.

Ela saiu deixando Ian sozinho no quarto segurando a raiva. Se sentiu impotente diante de suas ameaças, por conta dele, a família de Mio estava sendo massacrada, assim como todas as outras famílias que ele se envolveu e ela descobriu. Se ele não a tivesse provocado, se ele tivesse um pouco mais de paciência e fingindo que aceitava tudo que ela dizia até Rafael chegar com as gravações, isso não teria chegado tão longe.

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As pernas de Mio tremiam quando ele chegou no hospital onde seus irmãos estavam internados, era o mesmo que sua mãe trabalhava, Anabella segurava fortemente sua mão dando forças para ele continuar caminhando até o quarto onde eles estavam repousando. Ficou sabendo através de uma das amigas de trabalho da mãe, que o reconheceu assim que chegou, que o Nan chegou a ficar na UTI, devido sua situação, mas que agora estava melhor do que antes, e ambos estavam fora de risco. Mio respirou fundo e olhou para Anabella antes de abrir a porta do quarto, ela fez um "Ok" com a cabeça, incentivando que ele continuasse.

— Mio! Mioo meu filho! Meus deus, obrigada pai por poupar um dos meus filhos! — gritou a mãe saindo correndo para abraça-lo assim que colocou os pés no quarto.

— Mãe... — abraçou Mio chorando — Desculpe por não está com vocês nessa hora.

— Graça à deus você não estava, eu não iria aguentar mais um filho meu nesse estado.

— Maninho, que bom que você está bem. — falou Nan com dificuldade, seu rosto estava bastante inchado e com vários hematomas, o seu corpo e do Hayato estavam cobertos de gesso. Mio foi para perto deles, ficou entre o pequeno corredor que separava as duas camas, e segurou a mão dos irmãos.

— Por que isso aconteceu com a gente? Qual motivo? Vocês nunca fizeram mal à ninguém, eu deveria estar com vocês na hora, não deveriam ter passado por isso sozinhos.

— Você não aguentaria nem um tapinha — tentou brincar Hayato, bem desfigurado também — Eram somente assaltantes, não encontraram dinheiro como queriam, então resolveram descontar a frustração em nós. Estou aliviado por não está em casa na hora, nem você, nem a mamãe.

— Isso não faz sentido... — dizia Mio confuso — Fomos a única casa que eles assaltaram, moramos no sexto andar, está mais do que evidente que isso não foi aleatório. Foi premeditado!

— Meu filho, deixe isso com a policia, eles resolverão tudo. — disse sua mãe puxando ele para abraçá-lo de novo.

Mio percebeu que os irmãos se entreolhavam, parecendo que algo estava sendo mantido em segredo dele. Mas ele não era mais bobo, queria saber o que era, precisava saber o motivo daquele ato hediondo acontecer com sua família.

— Parem já com esse jogo de olhares, e tentativas de me manter desinformado! — pediu irritado — Quero saber a verdade, por que vocês foram atacados? O que esses agressores queriam?

Novamente, aquela troca de olhares cúmplices entre eles, foi Nan quem começou a falar.

— Já não sabe, o Hayato roubou a namorada de alguém, pronto falei. — brincou.

— Não, foi você quem roubou. — repassou Hayato.

— Se vocês não querem me contar, irei descobrir por mim mesmo. Vou agora na delegacia pegar informações! — disse Mio dando a volta para sair do quarto, mas sua mãe o agarrou pelo braço fortemente, muito nervosa.

— Não! Não! Você não pode sair desse quarto!

— Por quê, não? Por favor! Me contem o que está acontecendo!

Anabella assistia tudo muito confusa, encostado ao lado da porta, o clima no quarto estava tão pesado que nem notaram sua presença.

— Eles estavam procurando por você! Por isso você não pode sair. — disse Nan.

— Nan! — recriminou a mãe e o irmão mais velho.

— Ele tem que saber para se manter seguro. E se ele fosse a policia, iria acabar descobrindo mesmo...

— Por mim? — Mio estava confuso, não entendia motivo — Mas, por quê? O que eu fiz? Vocês foram agredidos por minha causa...

— Não pense dessa maneira, você não tem culpa de nada. Eles deveriam saber que eramos três irmãos, e sentiram falta de você na casa. Só isso.

Mio estava sentindo-se mal, seu corpo estava ficando pesado, sua mãe e Anabella perceberam seu estado e o fizeram ele sentar em uma cadeira.

— Amigo, respira fundo. — pediu Anabê.

— Você é a mal-educada que falou comigo no telefone? — perguntou Hayato para ela.

— O único mal educado é você! — disse ela.

— Está vendo como ela é rebelde, mãe? Onde você conheceu Mio?

— Ele estava perdido e acabou na minha loja, e como vi que ele era um bom garoto, o acolhi até ele resolver seus problemas com a família. — disse dando ênfase na ultima parte.

A discussão iria prosseguir se não fosse a presença surpresa de Rafael que entrou no quarto.

— Rafael? — perguntou Mio confuso com a presença dele ali.

— Mio! Que bom que voltou, fico mais tranquilo agora. É bom que mantenha-se por perto. — disse esse indo abraça-lo. Mio levantou e devolveu o abraço. — E vocês, como estão?

— Não muito bem, como pode notar. — respondeu Hayato, mau humorado.

— E eu que sou mal educada... — ironizou, Anabella.

— Você, eu não conheço. — disse Rafael para ela.

— Eu sou amiga do Mio, Anabella, prazer.

Rafael a cumprimentou com um aperto de mão.

— Era com você que Mio estava todo esse tempo?

— Sim.

— Rafael, o que faz aqui?

— Bom, esse é o grande problema. Eu vim primeiramente, me desculpar pelo o que aconteceu.

— Como assim? Você tem alguma coisa a ver com essa invasão?— perguntou a mãe de Mio.

— Tentarei explicar de forma breve e resumida. — respondeu pegando ar para começar a esclarecer os fatos — Quem atacou vocês, foram subordinados da Natally, noiva de Ian. Eu e ele estamos a um tempo planejando provar que ela é uma criminosa perigosa que utiliza o dinheiro da família rica dela, para criar problemas para todas as pessoas que se aproximam de forma intima de Ian. Claro, ela descobriu sobre o relacionamento que Mio e Ian tiveram, e como Ian ainda mantém os mesmos sentimentos por ele, ela considera Mio uma ameaça ao seu relacionamento imaginário. Ian vive ao lado dela devido as ameaças que ela faz constantemente para Mio, então para evitar que ela realize elas, ele finge está nesse relacionamento doente. Só que ontem, ele perdeu a cabeça, pensou que por Mio está longe daqui e ninguém saber seu paradeiro, ele estaria seguro, e resolveu que não iria mais fingir está noivo dela. Ela mandou os seguranças dela o agredir e o amarrou na cama desacordado para que não fugisse, e para mantê-lo sobre ameaça, já que os pais deles estão chegando hoje a cidade para o jantar de noivado que ela planejou, ela mandou os seguranças irem atrás de Mio e de vocês. Inclusive tiraram fotos suas desacordados para que Ian visse o que eles são capazes de fazer.

Todos escutaram a história chocados, Anabella foi a primeira a falar.

— Mas, como você sabe disso tudo?

— Bom, essa é a minha parte da culpa. Eu e ele implantamos câmeras escondidas afim de gravar ela confessando seus crimes, infelizmente, eu resolvi dar uma saída ontem e não conferir a gravação, ela tem o momento que ela agride ele, e manda seus capangas atacarem vocês. — disse olhando para os irmãos de Mio.— Se eu estivesse em casa, cumprindo o combinado e assistindo as gravações, poderia ter evitado isso, enviando a polícia para residencia de vocês. Sinto muito.... Em contrapartida estou disposto a bancar todos os procedimentos para que voltem a serem como antes, assim como todos prejuízos matérias que tiveram.

— Não precisamos de suas esmolas. — disse Hayato.

— Não são esmolas, são uma ajuda sincera. Por segurança, contratei seguranças que ficaram vigiando o quarto de vocês, e o apartamento. Aonde forem, até esse problema ser resolvido, eles estarão por perto.

— Eu quero a gravação, irei agora na policia denunciar essa mulher! — exclamou a mãe de Mio, furiosa.

— Entendo perfeitamente, eu irei ajudar quanto a isso, o problema é que ainda precisamos da gravação, prometo que ainda hoje irei na policia e darei a gravação para eles, porém, antes preciso mostrar essa gravação para os pais de Ian e principalmente, os pais da Natally. Eles são pessoas ricas e influentes, cheias de contatos, se não provarmos que a filha deles é uma pessoa doente e perigosa, eu posso te garanti que eles não permitirão que ela fique nem um único dia na cadeia. É necessário fazê-los reconhecer os erros dela, para que ela pague por todos os problemas que causou nesses anos.

— É um absurdo! Olha o que ela fez com meus filhos, e ainda está a caça do meu caçula. Você quer que eu sente e espere?!

— Mãe, para! Ele tem razão. O que adianta você ir agora denuncia-la e os pais dela com todo seu dinheiro e advogados removerem as queixas, deixando ela solta novamente? Ian precisa provar isso, — disse Mio.

— Depois de tudo que ele fez para você e seus irmãos, olha a situação que estamos! Você ainda o defende?

— Mãe, Ian é vítima também. Ele tem passado isso por anos, a gente não! Tenha um pouco mais de compaixão, ele não é culpado por alguém amá-lo de forma doente.— argumentava Mio.

A mãe estava inquieta, não conseguia aceitar aquilo.

— Além do mais senhora — voltou Rafael a falar — Natally nunca suja as próprias mãos, ela contrata bandidos e pagam bem para que mantenham-se calados. Todos esses anos, tentamos provar que ela financiava eles para fazerem suas vontades, e essa é a única vez que realmente temos uma prova disso. Deixe conosco, saberemos como proceder sobre isso, além do mais, se os pais de Ian verem a gravação, com a influencia da família dele, com toda certeza eles conseguirão lutar de igual para igual contra a família de Natally, garantindo que ela pague pelos seus crimes. A senhora só precisa espera mais um pouco, para ter mais pessoas ao seu lado.

— Façam como quiser, mas cobrarei caso não veja nada feito. — disse ela.

— Entendo, obrigado.

— Rafael, eu preciso falar com você. Lá fora, por favor. — pediu Mio — Vem, Ana. — disse chamando a amiga.

Quando sairam, Mio começou a falar.

— Como o Ian está? Ele está muito mal, corre risco de vida? — perguntou preocupado e aflito.

— Antes de sair de casa, a ultima gravação foi dela soltando ele das cordas que o prendiam a cama, claro, na base da ameaça de te matar, caso ele não se comportasse como o combinado. Então, por enquanto, ele está bem, mas você tem que se manter escondido. Ela está a sua procura. — disse Rafael colocando a mão no ombro dele.

— Eu não posso ficar simplesmente de mãos atadas vendo-a fazer essas atrocidades, preciso fazer alguma coisa.

— Olha, que tal você fica na minha casa? Você pode levar sua amiga também, eu irei no jantar de hoje com a gravação para amostrá-los, você pode assistir tudo pela TV da minha casa. Seria melhor para você assim?

— Sim, eu quero! Irei falar com minha mãe e irmãos, logo volto para ir com você.

— Tudo bem, eu aguardo aqui.

Mio entrou no quarto, deixando Rafael e Anabella do lado de fora, os aguardando. Os dois se entreolharam-se, Rafael sorriu disfarçadamente, e ela ficou levemente corada,

— Você não irá escapar das minhas perguntas depois. — disse ele.

— Mal posso esperar por isso. — respondeu sorrindo.

Mio apareceu confirmando que iria, e sairam para a casa de Rafael.