Stalker

48 Perigo!


Notas iniciais
Reta final :)

Ian estava revoltado, sem clima para festas familiares de final de ano. Ainda mais reencontra-los daquela maneira, encenando uma farsa, contrariando seus argumentos de que ela o perseguia e machucava as pessoas que ele se apaixonava. A campainha da casa tocou, eram os seus pais e os pais de Natally. Sua mãe, assim que o viu, foi correndo abraça-lo, fazia anos que eles não se viam e ele sentia muitas saudades dela. Porém, como ela era de sempre ficar do lado de seu pai, quando algum problema acontecia com ele, na sua fuga, se afastou dela também. Seu pai veio cumprimentá-lo um pouco mais frio do que sua mãe, porém, aliviado por seus planos de futuro estarem se concretizando. Melhor estava ao saber que Ian não havia se tornado um vagabundo, ao contrário, era vice-presidente de uma empresa importante no mercado, e vivia totalmente baseado na sua renda, sem sua ajuda ou financiamento. No fundo, sentia orgulho do filho, que mesmo sem sua ajuda, se tornou um homem de negócios. Casando-se com Natally, melhoria seu status e a relação com a família dela, outra aliada nos negócios.

O problema era que Ian não estava contente em ver seu pai, ao contrário disso, estava magoado e irritado. Se seu pai tivesse acreditado nele desde o inicio, ninguém nunca teria sido ferido por Natally. Estava ansioso pela chegada de Rafael para que a falsa confraternização e noivado terminasse de uma vez, apesar que já não considerava mais seguro utilizar seu plano, por conta da segurança de Mio que estar em perigo. Ele tinha certeza que Mio apareceria quando visse a notícia no jornal, se isso acontecesse, as chances que os capangas escondidos de Natally o sequestrasse, seriam maiores.

— Filho, fico tão feliz que as coisas finalmente entraram nos eixos entre vocês. Podemos ser uma grande família feliz e unida novamente. Meu coração sempre se manteve aflito com seus sumissos e falta de contato. — disse sua mãe, acariciando seu cabelo.

— Ele sabe que fez a melhor escolha dele, minha filha será uma excelente esposa. — falou o pai de Natally orgulhoso.

Ian respirava fundo e tentava esboçar algum sorriso, mas seu corpo não ajudava a contracenar. Natally, para disfarçar o humor dele, tomava iniciativa nas conversas.

— Meu amor está muito cansado esses dias, o trabalho e os preparativos para o casamento tem usado muito do seu tempo, o pobrezinho mal consegue dormir. Principalmente hoje, que é nosso noivado oficial na frente de vocês, Ian ficou acordado à noite toda refletindo em como se comportar para ser aprovado. Não é amor? — disse ela deitando a cabeça no ombro dele, e segurando forte o seu braço. Dando apertões para que ele confirmasse.

— Sim, estive muito ansioso e cansado por conta disso tudo. Desculpe, minha falta de ânimo.— respondeu sarcástico.

— Isso é só o começo, quando as crianças chegarem, você terá uma ideia do que é ficar acordado por conta da família. — disse o pai dele, fazendo todos na mesa rirem, menos Ian.

Uma das profissionais contratadas por Natally, apareceu na sala para avisar que o jantar estava pronto. Natally convidou todos para mesa, uma enorme de vidro que ela comprou de última hora, ornamentada por velas e frutas, diferentes tipos de comidas, e o banquete principal, um enorme peru no centro.

Ela sentou-se do lado de Ian, e nas pontas os respectivos chefes das famílias, com suas esposas logo ao lado.

— Querida, você quem montou esse jantar? — perguntou a mãe de Natally para ela.

— Sim, mama. Fiz questão que na mesa tivesse tudo que cada um gosta, para não ter nenhum tipo de problema.

— Que mulher perfeita você se tornou, estou orgulhosa de você. — disse a mãe, tocando a mão dela por cima da mesa.

— Obrigada, mama.

— Decidiram quando será o casamento? Nos fizeram esperar tanto, que espero que seja logo. — perguntou dessa vez, o pai dela.

— Decidimos para o fim do... — a resposta dela foi interrompida pelo toque da campainha, Natally não contava com mais ninguém para o jantar, por isso estranhou alguém aparecer assim do nada. Logo se sentiu arrependida de ter enviado os seguranças na caça de Mio, ao invés de deixá-los disfarçados no prédio para evitar visitas surpresas.

— Esperam mais alguém? — perguntou o pai de Ian.

— Na verdade, não.

— Sim, o Rafael meu sócio, eu o convidei. — respondeu Ian.

— Você não me disse nada querido, eu poderia ter colocado mais um lugar na mesa para ele. — respondeu ela tentando conter sua raiva.

Ela não queria a presença de Rafael no jantar, sua intenção era que somente a família estivesse presente. Mas, não poderia descontar sua raiva em saber isso em cima da hora, na frente de todos.

— Desculpe, querida, mas o Rafael é como irmão para mim, e como não tinha certeza se ele vinha, acabei esquecendo de te avisar. — Ian olhou para trás, esperando esperançoso ver a figura do amigo entrando pela porta para salvá-lo, porém, seus olhos arregalaram-se quando percebeu que não era ele. Levantou-se rapidamente da mesa.

— Me deem licença, por favor. Irei resolver esse pequeno problema da empresa e volto logo. Podem começar a comer sem mim.— disse afastando-se de todos.

Natally não estava gostando nada de como as coisas estavam saindo, ficou irritada, e queria saber o que estava acontecendo, porém, para não criar um mal-estar no seu plano de noivado perfeito, continuou conduzindo a situação, voltando a falar sobre o casamento, enquanto Ian, arrastava novamente para fora do apartamento, sua visita inconveniente.

— O que faz aqui?— perguntou ele irritado.

— Eu quero saber onde Mio está escondido, aposto que você sabe alguma coisa. Sua noiva fez alguma coisa com ele? Eu tenho certeza que tem dedo de vocês nessa historia de assalto na casa dos Kimura. — disse Kame irritado, confrontando Ian.

— Cara, guarde suas histórias para seu psicanalista, agora saia daqui antes que você ferre com tudo!

— Ferrar com o quê? Com sua festinha de natal, sabendo que Mio está por ai correndo perigo, e os irmãos deles foram quase assassinados? Você é um merdinha que só entrou na vida dele para estragar com tudo. Se não fosse por você, nada disso teria acontecido. Ele estaria agora seguro do meu lado, sendo feliz.

Ian sentia o fedor de álcool saindo de suas palavras, sabia que não valia a pena ficar discutindo com ele, ou provocando dizendo algumas verdades. Então, fez de tudo para encerrar rapidamente aquela conversa. Antes que Natally aparecesse ali.

— Sim, Mio corre perigo. A minha noiva é uma psicopata que quer matá-lo, se ela ver você aqui na minha porta, irá pensar que você sabe onde Mio está, e irá mandar os capangas dela fazerem com você, o que fez com os irmãos dele. Você está se fazendo um alvo fácil, se Mio voltar para a cidade e procurar sua ajuda, por sua causa, ele vai correr risco de vida, porque estarão na sua cola, aguardando ele aparecer. E o pior pode acontecer, só porque você resolveu dar uma de machão! Faz um favor para você mesmo, e para o Mio. Saia daqui, agora!

Kame ficou contorcendo a boca, queria discutir sobre aquilo, mas sentiu que poderia ser possível que Mio o procurasse para pedi ajuda, e esse seria um bom momento para reconquistá-lo. Saiu andando de costas e balançando o dedo indicador pra cima e pra baixo, como se estivesse aceitando aquilo somente por ele ter dito algo que poderia ser realmente verdade. Porém, que não ficaria assim.

Andando de costas, se bateu com Rafael que chegava ao apartamento.

— Você também, você me deve! Você me deve! — disse Kame para Rafael antes de pegar o elevador e ir embora.

Rafael olhou para Ian com a sobrancelha arqueada.

— Isso foi uma ameaça? Não sabia que tinha o convidado.

— E não convidei, por pouco ele não cria uma situação pior do que estou passando no momento.

— Todos já chegaram?

— Sim, já começou o jantar. Sobre o nosso plano, acho melhor adiar. Você deve ter visto o que aconteceu com os irmãos de Mio por causa de ontem, se ela encontrá-lo antes da gente, ela não o poupará. Ela está bem pior do que os últimos anos.

— Não se preocupe quanto a isso, manteremos o plano. Mio está seguro em minha casa, cercado de seguranças. Ele apareceu hoje no hospital, depois que leu as notícias sobre os irmãos.

— Como ele está? — perguntou Ian agitado por informações.

— Como deve imaginar, destroçado.

Ian se sentiu ainda mais culpado, nesse momento, Natally apareceu abrindo a porta.

— Quanto tempo você pensa passar do lado de fora, quando estamos comemorando nosso noivado?

— Já estamos entrando... — respondeu Ian a contragosto.

— Deixe comigo, não irei prolongar mais essa situação— próximo do ouvido de Ian, Rafael sussurrou — Nesse exato momento ele nos assiste em minha casa.

Ian ficou um pouco inquieto em saber que Mio presenciava aquela palhaçada, imaginou o que ele poderia estar pensando sobre isso tudo, sobre ele.

Com todos novamente à mesa, e apresentados a Rafael, finalmente o "clima" voltou ao que estava antes da visita surpresa de Kame.

— Eu lembro de você, foi colega de quarto na faculdade que o Ian frequentou não?— perguntou a mãe de Ian para Rafael.

—Boa memória, senhora. Sim, fomos colegas de quarto, foi onde nos conhecemos.

— Você também fugiu dos seus pais para não encarar as responsabilidades de ser adulto? — perguntou em tom irônico o pai de Ian.

— Não, eu não tive os mesmos motivos que o Ian, mas entendo perfeitamente os motivos dele para ter chegado a esse ponto.

— E que motivos foram esses? Fiquei curioso, sinto uma conversa paralela aqui. — perguntou o pai de Natally encarando os homens da família Rolf.

— Quanto a isso, por que não pergunta ao meu pai? — provocou Ian.

— Não tem nada com que se preocupar, só infantilidades de Ian quando mais novo, hoje ele prova que tudo isso foi superado.

— Engano seu, nada foi superado, ao contrário, as coisas se tornaram piores do que eu poderia imaginar. Chegou a um ponto absurdo e inaceitável. — respondeu Ian com raiva. — Lembra a primeira vez que eu te alertei que a Natally me fazia mal? Você me ignorou, e todos que gostavam de mim, foram afastados. — os pais de Natally se entreolharam-se. Essa tentou mudar o rumo da conversa.

— Amor, acho que você bebeu vinho demais, pega leve.

— Não querida, até o momento, não coloquei uma gota de vinho na boca. Sabe-se-lá que tipos de venenos podem conter ai dentro. — Ele se voltou para os pais de Natally — Vocês sabiam que a filha de vocês é uma louca e criminosa? Que desde criança ela me persegue e a todos que eu me relaciono? Eu sempre tentei alertar meus pais sobre isso, mas eles nunca quiseram acreditar em mim. Ao contrário, diziam que eu estava tentando esconder o que eles consideram "mau comportamento" porque fui sincero e confessei para eles que eu gostava de garotas e garotos. Porém, isso era muito vergonhoso para a família Rolf. Era preferível me obrigar a casar com uma lunática, a me deixar viver em paz com quem eu quisesse. Por esse motivo fugi. E em todas minhas fugas, Natally esteve presente, me caçando como um lobo, usando o dinheiro de vocês para contratar bandidos para ameaçar a minha vida e a vida de qualquer um que se relacionasse comigo.

— Chega, Ian! — exclamou o pai dele, batendo na mesa — Estou farto de sua falta de respeito para com os outros. Pensei que com os anos, finamente tivesse se tornado um homem de verdade e tomado um rumo na vida. Mas continua o mimado problemático de sempre.

Ian levantou da mesa, junto com Rafael, esse seguiu para sala, para preparar a televisão e passar o CD com a gravação editada das confissões e armações de Natally. Ele virou a manhã caçando tudo que era possível, para juntar ao CD. O histórico de relacionamentos de Ian, e todos os motivos estranhos que aconteciam com as pessoas que se relacionava com ele.

— Claro, como sempre você sendo o excelente pai que é...— dizia enquanto removia a parte de cima da roupa — Me diga, Pai até aonde vai minha infantilidade? — perguntou mostrando o corpo cheio de hematomas e cicatrizes.

A mãe dele colocou a mão na boca, horrorizada com o que via. Os pais de Natally tentavam entender a acusação.

— Você não espera que eu acredite que uma mulher fez isso em um homem como você?— perguntou o pai dele rindo.

Ian nada respondeu, foi para sala, sendo seguido por todos.

— Ian que merda você pensa que está fazendo? Você esqueceu o que eu falei mais cedo, é isso?!— gritou Natally revoltada.
— Vejam, um pouco do que eu passo todos os dias com a sua filha. — disse mostrando o vídeo que já rolava na televisão. Todos focaram sua atenção na tela, para entender o que ele queria dizer.

Natally tentou desligar a TV, mas foi impedida por Rafael, então tentou interferir, passando na frente dos pais, pedindo que não olhassem para a tela. Mas o som do aparelho foi colocado no último volume, era bem claro sua voz dizendo ameaças. Sua mãe olhava chocada para a tela não conseguindo reconhecer a própria filha, seu pai nada dizia, assistia tentando manter a imparcialidade. Os pais de Ian se sentaram no sofá incrédulos com tudo que via e ouvia, na parte que Rafael colocou como bônus, mostrando a vida das pessoas que Natally destruiu por terem se relacionado com Ian, Mio e sua família eram os últimos. Rafael fez questão de colocar a noticia do jornal, mostrando a ameaça que ela havia feito em vídeo, e a realização do fato. Foram quase vinte minutos de choque e horror. Quando o vídeo acabou, todos os outros ficaram em silêncio, Ian então tomou a palavra.

— Finalmente, agora eu tenho o suficiente para colocar sua filha na cadeia, por tudo que ela me fez passar todos esses anos. — disse para os pais de Natally.

— Isso é uma grande mentira! Gente, não acreditem neles! Isso é montagem, não ver? Não parece comigo! Esse Rafael tenta levar Ian para o mal caminho, ele quer acabar com nosso relacionamento... — insistia Natally em se defender.

— Para! Chega de dizer que temos um relacionamento, eu nunca tive nada com você! — gritou Ian — Eu amo e sempre amarei o Mio, nada do que você fale irá mudar esse fato. Ele é o único que penso todas as noites, todos os dias, o único que eu queria que estivesse comigo num dia de hoje confraternizando com meus amigos. O único que eu quero para toda minha vida, porque ao lado dele eu sou um homem muito melhor. Diferente de você, que só traz o pior de mim.

— Você não vai terminar comigo! Não vai ficar com aquele maldito! — gritava ela, tentando bater nele.

Ian a segurou pelos pulsos firmemente, o pai de Natally finalmente reagiu, pegando a filha e trazendo para o seu lado.

— Não toque em minha filha! Eu acredito no que ela diz, está na cara que esse video não passa de uma farsa, criada para nos confrontar. Como seu pai mesmo disse, isso não passar de uma infantilidade sua, que não tem a menor graça. Lamento por eles por terem um filho como você, desrespeitoso com a vida alheia. Essas acusações são coisas graves e vamos resolver isso judicialmente. Depois dessa cena, eu não quero nenhuma ligação com os Rolf, muito menos que minha filha volte a se envolver com uma pessoa como você. — sentenciou ele.

Foi a mãe de Ian que foi em defesa do filho, levantando-se e se pondo na frente dele.

— Como você é capaz de ignorar o que acabou de ver? Até a pouco, sua filha se comportava exatamente como mostra na gravação! Eu passei anos ignorando os pedidos de socorro do meu filho, por não achar capaz que a Natally fosse esse tipo de pessoa, enorme engano meu. E me arrependo amargamente de ter dado ouvidos a ela, ao invés do meu filho. Sangue do meu sangue. Sei que fui preconceituosa, e desejei esse casamento para evitar que ele se relacionasse com um homem, e foi uma das piores decisões que já tomei. Mas não cometerei esse erro outra vez, quem irá entrar na justiça contra alguém aqui sou eu!

— Não seja ridícula! — continuou o pai de Natally — Que moral tem seu filho, passou anos sem dar uma única notícia,que confiança ele passa? Ainda é promiscuo! Posso provar facilmente que tudo isso não passa de uma armação! Ele sempre soube que a minha filha era apaixonada por ele, desde a infância, e criou esse circo somente para humilha-la, por capricho. Isso não ficará assim!

— Chega! Chega! — gritou de repente a mãe de Natally, sentada no sofá, em pratos — Nós dois sabemos que ele pode estar certo, a Natally sempre teve essa fixação pelo Ian, sempre pedindo-nos para levá-la até a casa dele, estudar na mesma escola, ir para os mesmos lugares. Eu mesma encontrei um álbum de quando ela ainda era adolescente, cheia de fotos do Ian, com recortes de revistas de casamento. Mas preferir ignorar, porque achei que se ela se casasse finalmente com ele, ela voltaria ao normal. As coisas ficariam simples...

— Cale essa boca, mulher! — gritou o marido para ela — Como pode virar-se contra tua própria filha?

— Quem tem que calar a boca aqui é você! — dessa vez o pai de Ian reagiu, levantando-se e encarando o antigo amigo — Eu errei, errei muito feio com minha família. Ignorei os pedidos de socorro do meu único filho, pensando que fosse rebeldia. Todos esses anos, ele esteve lutando sozinho, contra a sua filha e as maldades dela. Eu acredito em tudo que vi aqui, e não deixarei que nunca mais nessa vida, em quanto eu viver, alguma coisa volte a acontecer de ruim para ele. Nem que eu tenha que destruir uma amizade de anos, eu não permitirei que sua filha continue criando problemas para o meu filho. — virando para Ian, o pai colocou uma mão em seu ombro, os olhos estavam cheios de lágrimas de arrependimento— Perdoe esse pai inútil que Deus lhe deu, que não soube de defender quando precisava, que quase permitiu que alguém tirasse você dele. Eu prometo que nunca mais serei contra nada que me disser, por mais absurdo que eu ache.

— Eu te perdoou, pai. — disse abraçando o pai fortemente, o homem que ele nunca viu chorar até aquele momento.

O pai de Natally pegou a filha, e chamou a esposa para irem embora.

— Vamos sair desse lugar asqueroso, sinto náuseas me manter no mesmo lugar que está família. Vamos embora filha daqui, você não merece esse tipo de pessoa!

— Não! Não! Não! Não! — repetia ela balançando a cabeça e se soltando das mãos do pai. — Ninguém irá me separar de Ian de novo, não! Eu lutei muito para consegui chegar até aqui, e fazer esse noivado, ninguém vai destruir isso! Saiam todos da nossa casa, agora! Agora!!! — gritava histericamente.

— Filhinha, o que está dizendo?— perguntava o pai confuso com sua reação.

A campainha tocou em um péssimo momento, Ian imaginou que fosse o porteiro reclamando do barulho que Natally fazia com seus gritos, até as garçonetes e cozinheiro que ela havia contratado, ficaram parados nos cantos olhando assustados a cena. Porém, quando uma de suas contratadas para a recepção abriu a porta, a surpresa e choque de Ian e Rafael foi grande.

— Você!— gritou ela para Mio — Você seu miserável, é tudo culpa sua! Seu desgraçado! Seu verme maldito! Você veio me confrontar? Veio tentar roubar Ian de mim! — gritava ela, foi até a mesa onde estava todos os talhares, pegou sutilmente a faca afiada para cortar o peru e ainda de costas ameaçou — Hoje eu irei acabar com o seu feitiço, irei libertar Ian de suas garras. Sua aberração! — gritou, saindo correndo com a faca suspensa no ar, na direção de Mio que ficou imóvel de medo.

Notas finais
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