Stalker
45 Esquemas

Pela primeira vez, Ian e Rafael planejaram uma forma que pudessem provar a agressividade e estabilidade emocional de Natally queriam encher a casa de micro câmeras escondidas. Porém, tinha uma grande dificuldade em tirar ela de dentro do apartamento junto com seus seguranças por um bom tempo, para que Rafael e seus funcionários contratados pudessem entrar no local e plantar as câmeras em locais estratégicos.
Depois de muito pensar, Ian resolveu que passaria um dia inteiro com Natally, aproveitaria as festividades como desculpa para fazerem compras, já que seus pais estavam para vir ainda naquela semana. A intenção seria distrai-la o dia todo, até receber a confirmação de que tudo estava pronto por Rafael. Naquela mesma hora, a mãe me Mio refletia se deveria ou não ligar para Rafael informando que tinha noticias sobre o filho mais novo, apesar do chefe do filho parecer alguém de confiança, isso não mudava o fato que ele era amigo de Ian, causador de todos os seus problemas. Depois de tanto pensar, resolveu compartilhar a notícia.
— Rafael Valles, com quem falo?— respondeu ele do outro lado da linha.
— Bom dia, aqui é a mãe do Mio, liguei para comunicar que ontem ele mandou finalmente notícias.
— Que ótimo! Ele voltou para casa? Está tudo bem com ele?
— Na verdade, não. Ligou para dizer que estava bem, mas deixou muita informação no ar. Diz está na casa de uma amiga que ninguém sabe quem é, e nem onde mora. Se o senhor tiver informações de amizades femininas que ele possa ter feito na empresa, seria te grande ajuda para procurarmos.
— Claro, claro. Irei investigar isso, e informarei caso descubra alguma coisa. Mas, ele está bem mesmo?
— Foi meu filho mais velho quem atendeu, eu não estava em casa na hora. A garota que esta vivendo com ele atualmente, foi quem ligou falando primeiro, meu filho não gostou dos modos dela, e está preocupado que ela influêncie Mio a não voltar para casa. Parece ser alguém muito rebelde e revoltada. Estou muito preocupada com que tipo de pessoas o Mio esteja andando. Ele não era de sair muito, então temo que seja enganado de novo.
— A senhora acha que ele poderia ter se envolvido com alguém suspeito, que pode induzi-lo a coisas erradas? — Rafael perguntou preocupado, sabia que Mio não estava emocionalmente bem.
— Não temos certeza, o que meu filho passou foi uma má impressão da pessoa, Mio atendeu o telefone logo depois, mas não passou muita confiança para o irmão, e encerrou muito brevemente sem nos dizer quando iria voltar. Eu estou muito preocupada, nunca passamos tanto tempo separados e agora nem o no Natal teremos sua companhia, e sabe-se-lá, com quem ele anda, o que estão ensinando de errado para ele... — a voz da mulher quase não saia mais.
— Eu posso imaginar seu sofrimento e medo, senhora. Mas fique tranquila, Mio foi muito bem criado, ele sabe o que é certo e errado, tenho certeza que se ele disse que está bem, é porque ele está. Vamos esperar que ele se sinta à ,vontade para voltar a contactá-los . Quem sabe ele não reflete depois da ligação e volta para casa no Natal não é? Vamos esperar.
— Obrigada pelas palavras, eu sei que essa pergunta vai parecer estranha e talvez você não tenha essas informações por ser hierarquia na empresa, mas sabe de algum comentário sobre Mio está saindo com alguma mulher na empresa?
Rafael conteve à vontade de ri da pergunta. O quão cega a mãe de Mio queria ser? Mesmo que ele esteja atualmente residindo na casa de uma mulher, Rafael tinha certeza que não tem nenhuma relação sexual nessa decisão. As mulheres da empresa achavam Mio bonito, e encaravam ele dando sinais de interesse, mas Mio só tinha olhos para o trabalho e para Ian. Nem notava as investidas delas à sua volta, sempre que Rafael o via pelos corredores, sentia vontade de ri das cenas.
— Na sala que Mio trabalhava só tinham garotos que faziam parte do curso dele, eram poucas as vezes que eles saiam de lá, para fazer um serviço diretamente no computador de um funcionário. Desculpe, mas das vezes que o vi, sempre esteve rodeado de amigos, e nenhuma funcionária em especial.
— Preciso saber quem é essa mulher. Mio não tem muitos amigos, e mesmo os que fez no curso, não eram de vir aqui em casa e nem ele de ir na deles, somente o Kame fazia isso. Ele também, nunca comentou sobre nenhuma amiga, ou namorada. Sempre foi muito reservado. Isso só nos deixa mais aflitos, quem é essa mulher? Onde eles se conheceram? Onde ela mora? São perguntas que não saem da minha cabeça. Eu quero ir na polícia contar sobre a descoberta.
— Senhora,serei sincero. Duvido muito que eles façam algo à respeito disso. Mio deixou um bilhete informando que estaria saindo de casa, e ligou informando que estava bem. Não tem nenhum indicio de desaparecimento ou sequestro. Nada que a policia considere anormal para ceder o tempo deles em investigar. Será perda de tempo e só a deixará frustada. Peço que a senhora seja paciente, e se conforme em saber que ele está bem. Vamos ser positivos, pelo menos agora temos uma confirmação que ele não está machucado ou jogado em um hospital ou vala pela cidade.
— Você tem razão... Mas é que Mio é tão fraco e sensível, é difícil não ficar preocupada com ele.
—Sra. Kimura, o Mio que conheci, não era um menino fraco. Era um homem muito forte. A doença que ele tem, não parece perceptível para os outros, ele estava sempre bem disposto, e saudável na minha visão. Possa ser que vocês ainda estão se baseando no Mio criança. Algo que ele não é mais. Ele é um rapaz forte e proativo. Então, não se preocupe com isso. Se ele ligou e disse que está bem, é porque ele deve estar. Sobre a garota... Espero que ele dê mais noticias em breve. Mio, não parece o tipo de cara que gosta de preocupar sua família. Daremos tempo a ele para se sentir à vontade para falar à respeito dela e de tudo que está acontecendo ou passando por sua cabeça. Não é bom induzi-lo a dizer o que está fazendo ou insistindo, isso pode afastá-lo ainda mais. Dê creditabilidade à ele.
A mãe de Mio ficou calada por alguns segundos segurando o telefone com os olhos apertados. Ela sabia que aquilo era um fato que ela insistia em negar, temia ver o filho que cuidou com tanto carinho se tornar distante como os dois mais velhos. Tinha medo de que ele fosse machucado de novo, e não resistisse a dor de um coração partido. Estava na hora de aceitar que Mio não era mais o garoto fraco que perguntava tudo para ela antes de tomar uma decisão, ele agora caminhava com seus próprios pés e escolhia o seu caminho sem precisar consulta-la. Quando ele confessou está apaixonado por outro homem, ela achou que ele estava confuso, ou sendo iludido por alguém mais esperto e maldoso. Ao invés de ser seu ombro amigo e ajudá-lo na sua decisão, se opôs a sua primeira decisão por conta própria, ignorou seus argumentos e tornou sua vida mais difícil. Agora, possivelmente, outra pessoa estava assumindo o seu lugar, aceitando suas opiniões, roubando seu posto de lugar seguro. E isso a assustava.
— Obrigada pelo conselho, Sr.Rafael. Não irei mais ocupar seu tempo, Boas festas.
— Obrigado, senhora. Espero que tenha um Feliz Natal, e que Mio volte logo para casa em breve.
— Eu também espero.— disse encerrando a ligação.
Rafael ficou interessado em descobrir quem era a garota que estava protegendo Mio. Chegou a se questionar, se seria possível que Natally o tivesse sequestrado. Mas, logo desfez o pensamento, refletindo que se ela fosse fazer algo assim, já teria usado ele como ameça para Ian a muito tempo. Ela é do tipo que gosta de manter as pessoas através do medo, então não esconderia Mio, e sim, assumiria a autoria. Então, quem seria essa garota misteriosa? Por ora, resolveu que não falaria sobre as noticias de Mio para Ian, ele poderia estragar os planos agindo impulsivamente de novo. Deu um toque para ele confirmando que já estava tudo pronto em seu apartamento..
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— Miiiiii ! — choramingou Anabella.
— O que foi, Anabê?— perguntou ele lendo um dos quadrinhos da vasta estante dela, deitado confortavelmente no sofá.
— Você não quer fazer nada diferente nesse Natal?
— Já estou. É o primeiro natal sem minha família.
— Que tal me levar para conhecê-lo?. Sabe, fiquei curiosa com seu irmão mais velho. Queria ver se ele parece com você. Não consigo imaginar você, chato e mandão. Vocês são parecidos fisicamente? — perguntou ela sentando-se ao lado dele.
Sem tirar os olhos do livro, Mio respondia a ela:
— Não, nem um pouco, além do mais, depois do jeito que falou com ele, não seria uma boa ideia querer conhecê-lo. Ele deve odiar você.
— Não posso fazer nada por ele ser babaca, mas como eu que comecei, posso pedir desculpas, mas não prometo simpatizar com a cara dele. — disse ela fazendo careta de desgosto.
— Mesmo assim, não estou interessado em voltar para casa ainda. Não quero responder as perguntas que com certeza me farão, muito menos ouvir sermão do Hayato e da mãe. Eu também não quero ter que ver o Kame, ou o Ian.
— Ah, mas eu quero conhecer eles dois. Quero ver como é os homens que atormentaram sua vida, se são bonitos, másculos, feios, irritantes. Eu preciso de fontes. Não é nem preciso me apresentar para eles, obvio, pode apontar de longe, é aquele ali. E pronto.
— Você está querendo saber como eles são somente para escrever suas histórias usando-nos de referencia né. Eu disse que não quero participar de suas historias "pornô-românticas"... Eu sei que está escrevendo sobre mim para esses sites de meninas que curtem romances gays! — reclamou ele.
— Não é sobre você... exatamente....— fez biquinho ela.
—É? " Um belo garoto de cabelos brancos acaba se apaixonando pelo seu vizinho, mas ele não sabe que outro garoto entrará em sua vida"... Não parece nada comigo, né? Tava escrito no seu notebook o qual você deixou aberto em cima da mesa. — disse ele fechando a revista em quadrinho e olhando para ela.
— Você não é o único cara de cabelo branco no mundo sabe?
— Eu já disse que não quero que escreva nada sobre mim nesses seus sites!
— Vamos fazer assim... —disse ela se levantando indo no quarto e voltando com um chapéu e óculos.
— O que é isso?
— Sou eu disfarçada para conhecer os ex da sua vida.
— Nem pensar...— respondeu ele dando as costas para ela, e fingindo ir dormir.
— Então me descreva como eles são! Você nunca faz isso.
Mio respirou fundo, resolveu pelo menos ceder aquelas informações, assim ela desistia da ideia de ir até lá.
— O Kame, é estrangeiro. Nasceu na Inglaterra. Ele tem olhos azuis, cabelos loiros, é alto e forte. — descreveu brevemente.
—Humm, amo Ativos, másculos. Loiro de olhos azuis? Nossa deve ser muito lindo mesmo. Agora diga-me, como é Ian?
Mio ficou um tempo calado, entrelaçando os dedos varias vezes enquanto olhava para eles. Só de imaginá-lo seu coração disparava.
—Ian... Ian é alto, tem pele bronzeada, cabelos pretos meio bagunçados, olhos tão escuros quando à noite, seu corpo é forte, quente. Ele tem lábios bonitos, que quando começa a falar você não consegue parar de olhar para eles. E cheira muito bem, sempre. Até quando não usa perfume, ele tem um cheiro gostoso de sentir...— calou-se por um momento pensando na primeira vez que dormiu na casa dele. Ao cheirar sua camisa, seu travesseiro, sua cama. Quando beijaram-se à primeira vez. De como seu beijo lhe tirava todas as forças.
— Ahmm... Desculpe interromper seus devaneios ai, mas você está mais vermelho que um tomate. —riu Anabella.
—Idiota! — jogou ele uma almofada. Levantou e foi até a cozinha pegar um copo com água. Seu corpo estava quente com aqueles pensamentos.
— Você ainda o ama, não é? —perguntou ela o seguindo.
Mio ficou parado de costas para ela, segurando o copo com uma mão e a garrafa de água na outra, sem se mover.
— Claro que não. — respondeu.
— Claro que ama! Você descreveu o outro tão friamente, mas Ian... você nem estava na terra enquanto falava. Está na cara que o ama ainda.
— Não é o tipo de pessoa que mereça algum sentimento meu. — disse colocando mais água no copo. Ela se sentou na mesinha de quatro cadeiras da pequena cozinha e pegou uma maçã da cesta de frutas.
—Sabe, Mio. Eu enquanto estava escrevendo minha história, pensei a respeito do seu problema.
— Admitiu finalmente que estava escrevendo sobre mim.— ironizou ele.
— Não admitir nada! Enfim, eu estive pensando na situação que fez você sair de casa. Todos nessa história estão errados.
— Ham? Está dizendo que estou errado?— ele virou para ela encostando-se na pia para escutar melhor, enquanto olhava ela comer a maçã.
—Você sabe que estava errado no momento que "se deu" para o Kame. Apesar que no seu caso se tivesse um homem tão bonito quanto ele faria a mesma coisa... Mas o problema é que você é muito sentimental, e você sempre cede para deixar alguém feliz, esquecendo da sua própria felicidade.
Ele não respondeu nada.
— Eu entendo que o Kame é lindo, e no inicio te travava como um príncipe. Mas esse cara é muito baixo nível! Ele sabia que você estava cheio de hematomas e deixou que fosse assim para empresa. Ele te marcou que nem gado, para Ian saber que você é propriedade dele.
— É eu percebi isso. É uma das coisas que mais me magoa. Quando sai da casa dele, ele sorriu pra mim, tão radiante, tão feliz. E era por ter feito aquilo. Eu que cedi tantas vezes, e tentei amá-lo de verdade.
— Está ai o problema. Primeiro você o usou, depois ele usou você.
— Você está parecendo o Ian falando, agora. Eu não o usei! Ele que insistiu, mesmo sabendo que não estava apaixonado.
—Ok Bebê! Ele te puxou para cama contra sua vontade. Isso é estrupo então.
—Tá, eu cedi voluntariamente algumas vezes, porque querendo ou não ainda sou homem e se me tocam em locais sensíveis eu fico excitado. Eu não tenho poder contra meu corpo.
—Até ai, entendo. No entanto, você não fez isso pelo seu corpo está reagindo. Você fez por considerar uma obrigação de namorado, ceder as vontades dele. E ele se aproveitou muito bem disso. Aposto que ele descobriu que você e Ian tinham voltado e quis vingar-se.
—Impossível, éramos muito discretos.
—Duvido que não tenha nenhum momento que vocês não deram sinal. Só em falar dele você fica vermelhinho, imagina quando o ver? Você é transparente como um vidro.
Mio ficou pensando se ele reagiu assim alguma vez, fazendo com que Kame percebesse.
—Espera! No dia que eu me vesti de mulher, o Ian me beijou no meio da rua, em frente a um táxi!— exclamou ele de repente, quando recordou a cena.
— Com toda certeza, Kame estava na sua cola. Devia estar te seguindo.
— Mas, se ele viu, por que não me falou nada ?
— Como eu disse, ele odeia o Ian, não você! O alvo dele era seu ex. Só que nesse processo ele nem pensou nos seus sentimentos. Seus namorados são tão vingativos... Isso realmente dar um bom conto... — ficou pensando ela falando baixinho.
— Para com isso! Só falta você dizer que Ian é inocente.
—Inocente ele não é! Porém entendo a fúria dele. Você mesmo disse que ele nunca teve relações sexuais com a noiva de mentira. Isso significa que ele passou todo um ano separado de você, sem comer ninguém.
— Não fale assim, isso é vulgar demais. — disse tímido.
—Na hora do vamos ver, aposto que você gosta que ele fale isso.— disse ela rindo de como o amigo estava completamente vermelho, até as orelhas.
— Você é muito indecente, deveria parar de ler esses quadrinhos.
—Impossível, Bebê! Voltando ao assunto, eu no lugar dele ficaria furioso se soubesse que enquanto eu estou me esforçando para não pegar ninguém, meu namorado está se divertindo por aí. E não foi uma única vez. Você pediu para ser traído. Tem que começar aprender a dizer "NÃO" aos homens sabe? Imagine, qualquer cara que chegar em você te tratar bem você vai deitar com eles por pena?
—Claro que não ! — reagiu achando um absurdo o questionamento.
—Mas, foi o que fez com Kame todas ás vezes. Ian foi lá e no modo mais pervertido da vingança, fez a mesma coisa. Agora vocês estão kits. Deveriam conversar e voltar. Aposto que ele deve está arrependido do que fez e falou a você.
— Como tem essa certeza toda? Nem o conhece.
— Só pelo fato dele manter-se "sem foda" todo esse tempo. De ser espancado por seguranças italianos para proteger você. De aceitar continuar com você mesmo sabendo que o traiu com outro ... Bem, se formos analisar, sua ingenuidade faria qualquer homem normal desistir de você. Porém, ele continuou. Acho que tá faltando dialogo nesse relacionamento, só isso. Vocês deduzem muito e pouco falam sobre o que pensam..
Mio parou para refletir nas observações de Anabê, ele poderia ter vacilado com Ian algumas vezes, mas esse também errou muito com ele. Passou um bom tempo sendo enganado sobre a existência de uma perseguidora e os motivos que o levou a morar no seu bairro. Ian, não pensou duas vezes em esmagar seus sentimentos passeando com Natally no dia seguinte pelo seu bairro, depois de terminar sem nenhuma explicação. Porém, algo não batia nessa historia. Ian poderia viver aonde quisesse e ter a mulher ou o cara que quisesse, era bonito, rico, carismático. Mas, era atrás dele que ele insistia. Ele poderia voltar com a atual namorada para a Itália, mas ficou aqui, no mesmo apartamento. Por mais que as coisas entre os dois sempre acontecesse de modo estranho, Ian, sempre tentava.
— Não fique triste, irei ajudá-lo a concertar as coisas entre vocês. Quero ver você feliz, seja lá com quem escolher. — disse ela indo até ele e o abraçando.
— Anabê. Acho que preciso de sua ajuda.
— Estou disponível.
— Eu acho que eu preciso voltar e resolver essas pendências para seguir em frente. Mas antes de encará-lo, preciso falar primeiramente com Rafael.
— Claro! Quem é Rafael mesmo?
— Ok, vamos recapitular a história, mas não pode escrevê-la em seu site. — ordenou ele saindo com ela da cozinha de braços dados.
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