Stalemate
27 XXVII. Hora do jantar.
Notas iniciais

– Espera, Matt.
Finalmente, depois de vinte e quatro horas de tortura naquele hospício, Mail estava de volta à Wammy’s House. Cansado, com dor de cabeça e nas costas, o ruivo somente queria entrar no quarto e se jogar na cama, afundando a cara nos travesseiros. Estrelas e carneirinhos já começavam a percorrer sua visão quando o loiro o fez parar na porta do quarto.
– O que foi, Mello? – ele perguntou com um suspiro. Faltava muito pouco para mandar o loiro para aquele belo lugar.
– Vai comprar isso na farmácia. – o mais velho desenrolou um pedaço de papel e entregou ao outro, que estava boquiaberto.
– Mas o que... Mello, eu não vou na farmácia agora! ‘Tô morrendo de sono!
– Você pode dormir depois de comprar isso, agora vai. – assim o loiro entrou no quarto e bateu a porta na cara de um Matt irritado.
Só pode ser brincadeira! Eu mal saí daquele inferno e essa loira me obriga a comprar um maldito... – Percebendo que não sabia o que Mello queria que ele comprasse, Mail olhou para as duas palavras trêmulas no papel em suas mãos. Por um momento não as entendeu, mas logo sua expressão se clareou. – Oh.
Esquecendo as dores, o sono, o cansaço e qualquer merda que estivesse mantendo-o parado ali, ele correu a toda velocidade pelo corredor em direção às escadas, um sorriso gigante em seu rosto enquanto atropelava crianças desavisadas.
__________________________________________________________________
// Stalemate //
___________________________________________________________________
Pingos escorriam dos fios lisos de Mello enquanto este se arrastava para fora do banheiro na direção do armário. Tentara aliviar os pensamentos tumultuosos com um banho gelado e longo, mas não funcionara. Sua cabeça estava girando e seu coração fazia todo o possível para escapar do peito. Respirar fundo também não adiantava. Tudo o que tentava fazer para se controlar só o deixava mais e mais nervoso.
Eu não sou uma mulher fresca... Preciso me acalmar!
Dito isso, o loiro procurou se distrair secando o cabelo e escolhendo o que vestiria. Passou um bom tempo fuçando nas próprias roupas e no final se decidiu por uma regata negra comum, convenientemente fácil de ser tirada. Também optara por usar seu short preferido: um preto com tiras metálicas douradas e fivelas que realçavam seu quadril.
Não, este é um modo muito educado de se falar. As fivelas realçavam era a bunda dele mesmo.
Eu sou um idiota. – Mello chegou à brilhante conclusão ao se observar no espelho. Aquela roupa justa o deixava o ridículo, como se estivesse se oferecendo descaradamente para Matt.
O que ele estava.
Mas obviamente não admitiria.
Rapidamente se aproximou do armário para colocar outra roupa. E exatamente nesse momento, é claro, o ruivo tinha de entrar silenciosamente no cômodo.
– Eu já disse que adoro quando você põe esse short? – Mello engoliu em seco, as batidas acelerando (ainda mais) em seu peito. Olhando por cima do ombro, ele o viu olhar descaradamente para sua bunda e abrir um sorriso malicioso.
– Matt, imbecil! Não sabe bater? – o loiro usava o tom mais grosso que conseguia, mas parecia não ser suficiente: Matt agora trancava a porta e avançava em sua direção, colocando uma sacola sobre o criado mudo e aproximando-se por trás de Mello em uma posição estratégica.
– E desde quando eu preciso bater pra entrar no nosso quarto? – ele fez questão de enfatizar o nosso. – Não precisa ficar disfarçando a vergonha com essas perguntas idiotas, Mello. – o ruivo lentamente circundou a cintura fina com os braços e sussurrou: — Mas sabe... Tem um lugar onde eu gostaria muito de entrar em você...
Não seria exagero dizer que Mello tremeu como vara verde nos braços do mais novo. Aquele ruivo desgraçado sabia mesmo como arrepia-lo dos pés à cabeça.
Será que esse babaca nunca pensa antes de falar?... Dizer essas coisas... Sempre em voz alta...
– V-vou bater em você. – o loiro agora olhava para baixo enquanto Matt beijava e chupava as laterais do seu pescoço. Tinha medo de que o ruivo visse a cor de seu rosto.
– É sério, Mello... Se não quiser, é melhor você me parar agora. – e, para reforçar a seriedade do que dizia, Matt puxou delicadamente o quadril do loiro de encontro ao seu, se insinuando contra aquela entrada ainda coberta.
Por um momento ínfimo, Matt pensou ter feito uma idiotice. Estava literalmente agarrando o loiro, impondo sua própria vontade a ele. Talvez não fosse o melhor momento para pressionar Mello, talvez... Só talvez o ruivo devesse ir... como se diz?
Com calma?
Não! – ele pensou, mantendo o contato entre os corpos. – Mello já ficou com raiva por eu ter recuado naquela hora, no vestiário. Não posso fazer isso agora... E pensar que por tanto tempo eu o incomodei, tentei fazer com que me notasse como um idiota... E por um milagre eu consegui! Eu finalmente fiz com que olhasse para sua sombra! E ainda assim... Ainda assim, por que é tão difícil me convencer de que ele me quer?
– P-por que acha que eu te pedi pra comprar aquelas coisas? ... – Mello disse, como se lesse os pensamentos do ruivo. Tentava ao máximo ignorar o sinal de vida que o meio das pernas deste dava, mas não estava funcionando como queria. – ...ruivo babaca.
Ah Mello... Você sempre sabe o que dizer. Mesmo me xingando, fingindo não estar nem aí, eu sinto... Sinto o seu nervosismo, as suas dúvidas, seus medos... Mas tudo bem! Eu vou fazê-lo esquecer tudo isso, mesmo que por alguns instantes. Melhor se preparar para berrar meu nome com sua voz mais doce.
– Mello... – o mais novo o abraçou forte por um momento, sorrindo como uma criança que ganhou um novo doce. – ... parece que alguém passou perfume hoje. – Afastando os cabelos loiros do caminho, Matt trilhou beijos e chupões mais profundos até a parte de trás da orelha esquerda de Mello. Este estancou ao sentir lábios quentes e úmidos ali. Como Matt sabia desse seu ponto fraco?
– E-ei... – ele se encolheu com a sensação, mas Matt não parou.
– Eu te conheço muito bem. Sei do que gosta. – O rosto alheio se tornou mais e mais rubro enquanto o ruivo brincava com o lóbulo do loiro, mordiscando e lambendo em volta da orelha.
Mello sufocou um gemido, mas suspirou e se remexeu desajeitado nos braços de Mail. Sabia que este sempre fora um exímio observador, mas não achava que o ruivo o conhecia tanto. Bom, mas aquela era somente uma de suas áreas sensíveis, certo? Não havia como ele conhecer as outras.
Mais tarde, o loiro se provou estar muito enganado.
– Hm...
Os beijos de Matt então desceram ainda mais. E desceram. E desceram pelo ombro branco e desprotegido. Ao notar uma sutil aprovação do loiro, o mais novo passou os braços claramente mais robustos que os de Mello por baixo de sua regata, recebendo uma exclamação contida de surpresa. Suas unhas começaram a apertar e arranhar a pele fina, cujo corpo ainda não correspondia totalmente aos estímulos que recebia: as safiras continuavam voltadas para o chão.
Suspirando mentalmente, Matt resolveu tentar outra tática. Uma vez, antes de perder sua virgindade, o ruivo pedira conselhos à Sid sobre como satisfazer à namorada. Este, depois de rir escandalosamente do pobre garoto, lhe deu quatro conselhos valiosos, que poderiam ser resumidos em quatro simples frases. Dessa forma, tudo que Mail tinha de fazer era adaptar essas frases à sua situação com Mello, dando-lhe uma noite que o loiro nunca esqueceria.
Tudo bem... Hora do show.
Primeira etapa: Faça-a(o) relaxar.
– Levanta os braços. – ele pediu com suavidade e, relutante, Mello obedeceu. Depois de jogar a regata em um canto qualquer, Matt o abraçou com tanta vontade que parecia que iriam se separar a qualquer instante. Suas mãos quentes puxaram o corpo frio, que estremeceu ao toque. Seus dedos alongados acariciaram aquela cintura magra, tentando aquecê-lo a qualquer custo.
Mihael, um pouco mais relaxado, olhou por sobre o ombro e encontrou os lábios de Matt muito próximos, quase esperando pelos seus e logo concretizou o beijo. Com o aperto ao seu redor se tornando mais forte, ele lentamente se virou e passou os braços ao redor do pescoço do ruivo, agarrando-se a ele ao mesmo tempo em que este fechava ainda mais o laço, tornando a temperatura entre os dois escaldante. O gosto de chocolate, sempre presente nos lábios de Mello, fazia o outro suspirar e intensificar o ósculo, agora tão intenso que levantava o loiro do chão, literalmente.
Você tinha de ser bom nisso, né, Matt?
Teve seu orgulho ferido, Mello querido? Só lamento por você.
Suspirando nos lábios um do outro e trocando um beijo selvagem, eles tropeçaram entre os móveis até encontrar uma parede: uma bela e perfeita parede, na qual Matt prensou o loiro sem dó. Tinha que admitir, estava gostando de estar no comando, tanto do beijo como da situação. Sempre fora subordinado por Mello, sempre fazendo tudo que o loiro queria... E agora este mesmo loiro estremecia e suspirava entre seus braços apertados.
Eu vou fazê-lo me querer, Mello. Vou fazê-lo precisar mais de mim do que de qualquer outra coisa no mundo.
Os batimentos cardíacos se misturavam, tão perto estavam um do outro. As línguas se enroscavam, sedentas, procurando a menor brecha para demarcar seu espaço. Os gemidos baixos mal eram ditos e se confundiam, tudo em uma perfeita sincronia para que ambos pudessem finalmente se tornar um.
Não, isso é outro jeito muito educado de falar que eles iam se comer.
E muito.
– M-matt... – Mello se descuidou ao sentir o outro apertar sua bunda e puxá-lo ainda mais para perto, permitindo ser ouvido.
E é claro que ele pagou caro por isso.
– Para... – o ruivo o apertava com mais força que o necessário, puxando, marcando, alisando e movimentando os dedos por entre as nádegas redondinhas do loiro. – Pervertido... – disse entre suspiros, o rosto oculto na curva do pescoço do mais novo.
– E você não é? – Matt empurrou a coxa contra o meio das pernas de Mello, que jogou o pescoço para trás e gemeu em aprovação. Era assediado pela frente e por trás, não havia como esconder sua excitação. – Huhu.
– Mn... – os beijos molhados e as mordidas de Mail em seu pescoço estavam extinguindo qualquer resistência que Mello pensasse em tentar impor. E, claro, o ruivo percebeu isso.
De hoje não passa, Mihael.
Vários séculos se passaram naquela tortura, o mais velho se derretendo cada vez mais com aqueles toques. Sua mente e seu corpo rapidamente se partiam em duas entidades diferentes, cujas decisões eram tomadas separadamente. Enquanto as muralhas da mente lentamente ruíam, as defesas do corpo há muito foram derrotadas: braços, mãos, cintura, tudo correspondia ao outro.
Matt sorriu de canto. Mãos claramente trêmulas e frias puxavam desesperadas sua camiseta listrada, precisando se livrar dela com urgência.
Ótimo sinal.
Ah, que se dane. Vai em frente. – A mente de Mello falou, virando as costas para ele. Mesmo que dissesse o contrário, o loiro não a ouviria: estava ocupado demais acariciando as costas nuas e macias do mais novo, já livres da peça inconveniente, que se arrepiou e retomou o beijo com rapidez.
Seus dedos queimam minha pele ao mero toque, Mello. Cada parte de mim sabe o quanto eu te quero.
Encolhido naquele estreito espaço, o loiro aproveitou a proximidade para fazer tudo o que queria, ou melhor, fazer até onde a vergonha lhe permitisse: Puxou o pescoço de Matt, deslizou os dedos por seus cabelos lisos, acariciou sua bochecha macia, desceu para seu pescoço até chegar ao peito. Ali, ao sentir uma fina elevação, cortou o contato entre as bocas para analisar melhor a cicatriz da cirurgia de Matt.
De coloração branco rosácea, a marca próxima ao pulmão funcionaria, dali em diante, como uma cicatriz de guerra, impedindo Matt de esquecer o porquê de ela estar ali. Mesmo que fosse possível removê-la, ele preferia preservá-la: era um símbolo da importância do loiro em sua vida.
– Eu não teria conseguido sem você, Mello. – o mais novo segurou aquela mão junto à marca, as belas safiras refletidas em suas esmeraldas. – Você me salvou.
Por que, Matt? Por que você sempre...
Aproveitando o segundo de estupor do loiro, Mail o agarrou outra vez pela cintura e o guiou entre beijos, carícias e tropeços até as duas camas unidas, onde se colocou deitado sobre um Mello indefeso.
Me desarma desse jeito?
– ... eu sei.
Matt riu, as mãos apoiadas firmemente na cama, o corpo esguio sem camisa de Mello entre elas. Ele mal conseguia firmar a voz e ainda tentava se fazer de valente? Há, aquele loiro ia ver só uma coisa.
Mostre-me os seus lados que ninguém mais conhece, Mello.
– Não precisa segurar a voz, tá? – Matt segurou o queixo do loiro com uma das mãos, que engoliu em seco. – Eu quero te ouvir gemendo até o final.
Ele se inclinou e, antes que Mello o beijasse, desviou os lábios para o lóbulo já marcado. O loiro arfou, trincando os dentes. Ruivo maldito! Ele achava mesmo que seria tão fácil dominá-lo? Há, aquele ruivo ia ver só uma coisa!
Com um movimento brusco, Mello puxou o braço que sustentava o ruivo, fazendo-o perder o equilíbrio e cair, primeiramente, em cima dele. Usando mais força que o necessário, ele o empurrou para a cama ao lado. Quando deu por si, Matt já estava sob o mais velho, que exibia um sorriso sádico no rosto.
– Não vou ser o único a ficar por baixo. – Matt mal conseguia controlar uma hemorragia nasal. – Também quero ouvir alguns gemidos seus... – lentamente, começando pelos lábios do ruivo, Mello desceu as mãos pelo corpo alheio, alisando e arranhando cada pedacinho de carne. Suas unhas pretas roçavam com até certa força, enquanto sua intimidade, ainda coberta, tocava-se com a igualmente apertada de Matt.
Este, sentindo seu baixo ventre se contrair, abriu um sorriso descarado e cheio de malícia que fazia muitas garotas caírem aos seus pés. Mihael cravou as unhas em seus ombros como resposta.
– Seu charme não funciona comigo, ruivo. Vai ter de fazer melhor do que isso. – sorrindo, o loiro roubou-lhe um beijo intenso, não lhe dando tempo agir. Tudo que este pôde fazer foi gemer entre os lábios de Mello ao sentir aquelas unhas afiadas deslizarem por sua barriga.
Também sei seus pontos fracos, Matt... Seu masoquista.
Ugh, isso não é justo.
Precisas e visivelmente apressadas, as mãos bobas de Mail já desafivelavam a parte da frente do shortinho de Mello, que sorriu ao perceber um certo volume em baixo de si.
– Matt... O que é isso que eu ‘tô sentindo?
– Não faço ideia... Quer experimentar? – sem aviso, o ruivo agarrou as coxas roliças e puxou-as para baixo, fazendo Mello roçar com força em seu colo. – Awn...
Ah, droga. – Mihael pensou quando seu corpo passou a se mover sozinho, rebolando e friccionando-se naquela elevação. Sua mente já tinha desistido de tentar colocá-lo nos eixos, sob um ângulo racional: o puro instinto era quem dominava agora.
Resolveu se soltar, Mello? Ótimo... Já posso continuar.
Segunda etapa: Excite-a(o)
– Mmmf! – o mais velho, pego de guarda baixa, cravou as unhas nos braços do outro, que arfou. Tão concentrado em fazer Mail se humilhar para ele (o que, convenhamos, não estava dando nem um pouco certo), não percebera que o ruivo já havia conseguido abrir a braguilha de seu short e infiltrar a mão sob a boxer preta.
Não perde a compostura... Não... – ele tentou se firmar, seus braços tremendo com o esforço. Enquanto era deliciosamente estimulado pela frente, sua bunda também era apertada por sob o tecido, deixando cada parte de seu corpo disponível para ser explorada.
Não que fosse necessário muito mais para excitá-lo, de forma alguma. Poucos segundos depois e o loiro já arqueava as costas, o pescoço deitado para trás e os braços apoiados nas coxas de Matt, como se não pudesse mais se manter firme.
Cada vez mais duro na minha mão... Ah Mello, vou gozar só com essa visão...
O rosto alvo se contorcia, os olhos fechados, o lábio mordido. O lindo anjo estremecia, ofegava na tentativa de formar palavras, estas que saíam sem sentido e entrecortadas por audíveis gemidos.
– A-assim...
Sorrindo, Matt cortou bruscamente a massagem, recebendo uma reclamação de Mihael, que só relaxou ao sentir-se ser agarrado pelas coxas e deitado com a cabeça aos pés da cama.
– Ei... Eu disse que queria ficar um pouco por cima. – o mais velho fez um bico, fingindo irritação.
– Quieto. Quem dita as regras nessa cama sou eu. – contra sua vontade, todo o corpo de Mello se arrepiou com aquelas palavras e ele se encolheu. Matt, para provar que estava falando sério, pressionou a glande do loiro com dois dedos, obtendo um gemido tão fofo que não conseguiu resistir em dar um beijo na bochecha alheia. – Hum, então isso também te excita? – ele riu contra a orelha do mais velho, que fechou os olhos com força e virou a cabeça para o outro lado. – Sempre achei que você ficaria lindo gemendo pra mim, mas isso... é muito mais do que eu podia imaginar.
Ah, era verdade. As reações tímidas e a vergonha, seguidas da súbita vontade de ficar por cima e, agora, da total submissão, faziam de Mello o amante perfeito. Imprevisível, fisicamente sensível, completamente sexy... Mail quase não conseguia acreditar.
Como que para confirmar, enquanto ouvia as mais variadas provocações em seu ouvido, Mello sequer tentava escapar, movendo-se como um animalzinho encurralado. Sua fera interior estava oficialmente amarrada, controlada como um gatinho manso.
Você é meu, Mihael Keehl.
– Então... o que eu devo fazer primeiro? – o ruivo se divertia provocando-o, seus dedos brincando vagarosamente com o membro pulsante de Mello. – te amarrar? Mordê-lo como um delicioso doce? Ou... devo lambê-lo até que derreta? – a língua afoita passou pelos próprios lábios já úmidos; os olhos de Matt fixos no rosto à sua frente.
O que vai ser, Mello? Como quer que eu brinque com você?
– M-Matt... – o loiro mordeu o lábio, abrindo minimamente os olhos. Tremendo, pegou delicadamente na mão quente que o acariciava, conduzindo os movimentos. Seus olhos reviraram. – Aah... Mais um pouco...
Droga! Por que tão sexy? – Matt resmungou, deixando-o para pulsar como louco. Mello esperneou, pronto para se aliviar sozinho. Teve, porém, os pulsos presos ao lado do corpo, enquanto o outro beijava desde seus lábios até os mamilos durinhos.
– Hm... – ele resmungava baixinho quando Matt os sugava, seus dentes tocando-os de leve. Ainda assim os gemidos não eram altos o suficiente, por isso o ruivo continuou a descer com os chupões, lentamente libertando os braços de Mello. Este agora não hesitou em empurrar a cabeça do outro para baixo. – P-por favor Matt, vai logo! – E acrescentou, em um sussurro agoniado: — Eu quero gozar!
Isso Mello, acaba com a minha sanidade. Depois não consegue andar e não sabe por quê.
Contendo um gemido e fazendo esforço para aguentar a dor que se instalava entre suas próprias pernas, Matt arrancou o que sobrava das roupas de Mello, deixando o corpo magro à mostra. Abaixando a cabeça e segurando aquele pedaço bem ereto e molhado do loiro pela base, ele apenas dirigiu um sorriso ardiloso de canto para o mais velho antes de colocá-lo inteiro na boca.
– Uwaa! – o loiro arregalou os olhos, surpreso por se sentir entrar tão fundo na boca apertada de Mail. Logo, porém, suas pálpebras caíram e sua expressão era de pura aprovação. – Aaah...Awn Mail... – No dia seguinte o loiro se arrependeu MUITO do que disse naqueles momentos, mas, enquanto aqueles lábios quentes trabalhavam, ele não fazia ideia das baixarias que falava: — V-vai Matt, ma-awn!...ais... Mais...r-rápido...- Suas pernas foram erguidas com brutalidade até pararem nos ombros do ruivo, que agarrou (com força demais, por sinal) suas coxas, fazendo, de propósito, barulhos altos de sucção.
Que gostoso... hm...
Mello, relutante, olhou para baixo, apoiando os cotovelos na cama. A cena só serviu para excitá-lo ainda mais: entre suas pernas brancas tudo o que podia ver eram aqueles fios vermelhos, que se moviam sem parar para cima e para baixo fazendo cócegas em sua barriga.
– Tão... b-bom... – a cintura magra chegava a se mover naquela direção, ondulando os quadris em desespero. Mello respirava com extrema dificuldade, o quarto girando em torno da cama. Mais Matt, MAIS!
Ugh. – A situação de Matt não estava das melhores. Ele tentou, de todas as formas, abrigar por completo aquela parte de Mello dentro de sua boca, mas simplesmente não conseguia! Era maior do que podia aguentar. Sem sucesso, tentou tira-lo de seus lábios, mas Mello não permitia: o loiro empurrava-o mais e mais para baixo, fazendo-o engasgar. Seus olhos começaram a lacrimejar: ele queria parar de qualquer jeito.
Foi quando o mais velho começou a gemer. Alto, muito alto. Rápido. Forte. Mais. O que ele pedia parecia impossível, mas excitou Mail de tal forma que ele se esforçou ao máximo para satisfazê-lo. Moveu a cabeça o mais rápido que conseguia, pressionando a língua na direção do céu da boca e, consequentemente, pressionando Mello, que teve um violento espasmo.
– Mmunh? – Assustado, Matt ergueu minimamente os olhos e perguntou, ou melhor, tentou perguntar se o outro estava bem. Em resposta, o loiro implorou:
– NÃO PARA!
Meu Deus... Quem é esse cara e o que ele fez com o Mello?
Retomando os movimentos com mais intensidade e achando que a qualquer momento fosse explodir, Mail levou uma das mãos à própria calça, abrindo os botões e soltando (mais ou menos) um suspiro ao ver-se livre daquela boxer já molhada. Seus movimentos agora se tornavam duplos: os lábios continuavam a se mover, praticamente exaustos, aliviando um loiro sedento; enquanto as próprias mãos o tocavam, procurando acabar de vez com aquela dor incômoda.
– O-os ... uh... d-dentes não... Matt... Uwaa...
Tremendo, Mello se agarrava aos lençóis da cama com toda a força, quase arrancando-os. A temperatura de seu corpo havia chegado a um nível tão alarmante que ele já não sabia mais como se conter. Respirava com dificuldade, tendo certeza de que iria desmaiar a qualquer momento. E então, quando percebeu que não podia mais aguentar, suas costas bruscamente se arquearam e ele gritou por Matt, suas mãos tocando o céu por um breve momento.
Como você faz isso comigo, Matt?
Pôde ouvir vagamente o ruivo se engasgar, cuspindo o líquido viscoso de sua boca. Depois disso, somente seus próprios arquejos chegavam aos seus ouvidos.
– Uff...– ele passou vários momentos se recuperando, o peito se movimentando com dificuldade. Sua respiração demorou para voltar ao normal. Agora, começava a se acalmar. Até ria um pouco da própria situação. – Isso... foi tão... – o loiro ergueu-se lentamente, apoiando-se na cama pelos cotovelos. Matt encontrava-se sentado sobre os calcanhares, os cabelos cobrindo o rosto. A respiração estava acelerada e, assim como Mello, ele tentava se recuperar.
O que... – o loiro começou a se perguntar, um sorriso de canto se formando ao entender. A calça de Matt estava aberta. Sua roupa íntima na metade das coxas. Seu colo e sua mão sujos com um líquido suspeito.
– Matt, seu fraco. – ele ria, ajoelhando na cama e engatinhando até o ruivo, que ainda não o olhava. Levantando a mão e tocando em sua bochecha oculta, Mello pôde perceber o quanto estava quente. – Então até você tem vergonha às vezes?
– Cala a boca. – o mais novo olhou para o lado, puxando Mello para que se sentasse em seu colo. Este obedeceu, ainda rindo, tendo os lábios capturados em seguida.
Foi o beijo mais lento que já haviam trocado. Deliciosamente calmas, sem qualquer pressa, suas línguas acompanhavam seus próprios corpos, enroscando-se e apertando-se como uma cobra faz com sua presa.
Essa comparação ficou um pouco estranha, mas tudo bem. Basta saber que eles estavam se amassando.
E, claro, voltando a ficar excitados.
Argh, eu não vou conseguir fazer a Terceira Etapa! – Matt pensava, irritando-se.
Terceira Etapa – Se for a primeira vez dela/dele, não apresse as coisas.
Falar é fácil. Quero ver fazer isso quando tem um loiro gostoso se esfregando no seu colo.
– Ei Mello... – o ruivo sussurrou, passando dos lábios para o pescoço do outro. –Tudo bem se eu... sabe? – seus dedos longos dedilharam desde as costas até à bunda de Mello, que se retesou.
Fica calmo... – ele respirou fundo, relaxando um pouco. – Só diz que sim.
– T-ta. – Matt teve seu pescoço abraçado. – Pega o lubrificante. – disse bem baixinho, mordendo o próprio lábio em seguida.
Matt segurou um risinho e deu um beijo forte na bochecha de Mello, segurando-o pelas coxas e deitando-o outra vez com a cabeça aos pés da cama. Retirou o que faltava de suas próprias roupas e selou os lábios vermelhos com os seus antes de esticar-se até o criado mudo e pegar o potinho de loção e uma camisinha.
– Não precisa ter medo, tá? Eu vou ser bonzinho. – ele brincou, lambuzando os próprios dedos com o líquido gelado.
– Ah, cala a boca. – o loiro olhou para o outro lado, seu rosto ficando vermelho e suas pernas se abrindo até onde a vergonha permitia.
Cara, como eu quero... – A boca de Matt começou a salivar e ele disfarçou da melhor forma que pôde. Usando a mão livre para separar mais as pernas do outro, ele pressionou um dígito contra a pequena fenda, empurrando devagar.
– Ugh. – Mello fez uma careta, mas a de Matt era ainda maior.
Isso... não está largo demais? – ele pensou confuso. Franzindo o cenho, o ruivo colocou outro dígito, recebendo uma reclamação mais audível do loiro. Ainda assim, seus dedos moviam-se com certa liberdade pelo pequeno espaço, deixando-o mais intrigado. – Será que ele já fez isso com outro cara? – Por um momento, o mais novo se apavorou. – ELE ME TRA... – Segundo depois, porém, sua mente se clareou e ele abriu um sorriso.
– Ei, Mello... – os lábios maliciosos se aproximaram dos vermelhos logo abaixo, pairando a centímetros destes. – Se queria tanto que eu tocasse, podia ter dito antes.
Mello agarrou-lhe o pescoço, uma expressão desejosa no rosto.
– Cala. Essa. Boca. – o beijo que se seguiu foi apressado, violento até, com vários resmungos de Mello que gemia com os (agora três) dedos de Matt movendo-se dentro dele. – Mmn... D-dói... uwa... Mun... muito... fund...
– Mais fundo? – Mail o interrompeu, fechando mais a mão para colocar outro dedo. O loiro reclamou de dor na hora. – Desculpa. – ele controlou o riso. Tinha feito de propósito. –... Onde você se tocou antes, Mello? Foi gostoso?
O loiro demorou para responder.
–... d-direita.
Sorrindo, Mail empurrou os dígitos na direção desejada, movendo-os até encontrar um pequeno nódulo. A reação de Mello foi instantânea.
– UWAA! – as unhas negras se fincaram nas costas nuas do mais novo, furando sem piedade. Mail gemeu arrastado com isso, aumentando a pressão e os movimentos naquela região. – HMMN MATT... KYAH...
Fofo. Muito, muito, MUITO FOFO!! – Mail começava, literalmente, a babar, só de observar os gestos e ouvir os gemidos obscenos de Mello. Este tremia, se remexia e rebolava para baixo, suas paredes esmagando os dedos hábeis e alongados do outro, que o tocavam mais e mais no lugar que ele queria. Os ofegos baixos, até infantis, que ecoavam nos ouvidos de Mail o estimulavam a brincar mais com Mello, mordendo-o e chupando certas partes onde, ele sabia, o loiro era extremamente sensível.
– Phwa... F-forte...Uhuun... Ma-att... – Mihael agarrava os cabelos à sua frente, puxando com força para trás. Quando o fazia, ofegos altos de Matt enchiam sua cabeça, deixando-o ainda mais desnorteado. Algo estava errado com seu corpo, não havia outra explicação. Como podia sentir-se tão bem em um único lugar? Como somente aquilo podia fazer suas pernas tremerem e seus olhos revirarem? – M-matt eu vou... derret... awan.. aaaAH... AAH!
Eh? – Matt parou aos poucos com os movimentos, percebendo que Mello já não gemia mais. Aqueles braços nem mais o circundavam. Ao contrário, o loiro respirava grandes lufadas de ar e seus braços jaziam inertes ao lado do corpo.
– Mello? – o ruivo olhou em seu rosto, que estava mais suado e vermelho.
– ...de...desculpa. – ele respondeu fraco. Matt ergueu uma sobrancelha, sem entender. Seguindo o olhar de Mello, ele finalmente reparou: o loiro havia gozado outra vez.
Depois eu que sou o fraco.
– Tudo bem, Mello. – falou rindo. – Mas você lembra do que eu disse, certo? ...
Quarta Etapa: Nunca, EM HIPÓTESE ALGUMA, deixe-a(o) voltar atrás.
– ... se não quisesse, era melhor ter me parado naquela hora. – o sorriso malicioso voltou aos lábios de Matt, fazendo o outro finalmente entender o efeito que causava nas outras pessoas. Era intimidante, enfraquecia quem o fitasse por muito tempo.
– E quem disse... que eu quero parar? – sem desviar os olhos azuis dos de Mail, Mihael lentamente sentou-se e trocou de posição na cama, erguendo aquela bunda (gostosa) para o adolescente babão.
– Meu Deus... – ele exclamou, lambendo os lábios diante daquela visão. Se eu estiver dormindo, por favor, quem quer que seja... NÃO ME ACORDE!
Aconchegando-se atrás de Mello, ele passou as mãos atrevidas pelas pernas do loiro, subindo pelas coxas até as bambas (g-o-s-t-o-s-a-s), apertando e esmagando-as entre seus dedos. Um gemidinho agudo veio de Mello, mas o suspiro mais sofrido veio de seus próprios lábios. Eu preciso entrar aqui. Agora.
Resmungando e tateando a cama à procura do preservativo, Matt continuava a não achar que aquilo era real. Pensando bem, nada daquilo parecia verdade.
Mello gemendo pra ele.
Suspirando por ele.
Rebolando pra ele.
Ficando de quatro pra ele.
Sinceramente, o que tinha naqueles chocolates?
Bem, se for um sonho... Melhor aproveitar. – ele concluiu, finalmente terminando de colocar um pouco mais de loção sobre o membro já coberto.
– Posso? – ele perguntou, curvando-se sobre o outro. Esperava somente uma resposta e, se ouvisse outra, não tinha ideia do que faria.
– Uhum. – Mihael fechou as mãos em torno da beirada da cama, os olhos fechados. Respirou fundo, procurando não se descontrolar. Não podia ser tão ruim assim.
... Ou podia?
– AI PORRA! – ele gritou quando Mail o penetrou até metade, praticamente rasgando-o ao meio. Todo o seu corpo se contraiu e um suspiro delicioso do outro chegou aos seus ouvidos. – MATT, SEU...
– Ahn? ... Ah, desculpa... É que você... e essa bunda... – o mais novo perdia-se em pensamentos, tão espremido se encontrava dentro de Mello. Seu quadril se movia sozinho, empurrando para frente com mais rapidez do que o loiro aguentava.
– PARA DE SE ME... Uugh... – Isso é horrível...dói. – M-matt, é sério... Para por favor...
Eu ‘tô tentando! – Mail pensava, começando a se descontrolar. Parte de seu cérebro ouvia claramente os pedidos desesperados de seu amante, mas a outra parte só queria livrar a si mesmo daquela excitação insuportável. – Como eu odeio ser adolescente.
– M-mello... Uuf... Tenta se acostuma--aamn... p-por favor... – sua mão livre (a que não o mantinha sustentado na cama, sem cair sobre o outro) agarrou a cintura de Mello e ele fechou os olhos, tentando somente se concentrar no fato de que não era qualquer um que estava ali, mas sim o seu precioso loiro. – R-respira... fundo...
O mais velho obedeceu, diminuindo muito lentamente seu nervosismo. Estava consciente da força de vontade que Mail desempenhava naquele momento, se controlando para não estoca-lo, mas nada podia fazer sobre isso: aquilo era diferente de tudo que ele já experimentara, precisava de tempo para assimilar.
Mail fez o que pôde para ajudar: não se moveu um centímetro, controlou ao máximo (ou assim ele pensava) os ofegos, beijou o pescoço e as costas de Mello, procurando acalma-lo. Até o encorajou, dizendo algo do tipo ‘’Calma, você consegue’’ ou ‘’Tudo bem, não precisa ter pressa’’.
O que, bem lentamente, começou a dar resultado.
– P-pode ir... DEVAGAR! – o loiro novamente gritou ao sentir a força de Matt.
– D-desculpa... de novo. – ele suspirou, agora lentamente abrindo caminho entre aquela passagem comprimida. Mais alguns instantes difíceis, nos quais o outro o mandava parar a cada segundo, e finalmente Mail se viu totalmente naquele interior quente, úmido e escorregadio.
Mello, que havia parcialmente se acostumado, não mais sugava o ar com tanta intensidade: seu coração estava sim disparado, mas ele se sentia, se não calmo, pelo menos controlado.
Não é tão ruim assim. – ele pensava, começando sem querer a rebolar. – Oh droga.
Mail sorriu. Já não era sem tempo.
– Mello... – o ruivo se ajoelhou na cama e retirou boa parte de si daquele trêmulo corpo, apenas para estoca-lo novamente. Um gemido arrastado escapou de seus lábios, acompanhado de um de Mello.
Interpretando aquilo como um sinal de aprovação, Mail passou a se movimentar constantemente, entrando e saindo daquele canal claustrofóbico, que o fechava e espremia com tanto fervor. Seu baixo ventre queimava em confirmação à sua euforia, dizendo-o para aumentar as investidas contra o outro.
Vou enlouquecer assim... O corpo de Mello... Os gemidos de Mello... Os sons de sexo...
O loiro não estava em situação diferente. Com algumas poucas estocadas todo o seu corpo se acendera, fazendo suas pálpebras entreabrirem-se e suas cordas vocais emitirem sons constrangedores, como gemidos de uma vadia acostumada. Apesar disso, não sentia vergonha. Estava tão excitado que era capaz de sentar no colo de Matt se este o pedisse.
O que ele preferia que não acontecesse, é claro.
Mesmo assim, nem passou pela sua cabeça controlar aquele estímulo. Gemia tanto quanto sentia vontade, gritando o nome de Matt todas as vezes que este vinha à sua cabeça. Um filete de saliva escorria de seus lábios abertos e vermelhos, que não se fecharam por um só segundo. Suas mãos mantinham-se agarradas à cama, impedindo que seu corpo voasse para frente enquanto os corpos moviam para frente e para trás.
– E-ei, Mello... – meio gemendo meio ofegando, o outro falou ao pé de seu ouvido. – Você sabe, não é... uh... O chocolate é... aah... um afrodisíaco natural. – um gemido particularmente alto de Mello o interrompeu e ele diminuiu minimamente a velocidade. – O seu corpo... uff... ficou muito sensível. – endireitando-se e sorrindo malicioso, Mail abruptamente acelerou, tornando o choque dos quadris extremamente obsceno. Ainda assim, nada era mais erótico que os ganidinhos de Mello, que pareciam ainda mais escandalosos. – É hora do jantar lá fora, Mello... mas se continuar a gritar assim... aaah... aa... alguém... vai ouvir... – ele voltou a se curvar sobre o corpo alheio. – Se bem que... uuh... também é hora do jantar aqui dentro.
Você vai pagar por isso, ruiva, assim que eu ...
... parar de gemer como uma vadia.
– aaAAWN... ah Matt... P-pra di...d-direita... – o mais novo obedeceu, agarrando uma das nádegas de Mello com uma mão e empurrando com toda a força no local desejado. O loiro logo apertou Matt por dentro, arqueando as costas nuas e jogando o pescoço para trás em uma exibição de todo o seu prazer. – UWAA... AAH...AH...
– Ah Mello... Você é incrível... – extasiado pela imagem, Mail circundou a cintura de Mello com um braço, puxando-o para trás até fazê-lo sentar-se com um baque em seu colo, as costas apoiadas em seu peito. Mihael, querendo mais daquela sensação em seu interior, segurou-se nas laterais das coxas de Matt e içou-se para cima e para baixo em um ritmo rápido, quase enlouquecido. Sentia o outro ir fundo em seu íntimo, o quadril erguendo-se para encontrar-se com o dele.
– N-não... Matt... N-não toca... – Mello estremeceu ao ter seu membro duro e esquecido segurado.
– Goza pra mim, Mello... – o mais novo sussurrou, mordiscando a orelha do chocólatra e beijando sua bochecha até que este virasse o rosto e o selasse os lábios com os dele. O beijo, apesar de bom, não durou muito tempo, já que eles mal podiam mantê-lo: Mello não parava com os movimentos enquanto os lábios se tocavam.
Entre ofegos, os beijos de Matt desceram para o pescoço alheio, que deitou em seu ombro. Segurando por baixo da coxa esquerda de Mello, ele a puxou para trás, de modo a enterrar-se ainda mais fundo naquele corpo esguio. O loiro aprovou o movimento com um suspiro arrastado, agarrando os fios de Matt com uma das mãos e gemendo que não conseguiria aguentar mais.
Ah, Mello... Você é somente meu agora.
Matt fez uma careta, percebendo que era ele quem não conseguiria segurar. Acelerou os movimentos tanto do quadril quanto da mão na intimidade de Mello, fazendo questão de dizer tudo o que sentia no ouvido do loiro.
– Aah que delícia, Mello... Você tá me sugando... uuuah... Eu quero mais... – rindo fraco, ele começou a rebolar com brutalidade para cima, atingindo várias vezes o ponto de Mello. Este arqueou as costas ainda mais e revirou os olhos, balbuciando e tremendo no colo do outro. – Assim... uuh... d-deixa... s-sair....
– N-nã...mmh...ma...não...
– Não? – Mail perguntou, sua mão já bem molhada pelo loiro. – Essa parte aqui...uhhm...parece dizer outra coisa... – sua língua passou rente à orelha de Mello. – Meu gostoso...
Ao ouvir aquele sussurro, Mello não conseguiu mais se controlar: gemeu arrastado um sonoro ‘’aaaaawn’’ e gozou como nunca na mão de Matt, um espasmo violento cobrindo-o de cima até as pontas dos pés, que estremeceram. Seu íntimo se contraiu violentamente, fazendo o ruivo gritar pela primeira vez naquela noite e (finalmente) livrar-se de toda aquela excitação.
Zonzo, o loiro (jogou-se) apoiou-se no peito de Matt, que se recostou na cabeceira da cama. Ambos ofegaram em busca de um ar que parecia escasso, seus corpos cansados, suados e quentes desesperados por um pouco do precioso oxigênio. Passaram bons momentos se recuperando, esperando o mundo ao redor parar de girar.
Eu to acabado. – Matt pensou, levantando delicadamente o quadril de Mello para que pudesse sair dali. O loiro estremeceu.
– ...Mello? – o outro não respondeu, tentando engatinhar para a cama ao lado e quase caindo, sendo amparado pelo ruivo. – Ei, vai com calma...
Desvencilhando-se de seu braço e se enrolando no edredom, o mais velho virou o corpo para a parede oposta. Matt suspirou, levantou-se com dificuldade e foi até o banheiro se livrar daquele preservativo. Quando voltou, Mello ainda não se movera.
Mesmo assim ele se infiltrou sob a coberta, abraçando-o por trás. O loiro não reclamou.
– ... me perdoa se eu fiz alguma coisa. – o gamer estava cansado e sem vontade de discutir.
– Você não fez nada. – Mello respondeu baixinho. Enquanto o ruivo pensava no que dizer, ele virou-se nas cobertas e se encolheu junto ao peito alheio, a cabeça encostada em seu coração.
E o prêmio de cara mais fofo vai para...
– Eu te amo, Mello. – o mais novo abriu um grande sorriso, aconchegando-o mais perto de si e deixando-o usar seu braço como travesseiro.
O silêncio se instaurou depois disso, apenas entrecortado pelos barulhos de animais noturnos e das crianças que acabavam de voltar do jantar e iam para seus quartos. Pode-se pensar que Mihael fora egoísta em não responder aquela declaração, mas esse sempre fora um dos aspectos principais do chocólatra. Ele era, por natureza, egoísta e não admitiria que amava Mail tão facilmente. Além disso, eles não estavam em um filme romântico clichê.
E Matt entendia perfeitamente isso. Até concordava com a linha de pensamentos. Mas, ainda que Mello não dissesse nada, o sorriso que enfeitava seu rosto durante o sono não deixava qualquer dúvida.
Fale com o autor