Stalemate
18 XVIII. Abraço mortal.
Notas iniciais
Boa leitura o/
Mihael Keehl movia-se constantemente em sua cama, virando de um lado para outro. Não fazia a menor ideia de quanto tempo se passara desde que deitara sob aquelas cobertas e, para falar a verdade, não se importava. O fato era que, por mais que tentasse, não conseguia adormecer. Os acontecimentos daquela noite lhe foram um verdadeiro choque.
Como ele pôde...
Fazia quase dez anos que conhecia seu colega de quarto, Mail Jeevas. Por muito tempo acreditara saber tudo sobre o mais novo, mas este acabara de provar que estava enganado. Em todos aqueles anos, o ruivo não havia mencionado sequer uma vez que pudesse sentir qualquer tipo de atração por garotos.
Por que ele nunca me contou?
Mello engoliu em seco, ainda paralisado demais para absorver completamente a notícia. Jamais havia passado por sua cabeça que o ruivo pudesse ter inclinações homossexuais. Era irreal demais para que aceitasse algo tão... Como se pode dizer?
... estranho.
Essa era a melhor definição possível acerca dos sentimentos de Mello. Naquele momento nada sentia além de um estranhamento, ou, melhor dizendo, desconforto. Fazia sentido, afinal, convivera durante tanto tempo com o outro, estabelecendo em sua mente uma visão clara de Mail e esta, de uma hora para outra, fora brutalmente rompida. Depois de todo aquele tempo tendo plena certeza de quem ele era, era fácil receber um choque de realidade como aquele?
Realmente não era de se estranhar que estivesse confuso.
Se ver sem reação não era uma das características primárias de Mello, mas, no momento, encontrava-se abismado demais para perceber tal coisa. Mail Jeevas, seu melhor amigo, que dormira anos a fio sob o mesmo teto que ele (literalmente) era gay. Não havia nenhuma outra conclusão a ser tirada: essa era a mais pura verdade.
Mello sentiu o rosto esquentar e se moveu desconfortavelmente na cama, talvez pela vigésima vez. Lembrou-se (contra sua vontade) de certos momentos constrangedores que vivera com Mail, repassando desde os banhos que tomara com o mais novo quando eram crianças, até quando, um mês antes, fora carregado no colo por ele até a enfermaria. Nesta última ocasião, em que um pedaço grande de vidro causou um corte particularmente fundo em seu pé, a maior parte do orfanato se reuniu para ver o que ocorrera, de modo que muitos apontaram e riram quando Mail, ignorando os protestos do loiro, o içou nos braços e arrastou-o até a enfermaria.
Se eu soubesse que ele gay... Não teria deixado tocar em mim.
Mello respirou fundo, afastando o pensamento preconceituoso. Independentemente de suas preferências e de sua opção sexual, o cara que o ajudara ainda era Mail. Este continuava a ser seu amigo, quase seu irmão, e não era por um detalhe como aquele que o relacionamento de ambos deveria mudar.
Isso era mais do que claro em sua mente, mas ainda havia um ligeiro desconforto pairando em seus pensamentos. Sentia um incômodo levemente irritante, como uma mosca que zune escondida na escuridão. Não era raiva, tinha certeza disso: já experimentara a sensação diversas vezes para saber diferenciar. Mas era algo mais complexo, mais profundo e de certo modo mais enraizado, como uma praga difícil de se livrar. Aquela emoção incômoda se intrometeu em suas tentativas fúteis de conseguir dormir, formando imagens grotescas que, para Mello, não faziam sentido algum: fogo dançava diante de seus olhos e se avolumava à medida que observava; uma minúscula câmara de gás projetava-se em sua frente, a qual Mello esquadrinhava o interior com um sorriso no rosto, fechando-a com uma gargalhada de satisfação ao ver o menino que se debatia lá dentro; olhos cor de mel se arregalavam de pavor e perdiam lentamente o brilho, enquanto um par de mãos cobertas por luvas negras de couro se estreitava com vigor em torno de seu pescoço.
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De algum modo, Mello conseguiu dormir. Acordou ofegante, empapado de suor e morrendo de fome, desejando não ter fechado os olhos no dia anterior. Teve pesadelos completamente sem sentido, que iam desde a perda abrupta dos cabelos, até um espelho embaçado com formas distorcidas e assustadoras.
Levantou-se aos tropeços até o banheiro e, no caminho, olhou de relance para a cama de Matt. As lembranças do que acontecera no dia anterior choveram sobre ele, fazendo-o desviar constrangido o olhar do ruivo que dormia tranquilamente com a boca aberta.
Sob a água morna do chuveiro, que possuía o estranho (e raro) poder de acalmá-lo, Mello pensou se o melhor não seria contar tudo a Mail. Dizer a ele que sabia de seu segredo, que o vira com o outro garoto.
- Sebastian... – Mello sibilou, quase como se proferisse o nome de um professor de matemática.
Perdera total respeito pelo garoto. Não que fosse homofóbico ou algo do tipo (talvez só um pouco), mas não conseguia mais vê-lo com outros olhos. Anda persistia a imagem viva do garoto pervertido se insinuando para Matt naquela sala escura.
Ele não tem vergonha?
Suspirando e se vestindo de qualquer jeito, o loiro tratou de sair do quarto o mais depressa possível, sem perceber que fechara a porta com um baque estrondoso. Admirou por certo tempo a paisagem de inverno por entre as janelas meticulosamente retangulares do corredor, torcendo o nariz para o céu escuro e coberto de nuvens, até retirar o telefone celular do bolso e discar o número já tão conhecido de seu ‘’sócio’’.
Não era como se precisasse de outra confirmação da sexualidade de Mail, não era isso: precisava da certeza de que estava agindo certo. Quer dizer, o ruivo fora errado naquela história, não é? Ele não tinha direito de esconder aquilo de Mello... certo?
- Ei seu bosta! Quem você pensa que é pra acordar as pessoas à essa hora da madrugada? – A voz do outro lado da linha rugiu de raiva.
- São duas da tarde. Deixa de ser vagabundo uma vez na vida e me escuta... – O loiro hesitou por uma fração de segundo, mas, como havia chegado até ali, resolveu que deveria continuar. – Você sabia dessa coisa do Matt?
- Coisa? – Sid pareceu momentaneamente interessando.
- É... do Matt. – Ele não queria dizer diretamente, afinal, caso Mail não tivesse contado ao outro, não havia sentido em lhe dar aquela informação.
- Ah, então você descobriu? Que chato, vou ficar sem grana... – Ele parecia realmente triste. – Mas talvez as coisas fiquem mais animadas daqui pra frente.
- Descobri o que? E como assim ‘’vai ficar sem grana’’? O Matt anda te pagando pra que?
Sid riu de prazer com a situação em que Mello se encontrava.
- Pra ficar de bico fechado, é claro. O rui... Ou melhor, a ruivinha andou comprando o meu silêncio em troca de alguns conselhos. Consequência de alguns dias de abstinência do fumacinha.
- Por que ele te pagou? – Mello repetiu a pergunta entre dentes.
- Porque não queria que uma certa loira descobrisse que ele foi pro lado rosa da força! Acorda donzela, será que nunca desconfiou?
- E por que desconfiaria? Você não faz ideia de como foi estranho ver ele se agarrando com um cara...
- Ei, ei, peraí. Um cara? Tipo...OUTRO cara?
- É... Por que? – Mello começou a desconfiar.
Então ele não sabe de tudo ainda... – Sid ficou em silêncio, pensativo. – Ainda posso ganhar uma graninha!
- Por nada não... Mas olha, fica frio tá. Até porque não é nada demais.
Foi então que Mello explodiu: não literalmente, é óbvio, mas de completa frustração. Parecia que todos ao seu redor sabiam mais do que ele e pior: não se importavam nem um pouco.
- NÃO É NADA DEMAIS? COMO TER UMA BICHA DORMINDO NO MESMO QUARTO QUE VOCÊ PODE NÃO SER NADA DEMAIS?
Sid não teve chance de responder.
Enquanto gritava com o homem, Mello olhou ao redor e estancou com a figura que se projetava a alguns passos ao longo do corredor, na frente da porta de seu quarto. Mail olhava para ele estupefato, os goggles alaranjados presos firmemente sobre os cabelos vermelhos ainda despenteados. Nos olhos verdes refletia-se a expressão pasma e desconcertada de Mello.
- ... mas não precisa disso. Alô? Alôooooo? – A voz soava esquecida na mão do loiro.
Após alguns segundos de constrangimento, Mail deu meia volta e fechou a porta às suas costas, certo de que se enterraria sob as cobertas e nunca mais veria a luz do dia. Mello, porém, nada fez por um longo tempo além de gesticular e rosnar irritado para os meninos que saiam de seus quartos para ver o que estava acontecendo.
Pelo menos não preciso mais me preocupar em contar a ele. – Mello, guardando o celular no bolso da jaqueta (a ligação fora interrompida minutos antes por um Sid impaciente) e arrumando as luvas de couro sobre as mãos, caminhou a passos lentos para a biblioteca, sem saber como suas pernas se moviam se sua cabeça pesava uma tonelada.
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Para Mail, a escuridão era agradável.
Amiga, por assim dizer. Era, ao mesmo tempo, simples como uma pequena gota de orvalho e misteriosa em sua essência como uma coruja das neves. Invisível e simultaneamente visível, a ausência de luz que parecia deixar tudo mais claro. Aquelas trevas que pareciam envolvê-lo em um abraço mortal eram deliciosamente quentes, como se, uma vez preso em seu enlaço, jamais fosse possível escapar.
No decorrer dos dias que se passaram, Mail apenas desejava ser acorrentado por aquelas braços e carregado para o acolhedor fogo eterno, onde poderia repousar como um anjo enquanto assistia seus cabelos vermelho-vivos se tornarem um com as chamas.
Mas, como sempre, seria pedir demais esse favor do destino e, por causa disso, Mail passou os dias que se seguiram com um nó na garganta, imaginando o que fazer para se livrar daquele tormento.
Mello o evitava há três semanas. Ele o respondia caso o ruivo se dirigisse a ele, mas apenas com monossílabos e expressões que demonstravam o quanto estava ávido para encerrar o assunto. Não olhava em seus olhos, tampouco: mantinha as safiras sempre ocupadas com algum detalhe inútil e sem importância, como um livro de Álgebra Avançada ou uma formiga no chão. Nunca estiveram tão próximos e, concomitantemente, tão distantes. Dormiam no mesmo quarto, se viam várias vezes por dia, mas não trocavam mais do que meia dúzia de palavras sobre o tempo ou sobre os exames semanais. Nada parecia atrair a atenção de Mello, apesar das constantes tentativas de Mail em reestabelecer o contato. O loiro, assim como ele, parecia sempre perdido em divagações.
Talvez eu devesse pedir desculpas... – Ambos se indagavam em certa tarde em meados de fevereiro.
Mas eu não tenho por quê pedir desculpas! – Mail concluía exasperado todas as vezes que pensava no assunto (o que era umas quinze vezes por dia, no mínimo). – E, mesmo que pedisse, o que eu diria? ‘’Ah Mello, desculpa por ser gay!’’ Não tem como!
O ruivo quase arrancava os cabelos de desespero. Perguntara inúmeras vezes dentre aquelas dias para Sebastian de este comentara com alguém sobre os dois; mas o mesmo repetia que não e parecia a beira das lágrimas quando Mail insistia no assunto.
Sebastian... A única razão pela qual Matt ainda não tivera um ataque de nervos. O pequeno moreno servira muito bem como uma válvula de escapa, uma forma de Mail demonstrar aquele amor guardado por tanto tempo dentro dele.
Havia poucos dias que começaram a namorar (apesar de seres amigos há anos), mas o ruivo sentia-se à vontade com ele. De início, é claro, estranhou quando o menor vinha procura-lo com desculpas esfarrapadas entre as aulas (principalmente quando estava sozinho ou conversando com alguém que não fosse Mello), mas não demorou muito para se acostumar com sua presença e até a gostar dela. Logo, quando o pedido de namoro do outro veio entre tropeços e gaguejos, ele não se surpreendeu.
Porém, mesmo destinando todo o amor que conseguia demonstrar para Sebastian sem parecer forçado, cada vez mais sentia algo o incomodar. O outro era gentil, bondoso com ele, mas nada do que fazia parecia agradar a Mail.
Não estava feliz. Isso era incontestável. Apenas usava Sebastian para liberar aquela torrente de emoções reprimidas dentro dele, apesar de parecer que, quanto mais o fazia, mais sentimentos por Mello cresciam em seu íntimo.
Mail, ainda sem saber se felizmente ou infelizmente, possuía amor demais para dar.
E ninguém digno de receber.
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Os olhos de Mello pairavam sobre as páginas do livro amarelado. Ele, mais uma vez, parara de prestar atenção nas palavras e permitia que seus temores e pesares fizessem churrasco com os bons pensamentos.
Você o magoou, Mello. Você lhe deve desculpas.
Mas ele devia ter me contado que era gay! – A voz de Mello ressoava em sua própria cabeça, em pânico. – Eu tenho o direito de saber.
Por que? – O segundo Mello ria abertamente, satisfeito com o caos que estava prestes a se instalar. – Ele é só seu amigo. Não tinha obrigação de lhe contar nada. Mas, agora que você sabe, não devia estar tratando-o diferente.
- ACHA QUE EU NÃO SEI DISSO? – Mello exclamou em voz alta, recebendo um olhar ríspido da bibliotecária e vários olhares assustados das outras crianças. Bufou e voltou seu olhar para o livro, lendo mais um capítulo com atenção antes de fecha-lo com violência e enfia-lo de qualquer jeito na estante mais próxima, saindo a passos firmes com o barulho de seus saltos seguindo-o como sua sombra esguia.
Ajeitando o crucifixo em seu pescoço e ignorando o latejar que começava a se formar em sua cabeça, subiu lentamente os degraus de mármore até seu quarto. Dentro deste, completamente alheio ao que acontecia, Mail tinha outro problema para enfrentar. Ao que parecia, seu namorado, Sebastian, queria a todo custo que o ruivo se mudasse dali e fosse para o quarto com ele.
- Não gosto de você no mesmo quarto que esse cara. – Sua voz soou um tanto infantil e havia um resquício de inveja, como se tivesse medo que Mello fosse mais atraente que ele.
- Você não confia em mim? – Mail perguntou com simplicidade, tentando não demonstrar o quanto miserável se sentia.
Antes que o outro pudesse responder, porém, uma série de pigarros e tosses violentas, seguidas de arquejos e uma dor forte no peito atingiram Mail. Este respirou fundo, tentando se controlar e passaram-se vários minutos até que conseguisse voltar a respirar direito. Havia lágrimas nos cantos de seus olhos.
- Matt? Consegue respirar? – Sebastian parecia mais do que preocupado.
- Sim... Estou bem.
- Tem certeza? Certeza absoluta? Você já estava ficando roxo de tanto tossir...
- Tenho, estou ótimo... – Mail logo mudou de assunto. Por sorte, o outro ainda não o conhecera suficientemente para saber o quanto Mail era capaz de mentir. – Mas e então... Você não confia em mim?
- Claro que confio... – Os ombros de Sebastian relaxaram e sua voz se tornou mais branda e melosa, o que deixaria qualquer hétero enojado. Ergueu-se de sua posição confortável ao lado da cama de Matt e sentou-se no colo do ruivo (que encontrava-se com as pernas para fora do móvel), passando cada joelho de um lado de seu corpo. Mail hesitou por uma fração de segundo, um pouco surpreso, antes de circular relutante a cintura do outro com os braços. – ... mas não quer dizer que preciso gostar da ideia.
Sorrindo de lado como um pervertido e colocando uma mecha dos cabelos azuis-escuros (que tendiam para negros) atrás da orelha, Sebastian abraçou o pescoço de Mail e olhou fixamente para as esmeraldas, um brilho suspeito e luxurioso surgindo dentre os olhos cor de mel.
Um sensor de alerta cutucou o cérebro de Mail. Aquilo estava ficando perigoso. Ele, porém, não deu tanta atenção ao aviso: estava mais preocupado com o menino que se sentava quase sobre seu membro com um sorriso travesso estampado no rosto.
O ruivo não sentia absolutamente nada por ele, mas, se o garoto começasse a rebolar em seu colo, ele não se responsabilizaria pelo que aconteceria em seguida.
Entretanto, felizmente ou infelizmente (Mail nunca se decidira), o loiro chocólatra girou a maçaneta exatamente naquele momento.
O tempo pareceu desacelerar, mas o coração do ruivo ribombou desesperado no peito. Abriria um sorriso gigantesco apenas por ver o outro, se não fosse pela situação em que se encontrava. Sebastian se levantou de seu colo em um misto de vergonha e impaciência por ter sido interrompido, mas Mail nem o notou: só tinha olhos para o loiro que saía do local, o som de suas botas mais fraco a cada instante.
- Mello! Espera! – Ele se desvencilhou do menor e, como quem formula um rápido pedido de desculpas, acrescentou: – Desculpa, eu preciso falar com ele. Me espera aqui, tá?
Mail não esperou resposta, mas sorriu encorajador para o outro, que franzia o cenho e suspirava com certa tristeza. Acabou por se conformar e esperar pacientemente que o ruivo voltasse, já pensando em um método de trazer este para o seu quarto sem parecer muito apressado.
Enquanto isso, Mail corria a todo vapor pelo largo corredor que reluzia de tão branco, quase perguntando para as paredes onde o loiro se enfiara. Acabou por encontra-lo na sala de brinquedos deserta do segundo andar, esperando por ele. Mihael estava de costas para a porta, olhando fixamente para um nada que somente ele podia ver.
- Olha, Mello, eu não...
- Eu vi vocês aqui. Faz três semanas. Não foi culpa dele. – Mello parecia ter lido os pensamentos do outro ao dizer aquelas palavras que, por algum motivo, pareciam lhe doer a garganta.
- Ah... É bom saber. – Mail riu constrangido. – Mas não é isso que eu queria fal...
- POR QUE VOCÊS NÃO VÃO SE COMER NO QUARTO DELE?! – Mello rugiu sem paciência e Mail se ofendeu.
- Calma, a gente não faz nad...
- VOCÊ NÃO É O ÚNICO QUE DORME LÁ, SABIA? COMO EU VOU DESCANSAR SABENDO O QUE FIZERAM ALI...
- SERÁ QUE DÁ PRA PARAR DE AGIR COMO UM BABACA? ESSAS MERDAS QUE VOCÊ FALA NÃO FAZEM O MENOR SENTIDO! – Mail acabou perdendo a paciência também e só foi se arrepender horas depois.
- É CLARO QUE FAZEM! EU SÓ NÃO QUERO TER DE DIVIR O QUARTO COM UM VIAD... – Mello se segurou no último momento, ao ver a tristeza estampada no rosto de Mail. Gritando, praguejando e chutando um ursinho que voou uns cinco metros e bateu inofensivo contra a parede do cômodo, o loiro passou por Matt e saiu da sala o mais rápido que pôde, pensando em como aquele podia ser o mesmo Mail Jeevas que ele conhecera nove anos antes.
Notas finais
Sonhar com a perda de cabelo está relacionado com sua preocupação de fazer-se maior ou também pode significar do que se sente vulnerável e débil.''
(http://www.estudiantes.info/sonhos/sonhos_c.htm)
Para ver um espelho embaçado em seu sonho, significa um conceito vago de quem você é e perguntas sobre a sua auto identidade. Você está confuso em seus objetivos na vida de um você pode ter uma falta de clareza em um propósito.
(http://www.sonhossignificado.net/espelho-sonhar-significado/)
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