Stalemate

17 XVII. Beijo às escuras.


Notas iniciais
Algumas pessoas me perguntaram quantos capítulos terá esta temporada... Se tudo der certo, acho que serão 26 capítulos.
Boa leitura o/ (Ah, o próximo cap não vem NESTA segunda, só na próxima, tá? Acho que é óbvio, mas enfim... )
Ou talvez eu demore um pouco mais... Quem sabe, né? *u* ~muahaha~

- Como assim você vai tomar conta dele?! – Mihael Keehl observava chocado seu parceiro de quarto, Mail Jeevas, balançar um pequeno bebê no colo.

- Eu não tive escolha, loira, já te disse.

Disse o caralho... – Mello irritava-se cada vez mais ao se jogar de costas na cama coberta de chocolates. O mais velho pouco sabia sobre o assunto. O outro havia entrado no quarto alguns minutos antes, com um bebê adormecido nos braços, dizendo que este dormiria com eles daquele dia em diante. Argumentara que fora o diretor do orfanato, Watari, quem o incumbira de cuidar do recém-chegado que, segundo o mesmo, fora deixado na porta do orfanato. Dissera que seria somente por alguns dias, até encontrarem um lar para ele, mas aquela história, aos olhos do loiro, parecia muito mal contada.

- Ele simplesmente colocou a coisinha no teu colo?

Mail o olhou com reprovação.

- Não chama ele assim. – O ruivo passou a acariciar os cabelos finos e dourados da criança que, apesar de ainda não saber falar, emitiu alguns grunhidos antes de abrir os belos olhos azuis, tão claros como um céu sem nuvens. – Droga, não queria te acordar bebê... – Resmungou antes de se dirigir outra vez ao loiro. – Ele tem nome, Mello.

- E qual é?

- Não sei. Mas deve ter algum... – Ele parecia pensativo.

Mello revirou os olhos e os observou de canto por algum tempo. Mail mantinha as esmeraldas sempre baixas e atentas no pequeno ser em seus braços, os lábios curvando-se em sorrisos cada vez que o menor tocava em suas bochechas com as mãozinhas gordinhas. O ruivo então o deitou com cuidado em sua cama, erguendo a blusinha azul que este usava e fazendo cócegas em sua barriga com os lábios, o que fazia o pequenino gargalhar e se contorcer, puxando os cabelos vermelhos do outro. Mail repetiu o processo diversas vezes, parando apenas depois de se dar por satisfeito. Ergueu o pequeno em seguida, trazendo-o novamente ao seu colo, com o objetivo de fazê-lo adormecer. Depois de muito resmungar e agarrar as roupas e lábios de Mail, os olhos azuis começaram a pesar.

Mihael ainda os observava e foi naquele momento que, sem pensar, ele sorriu. A expressão de felicidade no rosto de Mail não pôde deixar de comovê-lo.

Tão fofo...

- Disse alguma coisa? – Mail sussurrou, erguendo o olhar.

Eu falei isso alto? Merda...

- N-nada não... – Mello gaguejou e se ergueu de um pulo, lembrando de fechar a porta com cuidado ao sair.

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- Não, bebê, não pode pôr na boca!

Mail encontrava-se na imensa biblioteca do orfanato, brincando com o pequeno loirinho. Este tinha nas mãos uma pecinha retangular com a seguinte inscrição:

Dad.

Ele examinava a palavra (pai, em inglês) com extrema atenção, antes de leva-la aos lábios e ser repreendido pelo ruivo. Com um bico, a criança voltou a observar a superfície do objeto, os olhos azuis alternando entre o adolescente e a peça.

- O que foi? – Depois de pensar por mais algum tempo, o loirinho a estendeu para Mail, que começou a rir a abraça-lo com carinho.

Enquanto observava o pequeno ser brincar com as diversas peças espalhadas pelo chão, Mail lembrava-se de como fora difícil convencer Watari a deixa-lo cuidar dele.

- Você não tem ninguém disponível pra cuidar dele! Ele não é um gênio ou coisa parecida, então nem é sua responsabilidade! E eu vou fazer isso de graça, Watari, qual o problema?

- Essa não é a questão, Matt. Cuidar de uma criança não é tão fácil como você pensa e, além disso, você não tem qualquer experiência!

- Mas não são só por alguns dias? Me deixa fazer isso, por favor!

O senhor de cabeços brancos e olhar cansado ergueu curioso os olhos nublados para o adolescente. Este possuía uma aura um tanto estranha: estava sorridente demais, animado sem necessidade. As esmeraldas brilhavam e o sorriso se estendia de orelha a orelha. Suspirando, Watari entrelaçou os dedos das mãos sobre a mesa, encarando o outro com seriedade.

- Por que está fazendo isso, Matt?

Não sei. – Foi a resposta do ruivo que, apensar de não demonstrar, sabia muito bem porque o fazia. Podia parecer estranho, se não extremamente insano, mas a verdade era até simples demais: Mail sentia vontade de cuidar de alguém. Agradava-o em demasia ter alguém que dependia dele, que precisava de seus cuidados Era agradável poder zelar por outra pessoa, desdobrar-se para agrada-la.

E, mais importante do que isso, era bom ter alguém que reconhecesse seu esforço.

- EI, MATT! Seu bosta, você ainda ‘tá aí?

Boa tarde pra você também, Mello.

- De bom humor como sempre, hein? – Mail ergueu o olhar para a porta do cômodo, pela qual o loiro entrava com suas típicas vestes de couro.

- O que tem de tão interessante em limpar a bunda de um bebê? – O mais velho sentava-se ao lado do outro, que pegara delicadamente o loirinho no colo.

- Tirando essa parte, o resto é divertido. Além disso, conversar com ele é melhor do que falar com você. – Mail riu quando, depois de muito observar os dois, a criança se debateu em seu colo e começou a engatinhar na direção de Mello, uma pecinha do jogo infantil em sua mão. O mais velho observou aquele loirinho erguer a mãozinha gordinha e depositar a pequena peça em seu colo. Esta possuía os seguintes dizeres:

Mom.

- Mas o que... – Mello pegou o objeto e, irritado, o atirou longe, fazendo o pequeno contrair o rostinho de tristeza e começar a chorar pesadamente.

- Mello! Seu bastardo insensível, fez ele chorar! – O ruivo se aproximou e o pegou no colo, ao passo que o loirinho se encolhia em seus braços.

- Você não viu o que essa coisa me deu?

- Ele só estava brincando, não precisava disso. – E, vendo que o pequeno não parava, ergueu as esmeraldas em fúria. – Vai buscar, Mello!

- O caralho que eu vou!

- Se não for eu vou colocar ele pra chorar do seu lado à noite.

- Você não se atreveria.

- Quer apostar? – Mail sorria enquanto tentava acalmar o bebê, que não parecia querer parar de maneira alguma. – É só pegar o brinquedo, deixa de ser imbecil.

- ... Você me paga. – Mihael ditou entre dentes depois de um momento e, derrotado, caçou a pecinha pelo cômodo até encontra-la atrás de uma poltrona. Caminhou de volta ao menino em prantos e ergueu o objeto na altura dos olhos, balançando-o. – Olha aqui, eu peguei. Já pode calar a boca.

Os olhinhos azuis se abriram e, mesmo marejados, piscaram com uma mescla de felicidade e atenção. Estes se encontraram com os de Mello e, quase que inconscientemente, o pequeno loiro ergueu os braços em sua direção.

- Eu não vou segurar ele. – Mello franziu o cenho e Mail o repreendeu com um olhar. O loiro bufou. – Argh! Vem logo sua coisa. – Contrariado, içou-o nos braços e começou a balança-lo desajeitadamente de um lado para outro. O bebê sorria para ele e puxava seus cabelos, tocando os próprios fios dourados em seguida. Mello rosnou para ele.

- Ele quer mostrar que vocês dois têm a mesma cor de cabelo. Seja boazinha, ‘’Mamãe’’. – Mail debochava.

Estando prestes a arrancar o peste na marra de seu corpo e dar umas boas bofetadas em Mail, Mello acabou por mudar de ideia no ultimo segundo. O loirinho finalmente se acalmara e agora arregalava os olhinhos safira para ele, tocando o rosto do mais velho com a ponta dos dedos, assim como fizera com o ruivo. Mihael sorria de lado, sem conseguir se conter.

Mail os observava, espantado. Não podia crer que aquele Mello era capaz de ser tão adorável.

Mihael... Agora eu o quero ainda mais.

- Mel... – Subitamente os olhos de Mail se arregalaram e ele agarrou a própria camiseta na altura do peito. Uma dor aguda o atingiu, seguida de uma tosse violenta e pesada. Ele não conseguia se controlar e, ao ver o que se desenrolava, Mello correu em seu socorro, deixando a criança assustada em algum canto.

- Matt! Matt, olha pra mim! Respira com calma pela boca, anda! – O ruivo obedeceu, sentindo a tosse se intensificar. Aos poucos, conforme um loiro desesperado batia em suas costas, esse ‘’surto’’ foi momentaneamente controlado. – Cara, que tipo de coisas você anda fumando? – Mello parecia seriamente preocupado.

- Nada de diferente... – Mail, depois de alguns longos minutos, conseguiu se acalmar. – Eu ‘tô bem Mello, ‘tô bem...

... ‘Tô ótimo.

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Mello caminhava a passos rápidos pelo segundo andar da Wammy’s House, os saltos de suas botas ecoando no piso frio. Apesar de passar das três da manhã, o barulho pouco o incomodava. Ser chamado àquela hora da madrugada só podia significar uma coisa.

Mensagem importante de L.

Esses momentos eram mais do que raros e, por causa disso, o loiro sempre fazia o possível para aproveitá-los ao máximo. Portanto, ao receber uma chamada de Watari em seu celular (totalmente a prova de grampos), ele se levantou imediatamente. Era vital que mostrasse para L que estava sempre alerta: isso certamente lhe daria pontos em relação à Near.

Porém, ao entrar sem qualquer cerimônia no gabinete do diretor, não havia Near algum. A sala, aparentemente vazia de início, acomodava somente um indivíduo sobre a lustrosa poltrona de couro de Watari. O ser possuía a aparência e postura mais bizarras que Mello já havia visto: cabelos negros arrepiados em um estranho ângulo, olhos escuros com olheiras profundas, roupas desleixadas de alguém que acabara de acordar (camiseta branca de mangas longas e calça jeans azul toda amarrotada), dedos extremamente finos e longos nas mãos, além dos pés descalços que se encontravam sobre o assento, deixando-o em uma posição completamente estranha. Na escrivaninha de mogno logo a sua frente, jazia um café preto intocado, no qual boiavam vários torrões quadrados de açúcar.

Mihael desconhecia, na época, que aquele encontro viria a se tornar uma de suas memórias mais preciosas.

- Boa noite, Mello. Me perdoe por chama-lo a esta hora. – Sua voz oscilava entre a de um adolescente e de um adulto, parecendo debochar da situação em que o loiro se encontrava e, ao mesmo tempo, se desculpar verdadeiramente pelo fato.

- Quem é você?

- Quem sou eu? – Ele levou o dedo indicador aos lábios, erguendo o olhar para o teto. – Digamos que... Sou uma espécie de informante. Tenho algumas coisas para lhe contar. Por favor, sente-se. – Seu olhar se desviou para a xícara, tomando-a nas mãos e bebericando um gole. Mesmo desconfiado, Mello sentou-se em uma das poltronas menos vistosas do cômodo e esperou. Apesar da aparência exótica do homem (que parecia não ter muito mais de 20 anos), para se ter acesso à sala trancada de Watari em um horário como aquele, era preciso que gozasse de certo status. – São três as histórias que conterei hoje. Todas verídicas, com um ou outro fato de menor importância omitido. E é bom que fique claro que nada do que for dito nesta sala deverá ultrapassar estas paredes. – As ônix encontraram as safiras e uma mescla de entendimento surgiu entre ambas. Um aceno de cabeça da parte de Mello e a narrativa se iniciou, acelerada, objetiva e sem escrúpulos.

Não foram necessários mais do que alguns segundos de conversa para que Mello percebesse que, apesar das aparências, aquele se tratava de um detetive. As ditas histórias eram na verdade casos em que o outro se envolvera, e nos quais tivera de resolver os mais absurdos e inimagináveis mistérios. A lista incluía o famoso atentado bioterrorista na Europa (palco de disputa entre os três maiores detetives do mundo, com a participação especial das últimas letras do alfabeto: X, Y e Z), o Winchester Bomber Case (que quase eclodiu na Terceira Guerra Mundial) e o tão conhecido Caso dos Assassinatos em Los Angeles. ¹ As complicadas sequências de códigos e mistérios que foram explicas no decorrer das histórias deixaram Mello fascinado a tal ponto que ele fez questão de memoriza-las, uma a uma, para depois transcrevê-las em um livro de memórias. A cada minuto uma nova dificuldade surgia e, ao alcançar um aparente beco sem saída, o homem a contornava com estratégias e raciocínios lógicos, deixando o mais novo de boca aberta.

Se isso tudo for realmente verdade... Se ele realmente fez essas coisas...

O moreno pausava a narração em certos momentos, em parte para respirar fundo e beber seu açúcar com um pouco de café, e em parte para observar as reações de Mihael. Este, depois de passar por um momento de dúvida e contestação, passou a ouvi-lo com uma atenção quase assustadora, absorvendo cada palavra proferida. Chegava a ser divertido a admiração que transmitiam seus olhos: um brilho ofuscante tremeluzia em sua superfície, como se nunca tivesse visto nada igual.

Se ele não estiver mentindo... Esse homem... Só pode ser...

- ... e Beyond Birthday permanece preso até os dias de hoje. – Ele encerrou com um sorrisinho que nunca esperava-se ver naquele rosto. – A justiça sempre vence, Mello, não se esqueça disso.

Notando que o café acabara e, dando seu trabalho por encerrado, ele se ergueu e caminhou com os ombros e costas curvadas até a porta, tirando as mãos dos bolsos apenas para virar a maçaneta.

... esse cara...

- RYUUZAKI?! – Mello gritou sem conseguir se conter e observou, estático, o moreno lhe dirigir outro sorriso, desta vez mais caloroso, e se afastar. Segundos após o choque, ao finalmente recuperar o movimento das pernas, Mello correu em direção à porta e a escancarou, olhando freneticamente para os lados.

Não havia mais ninguém lá.

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Apesar de o sol ter dado as caras no período da tarde e aquecido as orelhas dos pequeninos gênios da Wammy’s House, à medida que a noite caía a temperatura parecia despencar. Já por volta das sete horas da noite, as crianças se encontraram encolhidas nos bancos de metal do refeitório, aproveitando a deliciosa comida e esperando que o aquecimento fosse concertado o quanto antes. Os poucos que não estavam no cômodo, como Mihael Keehl, apenas ousavam se aventurar pela construção estando sob diversas camadas de roupa. O loiro, entretanto, não se incomodava com tais detalhes, trajando apenas uma jaqueta de plumas negras sobre o típico colete de couro que mal lhe cobria a barriga.

Que fome... Cadê aquele tapado do Matt?

Ele procurou, primeiramente, nos lugares mais óbvios, como a sala de jogos, o quarto que dividiam, o carvalho na entrada do orfanato e a biblioteca. Depois passou a olhar em outros cômodos, como a antiga sala de música, a enfermaria, a sala do diretor e, por último, a sala de vídeo. Andou por mais algum tempo e perguntou a algumas crianças sobre seu paradeiro, até começar a ficar realmente preocupado. Além de não atender o celular, ninguém sabia onde o ruivo estava há horas, inclusive as ex-namoradas histéricas dele.

- Matt, seu babaca... – Mello sussurrava, já tirando o celular do bolso e massacrando os botões.

- Alô? – Uma voz cansada atendeu.

- Sid, o Matt ‘tá aí?

- Você perde o seu namorado e vem me encher o saco? Se vira, loira. – Pelo visto o homem fora pego em um mau dia, já que imediatamente desligara.

Frustrado, mas, sem se dar por vencido, Mello enfiou o celular no bolso e olhou ao redor. Mais ao fundo do corredor havia a sala de brinquedos da Wammy’s House, famosa por abrigar frequentemente um certo albino de cabelos brancos encaracolados. Suspirando e sem muitas opções de procura, Mello decidiu investigar o local, apenas para desencargo de consciência. Girando a maçaneta de prata que abria para dentro, o loiro logo estranhou o silêncio que havia no interior do lugar. Não parecia haver uma alma viva lá dentro, visto que somente a escuridão habitava suas paredes.

Todavia, após uma fração de segundo de hesitação, Mihael pôde claramente distinguir alguns sussurros vindos do fundo do salão. Fechando a porta atrás de si com toda a delicadeza possível (mesmo que esse não fosse um de seus pontos fortes) e guiando-se através do tato, ele apalpou os objetos a sua volta até alcançar a origem dos sons.

Inicialmente pensou ter visto um vulto apenas, mas, conforme seus olhos se acostumavam às trevas, pôde perceber duas formas distintas. Aproximando-se ainda mais, foi possível ouvir a voz de Mail e, por um breve momento, pelo timbre doce que utilizava, Mello pensou que ele estivesse a conversar com o bebê que fora deixado às portas do orfanato dias antes.

Porém, logo o loiro se recordara de que o diretor do instituto, Watari, havia encontrado um novo lar para o pequeno loirinho de olhos azuis e já se passara uma semana desde o dia em que se separaram.

Se ele não está falando com o bebê... Então com quem...?

O loiro se esgueirou ainda mais por entre os brinquedos no chão, apertando os olhos na direção da terceira pessoa na sala. Agora podia enxergar com mais clareza, graças a uma ligeira aparição da lua cheia por entre o céu coberto de nuvens: Mail estava apoiado em uma das paredes, as mãos nos bolsos, olhando fixamente para o ser a sua frente. Este, quase uma cabeça mais baixo, se achegava em sua direção com uma expressão ansiosa, quase necessitada.

Ei, espera... O que é aquilo?

O menino então sorriu de orelha a orelha, diminuído ainda mais a distância entre ele e o ruivo. Seus claros olhos cor-de-mel contrastavam com os cabelos azuis (que tendiam para negros) e pareciam tremer de nervosismo, assim como cada poro do seu corpo.

Aquele... é o Sebastian?

As mãos de Mail saíram de seus bolsos e os braços perderam ao lado do corpo, inertes. À medida que o outro se deslocava em sua direção, seus punhos pareciam cerrar-se levemente, como que para controlar a inquietação desnecessária que se abatia sobre ele. O outro, a esta altura, já de encontrava a centímetros de distância, seus olhos, do mesmo modo que os lábios, entreabertos de expectativa.

E-ei Matt...

O loiro não sabia ao certo se o que seus olhos lhe diziam era real ou somente uma brincadeira. Se fosse este o caso, ele não estava achando graça nenhuma.

... se você não fizer nada ele vai...

Mas o ruivo não ficou sem fazer nada.

Seus braços, antes abandonados como dois apêndices descartáveis ao lado do corpo, ergueram-se na altura da cintura de Sebastian e o puxaram contra si, unindo-os em um abraço afetuoso e selando silenciosamente seus lábios em um beijo profundo.

Notas finais
¹ Páginas 10 e 169 do livro Another Note: O caso dos Assassinatos em Los Angeles. Nesse livro (narrado pelo Mello), o loiro realmente afirma que encontrou com L uma vez e que essas três histórias lhe foram contadas (a ÚNICA coisa que eu tirei do livro foram os títulos das histórias).
Oh, a aparição do Sebastian u.u Ele apareceu no primeiro capítulo da fic, mas nem foi importante... Agora será ~hoho~ .
Ei pessoinhas, eu trollei alguém com o título do capítulo? (Digam que sim u.u)