Stairway To Heaven

4 Chapter Three - When The Games Begin


Notas iniciais
Espero que gostem do cap ^^ Eu fiz c amor *u* E com pressa e.e Mas agora, sáporra tá com menos erros x.x Acabei de revisa-lo Bem, espero que curtam isso aqui :3 Boa leitura

Stairway To Haeven

Chapter Three

When The Games Begin

– Então, quando vamos a Topeka, Kansas? – Dean perguntou sentando-se ao lado do irmão mais novo em um sofá na sala repleta de livros do Bunker, havia dias que o grupo de irmãos estavam tentando achar alguma coisa que pudesse indicar uma causa para Adam e Michael estarem fora da Jaula de Lúcifer.

Procuravam tanto sobre acontecimentos estranhos na última semana, como também em presságios demoníacos, ou até mesmo celestiais. Os dois mais velhos sabiam que um Winchester nunca seria salvo da perdição sem ter um preço no futuro a ser pago. Conheciam muito bem esse preço e era caro, muito caro.

– Dean, nem vem. – Sammy protestou contra o irmão mais velho, sabia que Dean estava louco de vontade de caçar alguma coisa, estavam a mais de duas semanas sem pegar em uma arma, ou até uma barra de ferro e caçar um bom ser sobrenatural – Temos que saber o que está acontecendo aqui, o Adam ainda tem que treinar mais e você está doente há dias. Nem ouse em pensar em caçar. – respondeu enquanto levantava-se da mesa de estudos com um livro em mãos e o colocava de volta em uma prateleira definida e procurava mais um livro para ler. Do outro lado da sala, o Milligan tirava os olhos do notebook para ver a conversa de seus dois irmãos mais velhos.

– Sammy, eu estou sem caçar qualquer porra há semanas! Eu estou quase pegando uma arma e dando uma de adolescente-depressivo-psicopata e indo para a cidade mais próxima e descarregar minha arma no primeiro desavisado que passar na minha frente! E você sabe que eu vou fazer. – Samuel olhou para seu irmão com olhos incrédulos, Dean nunca tiraria a vida de uma pessoa inocente. Nunca. Seu irmão não matava pessoas normais sem ter um bom motivo, e quando matava, era a contra gosto. Ou ao menos era assim.

– A Marca. – as palavras escaparam pelos seus lábios sem nem se quer perceber, sabia que deveria ser difícil para o loiro mais velho controla-la, principalmente aquela força sanguinária que a mesma tinha, invadindo seus sonhos e brincando com suas memorias, trazendo um massacre para sua mente sempre que possível. Não era raro pegar Dean em transe muitas vezes e Sammy sabia o que era esse transe, lembranças de uma carnificina.

– É. – respondeu simplesmente e sentiu o olhar curioso de Adam contra si. Não estava entendendo nada daquela conversa, até porque nenhum dos dois irmãos queria compartilhar com o caçula que o primogênito carregava uma maldição estampada em um de seus braços, pronta para transforma-lo em demônio ao menor dos deslizes. Ninguém precisava saber daquilo.

– Então Adam, pronto para seu primeiro caso? – sabendo que o assunto era desconcertante para Dean, Samuel logo interrompera o assunto, jogando o livro que antes tinha em mãos contra uma mesa mais próxima de si e sorrindo na direção do irmão mais novo. Não importa o quão odiasse aquela vida de caçadores, o primeiro caso de alguém era sempre um passo muito importante e excitante. Também era um passo decisivo na maioria dos caçadores, era sinal de que nunca mais poderia recuar. Mas não para os Winchesters, eles já haviam nascido com os dois pés dentro daquele mundo. Eram ferrados de nascença.

– Ansioso. – murmurou desconcertado e fechou o notebook, se dissesse que não estava nem um pouco a fim de usar uma identidade falsa de agente do FBI, ou de carregar uma arma em sua calça, sair para beber e ficar horas na estrada ouvindo um rock antigo, estaria mentindo. Ele queria aquela parte, só não queria ter de enfrentar um monstro que sempre pensara que nunca existira em sua vida inteira.

– Então, pode ser Lobisomem Alpha. – Dean comentara, sorrindo. Estava feliz por poder retornar a caçar, era a melhor coisa em que fazia em sua vida e também era ótimo para que extravasasse toda a tensão em seus ombros, desde a Marca de Caim a Michael – Não estamos no ciclo lunar, mas há pessoas morrendo com seus corações arrancados. É possível que seja um. – um dos animais que mais gostava de caçar eram Lobisomens, eram criaturas que preenchiam suas veias de adrenalina e as balas de pratas eram as melhores.

– Também pode ser outra coisa. Sei lá, há tanta merda que já enfrentamos que gosta de corações. – Sam respondeu simplesmente, nem se importando mais com o fato de que falavam de criaturas místicas que arrancavam órgãos vitais para sei-lá-o-que se fazer com os mesmos, variava desde oferendas a Demônios ou ingredientes para um prato culinário a lá de Bruxas.

– Bala de prata no coração? – Adam perguntou querendo ter certeza de sua informação, estava a algum tempo estudando sobre seres sobrenaturais e coisas que poderiam mata-los, bem, ao menos as coisas mais prováveis que pudesse mata-los, afinal, não acreditava que um tempero mataria um Vampiro, ou que um Lobisomem fugiria de um terço – porra, nem Demônios fugiam de um terço.

– Qualquer porcaria de prata em algum lugar vital. – Dean respondeu, animado. Sabia que Lobisomens Alphas eram complicados de matar, mas também era os melhores para se caçar, eles eram completamente diferentes dos Betas e Ômegas.

– Partimos hoje à noite. – Sam avisara-os, preocupado. Dean não estava nada bem e Adam era novato, aquilo não poderia acabar bem, mas sabia que a Marca tomando conta de Dean seria ainda pior. Ele só rezava para que ninguém morresse naquela caçada, e que Michael estivesse falando a verdade.

Rezava para que pudesse chamar o Arcanjo a qualquer merda que ocorresse fora dos eixos.

***

Jogaram as bagagens no porta malas do carro carregadas de roupas dos três irmãos, as armas para matar e acabar com ser sobrenatural que assombrava Topeka fora posto no fundo falso do Impala, a penumbra da noite já cobria o céu estadunidense e ar gélido obrigava os irmãos a usarem grossos casacos por cima de suas roupas.

– Dê-me a chave do carro, Dean. – Sammy pediu, expondo a palma de sua mão em frente ao corpo do irmão mais velho e sinalizando para que o mesmo entregasse-lhe o objeto que pedira, todavia Dean somente arqueara uma de suas sobrancelhas para as palavras de Samuel. O caramba que daria suas chaves ao irmão do meio.

– Quem vai dirigir a Baby sou eu! – exclamou como a criança emburrada que sempre se tornava ao não querer fazer algo, principalmente quando se tratava de sua quase-namorada, seu Impalinha. Sam já esperava pela resposta negativa e o ato imaturo, Dean nunca entregaria a chave de sua preciosa sem ter um motivo muito bom, mas ele tinha um bom motivo.

Encostado no carro e com um sorriso divertido em seus belos lábios rosado, Adam observava a discussão, vendo como seus irmãos mais velhos discutiam por qualquer bobeira, e anotando em sua mente que Dean amava seu carro, tanto ou mais que torta – tinha que pregar-lhe uma peça qualquer dia desses com seu amado carrinho.

– Claro, se você quiser dormir no meio da pista e matar-nos! – devolveu prontamente, ele havia observado como Dean estava mais cansado que o normal por culpa de sua saúde instável e como estava entupindo-se de café para manter-se acordado – bem, ao menos quando conseguia manter o líquido em seu estômago – e levemente desposto. Dean estava “cafeínado” naquela semana inteira – Você está péssimo Dean. – comentou preocupado, vendo o primogênito soltar alguns muxoxos baixinhos, sabia que já havia ganhado aquela discussão – E vê se dorme durante o caminho. – praticamente ordenara-o.

– Claro, mamãe. – respondeu sarcástico e jogou a chave na direção do mais alto – Vamos. – abriu a porta do banco de passageiros na frente e sentou-se, logo em seguida Adam entrou na parte de trás do carro, encostando a cabeça no vidro pronto para dormir e Sammy sentou-se no banco do motorista.

O irmão do meio deu partida no carro, saindo da enorme garagem repleta de carros do Bunker e seguiu o caminho em direção à estrada, em silêncio. Menos de cinco minutos o Milligan já havia dormido e para não acorda-lo, Dean conectou seu celular a seus fones de ouvido e começou a ouvir um rock qualquer que gostasse. A viagem iria ser silenciosa.

Ou assim aparentava.

***

Sou um trovão motorizado, a chuva que cai
Eu estou chegando como um ciclone
Meus relâmpagos brilhando pelos céus
Você é apenas jovem, mas vai morrer
Não vou fazer prisioneiros, não vou poupar vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Lúcifer vai te pegar

O cheiro férrico de sangue impregnava todo o lugar, junto ao som dos gemidos incessantes de dor e pura agonia. Não era para menos, havia almas sendo torturadas ali, e o sangue de seus machucados pingavam sobre o chão de gota em gota abaixo de seus corpos pendurados em ganchos, formando abaixo de si, poças do líquido rubro, em contraste com a terra em brasa abaixo dos pés.

E em meio aos gritos de desespero e suplica, uma das almas encontrava-se em pé sobre as labaredas fumegantes de fogo infernal, como se o mesmo não o machucasse. E realmente, dores físicas eram o menor de suas preocupações. Estava destruído, mas não fisicamente. Sentimentalmente e espiritualmente estava tão destruído que nem se quer incomodava-se mais com o físico.

E mesmo a dor latejante em sua alma e corpo não o impedia de sorrir, um sorriso encantador e lateral, que conseguiria qualquer garota que quisesse em uma balada ou barzinho de esquina. Mas aquilo não era um lugar para encontros, aquilo era o Inferno.

Com o sorriso ainda em seus belos lábios grossos, retirou uma lâmina de trás de sua calça, ela parecia ser bem antiga e era feita da mandíbula de um animal, e mesmo assim, com seu estado envelhecido e com a matéria prima bruta, ainda era completamente afiada. Impecável. Pronta para matar.

Deixando o negrito mais obscuro e devastador tomar conta de todo o seu olho esverdeados, guiou-se em direção a uma menina de não mais que dezesseis anos, ela havia feito um pacto quando tinha seis, caindo, desavisada, na lábia demoníaca. A adolescente chorava de dor e desespero, pedindo por seus pais. Tadinha, não sabia o que estava por vim.

Afinal, a figura ali presente não perdoava ninguém.

Sinos do inferno
Sim, sinos do inferno
Eu estou badalando sinos do inferno
Minha temperatura é alta, sinos do inferno

Sentindo a temperatura do seu corpo mais elevada, até mesmo para os padrões infernais, andou em direção à garota, que se assustou com a negritude de seus olhos avassaladores. Ela não deveria preocupar-se, em questão de tempos ela estaria igual a ele.

Ela estaria com o mesmo par de olhos completamente negritos, mostrando sua dor interior e sua alma detonada. Com certeza não tão detonada quanto a sua, mas ainda sim, uma bela alma quebrada e em fagulhas, mantida viva e agonizante sobre o fogo e dores infernais.

Parou em frente à menina, que tremia compulsivamente sobre os ganchos em que estava pendurada, e implorava-o baixinho para que a liberta-se daquilo tudo. Ingênua, não poderia deixar de pensar.

Sorriu para a garota que pareceu tranquilizar-se com o ato aparentemente afetivo — sempre fora muito bom com crianças — antes de empunhar sua lâmina em mãos e começar sua arte.

Eu vou dar a você sensações negras espinha abaixo
Se você é demoníaco é meu amigo
Veja minha luz branca brilhando enquanto saio na noite
Porque se o bem está à esquerda eu estou a direita
Não vou fazer prisioneiros, não vou poupar vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Lúcifer vai te pegar

Enquanto a cortava e mutilava-a sem pudores algum, apreciando os gritos sofridos que escapavam pelos lábios machucados e secos da adolescente, apertava sua lâmina cada vez mais com força, sentindo um choque elétrico bom e gostoso percorrendo seu braço e chegando a uma marca estampada no antebraço direito.

O choque foi ficando cada vez mais intenso a cada corte que fazia na alma a sua frente, e logo alcançava seu cérebro, projetando involuntariamente vozes em sua cabeça.

“Eu aceito!”

Era o que explodia em sua mente. Sua voz saía suplicante e desesperada, já sem esperanças de uma alternativa melhor, mas não havia alternativas melhores, porque o que estava fazendo era deliciosamente prazeroso.

Tinha aptidão para torturar, e porra, gostava disso. Ainda estava tentando entender porque negara tanto tempo sua natureza cruel, ela era melhor parte de seu ser.

Sinos do inferno
Sim, sinos do inferno
Eu estou badalando sinos do inferno
Minha temperatura é alta, sinos do inferno

E como melodia, suas palavras desesperadas e sons quase inaudíveis, repletos de rouquidão da garota ressoavam em sua cabeça. A cada corte, a cada dor que causava, sua mente aumentava cada vez mais os sons, e logo estava entorpecido com os mesmos.

Não sabia se aquilo era seu lado bonzinho querendo se manifestar e tentar, inutilmente, mostrar a gravidade da situação, mas se fosse aquilo, estava dando muito errado, só estava deixando tudo mais prazeroso.

E enquanto causava dor, podia esquecer-se das suas, jogando-se completamente naquela sensação gratificante que era causar sofrimento alheio. E logo não só machucava-a fisicamente, vendo a alma da adolescente completamente exposta em seus olhos azulados de típica americana, atormentava-a com palavras maldosas, mexendo com seu psicológico e jogando verdades e mentiras nos ombros alheios, sem qualquer eufemismo.

Aquilo era tão bom!

Yeow
Sinos do inferno, vindo de Satanás "para você
Sinos do inferno, ele está tocando-os agora
Sinos do inferno, a temperatura é alta
Sinos do inferno, o céu
Sinos do inferno, eles querem você para baixo
Sinos do inferno, eles estão te arrastando pra baixo
Sinos do inferno, vai dividir a noite
Sinos do inferno, não há nenhuma maneira de lutar, yeah

E atrás de si, escondido, Alastair sorria cada vez mais ao ver a Primeira Lâmina nas mãos de seu aluno, infringindo dor sem qualquer piedade na alma de uma criança humana. A cada corte que o mesmo fazia, seu sorriso aumentava cada vez mais.

Ele era um ótimo aluno, aprendia rápido e tinha ótimas ideias. Era um demônio inocente e ainda era de um dos patamares mais baixos, mas logo em uns quinhentos a mil anos, tornar-se-ia um dos demônios mais fortes já vistos.

Não poderia ter melhor aprendiz do que Dean Winchester.

***

Dean acordou suando frio, com a música Hells Bells de AC/DC tocando em seu celular. Seus olhos esverdeados foram abertos tão repentinamente que até mesmo Sammy que se concentrava na estrada, fora pego de surpreso com a repentina movimentação do irmão que parecia estar em um sono profundo, assim como Adam, e no minuto seguinte estava pulando por algum motivo desconhecido para si, no sofá do Impala, deixando os fones de ouvido cair sobre suas pernas com o movimento brusco.

– Dean, tudo bem? – Samuel interrogou ao loiro, preocupado. Dean se encolheu no estofado de couro do Impala, maneando a cabeça em sinal positivo. Aqueles tipos de sonhos estavam costumeiros em suas noites e por isso sempre se mantinha relutante em dormir, e quando finalmente pegava no sonho, em menos de duas horas se despertava de seus pesadelos.

Seus olhos esverdeados encheram-se de lágrimas e acabou por mordeu seu lábio inferior com o intuito de tentar controlar a repentina vontade de chorar. Não entendia o motivo das lágrimas banhando seus olhos, já havia sonhado com o Inferno um milhão de vezes e em um milhão de maneiras diferentes, mas nunca – ênfase a palavra – tivera vontade de encolher-se em um cômodo escuro e choramingar todas as dores, refugiado.

Por algum motivo, durante aquela semana estava com os sentimentos à flor da pele, e aquilo era horrível.

Nem percebeu quando Sam estacionou o carro no acostamento da estrada, em plena meia noite e pouca da madrugada, desligando o motor do Impala pelo o momento e retirando seu cinto de segurança. No segundo seguinte as mãos grandes do irmão do meio tocavam delicadamente uma das bochechas de Dean, que havia enterrado seu rosto nos joelhos – que estavam flexionados a cima do banco do carro -, e levantara a face alheia.

– Sammy? – perguntou sem entender a ação do irmão, e logo pode sentir dois polegares abaixo de seus olhos, secando as lágrimas que nem se quer havia percebido que tinha derramado silenciosamente. Sua face avermelhou-se ao perceber que estava chorando e que Samuel estava vendo aquele seus lado fraco.

Dean logo afastou as mãos de Sammy de seu rosto e tentou limpar os olhos úmidos e avermelhados pelas lágrimas com uma de suas mãos, mas as malditas lágrimas não paravam de escorrer, não tinha controle de suas emoções e aquilo começou a desesperar Sam, que não sabia o que fazer.

– Dean, o que foi? – exaltou-se, aumentando alguns timbres em sua voz, e agora pouco se importando se no banco traseiro Adam adormia tranquilamente, sem saber da situação que ocorria bem a sua frente.

– Estou bem. – murmurou baixinho e mais rouco que o normal, finalmente conseguindo parar de lacrimejar. Ver Sam desesperando-se por sua culpa fez com que seus sentimentos finalmente voltassem a pertencê-lo para serem perfeitamente escondidos.

– Que diabos Dean! Claro que você não está bem! – exasperado com a repentina crise de choro que Dean tivera, Samuel não podia controlar aquele sentimento que disparava em seu peito, alertando-o que futuramente algo muito ruim estava para atingir os Winchesters.

– S-Só... Só esquece Sammy. – praticamente implorou antes de voltar a por seus fones de ouvido, pondo-o no último volume para não ouvir Sam tentando chamar novamente sua atenção para conversarem e tratou de olhar para a paisagem da janela, esperando que quando fosse dormir, não voltasse a sonhar.

O Winchester mais alto suspirou, parando as tentativas falhas de chamar seu irmão mais velho, antes que acordasse Adam que já se revirara no banco traseiro do carro, quase despertando.

Mas só estava adiando as coisas, trataria de ter uma conversa muito séria com seu irmão mais velho assim que retornassem ao Bunker. Dean não podia continuar naquele estado.

***

Assim que Dean retornou a acordar, quem estava no volante ao seu lado era Adam e Sammy estava no banco traseiro do carro, dormindo. Provavelmente em algum momento na madrugada o do meio não havia aguentado mais de sono e trocara de lugar com o caçula. Assim que seus olhos esverdeados começaram a tomar noção das coisas ao seu âmbito, pode perceber Adam olhando para si.

– Bom dia, estamos chegando ao Motel mais próximo em algumas horas. – o loiro mais novo informou e voltou seus belos olhos azuis-esverdeados para a estrada. Dean soltou um longo bocejo preguiçoso, antes de mover seu pescoço em movimentos circulares, estava ficando dolorido. Ainda estava com os fones de ouvido tocando um rock e por isso teve que ler os lábios do Milligan para entender suas palavras.

– Dia. – rebateu desligando a música do celular e jogando os fones em qualquer lugar do carro, em seguida ligou o som do Impala em volume máximo em uma fita de rock que estava no carro desde a última viagem. O solo de gritara alto e as vozes gritantes logo fizeram com que Sammy acordasse no banco traseiro do veículo e com o pulo – e por culpa de sua altura -, bateu a nuca no “teto” do Impala, causando as gargalhadas de Dean e um sorrisinho de Adam.

– Son of a Bitch! – rosnou para seus dois irmãos que ainda riam e logo massageou a cabeça dolorida pela pancada. Para cortar o barato de Dean – e do Guns -, desligou o rádio rapidamente, enquanto Dean tentava afastar suas mãos de seu precioso tocador de fitas em vão, logo o aparelho ficara mudo.

– Sem graça. – murmurou sonolento, mal havia acordado e já tinha vontade de voltar a dormir e o pior era saber que o sono era sem motivo, havia conseguido dormir mais tempo do que o normal nessa última noite, dormira por volta de umas sete horas – Você não sabe se divertir Sammy... – sorriu sacana para o irmão do meio, que revirou os olhos.

– Não começa Dean, você sabe, sempre que começamos as brincadeiras, não temos limites. – se bem que Samuel estava louco para fazer umas brincadeirinhas com Dean, a troco de tudo o que ele havia feito nos últimos anos consigo. Adoraria ter seu troco.

– Com medinho Samantha? – provocou com um sorrisinho de lado nascendo em seus belos lábios grossos, aquele sorrisinho sacana que conseguia retirar até o homem mais calmo do mundo de seus eixos.

– Dean... – suspirou – Você tá brincando com fogo. – alertou ao mais velho, sabendo que o mesmo não daria importância a suas palavras, dito e feito, o loiro mais velho deu de ombros, pouco se importando, como se não reconhecesse que Sam fosse um concorrente a altura de seus joguinhos.

– Eu sei meu cuidar muito bem, maninho. – aquilo era oficial, os jogos já haviam começado, quem melhor dava-se bem era quem prevalecesse ao final, levando a vitória, ou quando dava empate, por que John sempre impedia-os de irem muito longe, mas agora não havia mais papai para impedi-los. Adam ria a cada comentário, imaginando algumas brincadeiras que os dois faziam – tinha certeza que com a infantilidade de Dean, o mesmo já havia posto pó de mico em alguma roupa de Sam e tinha quase certeza de que essa roupa era a boxer alheia. Logo seus dois irmãos mais velhos tinham seus olhos no caçula, entreolhando-se em seguida e compartilhando um olhar cumplice.

– Não pense que você está fora das pegadinhas, Winchester. – o Milligan logo se engasgou com a própria saliva com as palavras que saíram juntas das bocas de seus irmãos mais velhos. Ele não queria ser pego de surpresa por pegadinhas de Sammy e Dean, puta merda, principalmente da parte de Dean!

– O que?! – praticamente gritou em seguida, mas já era tarde de mais, seus irmãos mais velhos já estavam tramando seus planos uns contra os outros, era melhor começar a pensar em brincadeiras também, antes que ficasse para trás.

Soltando um suspiro longo, estacionou perto do Motel mais próximo.

***

– Então, cama King Size? – a recepcionista do Motel perguntou enquanto mascava um chiclete já sem gosto e folheava uma revista qualquer em seu colo, fazendo uma bola com o chiclete entre seus lábios pintado de um batom chamativo. Não era muito incomum casais – ou trios – gays procurarem aquele lugar, se bem que de dia tornava as coisas um pouco anormal.

Adam corou com a fala, sem estar acostumado com aquilo, enquanto seus irmãos mais velhos suspiravam, provavelmente já acostumados com aquele tipo de coisa. Dean tirou o cartão da carteira e bateu-o com força em cima do balcão, fazendo a mulher pela primeira vez em que chegaram ali, olhar direito para a cara dos três irmãos e perceberem os quão gostosos eles eram.

– Um quarto com três camas. – o primogênito arrastou o cartão pelo balcão, deixando seus dedos na pontinha do mesmo e logo a recepcionista mordeu seu lábio inferior para conter um gemido ao ouvir aquela voz rouca e sexy, enquanto estapeava-se mentalmente por não ter os reparado antes e principalmente por chama-los de gay. Tocou seus dedos – com unhas pintadas em vermelho – nos dedos de Dean, quase suspirando.

– Segundo andar, quarto duzentos e três. – afirmou a pós fazer o registro dos três e entregar-lhes a chave, praticamente desmaiando quando Dean sorriu de lado para si em agradecimento. Não tardou para que os três logo estivessem subindo para o quarto.

– Acostumo-me em ser chamado de gay toda vez que eu entrar em Motel com vocês, ou com a ideia de Dean sempre cantar as recepcionistas? – Adam interrogou um pouco sarcástico, não gostando nem um pouco da primeira hipótese. A ideia de cometer incesto com seus dois irmãos mais velhos era meio absurda.

– Logo você se acostuma com as indiretas para sua sexualidade. – Sammy respondeu e em seguida riu da careta que Adam deixou escapar, aquelas questões geradas nas recepções eram desconcertantes de mais e bem, em não somente nos balcões de Moteis, havia outros inumerados lugares que já haviam insinuado aquela questão.

– Já sobre a recepcionista, só se ela for gostosa. – Dean respondeu a o inquérito de Adam com um sorriso divertido circulando em seus lábios e viu o mais novo soltar um muxoxo e por fim sorrir também.

***

Haviam passado a manhã inteira na rua, pesquisando sobre as mortes ocorridas e fazendo perguntas aos familiares mais próximos das pessoas que haviam morrido, ao total três pessoas tiveram seus corações arrancados e uma garotinha de seis anos, filha de um cara solteiro que fora atacado, havia visto quem matara seu pai e quando o mesmo havia sido morto. Simplificando, ela sabia quem era o assassino, mas estava em estado de choque no hospital e não queria falar com ninguém, até mesmo com sua adorada tia, com quem agora iria ficar depois da morte de seu pai.

Adam, Samuel e Dean agora estavam em um restaurante, vendo em como iriam comunicar-se com a pequena garotinha e tentar conseguir convence-la a falar-lhes algo. Estavam disfarçados como um trio de agentes do FBI e por isso não seria um problema chegar até a pequena garotinha, o problema seria fazê-la falar. Era costumeiro crianças ficarem “mudas” após traumas de grande porte.

– Acho que a gente deveria tirar a sorte e ver se conseguimos arrancar algo dela. – Adam optou dando uma grande mordida em seu sanduiche integral e em seguida bebendo algum suco natural de coloração avermelhada. Provavelmente de frutas vermelhas.

– O problema é que eu não sei se a tia dela vai deixar-nos falar com sua sobrinha. Se ela quiser, ela pode negar o pedido, alegando que a criança é menor de idade. – Sammy sabia como os familiares eram protetores com as crianças após uma desgraça como aquela, ele havia sentido na pele. Com um suspiro, levou a boca um punhado de sua salada.

– Não custa tentar. – Dean rebateu com a boca cheia de x-bacon e em seguida tomou um gole de Milk Shake, não que gostasse muito da batida de sorvete de baunilha com chocolate, era enjoativa, mas por alguma razão estava com uma puta vontade de se entupir com a bebida, por tanto não resistiu e acabou por pedir um extra grande de novecentos mililitros.

Os três estavam conversando normalmente quando uma dor alucinante atravessou o seu baixo ventre do loiro, como se seus órgãos estivessem se movendo e dilatando-se em seu interior. Mordeu seu lábio inferior com força ao ponto de arrancar sangue e levou uma de suas mãos ao local de dor avassaladora, aproveitando que seus dois irmãos estavam distraídos.

Estava ficando pálido devido à tamanha dor e o suor frio já escorria por sua testa quando tão repentinamente quanto surgira, desaparecera.

E aquilo não foi a primeira vez que acontecera naquela semana, aquelas dores repentinas que iam aumentado a intensidade cada vez mais, já viam ocorrendo, surgindo do nada, a mais de dois dias. E algo lhe dizia que aquela não seria a última vez.

***

Chegaram ao hospital com os costumeiros ternos de segunda mão e os distintivos de agentes em um bolço abaixo do sobretudo, com as identidades falsas não demoraram a obter informações de que a pequena garotinha, Allison, estava em um quarto na ala pediátrica.

– Srt. Lenz? – Dean chegou perto de uma mulher bem jovem, a tia da pequenina Allison, interrogando para ter certeza se a mulher era realmente quem procuravam – mesmo que tivesse visto uma foto da mulher na internet. A mulher acenou positivamente com a cabeça, confirmando ser quem era – Agente Smith do FBI. – mostrou seu distintivo a dama, seguido de seus irmãos, a mulher estranhou aquilo, mas nada questionou – Precisamos fazer algumas perguntas a sua sobrinha, sobre o assassinato de seu pai. – fora direto ao ponto, não gostava de enrolar com as coisas.

– O que? Não! – exclamou a mulher, não podia submeter a sua pequena sobrinha traumatizada a um inquérito sobre o assassinato recente de seu pai, que ocorrera a menos de três dias – Ela está traumatizada, nem se quer fala! – exaltou-se, controlando as emoções que lhe abrangiam com intensidade. Não deixaria que Allison sofresse mais.

– Eu sei que é frieza da nossa parte fazermos perguntas sobre o assassinato recendo do pai a uma pequena criança, mas ela viu o assassino, então qualquer chance de prendermos o cara quem fez isso, temos que agarrar, para que mais ninguém sofra com a Allison. – e com o discurso praticamente ensaiado na cabeça, Sammy declarou, junto ao sua expressão facial determinada, que mostrava suas covinhas inocentes e os seus olhinhos-de-cachorrinho-chutado, que foi acompanhado por Adam. Dupla dose! Ninguém resistia, era tiro e queda.

– T-Tudo bem... – meio hesitante a Srt. Lenz concordou, esperando não se arrepender de sua decisão e esperando que aquilo desse em alguma coisa – sem ser o regresso do quadro psicológico de sua sobrinha – e que quem houvesse feito aquilo, fosse para trás das grades.

– Obrigado. – Sammy sorriu, com aquele jeitinho inocente que conseguia permanecer em si, mesmo depois de tudo, e assim foram guiados para o quarto da pequena menininha, que não era mais do que duas salas de distancia do lugar que estavam.

Assim que chegaram ao lugar, viram uma garotinha de seis anos sentada na cama, com os cabelos ruivos presos em coque alto, os olhos azulados sem vida e a face sem expressão e meio pálida. Em suas mãos havia lápis de cores, desenhando alguma coisa em uma folha de mimeógrafo, concentrada.

– Allison? – Sammy chamou a menininha, e foi prontamente ignorado pela mesma, que nem se quer parecia estar prestando atenção no que dizia, como se seu corpo estivesse presente em sala, mas sua alma estava voltada para outro lugar.

Sammy olhou para Dean, que suspirou, já acostumado com aquele jeito caladão que as crianças tinham depois de uma fatalidade e Adam não sabia muito que fazer, nunca tivera que tratar com crianças traumatizadas, nem se quer sabia iniciar um dialogo com uma. Logo os três falsos agentes olharam para a tia da garota, que tinha seus braços cruzados a cima do busto e uma expressão facial de: “Eu te avisei.”

Dean revirou os olhos para a mulher, antes de aproximar-se da pequenina que ainda desenhava e agachou-se ao lado dela, visualizando o desenho que a mesma fazia, por alguns segundos. Por enquanto pareciam rabiscos em preto e azul.

– O que você está desenhando Allison? – interrogou com uma voz calma e repleta de segurança, como se a garotinha pudesse agarrar a si para que pudesse se salvar do pesadelo que estava vivendo. Poderia ser quase um tom materno, e aquilo lembrou a pequenina do jeitinho que seu pai falava quando estava preocupado consigo. Logo os olhos da pequena garotinha se desviaram do seu desenho, chocando seu mar de tons escuros de azul contra os verdes de Dean.

– ... – ela queria falar alguma coisa, mas seus olhinhos se desviaram do Winchester mais velho até os outros três na sala e sua voz travou, como se tudo o que acontecera naquela noite em que seu pai morreu, retorna-se para atormenta-la. Seus olhos azuis lacrimejaram.

Ao ver a reação de sua sobrinha quase chorando, a Srt. Lenz iria intervir na conversa com dos agentes, mas a cena a seguir fizera ficar em completo silêncio e abismada.

Os bracinhos pequeninos da garota rodearam o pescoço de Dean em um braço carente e necessitado, como se o loiro pudesse ser seu porto seguro, e logo as lágrimas escapavam dos orbes azuis, cada vez mais grossas e constantes, e em questões de segundos a ruivinha estava chorando escandalosamente, apertando o pescoço do Winchester cada vez mais forte em um abraço, querendo uma retribuição de afeto também.

Dean a pegou com cuidado no colo, e cabecinha da pequena repousou no ombro do loiro, que a envolveu protetoramente com seus braços, como se quisesse protegê-la de qualquer mal que o mundo pudesse lhe oferecer. E em quanto Allison chorava em seus ombros e tremia em seus braços, tanto por culpa do medo quando dos soluços, Dean pediu com um movimento de sua cabeça, para que os outros se retirassem do quarto.

Ainda surpresos, Sammy acordou Adam do transe, que observava a cena um tanto quanto descrente e com a ajuda de seu irmão mais novo, arrastou a Srt. Lenz do quarto e encostaram a porta do mesmo, dando privacidade aos outros residentes do local. Sabiam que Allison precisava daquilo.

Também sem entender muito da situação que estava acontecendo, Dean sentou-se na cama que aos poucos a garota estava sentada desenhando e começou a fazer círculos nas costas da pequenina e com carinho, usando a outra, brincava com os cabelos alaranjados da mesma. Fazia isso em Samuel quando o mesmo era menor e tinha algum pesadelo.

Logo a ruivinha controlou seu choro e afastou seu rosto do ombro já encharcado do Winchester mais velho e seus olhinhos azulados focaram-se nos esverdeados. A menininha sendo um livro aberto e Dean tendo a experiência que tinha, sabia que a mesma queria lhe falar algo, mas estava receosa, sem segurança.

– Sabe... – Dean começou, tentando encorajar a pequena a lhe falar algo, os orbes azuis logo estavam lhe observando curiosamente – Quando eu era um pouco mais novo que você, eu perdi minha mãe. – um sorrisinho triste nasceu nos belos lábios grossos do loiro, que acabou mordendo o lábio inferior para conter a emoção ao falar sobre Mary – Fiquei sem falar por um bom tempo, até meu irmãozinho mais novo começar a falar e me fazer perguntas. Eu tive que voltar a falar e foi bom. Foi bom poder me expressar novamente. – os olhos esmeraldinos olharam com carinho a criança em seu colo e endireitou com cuidado a mecha do cabelo ruivo que caia sobre a face cansada da pequenina – Uma hora você vai ter que falar Allison, e você vai perceber que não poderia ter feito coisa melhor. Desabafar. – os olhinhos azuis estremeceram, e os pequenos lábios rosadinhos se entreabriram, sem muita confiança.

– V-Você n-não iria acred-ditar na Allison. – criança referia-se a si sobre terceira pessoa, com os olhinhos marejados e o corpo tremulo, mas ao menos estava falando. Era um progresso.

– Eu vou acreditar em você Allison. – e com a confiança transbordando dos orbes verdes do loiro, a pequenina não pode negar, acabou contando tudo o que tinha visto.

***

Enquanto contava o que acontecera naquela noite fática, Allison voltara a cair no choro mais umas cinco vezes, e acalma-la sempre tomavam uns bons minutos. Mas aquilo valia à pena, estava confirmado de que havia sim um Lobisomem Alpha naquela cidade. O único problema era a aparência, na hora do desespero a ruivinha não tinha visto muito bem o agressor e assassino de seu pai.

– Aqui. – Allison puxou um desenho de baixo do travesseiro da cama do hospital, tirando a imagem de um olho bem azul, quase na mesma intensidade que os dela, ao lado havia uns rabiscos de uma tentativa falha de flores entrelaçadas em espinhos, juntos a crâneos de caveiras, Dean pegou o desenho e o analisou meticulosamente, entendo boa parte da história – Os Olhos Azuis tinha isso no braço. Olhos Azuis disse que ia pegar a Allison. – a pequenina estremeceu – Dean não vai deixar Olhos Azuis pegar a Allison, né? – perguntou esperançosa, e Dean sorriu, na hora quando a mesma havia perguntado o seu nome, em meio conversa, não conseguiu dizer nada se não o verdadeiro.

– Ninguém vai te pegar. – afirmou com certeza, ele iria matar aquela maldita Lobisomem. Já tinha juntado todas as peças. Pegou seu celular no bolço e mostrou uma imagem a Allison, nela havia uma mulher de cabelos ruivos e olhos verdes ao lado de uma mulher de olhos azuis e cabelos também ruivos, a primeira garota era a que estava morta, a segunda era uma irmã desaparecida que havia tido um caso com o pai da Allison, ficando gravida da pequena e deixando com o homem antes de sumir no mundo – Por acaso Olhos Azuis é ela? – mostrou a foto da mulher de olhos azuis.

– São os mesmos olhos azuis da Olhos Azuis, também são os mesmos olhos azuis da Allison. – a garotinha afirmou com certeza e com isso quase todo o quebra-cabeça estava formulado na cabeça do Winchester mais velho.

– Então, vamos ver sua tia antes que ela ache que eu te sequestrei? – perguntou divertido e viu a garota acenar com a cabeça animadamente, muito mais feliz do que quando havia chegado ao hospital. Levantaram-se da cama, e a pequenina segurou a mão de Dean, sentindo-se protegida com o contato.

***

– O que aconteceu lá no hospital? – Adam perguntou assim que os três entraram no Impala, sentou-se no banco traseiro, pronto para partir em direção ao Motel em que estavam hospedados. Dean sentou-se no banco do motorista, ao lado do carona em que Sammy estava e antes de respondeu deu a partida no carro.

– Ela me falou o que aconteceu. – Dean respondeu simplesmente, visando à estrada e dando de ombros. Eles não haviam conversado em frente a Srt. Lenz que estava bem feliz por ter sua sobrinha novamente falando e agradecendo imensamente a Dean por ter a ajudado.

– Estou falando quando a Allison se pendurou em seu pescoço e começou a chorar! – o loiro mais novo estava surpreso com a cena, nunca em sua vida pensou que uma criança faria aquilo com Dean e muito menos pensava que o loiro mais velho aceitaria um pirralho chorando em seus braços.

– Sei lá cara, ela começou a chorar e eu só a acalmei. – novamente dera de ombros enquanto respondia, e fez um biquinho ao final de sua frase. Dean não fazia a mínima ideia do porque a garotinha jogou-se contra si em uma crise de choros, talvez porque ele fosse o mais próximo na hora em que ela começou a chorar.

– Eu não sabia que você era tão bom com crianças. – Samuel comentou, sabia que Dean tinha jeito com os pequenos, como com Lucas ou Ben, os pequeninos aceitaram o Winchester de bom grado e mal se importaram quando, no caso de Lucas, sua mãe beijara ou loiro, ou no caso de Ben, Lisa começou a namorar a Dean. Gostavam do mais velho.

– Você está vivo até hoje, não está? – rebateu mal humorado. Cassete, havia cuidado sua infância inteira de Sammy, claro que em algum momento iria pegar o jeito com as crianças, mesmo que involuntariamente. Afinal, quando John não estava, ele quem era mãe e pai de Samuel.

– Desculpe-me. – Sam não esperava uma resposta tão agressiva da parte, franziu as sobrancelhas, sem entender muito.

– Mas, agora você sabe quem é o ser sobrenatural? – em tentativa de mudar de assunto e quebrar a tensão que se instalara nos bancos da frente, Adam questionara.

– Na verdade, é bem interessante. Então, não tem Marcy Green que foi morta, ela não tinha uma irmã, a Salye Green? – Dean questionou recebendo acenos positivos de cabeça da parte de seus irmãos – Salye namorava com James Lenz, o pai da Allison e a teve deixando-a com o pai. Essa fuga dela é sem explicações, mas pelo que parece a Marcy e o James estavam transando de vez enquanto e Sayle descobriu, deixando Allison assim que nasceu com o pai e fugindo. Provavelmente ela deve ter encontrado um Lobisomem Alpha em seu tempo desaparecido, virando um e assim voltando para cá e querendo vingança. Provavelmente o outro cara morto, Eddie White, melhor amigo de James, deveria saber de algo, ou viu Sayle matando James e ela não teve nenhuma escolha se não mata-lo também. – resumiu rapidamente.

– E você descobriu isso tudo com uma criança? – Sammy perguntou surpreso.

– Não, naquela hora que eu “fui ao banheiro”... – falou as últimas palavras fazendo aspas com as mãos, naquele momento não estava mais aguentando a Srt. Lenz falando em seus ouvidos de como era bom ter a sobrinha de volta e deu uma fugidinha rápida — ... A enfermeira gostosa de lá me contou quando eu questionei. Aparentemente essa história é bem conhecida aqui nessa região. – sorriu de lado e maliciosamente ao lembrar-se da enfermeira quase se jogando em seus braços, ficou tentando a pega-la ali mesmo, na ala pediátrica do hospital. Que as crianças se fodessem.

– Cara... – Adam murmurou sem acreditar. Sabia que Dean era mulherengo, mas aquela havia sido a quinta garota que o loiro havia cantado desde que chegaram naquela cidade.

***

Usando o notebook de Sammy e alguns conhecimentos de hacker, não foi difícil achar o cartão de credito de Sayle Green, por sorte a mulher não havia mudado seu nome. O cartão constatava as últimas comprar da última semana. E nessa semana de relatos, sempre de noite a mulher ia a um barzinho de esquina ali pertinho do Motel. “Lust and Luxury” era o nome do lugar.

Esperaram anoitecer e partiram do Motel mais ou menos no mesmo horário em que Sayle aparecia no barzinho, rezando para que pudessem encontra-la ali. Chegaram a alguns minutinhos mais cedo do que a mulher, para tentar não dar muito na cara e sentaram-se em uma mesa, juntos, mas não por muito tempo.

Dean logo foi ao balcão do lugar pedindo uma bebida e de quebra, cantando a garçonete morena e com roupas bem curtas que o servia. Enquanto bebia um copinho de flamejante, rodava seus olhos ao seu âmbito, procurando algum sinal de Sayle, enquanto conversava com Emily, a garçonete.

Distraído agora somente com a conversa com Emily, pronto para pegar o número da beldade e consecutivamente pega-la depois, não percebeu quando Sammy levantou-se da cadeira em que antes estava sentado com Adam e andava em sua direção, parando bem a sua frente e pondo uma de suas mãos no ombro de Dean, que bebia mais uma dose de bebida, agora cerveja.

– Dean, meu amor, vamos voltar para a mesa, está um tédio sem você lá. – Samuel acrescentou um jeitinho bem afeminado em seu tom e voz, junto a gestos corporais e faceais, picando na direção do seu irmão mais velho, com falsa luxúria. Dean começou a engasgar-se com a cerveja que tomava.

– Que? – perguntou exaltado assim que conseguiu recuperar seu folego, sem entender o que seu irmão queria.

– Ai amor, não precisa de vergonha. – Sam apertou as bochechas do loiro, que ganhou uma coloração avermelhada com o ato de seu irmão do meio e logo as soltou, antes que Dean recuperasse-se do choque inicial e lhe desse uma bela surra.

– Cafajeste. – a garçonete que antes o servia e lhe dava bola, acertou um belo tapa na cara de Dean, para a surpresa de ambos os irmãos que não esperavam uma atitude tão drástica da mesma. Logo em seguida a dama saiu rebolando do balcão, afastando-se de Dean sem olhar para trás.

– Porra Sammy! – Dean levantou-se da cadeira em que estava sentado, com vergonha. As pessoas ao seu lado havia ouço a brincadeira do irmão e os olhavam torto, não que Dean se importasse com olhares, mas em pensar em que os donos deles achavam que ele estava em relacionamento com Samuel, era algo esquisito. Andou em direção à mesa em que Adam estava, que ria de tudo, já que ouvira o dialogo por estarem em uma mesa bem perto dali – Eu sabia que você era gay, mas não sabia que você gostava de incesto. – rebateu, recebendo um soco no ombro do mais alto.

– Cara, vocês são muito sacanas. – Adam ainda ria quando seus irmãos chegavam perto de sua mesa e se sentavam, não aguentou e deixou o comentário escapar por seus lábios, divertido.

– Relaxa que a bomba ainda vem para o seu lado. – Sam soltou uma piscadela para o mais novo, alertando-o para ficar atento, por que com certeza de ali não viria coisa boa.

– Falando em bomba, aquilo é impressão minha ou aquele cara está secando o Adam? – Dean perguntou alto de mais na opinião do mais novo, enquanto olhava sem quaisquer escrúpulos para o homem até que bonito, que estava o período todo com seus belos olhos castanhos chocando-se contra a figura do Milligan. Adam corou em diferentes tons de vermelhos escuros com o comentário de Dean, principalmente quando percebeu que era verdade – Use proteção. – bateu de leve nas costas do irmão mais novo e sorriu sacana e lascivo, fazendo o mesmo ficar ainda mais encabulado.

– Mas marque o encontro outra hora. Sayle acabou de chegar. – Sam avisou disfarçadamente assim que viu a mulher, não muito diferente da que estava na foto dos Greens, entrar no bar e pedir uma dose de bebida. Logo acharam desenhado no ombro da mulher, a tentativa falha de Allison de redesenhar a tatuagem da Sayle. Era ela mesmo.

***

Mais ou menos uma hora da manhã, Sayle saiu do bar e logo em seguida os irmãos também. Para a facilidade dos três, a mesma estava sem carro e por isso, não tiveram problemas em segui-la, obviamente separaram-se por entre as ruas desertas da madrugada para tentar disfarçar. Não deveria subestimar os sentidos de um Lobisomem, quando mais um Alpha.

Mas não adiantou muito, Sayle acabara os levando para um beco sem saída e escuro na cidade, que por aquelas horas era completamente vazio e com isso, a mulher fez uma volta de cento e oitenta graus, ficando em direção aos três irmãos.

– Já reparei que vocês estão me seguindo. – A Green comentou com um sorrisinho em seus lábios pintados em vermelho e deixando suas garras crescerem, assim como os caninos em seus dentes – Podem aparecer. – passou a língua por cima de seus lábios, perigosamente.

Não tardou para que logo os três Winchesters saíssem de seus esconderijos com armas em mãos, repletas de balas de prata, prontas para serem descarregadas na Lobisomem.

Quando Sayle percebeu que os três homens eram mais do que simples humanos, já era tarde. A ruiva poderia ser até uma Alpha, mas era extremamente inexperiente. Uma sequencia de duas balas da arma de Dean acertaram o corpo da Green, que caiu já sem vida no chão do beco ao ter o coração preenchido por uma bala de prata.

– Putz, que sem graça. – Dean resmungou, esperando mais alguma animação ao matar Lobisomens, principalmente um Alpha, matar outro da última fora tão divertido e cheio de adrenalina, que esperava muito mais desse caso. Seus irmãos mais novos concordaram, mas Sammy estava aliviado por ninguém ter se machucado.

Com o caso resolvido, guardaram as armas em suas calças e deixaram a guarda baixa para se livrarem do corpo da Green.

O que os três caçadores não esperavam eram que a ruiva voltasse a sua cidade natal com o Lobisomem Alpha que havia a transformado. Os dois estavam em um caso amoroso e concordaram em pegar a pequenina Allison para que pudessem cria-la juntos e desde pequena, ensina-la a tornar-se um Lobisomem, já que iriam transforma-la. O Lobisomem era o mesmo cara que aparentemente estava secando Adam. Na verdade, ele só sentia o cheiro insuportável de caçadores vindo daquela mesa e por tal coisa não conseguira desviar o olhar.

Os irmãos foram pegos de surpresa pelo Lobisomem Alpha transformado completamente e enlouquecido pela morte de sua amada. O ser sobrenatural chegou a uma velocidade alucinante, jogando Adam com tudo contra uma parede do beco e deixando-o inconsciente ao fazê-lo bater a cabeça contra o muro e causar um sangramento.

Antes mesmo que Sammy pudesse reagir, foi suspenso no ar com uma brutalidade incrível e em seguida arremessado em direção oposta ao Milligan e somente parando sua queda assim que seu corpo chocou-se no chão, a bons metros de distancia de onde originalmente estava, desmaiando em seguida.

Nesse meio tempo em que seus irmãos eram atacados, Dean conseguiu pegar sua arma, mas era em vão. O Lobisomem apareceu em sua frente em questões de frações de segundos, antes mesmo que ele pudesse puxar o gatilho, o mesmo agarrou-o pelo pescoço, suspendendo-o do chão e cravando suas garrar afiadas na lateral do pescoço do Winchester primogênito, que sufocado, largou a arma e tentou afastar a única mão que o segurava pelo pescoço, deixando-o sem ar.

Em seguida o Alpha começou a bater seu corpo contra uma das paredes do beco, sua nuca encontrava-se repetidas vezes contra os tijolos da parede, deixando sua visão repleta de pontos negritos, desfocada. E com isso, não tardou para que logo sua cabeça estivesse sangrando, enquanto em vão, tentava se libertar da situação. As garras da mão livre logo começaram a arranhar seus braços, ombros e peitoral em cortes fundos, em busca de vingança pela morte de sua amada.

Se não estivesse já sem ar algum, gritaria, principalmente quando aquela dor em seu baixo ventre retornara, mil vezes pior do que as anteriores. A inconsciência estava quase o tomando em seus braços, deixando bem claro que ele nunca mais iria acordar, junto aos seus irmãos. Em desespero e sem saber o que fazer, somente deixou um nome escapar por seus lábios, em um sussurro suplicante quase mudo.

“Michael.”

Notas finais
Só p constar, nada contra contra Wincest, okay? Eu amo Wincest! *0* O Sammy pegando o irmão de jeito e.e E aaaah, sobre Dean "a flor da pele", bem, como a maioria deve saber, isso é um "sintoma" de gravidez... Tipo, alterações de humor e os sentimentos mais fortes, mais impulsivos... E esses sentimentos "a flor da pele" está trazendo ao subconsciente de Dean, suas lembranças mais terríveis e seus medos... É, eu acho q Dean odiou muito mais o anos em que ele torturou alguém do que os que ele foi torturado... E sim, Dean morre de medo aqui de virar novamente um demônio e ficar igual a Alastair... Bem, ele é o pupilo do cara, dude. E mais um detalhe, não tenho a minima ideia se Caim ainda está vivo ou não nessa fanfic... E bem, no próximo td finalmente é revelado! Uhuuuuullll! Imaginando até agr uma reação p Dean xD Quem quiser optar para uma reação a lá Dean Winchester, pode falar ;3 Kissus seus lindos Já'né