Stairway To Heaven

5 Chapter Four - Ignorance Is A Gift, Always


Notas iniciais
Acabei de betar o cap :D Sem erros o/ Eu acho e.e AVISO MEGA IMPORTANTE: Altas doses de água com açúcar! Cuidado com as diabetes! Aviso desde já! Espero que curtam o cap curtinho ^^

Stairway To Heaven

Chapter Four

Ignorance Is A Gift, Always

Michael estava em qualquer lugar do mundo, aproveitando o tempo em que conseguia manter-se escondido dos outros Anjos do Céu. Estava em uma cafeteria em Paris, só mesmo pelo prazer de aproveitar a vista e sentir o cheirinho agradável de café e pão quentinho, o que nunca poderia ser deliciosamente reproduzido em seu paladar, já que tudo tinha o horrível gosto de moléculas e átomos.

Mas sua paz acabou assim que ouviu Dean chamando seu nome em sussurro suplico e arfante. Seu corpo pareceu ser tomado por sentimentos humanos, em especial o desespero e medo e no seguinte segundo, ou até menos, havia se tele transportado para a origem da voz do Winchester primogênito, tendo uma desagradável cena desenrolando-se a sua frente.

Tomado por raiva, agarrou o Lobisomem que tinha o loiro nos braços, já inconsciente, completamente entregue a escuridão. O ser sobrenatural mal teve tempo de ver o que havia lhe pegado e tentou em vão soltar-se do aperto que Michael fazia em seu braço, apertando o osso cada vez mais forte, ao ponto de fraturar. Urrou de dor ao sentir o osso partindo-se, deixando o corpo do assassino de sua amada – Dean — cair de seu enlaço sufocante.

Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, o Arcanjo ainda segurando seu braço machucado, o jogara com tudo em direção de umas das paredes do beco. A mesma em que Adam estava escorado inconsciente. O corpo do Alpha iria chocar-se contra o mais novo dos Winchesters, em um acidente quase fatal, se de última hora Castiel não tivesse aparecido no lugar em que Adam estava e tivesse-o pego no colo, se tele transportando para perto de Sammy. No meio do caminho tocou a testa do loiro mais novo e curou os ferimentos. Deixou o corpo de Adam, que aos poucos despertava, ao lado do de Samuel e logo curou o mais alto, que também começara a sair da inconsciência.

Nesse meio tempo Michael chegou rapidamente à parede em que o Lobisomem se chocara com tudo, que acabou ficando desnorteado com a pancada e logo uma de suas mãos estava sobre a cabeça do ser sobrenatural, queimando as retinas alheias, enquanto de suas mãos saiam fleches de luz, matando-o.

Em conjunto os dois seres celestiais se tele transportaram para perto do primogênito Winchester que ainda estava desacordado e com ferimentos cobrindo toda a extensão de seu corpo. Michael e Castiel se entreolharam por alguns segundos, em uma disputa de olhares sobre quem iria acudir o mais velho dos irmãos, fuzilaram-se, não dispostos a darem o braço a torcer e voltaram seus olhos azulados para Dean, surpreendendo-se em seguida.

Uma leve luz feita de Graça envolvia o corpo do Winchester mais velho, que mantinha uma expressão de dor em seus traços faceais e em seguida os ferimentos de seu corpo foram se curando sozinhos, em uma velocidade digna de um Anjo. Todavia, mesmo com todos os ferimentos sendo curados, os cortes e hematomas desaparecendo da pele bronzeada do loiro, a expressão de dor em seu rosto não era tomada por alívio, pelo contrario, parecia somente estar aumentando cada vez mais. Logo inconscientemente Dean gemeu com dor e encolheu-se, arfando e suando frio.

Os dois seres celestiais sem saber o que fazer, em sincronia agacharam-se ao lado do primogênito Winchester e tocaram cada um em cada ombro do loiro, prontos para curarem qualquer mal que estivesse afetando o loiro, todavia, assim que tocaram no corpo coberto de luminescência de Dean, foram repelidos por uma força desconhecida. A palma de suas mãos haviam sido queimadas e antes que pudessem raciocinar, a luz celestial que antes envolvia o corpo de Dean se dissipou, mas parecia que a dor não havia a acompanhado, o Winchester mais velho ainda sentia-a.

Nem perceberam quando Adam e Sam haviam terminado de acordar e levantaram-se do chão, correndo em direção ao corpo do irmão que começava a contorcer-se com a dor alucinante que percorria por cada canto de seu corpo, com os lábios entre abertos, querendo gritar, mas sem ter forças para completar o ato.

– Dean! – praticamente gritaram juntos, empurrando os dois seres angelicais para longe do irmão mais velho e agacharam-se perto do loiro. Sammy com cuidado levantou os fios aloirados da testa do primogênito e tocou-lhe a região, sentindo a temperatura elevada por demasia. Desesperou-se e arrependeu-se por ter deixado o carro no barzinho em que estavam.

Mas um carro não era preciso. Michael estalou os dedos e logo os irmãos estavam no quarto de Motel em que haviam alugado em Topeka – o Arcanjo havia os observado por um tempo, para garantir que tudo estava bem com seu protegido -, com Dean deitado confortavelmente em uma cama. Às vezes – bem raras vezes – Arcanjos eram uma oitava maravilha mundial.

– Afasta-se. – Michael pediu para os dois irmãos mais novos de Dean, que ficaram relutantes em fazer o pedido, mas logo se afastaram. O encaracolado era um dos Arcanjos mais poderosos de Deus, talvez pudesse ajudar no sofrimento de Dean, até mesmo Castiel, em prol ao seu amado – mesmo que se corroesse de ciúmes por dentro -, não o impediu, tendo ciência de que seu irmão mais velho era mais forte – Vou fazer uma revisão de alma. – e sem aviso prévio colocara a mão sobre o peitoral de Dean, afundando-a sobre a carne do loiro, que gritou em agonia, ainda sem abrir seus olhos.

Logo o Arcanjo começou a revistar a alma de Dean, meticulosamente, não deixando que nada passasse despercebido. Estava difícil de encontrar alguma coisa, e já estava pensando que o que estava ocorrendo com o mais velho dos Winchesters não poderia ser resolvido por si, quando achou algo incomum. Algo que encontrava somente em mulheres.

Uma segunda alma.

E o pior era saber que essa segunda alma estava repleta de Graça, ao mesmo tempo em que mantinha uma natureza humana corrompendo-a.

Dean estava gerando um Nephilim.

Retirou a mão do interior da alma do Winchester mais velho, assustado, ao mesmo tempo em que os olhos esmeraldinos abriam, semiconscientes. Michael encarou Dean, temendo-o, enquanto outros três pares de olhares encarava-os, querendo entender alguma coisa.

Logo o Winchester mais velho era novamente envolto por Graça e seus olhos ficaram em um tom acinzentado escuro e uma das mãos do loiro fora levantada em direção ao encaracolado, que mal tinha reação. E com um único movimento imperceptível, Michael foi banido do quarto antes que pudesse dizer alguma palavra, assustando qualquer outro individuo presente ali. Em seguida a inconsciência e escuridão tomava conta de Dean, novamente aos poucos, enquanto a luz que o envolvia era aos poucos dissipada e seus olhos completamente acinzentados voltavam ao normal, belos orbes esmeraldinos.

– Que porra acabou de acontecer aqui?! – Adam exaltou-se sem entender nada e entrando em desespero. Queria respostar sobre o estado de seu irmão mais velho, mas Michael sumiu antes que pudesse dizer alguma coisa, e o que Dean havia feito do nada fora completamente assustador e fora do normal, até para Winchesters!

– Eu não sei... – Castiel tinha seus olhos azuis colados no corpo inerte de Dean, que aos poucos começava a relaxar, a dor que antes o consumia estava indo embora, junto com sua temperatura que ficava amena a cada segundo que passava, voltando ao normal – Talvez eu devesse dar uma olhada em Dean. – manifestou-se, preocupado e dando passos na direção do primogênito.

– Não Cass. – Sammy segurou no braço do Anjo, impedindo-o de dar mais um passo, logo o Novak estava olhando para o mais alto com curiosidade – Não sabemos o que aconteceu ou o que Dean fez com Michael, então a gente precisa de você para caso aconteça algo pior. – implorou-o com seus olhinhos-de-cachorrinho-perdido e passou a língua por seus lábios, preocupado e em seguida, crispara-os.

Castiel concordou, relutante.

***

Duas horas depois

Dean remexeu-se na cama, sentindo seu corpo inteiro dolorido e a consciência aos poucos retornando para seu corpo. Logo abriu seus olhos esverdeados, sentindo sua garganta seca e sem lembrar-se muito das últimas horas. A única coisa que se lembrava era de ter matado Sayle. Mas se ele havia matado a Lobisomem, por que estava em uma cama? Completamente dolorido? Alguma coisa deveria ter dado errado.

Com um longo gemido de dor, sentou-se na cama, o barulho chamara a atenção dos três que estavam do outro lado da porta do quarto pequeno do Motel, conversando baixinho para que não acordassem o loiro. Logo a porta do quarto era aberta e um Samuel, Adam e Castiel preocupados passavam pela mesma.

– Dean! – exclamaram os três juntos, aliviados por saberem que o loiro havia acordado e não estava com suas retinas completamente acinzentadas, pronto para expulsar mais um ser celestial daquele cômodo.

– O que aconteceu? – mais velho dos Winchesters perguntou, desorientado e com a memoria falha. Fleches passavam em sua cabeça, mas estava tudo tão rápido que nem se quer conseguia entender tudo o que aquelas vagas lembranças estavam querendo lhe repassar.

– Eu preferia que você nos dissesse. O que aconteceu? – Sam tinha seus braços cruzados em cima de seu peitoral, com o corpo apoiado lateralmente contra o armário na parede paralela a cabeceira da cama em que Dean estava. Seu rosto não deixava transparecer nada além de preocupação para com seu irmão mais velho.

– Eu não sei nem o que eu fiz. – Dean franziu as sobrancelhas e deu de ombros, sem entender muito. Sam, Dam e Cass pareciam preocupados e Dean pode sentir que viria bomba por ali.

Os três logo começaram a resumir os últimos acontecimentos para o Winchester primogênito, que ficava abismado e sem reação a cada palavra que escapava pelos lábios dos três, que vez o outra variavam em contar o que havia acontecido.

– Então, Dean, vai me dizer se você fez algum pacto com Demônio, Anjo ou sei-lá-o-que? – por fim Sammy completara, com uma carranca em suas expressões. Imaginar Dean indo mais uma vez para o inferno por causa de mais uma pacto, acabaria de vez com as estruturas já abaladas do mais alto.

– Ãnh? – Dean perguntou completamente confuso. Não estava entendo onde seu irmão do meio estava querendo chegar, ele não havia feito pacto algum e estava tão impressionado com o que havia feito, como o resto dos presentes na sala – Eu não fiz porra nenhuma! – exclamou em defesa.

– Sei lá, Dean! – Sam gritou perdendo a paciência, Castiel nem Adam tinham coragem de interromper a discussão dos irmãos e Dean encolheu-se na cama, assustado com o timbre grosseiro que seu irmão estava usando – Você não conta merda nenhuma do que está acontecendo com você! O Adam saiu do Inferno, então não duvido nem um pouco que você fez um acordo com o próprio Lúcifer para liberta-lo! Ele pediu o que? Que você se tornasse capacho dele? Talvez o que vem acontecendo com você nessas últimas semanas seja porque ele está te transformando em alguma aberração?! Nada acontece por acaso na nossa vida, e você sabe disse melhor do que ninguém! – não se controlou e despejou tudo o que havia imaginado naquele último par de horas, fazendo o loiro mais velho estremecer a cada palavra e juntar seus joelhos ao seu corpo, colocando a cabeça entre os mesmos – Reponde, Dean! – ordenou com o timbre mais alto do que deveria.

Adam ia pedir para o irmão se controlar, observando Dean tremer sobre a cama, encolhido, já Castiel queria aproximar-se do loiro mais velho, a fim de tentar acalma-lo. Mas o Winchester primogênito foi ainda mais rápido.

Em um pulo levantou-se da cama, com a cabeça abaixada e andou em passos rápidos na direção de Sammy, parando bem enfrente ao seu irmão do meio, logo após ergueu sua face, com as lágrimas escorrendo sem controle algum de seus olhos esmeraldinos, escorrendo pelas bochechas avermelhadas.

– Eu não fiz nada. – sibilou quando seus olhos encontraram-se com os do mais alto e em seguida abriu a porta de saída do quarto do Motel e saiu correndo do cômodo, deixando um Sammy meio abalado para trás. Ele não queria ter feito Dean chorar, ele não queria ter magoado seu irmão. Inferno, ele mal viu quando as palavras saíram de seus lábios.

E sem perceber, lágrimas também escorriam de seus olhos, Adam ficou na dúvida sobre quem ajudava, até Castiel fazer um movimento em direção a Samuel, pedindo para que o mais novo ficasse com o do meio, enquanto ele iria ir atrás de Dean.

O Milligan não protestou, e foi ajudar Samuel, que deixava seu corpo escorregar pela parede do quarto, com as lágrimas escorrendo de seus olhos e com as mãos em meio aos fios castanhos, puxando-os em desespero.

Ao aproximar-se de Sam, o mais velho agarrou sua blusa com desespero, e chorou, com força.

Deus, ele só estava preocupado com seu irmão mais velho. Só isso.

***

Ei, Jude, não fique mal
Escolha uma música triste e fique melhor
Lembre-se de deixá-la entrar em seu coração
Então você pode começar a ficar melhor

Castiel apareceu ao lado de Dean, que havia corrido até um lugar completamente aleatório e deserto da cidade. Seu corpo estava encostado contra uma árvore, bem encolhido enquanto chorava forte. Ele queria parar, queria mesmo! Mas parecia que suas represas haviam rachado.

Cass com calma aproximou-se ao lado do loiro e sentou-se ao lado do mesmo. Com cuidado repousou uma de suas mãos por cima dos fios loiros de Dean, que ainda não havia percebido sua presença ai, e brincou com os mesmos. Sentindo o repentino carinho, o Winchester levantou a cabeça do meio de suas pernas, curioso para saber quem estava lhe dando afeto.

O moreno sorriu tímido, e o loiro retribuiu o sorrisinho, igualmente tímido. Não haviam tido muito contato desde a última vez que Castiel aparecera quando Michael chegou ao Bunker pela primeira vez. O Anjo havia sumido de vez.

Ei, Jude, não tenha medo
Você foi feito para sair e conquistá-la
No minuto que você deixá-la debaixo da sua pele
Então você começará a ficar melhor

Com cuidado o Novak deitou a cabeça de Dean contra suas pernas, deitando-o de barriga para cima no chão repleto de gramas verdinhas, enquanto ainda brincava com os cabelos loiros escuros do Winchester, que foi acalmando-se com o contato que Castiel fazia em si.

E enquanto os olhos esverdeados visualizavam as estrelas salpicando o céu em prata, lembranças antigas invadiam sua mente, e não resistira e começou a cantarolar baixinho, lembrando-se de Mary.

Castiel começou a apreciar aquela voz que tanto amava, enquanto cantava melodicamente.

E sempre que você sentir a angústia
Ei, Jude, contenha-se
Não carregue o mundo
Em seus ombros

– Hey Dean. – Castiel chamou-o baixinho quando o loiro terminou de cantar, sua voz não passava de um sussurro em meio à escuridão noturna que os cobria em plena madrugada, perto do amanhecer, os olhos esverdeados desviaram-se do céu estrelado para um azul tão intenso quanto o céu límpido de manhãs de verão, os orbes de Cass – Por que você chamou Michael naquela hora? – perguntou vacilante, temendo uma resposta em que não queria ouvir.

– Você desapareceu Cass, fiquei com medo de que não viesse. – Dean não hesitou em responder a questão, e interrompeu o moreno antes mesmo que ele retornasse a falar – Não me abandone Cass. – pediu suplicante, deixando mais uma vez as lágrimas escaparem de seus olhos esmeraldinos.

Com razão, você sabe que é o bobo
Quem mantém a cabeça fria
Por deixar este mundo um pouquinho mais frio
Na na na na na na na

– Eu já disse, Dean. Eu te amo, nunca te abandonaria. – com cuidado secou as lágrimas que escorriam pelos olhos do Winchester, que sorriu encabulado para o Anjo. Castiel escorregou a mão dos olhos do loiro para sua boca, desenhando por cima daqueles belos lábios carnudos.

– Obrigado, Cass. – Dean ergueu o corpo e logo juntou seus lábios com o de Castiel em um beijo profundo, sem luxúria, prazer ou qualquer outro sentimento pecaminoso. Só havia carinho, brandura. E enquanto beijavam-se, o loiro aos poucos fora se sentando sobre o colo do Anjo, este último envolveu-o em um abraço apertado, o acalentado.

Aquilo era tudo o que Dean precisava, uma prova de amor.

Ei, Jude, não me decepcione
Você encontrou-a, agora vá e conquiste-a
Lembre-se de deixá-la entrar em seu coração
Então você pode começar a ficar melhor

Separaram-se ofegantes, mas Castiel ainda abraçava Dean, que aos pouquinhos começou a retribuir o ato de afeto e logo mais uma vez o Novak voltava a mexer nas mexas aloirada de Dean, deslizando seus dedos longos sobre os fios curtos.

– Hey, Dean. – chamou-o novamente após alguns minutos, quebrando o silêncio que os encobria confortavelmente, deixando os pequenos gestos falarem por si.

– Huum? – questionou preguiçosamente, escondendo melhor seu rosto sobre a curva do pescoço de Castiel, ronronando manhosamente ao ter o moreno fazendo-lhe um delicioso cafuné. Podia dormir naqueles braços, mais uma vez.

Então coloque pra fora e deixe entrar
Ei, Jude, comece
Você está esperando alguém com quem representar
E você não sabe que é somente você?

– Você sabe que Sam não falou aquilo de proposito, não é? – interrogou e em seguida Dean desenterrou sua face do pescoço de Castiel, olhando bem fundo naqueles olhos azulados que tanto lhe encantava e lhe trazia calma.

– Eu sei. – respondeu em sussurro e em seguida suspirou pesado, como se estivesse cansado – Ele só está preocupado e sem entender nada. – Dean também teria um ataque se as mesmas coisas tivessem ocorrido com Sammy, se ainda fosse possível, lhe acertaria um belo soco — Eu também estou Cass. Estou com medo. – admitiu, relutante.

Ei, Jude, você vai conseguir
O movimento que você precisa
Está em seus ombros
Na na na na na na na

– Não precisa ter medo, Dean. – deslizou uma de suas mãos pela bochecha do Winchester e puxou a face do loiro para perto da sua, com as respirações mesclando, e pedindo para tornarem-se uma só – Eu estou com você. – sussurrou baixinho contra os lábios do loiro, antes de beija-lo novamente, necessitado.

Ei, Jude, não fique mal
Escolha uma música triste e fique melhor
Lembre-se de deixá-la debaixo da sua pele
Então você começará a ficar
Melhor, melhor, melhor, melhor

Separaram-se após alguns segundos e continuaram a se encarar, perdidos um nos olhos do outro. Castiel queria novamente sentir os lábios de Dean contra o seu e o Winchester sorriu ao perceber aquilo. Era bom sentir-se desejado.

– É melhor a gente voltar para o Motel, antes que o Sammy surte. – Dean sussurrou no ouvido do Novak, com a voz baixinha e rouca e em seguida mordeu o lóbulo da orelha alheia, fazendo o Anjo gemer baixinho. Sorrindo marotamente, levantou-se do colo de Castiel.

– É, pode ser. – concordou meio abobado, arrancando risos de Dean, que parecia bem melhor do que a algumas pouquíssimas horas atrás.

Na na na na na na, na na na, Hei Jude
Na na na na na na, na na na, Hei Jude
Na na na na na na, na na na, Hei Jude
Na na na na na na, na na na, Hei Jude
Na na na na na na, na na na, Hei Jude

***

Assim que Dean entrou no quarto de Motel, acompanhado de Castiel, Samuel correu em sua direção e lhe deu um abraço apertado e forte, como não faziam desde que eram crianças. Mesmo sendo pego de surpresa, Dean aceitou o afeto e somente dessa vez não iria socar seu irmão do meio por causa daquela demonstração de carinho publica.

– Desculpe-me! – Sam implorou, disposto a mover céus e terras para que Dean pudesse perdoa-lo. Mas nada daquilo precisaria ser feito. Logo se separaram do abraço.

– Tudo bem, eu esqueço o que aconteceu aqui, e você esquece minha cara naquela hora. – sorriu constrangido ao lembrar-se de que Sammy tinha visto-o novamente chorando. Sam balançou a cabeça em sinal positivo, mesmo que soubesse que ver a imagem de Dean chorando por sua culpa não sairia de sua mente por muito tempo.

Ficaram em silêncio por algum tempo, sem saber como começar um dialogo, até que uma presença interrompeu-os.

– Ótimo! – Michael apareceu no meio da sala, finalmente conseguindo se tele transportar para o mesmo quarto em que os irmãos Winchesters estavam, que foram pegos de surpresa com o Arcanjo surgindo no meio do quarto, do nada.

– Mich? – Dean deixou o recente apelido escapar pelos seus lábios em forma de interrogação curiosa e animada em saber que o encaracolado estava bem e que ele não o havia ferido.

– É bom ter vocês quatro aqui. – o Arcanjo comentou, meio ofegante. Havia gastado boa parte de sua força celestial para poder novamente entrar em contato com Dean, aquilo havia o cansado. O ser desenvolvendo-se no interior do Winchester mais velho estava protegendo-o muito bem – Eu descobri o que está acontecendo com você, Dean. – afirmou, engolindo seco. E logo os quatro pares de olhares estavam completamente focados na figura do Arcanjo.

– O que é? – interrogaram os quatros juntinhos, com o nervosismo consumindo-os e o medo de ser algo grave para atormenta-los.

– Dean... – Michael hesitou antes de continuar, pensando se realmente deveria falar aquilo de cara, mas logo deu de ombros, era agora ou nunca. Não conhecia o eufemismo – Você está gravido, está gerando um Nephilim. – diagnosticou com a cara mais séria que tinha.

Notas finais
Então, alguém já disse que eu amo drama? xD Minhas histórias são lindas novelas mexicanas u.u Ah, eu sei que a música Hey Jude não combinou nadica de nada com aquela cena, mas serio... Não resisti *u* Eu nem ia fazer esse cap assim! Eu ia botar o Dean e o Cass pra brigar feio... Mas aee veio a cena do Sammy fazendo o Dean chorar e o Cass consolando-o... Não aguentei *0* E AH! EU ACABEI DE DESCOBRIR QUE ISSO AQUI VAI TER UM FINAL FELIZ! Eu odeio finais felizes =w= Maaaaaaaaasssss... Eu pensei em um final perfeito pra isso daqui *0* AY MY CHUCK! Espero que tenham gostado ^^ Comentários? Kissus, lindinhos Já'né