Stairway To Heaven
11 Chapter Ten - Reinless
Notas iniciais
Stairway To Heaven
Chapter Ten
Reinless
Dean virou-se pela milésima vez na cama, remexendo-se pela imensidão vazia da mesma. Todos os Anjos haviam retornado aos céus para tratar de assuntos diplomáticos e Castiel, Michael e Gabriel haviam sido chamados também, por algum anjo mensageiro que Dean quase quis matar por tirar Castiel de perto de si.
E desde de que os Anjos retornaram aos céus, haviam se passado três dias, três dias sem saber de nada de Castiel. Justo quando o moreno era sua única distração daquele tédio mortal quer tornara-se o Bunker. Sam estava um saco — ainda mais chato —, desde que se afastara de Gabriel e Adam estava se trancado no quarto o dia todo, só saia para comer. Sabe-se lá o que mais o novo estava fazendo.
— Eu não aguento mais! — gritou, afundando a face contra o travesseiro, deixando a voz sair livremente, arranhando a garganta e explodindo os pulmões de tão forte que gritara. Iria morrer de tédio se não atirasse em alguma coisa que respirasse e pudesse sangrar.
E sem pensar em outra coisa, levantou-se da cama em um pulo, e pegou o celular, procurando algum possível caso na internet. Cinco minutos depois, achou algo que se familiarizava muito com vampiros, em uma cidade de no máximo trinta minutos de distancia, e no segundo seguinte, já estava jogando o celular na cama e indo falar com Sam e Adam.
Assim que abriu a porta de seu quarto, e correu para a sala, sem aguentar mais do tédio mortal que sentia, encontrou seus dois irmãos também entrando na mesma, pelas outras passagens que ligavam todo o Bunker a ala central.
— Eu achei um caso! — os três disseram em uníssono, calando-se no segundo em quer perceberam tal coisa. Então as coisas seriam mais fáceis, com ambos também dispostos a saírem.
— Nem vem. — Sam pronunciara-se primeiro, atraindo os olhares atentos de seus irmãos. — Dean, você está gravido; Adam, eu não posso te levar sem o Dean, pode acontecer alguma coisa e eu não ser o suficiente. Eu vou sozinho. — declarou, como uma mãe que repreendia os filhos mais novos. Adam e Dean só trocaram um olhar.
— Adam, você põe as malas de roupas e armas no carro, eu faço o Sam desmaiar e amarro em uma cadeira e a gente vai. — piscou para o mais novo que abriu um sorriso divertido para Dean, mais do que disposto a seguir o pedido do irmão.
— Beleza. — declarou, indo pegar as malas que Dean dissera, não sem antes o mais velho lhe jogar as chaves do Impala, para colocar as coisas no porta-malas.
— Adam! Dean! — chamou em vão os dois, com a face demonstrando incredulidade. Todavia, fora completamente ignorado por Adam, que continuou a andar pela saída da ala central. Voltou os olhos para Dean — que sorria como uma criança arteira —, ainda sem acreditar que os dois o ignoraram por completo.
— Então, irmãozinho... Ou você deixa a gente ir, ou eu vou te amarrar naquela cadeira e contratar dois Gogo Boys para fazer um strip-tease. — abria um sorriso cada vez mais maior a medida que falava. Conhecendo Sam, sabia que o mesmo não lutaria contra si, não enquanto estivesse naquele estado. Sam só bufou, desistindo.
— Eu odeio vocês. — declarou, saindo da sala ao som das risadas de Dean.
***
Disfarçados de pecadores e gotejantes de culpa
Fazendo dinheiro do lodo e da sujeira
Desfilando suas barrigas em torres de marfim
Investindo nossas vidas em seus poderes
Dean estava ajeitando as últimas coisas em seu quarto, e como último detalhe, fora para o banheiro pegar as últimas coisas necessárias para passar alguns dias no motel. De relance, seus olhos passaram-se sobre o espelho do seu banheiro, observando sua face. Seus olhos esmeraldinos não conseguiram abandonar o reflexo de seu rosto, observando-o mais atentamente.
Seu rosto mostravam traços de cansaço, as olheiras em baixo dos seus olhos o deixavam com uma aparência mais velha, dando-lhe mais anos do que realmente deveria ter. Os lábios ressecados, a pele pálida, ressaltando as poucas sardas que haviam ficado conforme os anos iam passando. Seus irmãos poderiam pensar que era por culpa da gravidez, mas o símbolo latejando em seu braço lhe indicava que sua aparência acabada não era só por culpa daquilo.
Você tem que vigia-los, seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Você tem que vigia-los, seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Encarou o seu reflexo por alguns bons minutos, sentindo o sangue borbulhar em suas veias ao observa-lo por tempo de mais. A raiva crescia em seu peito, e uma insana adrenalina de momento começava a ser bombeada em suas veias. A raiva estava tomando conta de todos os seus sentidos, e sentia-se caindo em um abismo profundo, onde as trevas abriam os braços para recebê-lo e lhe abraçavam como se nunca mais fossem solta-lo.
Seja rápido ou morra, seja rápido ou morra
A próxima coisa que sabia, era que não sentia mais nada, a não ser a avassaladora raiva, que era tanto que começava a sair pelos seus poros. Seus olhos enegreciam aos poucos e a imagem contra o espelho, começava a tonar-se sombria, fazendo algumas rachaduras leves na superfície lisa do objeto. Raiva. Raiva. Raiva. Raiva. Era o que todos os seus sentidos e neurônios gritavam em sua mente, e era o que inundava completamente sua sanidade, corrompendo-a por completo, e deixando o que já era tênue, quase nada.
Veja... O que controla todas as nossas vidas
Veja... Quem está puxando as cordas
Veja... O que controla todas as nossas vidas
Veja... Quem está puxando as cordas
Aposto que você não vai cair de cara no chão...
Sua barriga vai prendê-lo no lugar
No segundo seguinte, o espelho estava completamente rachado. Cacos de vidros voando para todos os lados, quicando pelas paredes e chão, e o sangue começava a acumular em seu punho, escorrendo e caindo gota por gota pela porcelana, juntando-se a sinfonia macabra de sons de pura raiva. Onde antes deveria ter um espelho, havia somente uma macha de sangue, causada pela raiva do momento e seu punho ao chocar-se contra a superfície.
Dean sentia-se irado, e aquela raiva aumentava cada vez mais enquanto a marca pulsava em seu braço, parecendo bombear cada vez mais raiva em seu corpo. Não precisava de nenhum reflexo de espelho para saber que sua boca estava crispara, e nem para ver saber que seu estado estava deplorável.
E logo quebrar o espelho não era o suficiente. Precisava quebrar tudo a sua volta e dizimar qualquer átomo, até que nada sobrasse ao seu âmbito.
A serpente está rastejando dentro do seu ouvido
Ele diz que você deve votar para o que você quer ouvir
“Destrua tudo. Quebre tudo. Mate a todos. Dizime cada átomo existente.” — era o que uma vozinha sussurrava em seu ouvido enquanto terminava de destruir o pequeno banheiro. Uma maldita vozinha que agoniava todo o seu corpo e o hipnotizava a cumprir suas ordens, que vinha da marca estampada em seu braço.
Não importa o que é errado, desde que você está bem
Então, puxe-se estúpido e roubar-se cego
Tudo o que Dean queria fazer, era aliviar-se. Era fazer com que a maldita raiva bombeada em cada uma de suas veias, dissipasse-se, e que a imensidão solitária das trevas que o segurava com tanta firmeza, o soltasse. Tudo o que queria era que aquela merda toda parasse e que poderia voltar a ser aquele Dean de sempre, sem marca e sem a porra de um bebê.
Você tem que vigia-los, seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Você tem que vigia-los , seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Com um olhar insano e um sorriso mais macabro ainda, catou um dos pedaços do espelho do chão — procurando pelo o que tinha a melhor ponta fina —, e observou de relance o seu reflexo. O reflexo de um verdadeiro demônio. Segurou o pedaço de espelho com força, cortando ainda mais sua mão, e deixou que gotas de sangue manchassem a superfície levemente trincada do pedaço do que um dia já fora um espelho.
Após, posicionou o objeto cortante contra seu ventre. Suas mãos mantiveram-se firme e seu sorriso e olhar não vacilaram nem se quer por uma fração de segundo. Estava decidido, iria fazer aquilo. Iria acabar com aquela maldita história e aquela maldita vidinha.
Seja rápido ou morra, seja rápido ou morra
Mas suas mãos vacilaram, tremendo. Seu sorriso de desfez e seus olhos se encheram de lágrimas mal contidas. O pedaço do espelho fora jogado com força contra o chão — quicando e quebrando-se em mais outros mil pedacinhos — e a voz insana em sua mente lhe pedindo para fazer aquilo, cessou.
Chorou com força ao perceber o que estava fazendo, e as lágrimas escorreram sem piedade, manchando o rosto pálido. Os soluços que escapavam de seus lábios não se silenciavam de forma alguma e a dor que sentia em seu peito, era insana. Sufocava-o. Não acreditava no que estava prestes a fazer!
Castiel estava errado, não seria um bom progenitor. Tentara matar sua prole! Que tipo de bom pai faz aquilo?!
Você tem que vigia-los, seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Você tem que vigia-los, seja rápido ou morra
Olhos de cobra no paraíso, o ladrão em sua cabeça
Quando a dor começou a tornar-se insuportável de mais, uma leve áurea de Graça o envolveu, e curou os ferimentos em suas mãos e outros lugares que nem percebera que os cacos de vidros haviam lhe atingido. A Graça tornou a dor menos pior, até que estivesse acalentado o suficiente e a dor fosse nada.
Mas as lágrimas rolavam. Lágrimas de uma alegria que não sabia explicar direito... Só sabia que mesmo depois de ter quase matado sua prole, a mesma estava envolvendo-o com suas forças e o curando, como quem dizia que o desculpava.
Sorriu e chorou alto, soluçando escandalosamente. Por quanto, estava tudo bem. Por quanto, não fizera nenhuma loucura... E caso fizesse, o bebezinho em seu ventre estava ali para lembra-lo o que era ser humano. Estava tudo bem. Tudo bem.
Seja rápido ou morra, seja rápido...
Enxugando as lágrimas, saiu do banheiro como se nada tivesse acontecido — não queria ter de preocupar ninguém, por enquanto, poderia conter-se. Quando chegasse da caçada, iria arrumar toda aquela bagunça que fizera.
***
Sam batera a porta do motel com raiva, jogando-se na cama e retirando a gravata sufocante com brutalidade. Seu humor definitivamente não estava dos melhores nos últimos dias e ainda teve que aturar a xerife local praticamente esfregando-se contra si. Só faltou que a mulher completamente descarada o agarrasse e o levasse para um banheiro para que transassem! E ainda por cima, os imprestáveis dos seus dois irmãos não haviam feito coisa alguma se não rir da sua cara.
— Meu Deus, Sweety, que cara de limão azedo. — Sam praticamente sentiu a alma abandonar seu corpo — mais uma vez — ao levar um susto, com um Gabriel sentado na cama, em uma posição sexy e com um pirulito de tutti-frutti nos lábios belos lábios cheios. Assim que seu coração acalentou-se contra seu peito, seus olhos guiaram-se para o doce na boca do baixinho, observando atentamente, o doce.
— Gabriel... — dissera um tanto quanto hipnotizado com a forma como o Arcanjo passava a língua pelo doce, envolvendo-o completamente, antes de enfia-lo na boca por completo. Vez ou outra parava os movimentos, retirando o doce de seus lábios e passando a língua sugestivamente pelos lábios. Sam soltou um leve gemido.
— O que foi, Gigante? O gato comeu sua língua? — perguntou brincando, despertando Sammuel de seu torpor luxurioso. O moreno balançou a cabeça, como quem queria afastar os pensamentos nada puros que invadiam sua mente, e olhou para os olhos de Gabriel — assim não teria com o que se distrair.
— Nada... — corou um pouco, coçando atrás da nuca. — O que você tá fazendo aqui, Gabe? Não teria que estar lá no Céu com os outros Anjos? — perguntou, tentando descaradamente mudar de assunto.
— Deveria, mas você sabe como é. Aqueles Anjos são uns chatos. — falou um tanto quanto mimado, fazendo o moreno rir de seu tom. Gabriel também só riu, só que ao invés de dar um sorriso divertido como Sammuel, sorrira lascivo. — Então vim dar uma passadinha aqui, para ver se me divertia. — de forma mais do que luxuriosa — algo que nenhum Anjo deveria nem se quer pensar em fazer —, envolveu o pirulito em sua boca, sugando-o. — Mas esse pirulito já perdeu a graça, sabe? Então pensei se meu Gigante não ia ter algo melhor para eu lamber. — o tom era tão libidinoso, que Sam sentiu seu sexo mexer-se contra sua calça, ganhando vida.
— Só um segundo... Eu já vou lhe entreter. —Gabriel observou curioso Sam pegar sua gravata e amarrar do lado de fora da porta; riu logo em seguida ao perceber o significado e Sam riu junto com ele.
Dean iria entender quando voltasse com Adam de suas pesquisas — afinal, pela quantidade enorme de filmes sexuais que o loiro mais velho havia visto, o mesmo deveria saber que uma gravata amarrada do lado da porta, deveria significar: há pessoas transado no quarto.
— Garoto esperto. — Gabriel mordeu o lábio inferior, provocante, e Sam só pensou em como ele queria aqueles belos lábios envolvidos em certa parte sua.
***
Estavam reunidos em um barzinho de quinta em que o vampiro sempre pegava suas vitimas, normalmente eram loiros e com cerca de seus trinta anos, e por tal coisa, naquele dia, Adam estava servindo de isca com aquele vampiro.
Enquanto o Milligan se fingia como um adulto perdido em um bar de quinta, Sam e Dean ficavam em uma mesa afastada, tendo uma boa visão de seu irmão mais novo. E enquanto ficavam de guardas, Dean não podia deixar de mexer com Sam por encontrado a gravata amarrada na porta do quarto, enquanto gemia alto o suficiente para ser ouvido do outro lado da porta. Era hilário ver as bochechas vermelhas de Sam, como uma garotinha que acabara de perder a virgindade.
— Cala a boca. — o Winchester do meio resmungou, e lançou um olhar para Adam, sinalizando alguma coisa. No mesmo segundo, Dean adotou uma postura séria, entendendo do que se tratava. Um homem musculoso e do tamanho de um armário estava chamando Adam para dar uma volta. — Morderam a isca. — Sam sussurrou baixinho, disfarçando um olhar naquela direção.
— Ou ele só quer a bunda do Adam. — comentou em uma tentativa de fazer graça, recebendo como resposta, um chute de Sammuel. — Aí! — resmungou, em um choramingo baixinho.
Observaram Adam olhar para eles, como quem perguntasse se deveria ir e Sam fez um movimento que sim, levemente, com a nuca. No segundo seguinte, os dois estavam saindo do bar, e Sam e Dean foram logo atrás, não sem antes chamar a garçonete e lhe jogar algumas notas, pegando as bebidas.
Seguiram os dois de uma distancia segura, até que estavam no meio do nada e o cara do tamanho de um armário estava dando uma chave de braço em Adam, expondo o pescoço do loiro para que pudesse morder e provar do sangue do Milligan.
— Dean! Sam! — o mais novo gritou e ambos os irmãos pensaram que fosse por ajuda, mas tudo o que sabiam era que no segundo seguinte, estavam sendo imobilizados por mais alguns vampiros, enquanto outros retiravam as armas que traziam em seus bolsos.
— Filhos da puta! — Dean gritou, tentando soltar-se do aperto em que se encontrava. Todavia, tudo o que recebera como resposta de seus atos, fora um soco forte contra sua nuca, que no mesmo segundo o levara para a inconsciência.
***
Quando acordou, estava amarrado contra uma cadeira, tendo uma visão de Adam e Sam amarrados a sua frente contra uma pilastra. Seus olhos verdes piscaram um pouco e sua mente tentou voltar a minutos atrás, tentando lembrar-se do que estava acontecendo. Assim que se lembrou, tentou soltar-se das amarras, em vão.
— Calma, Dean! Essa corda está amarrada bem forte. — Sam grunhiu, tentando forçar as suas um pouco mais, em vão. — Você está bem? — por fim perguntou, preocupado.
— Se o seu “bem” for estar amarrado e sendo refém de vampiros sedentos pelo meu sangue, estou ótimo! — falou sarcasticamente. Adam somente riu, descontraindo-se um pouco, e Sam gemeu, revirando os olhos. Se o loiro mais velho estava tão sarcástico assim, ele estava melhor do que imaginava.
Antes que pudessem falar mais alguma coisa, a porta do lugar fora aberta, mostrando um grupo de seis vampiros entrando pelo cômodo, todos sorrindo enquanto mostravam os muitos dentes perigosamente afiados.
— Desgraçados, o querem com a gente? — Dean perguntou, mexendo-se todo, mais uma vez tentando soltar-se das amarras e dar uma surra naqueles seres asquerosos.
— É incrível como se pode reconhecer um caçador só em olhar. — o que aparentava ser o líder, pronunciou-se, ignorando completamente a euforia do loiro mais velho. — Claro que nem todos podem perceber isso, mas eu? Eu consigo e muito bem. No mesmo segundo que pisei naquele bar e os vi, já sabia o que vocês eram. Demorei um pouco para perceber o mais novo... — lançou um olhar perigoso para Adam, como quem queria abri-lo por completo e arrancar as tripas. — Mas bem... Percebi e deu tudo certo. — continuou, sorrindo malicioso.
— Sabe o que é mais chato? O vilão sempre faz um monologo antes de tentar matar o mocinho. Isso é o que? Por acaso vocês fazem uma faculdade pra isso? — perguntou completamente sarcástico, vendo como líder perdia completamente a compostura e mostrava os dentes afiados.
— Eu juro que só não arrebento sua cara... — abaixou-se na altura de Dean, prendendo as bochechas do Winchester entre suas mãos, e fazendo com que os olhos esmeraldinos chocassem-se bem fundo contra os seus. Podia ouvir os gritos de desespero dos outros dois caçadores atrás de si. — ... Porque eu sei de sua condição. — mandou um olhar para o ventre de Dean, que se enrijou por completo com aquilo.
— O que você quer dizer? — perguntou completamente desarmado, o sangue gelando em suas veias e a face demonstrando incredulidade.
— Um ser de tal magnitude em seu ventre... Seria impossível que seres como nós não percebêssemos. Os ares mudaram quando esse ser fez um mês e mostrou só um pouco do seu poder... A criança que você tem, Winchester... É a criatura mais poderosa que pisou entre os humanos e você não sabe como os demônios nos agradeceriam por entregar você. Seu bebê está gerando muita polemica. — gargalhou ao final de sua explicação, ganhando uma expressão de puro ódio do caçador.
— Se encostar um dedo no meu bebê, eu vou rasga-lo. — rugiu, como um animal ferros cara a cara com um inimigo.
— Amarrado aí? Duvido muito. — zombou, arrancando risos do resto dos vampiros. — Demos muita sorte de que justo vocês foram idiotas o suficiente para vir nos caçar. Bem, eu não posso tocar em você, mas posso matar seus dois irmãozinhos na sua frente... Sam e Adam, não é? — levantou-se, ainda encarando os olhos verdes de Dean. Podia ver como os orbes esmeraldinos brilhavam em uma raiva mal contida e não podia deixar de rir com aquilo.
— Não ouse. — falou mais calmo do que deveria e vampiro só olhou ainda mais zombeteiro para si.
— Tarde de ma~ — antes que terminasse sua frase, Dean estava solto de suas amarras, as mãos envolta de seu pescoço, arrancando sua cabeça em um aperto destruidor. Tudo o que vira antes de morrer, fora os olhos enegrecidos do Winchester.
Logo os outros cinco vampiros partiam para cima do loiro mais velho, que retirou uma pequena faca manchada de sangue de um homem morto, enquanto desviava habilmente dos monstros, com uma fúria implacável.
— Dean... — Sam sussurrou, observando a carnificina que o loiro estava fazendo com praticamente as mãos limpas — já que aquela misera faquinha não deveria significar nada contra cinco monstruosos vampiros —, enquanto Adam arregalava os olhos, completamente descrente do que seu irmão mais velho era capaz de fazer.
A Marca de Caim estava voltando a afetar Dean.
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