Stairway To Heaven

12 Chapter Eleven - Secrets


Notas iniciais
Eu sei que demorei e.ê Foi super sem querer -qq Pretendo acabar essa fic por mais q eu demore ü Assim como tds as minhas outras ü Peço desculpas pelas minhas constantes demoras -qq Agr sem mais delongas Boa leitura P.S.: já responderei os coments do cap anterior

Stairway To Heaven

Chapter Eleven

Secrets

— Dean. — Castiel chegou tarde de mais. O loiro já havia perdido o controle e matado todo o grupo de vampiros, com as mãos completamente nuas. Dean olhou para Castiel com olhos opacos e sem vida, o corpo mole caindo em seguida no colo de Castiel, que pegou o loiro assim que percebeu o desgaste que o mesmo sentia. — Dean... — falou o nome do caçador mais uma vez, só que agora baixinho, enquanto retirava os fios curtos de frente aos belos olhos esmeraldinos, que por agora se encontra fechados.

Castiel segurou o Winchester em estilo nupcial, virando-se na direção de Sam e Adam, agora desamarrados por Gabriel e Michael. O mais velho dos irmãos — o Smith — só trocou um leve olhar com os mais novos, antes de desaparecer, sendo seguido por Cass e Gabe, teletransportando-se para o bunker, cada um com seu respectivo Winchester.

O Novak colocou o primogênito dos Winchestera no sofá da sala assim que chegaram, ouvindo-o murmurar baixinho ao perder o calor dos braços de seu anjo. UM sorriso pequeno não pode deixar de aparecer nos lábios de Castiel ao reparar aquilo, sentando-se do lado de Dean no sofá, e colocando a cabeça loira sobre seu colo, enquanto brincava com os fios loiros em um cafuné; logo Dean voltava mais uma a relaxar.

— O Dean ‘tá bem? — Adam perguntou preocupado com seu sobrinho e irmão. Castiel desviou os olhos do loiro mais velho em seu coo, para focar suas safiras no caçula dos Winchesters, balançando a cabeça levemente.

— Só está cansado. — informou brevemente, antes de voltar a prestar atenção no corpo do mais novo. Dean parecia desgastado, a face um pouco pálida e os lábios levemente arroxeados, a respiração pesava um pouco, e fazia com que o peito arfasse vez ou outra, enquanto o rosto sereno remexia-se em caretas — estas eram adoráveis na opinião de Castiel.

— Algum de vocês pode explicar o que aconteceu lá? — Sam foi até o pequeno frigorífero da sala e pegou umas garrafinhas de cerveja, jogando a outra para Adam, que não precisou de muito esforço para pega-la — as sessões de treino já estavam surtindo alguns feitos.

— Sim. — Castiel respondeu rapidamente, antes de focar mais uma vez o olhar contra Dean, não parecendo muito interessado no resto. Só queria que Dean acordasse; por mais que soubesse que o loiro estava bem por causa de seus dons celestiais, só iria conseguir ficar calmo quando finalmente pudesse olhar nas esmeraldinas que tanto se apaixonara.

— Então explica! — às vezes o acastanhado esquecia-se que deveria ser mais especifico quando se trava de Castiel. O moreno olhou para Sam e inclinou a cabeça de lado, parecendo confuso pela irritação que o maior demonstrava.

— Aí, santa Madonna, Cassie, esquece! — foi à vez de Gabe intervir, sentindo-se tão irritado quando seu ‘gigante’; verdade seja dita, paciência nunca fora uma das virtudes de Gabriel.

— Quando Dean acordar, explicaremos. — Michael falou pela primeira vez desde que chegaram ali, cruzando os braços em frente ao peito e fechando os olhos azulados. Adam e Sam somente se encararam, parecendo um pouco nervosos por não entenderem o que estava acontecendo e principalmente: preocupados.

— Dean não vai gostar nada disso. — Adam comentou, mordiscando o lábio inferior. Castiel sentiu um arrepio percorrer sua espinha, concordando com o mais novo da sala. Dean realmente não ia gostar nem um pouco do que estava acontecendo.

***

O loiro mais velho acordou após pouco mais de uma hora. Acordou assustado, sentando-se com tudo sobre a cama, enquanto seus olhos esmeraldinos percorriam o quarto inteiro, alarmado, em busca de qualquer perigo. Uma de suas mãos — em um gesto já comum e automático — fora para frente de seu ventre, protegendo-o.

— Olá, Dean. — Castiel disse assim que o loiro abrira os olhos, causando um susto ainda maior em Dean, que pulou do sofá com a voz repentina. Ainda estava pensando nos vampiros, em como os matara e como as cenas estavam repetindo-se em câmera lenta em sua mente.

— Cassete, Cass. ‘Cê ainda me mata de susto. — murmurou, fazendo Castiel ficar levemente tenso, Todavia, sorriu na direção do anjo, mostrando que estava brincando.

— É bom te ver, Dean. — devolveu o sorriso de Dean, também traçando os lábios em uma leve linha erguida em dos lados do canto da boca. O sorriso era pequeno, mas as maçãs do rosto levemente coradas deixavam mais evidentes.

— É, é. É bom te ver também, Cass. — aquilo fez o moreno corar um pouco mais e Dean também ganhara um leve rubor. — ‘Cês ‘tavam sumidos, pensei que estavam fazendo coisas de anjo, ferrando vidas, sabe? — brincou, mas antes que Castiel pudesse intervir aquela fala, falando que anjos não ferram com as vidas das pessoas, e sim as salvam, Dean continuara, sem dar chance ao moreno. — O que estão fazendo aqui agora? — indagou, franzindo o cenho.

— Precisamos conversar. — Michael interviu na conversa, chegando no cômodo acompanhado de Sam, Gabe e Adam, fazendo Dean erguer os olhos na direção do arcanjo, franzindo ainda mais suas feições. Michael tinha a mesma cara séria de sempre, mas pela forma que os olhos azuis brilhavam, Dean podia ver um leve brilho de preocupação iluminando os orbes.

— Manda a bomba. — apesar do ar descontraído que tentava emanar e o sorriso preguiçoso nos lábios, ainda era perceptível que Dean estava tenso com tudo aquilo. Desde que os arcanjos entraram em sua vida, não havia tido uma única notícia normal.

— Estávamos sumidos por uma razão: o que você tá gerando é um ser muito poderoso, e os monstros e demônios já repararam que tem algo no ar. Alguns já têm noção que é um novo ser, que alguma coisa vai explodir e vai sair levando tudo, e antes que isso aconteça, eles o querem. — Gabriel fora quem começou a explicar.

— E quando esse tipo de coisa está para começar, não é preciso muito ‘pra saber que os Winchesters estão envolvidos, ainda mais quando está correndo que o mais novo saiu da Jaula. — Adam estremeceu com a menção daquele lugar, e Michael lhe sorriu pequeno, abraçando-o pela cintura e deixando o mais novo escolher-se contra seu corpo, em seguida, deu continuidade. — Crowley já tem uma vaga noção de que vocês estão escondendo alguma coisa e quer mais do que nunca por a mão em um de vocês ‘pra saber mais disso tudo. — complementou.

— Há alguns dias, uma de nossas irmãs caiu nas mãos de um demônio e acabou falando o que estava acontecendo; que você ‘tá gravido de um hibrido. — Gabriel voltara a explicar, ganhando uma fuzilada de olho do irmão por ter interrompido. O arcanjo só deu de ombros, pouco se importando com aquele olhar — que digno de passagem, teria feito o mais corajosos dos anjos recuar.

— Não estávamos à vida de ninguém, Dean. Estávamos te protegendo. Crowley armou uma emboscada contra o Bunker e estávamos impedindo que chegassem até vocês. O campo de batalha não é um bom lugar para você agora. — Castiel terminara a explicação, levando uma de suas mãos até a bochecha de Dean, que havia permanecido em silêncio desde o começo da explicação, assim como seus irmãos. A diferença é que Dean estava com os olhos fechados, parecendo absorver aquilo tudo.

— Não encoste-se a mim. — desvencilhou-se do toque de Castiel, empurrando a mão do anjo para bem longe de si. Castiel arregalou os olhos safiras, parecendo meio atordoado com o pedido. Por que Dean estava dizendo aquilo?

— Dean... — sussurrou o nome do loiro, como se esperasse uma explicação para aquele comportamento. Assim como qualquer outra pessoa na sala.

— Eu não acredito que você não me contou isso! — explodiu, abrindo os olhos. Por um segundo Castiel pensou ter visto plena negritude naquele olhar, mas observando uma segunda vez, eram os mesmos olhos de Dean, só que agora nublados em raiva. — Eu não sou a porra de um invalido, sabe? Só ‘tô gravido, por sinal, com um bebê que você colocou em mim porque não sabia que homens engravidavam de anjos. ‘Tô dizendo que vocês só ferram com a vida do sujeito. — nem se quer conseguia raciocinar direito o que estava dizendo, acertando em cheio, com, aquelas palavras duras, Cass. — Você não tinha o direito de fazer isso comigo. Querendo me proteger ou não, eu tinha que saber. — no fundo, Dean sabia que não tinha porque ficar bravo, mas não conseguia evitar. Lançando um último olhar para Castiel, saiu do cômodo.

— Mas que diabos. — Sam parecia um tanto quanto perdido naquilo tudo. Claro que Dean ia ficar bravo por ter sido posto em escanteio assim, mas sabia que não era motivo para Dean quase pular no pescoço de Castiel, e diferente das outras vezes, não era para trocar carinho, e sim socos.

— Deve ser os hormônios de gravidez. — Gabriel tentou achar uma lógica para aquilo, parecendo achar graça do que ele mesmo estava dizendo. Se Dean ficasse assim todo o santo dia por causa dos hormônios, ia pegar Sam e iam para o Alasca, porque sinceramente, não ia ficar aguentando chilique de Dean.

— Talvez. Gravidas costumam ser bipolares e mais sentimentais que o normal, mas não cogitei a ideia de que Dean seria assim. — Michael parecia um pouco confuso, mas verdade seja dita, não entendia coisa alguma de gestações humanas. O pouco que sabia fora lendo aqueles livros chatos de ajuda, afinal, Deus não havia pedido para que cuidasse de Dean atoa.

— Vou conversar com ele. — por mais que Castiel quisesse acreditar aquilo tudo fosse coisa de hormônios descontrolados e coisas do gênero, algo em seu âmago lhe dizia que era mais do que aquilo.

— Se quer agradar uma garota emotiva, leve chocolate. Acho que isso vai funcionar com Dean. — Adam aconselhou, ganhando um leve aceno de cabeça de Castiel, que cinco segundos depois tinha chocolates russos em uma de suas mãos. Os melhores chocolates feitos em terra.

— Boa sorte com Deanna. — Gabriel provocou.

***

— Dean? — Cass indagou entrando no quarto do caçador. O loiro estava sentado na beira da cama, a cabeça baixa, impedindo que os olhos fossem vistos. Castiel mordeu o lábio inferior e entrou no quarto, colocando a caixa de chocolate em frente ao seu corpo. — Podemos conversar? — perguntou, aproximando-se aos poucos do corpo do outro, que continuou parado na mesma posição.

Levou um susto quando já estava a centímetros de Dean e o mesmo segurou o seu pulso com força e o puxou para perto de si. Castiel podia sentir a respiração de Dean contra si mesmo, e engoliu seco pensando que talvez Dean estivesse chorando, como aquelas mulheres de filmes românticos. Todavia, não fora o que viu, quando Dean ergueu a cabeça, seus olhos eram pretos e um sorriso zombeteiro traçava-se em seus lábios.

— Acho que eu prefiro te matar, Cass. — aumentou o sorriso perante a expressão de pavor que tomou conta dos olhos azulados de Castiel, e empurrou o anjo para longe de seu corpo. Castiel tropeçou, dando alguns passos para trás e quase caindo.

— D-Dean? — Castiel ainda segurava a caixa de chocolates em mãos — agora um tanto amaçada — e olhava sem saber o que fazer, para o loiro que andava em sua direção. Nem teve tempo de reagir quando o Winchester agarrou-o pela gravata e puxou-a com força, fazendo a testa de Castiel chocar-se contra um criado mudo por perto. Um ferimento se abriu.

— Cass, Cass, Cass. — falava zombeteiramente, dando um chute nas costas curvadas do moreno — curvadas por ainda não terem se recuperado do ferimento e choque —, e fazendo-o cair no chão. Pisou em cima do pescoço fino, cortando parte do fluxo da respiração do corpo — não que o moreno tivesse que respirar. — Você é tão ingênuo. — chutou a lateral do corpo de Castiel, e o fez virar-se de frente para si, ainda deitado. Os olhos azuis chocavam-se contra o completo breu.

— Dean, isso é a marca, acalme-se. — tentou recobrar a consciência do mais novo, que somente voltava a rir. Castiel não podia usar a força para trazer Dean de volta, e o loiro sabia daquilo muito bem e aproveitava de tal coisa.

— Nah. — disse em desdém, pegando um chocolate espalhado por todo chão. A caixinha havia arrebentado em algum momento, espalhando doce por todo o cômodo. Castiel ainda segurava a caixinha toda destruída, não conseguindo processar as coisas. Aquilo estava doendo muito, e não era a dor dos machucados que Dean estava fazendo em si e estava regenerando-se, era uma dor sentimental. — Por que eu iria me acalmar? Eu já estou calmo, só que agora, livre. — estalou os dedos, e uma espada angelical surgiu em suas mãos. — Até nunca, Cass. — os olhos azuis se arregalaram e Dean sorriu ainda mais amplo.

***

— Que diabos? — Sam corou levemente ao ouvir moveis se quebrando no outro quarto. No quarto der Dean. O som era alto e parecia ser raivoso. — Eles estão brigando? — indagou um pouco confuso, parecendo não conseguir distinguir o que estava rolando.

— Tá mais para sexo com raiva, baby. Sabe como é, aqueles sexos maravilhosos após uma briga. — as palavras de Gabriel fizeram com que o acastanhado corasse ainda mais, por sorte, estavam sozinhos no quarto do gigante.

— Não me parece certo. — mordeu o lábio inferior um tanto quanto intrigado. Não tinha nada haver com a vida sexual do seu irmão, mas algo em sua intuição lhe dizia para averiguar o que estava acontecendo, e Sam aprendeu em todos aqueles anos de caçador, que era sempre bom acreditar no que sua intuição lhe dizia.

— Por favor, Sam, eu só tenho mais algumas horas aqui e você realmente quer ir ver Cassie e seu irmão transando? — Gabriel bufou, incrédulo.

— Gabe, é rapidinho. Eu prometo. — levantou-se da cama, deixando um arcanjo completamente irritado e seminu para trás.

— Sammuel Winchester, se não for nada, eu juro que faço seu “amigão” cair! — fuzilou o acastanhado com os olhos, levantando-se da cama e vestindo suas vestes. Sam do outro lado, começava a rezar para quem quer que fosse para que sua intuição estivesse certa. — E não adianta rezar! — exclamou, plenamente irritado.

***

A lâmina estava quase entrando no peito de Castiel, quando a porta do quarto se abriu, mostrando Sam e Gabriel ali. Dean parou o movimento na mesma hora, levemente surpreso com a invasão.

— Vocês estão~ — Sam interrompeu-se antes mesmo que acabasse sua fala. Olhou para a cena, parecendo surpreso, antes de Dean olhar para si com os olhos completamente enegrecidos, rosnar e sumir dali em um piscar de olhos.

— Cassie! Você tá bem? — o arcanjo empurrou Sam da entrada da porta e foi para perto de Castiel, vendo como o moreno estava. Os machucados aos poucos iam curando-se do corpo do anjo, que parecia ainda está atordoado com aquilo tudo.

Sam somente encarava, agradecendo a quem quer que fosse por ter mantido seu “amigão” quietinho dentro de suas calças.

Notas finais
E é isso Ü Não queiram matar o Dean u.u Ele tá gravido, e o Cass mataria vcs ü Obrigada por terem lido xD Kissus, sweets Já'né