Stairway To Heaven
8 Chapter Seven - Why My Heart Beats Faster When I'm By Your Side?
Notas iniciais
Stairway To Heaven
Chapter Seven
Why My Heart Beats Faster When I'm By Your Side?
No outro dia, quando Samuel acordou, olhou em direção a cama de seus irmãos, conferindo que Adam estava ali, mas que Dean não. Pensou em conferir no banheiro do quarto de Motel, mas a porta estava escancarada e nem se quer precisou fazer aquilo. Talvez Dean tivesse saído para comprar o café da manhã... Ou não, Dean tinha o costume de acordar bem tarde após um caso concluído.
Tentou ligar para o loiro, para retirar suas duvidas, mas o celular caia direto na caixa postal. Tentou ligar mais de mil vezes e deixou umas quinhentas mensagens de voz, preocupado. Depois de descobrir o estado “delicado” que Dean encontrava-se, um sentimento super protetor desenvolve-se para com seu irmão mais velho. Agora entendia minimamente porque Dean desesperava-se tanto quando alguma coisa acontecia consigo.
– Adam. – tentou acordar o mais novo, vendo-o se remexer na cama, com preguiça e colocar o travesseiro sobre a cara, fazendo algum murmúrio que Sammy não podia entender, mas o Winchester do meio não deixaria as coisas assim. Chamou-o novamente, retirando o travesseiro da cara de Adam e vendo os olhos azuis-esverdeados se abrindo, espantados.
– Que foi, Sam? – perguntou alarmado assim que vira os lábios crispados do mais velho e as covinhas a mostra, do pouco tempo que conhecia Sammy, já sabia identificar que aquilo significava preocupação e o mais novo não tardou a também reparar que Dean não estava no quarto de Motel – Cadê Dean? – e logo o loiro também compartilhava da preocupação do acastanhado.
– Eu não sei. – as palavras só deixavam os mais novos dos Winchesters mais preocupados – Tenta ligar para ele do seu celular, eu vou tentar chamar o Cass. – esperava que o Anjo talvez pudesse saber onde seu protegido estava, Adam estava prestes a pegar o celular em cima da cômoda e Samuel já tinha seus olhos fechados, quando Michael surgiu no quarto de Motel, sentado na cama do loiro, bem próximo do mesmo. Ambos os Winchesters foram pegos de surpresa com a bater de asas que se alastrara pelo quarto.
– Não acho que devam se preocupar com Dean, ele está com Castiel. – fora a primeira coisa que saíra dos lábios rosados e cheios do Arcanjo, que se distraia brincando com a ponta do lençol da cama de Adam.
– Com o Cass? – Samuel franziu o cenho, vendo Michael concordar e pensando em alguma resposta para aquilo, quando sua mente engrenara. Castiel e Dean realmente tinham muito que conversar, não o surpreendia de quererem um lugar privado para aquilo – e muito mais.
– Tá, agora, Michael, com licença? – Adam pediu ao Arcanjo que o olhou de forma interrogativa, antes de perceber que estava perto de mais do Milligan e que isso o impedia de levantar da cama. Mal acostumado em andar, o Smith – Michael –teletransportou-se para o outro lado do quarto.
– Se quiser eu posso levar vocês ao Bunker. Eu tenho algo para falar com meu irmão e meu protegido, mas acho que vocês gostariam de saber também. – o Arcanjo viu Samuel e Adam entreolharem-se, não entendendo muito bem os sinais, a única coisa que entendeu fora quando o mais novo dera de ombros e Samuel crispou os lábios, mais uma vez, preocupado.
– Tudo bem, só nos dê alguns minutinhos para trocar de roupa. – por fim, o mais alto do quarto falara, e Michael concordou, ficando parado no mesmo lugar em que teletransportara-se, vendo os Winchesters mais novo agindo algumas coisas antes de partirem.
Observou de canto de olho Adam mudando do pijama, para uma roupa mais casual. Uma calça jeans, blusa azul celeste de mangas compridas, jaqueta jeans por cima e um par de sapatênis. Não sabendo o motivo, desviou seus olhos azulados do corpo do mais novo, assim que Adam o olhara, com os olhos semicerrados.
Não entendeu o motivo, mas seu coração batia apressado na caixa torácica de seu receptáculo. Ficou mais confuso ainda quando a mesma coisa não ocorrera quando olhara para Sam, que terminava de botar sua blusa. Sem conseguir parar de pensar, submergiu-se em pensamentos.
– Pronto. – Samuel despertou-o, e logo pode ver a dupla de irmãos com as mochilas nas costas e prontinhos. Meio envergonhados, encostou uma de suas mãos em Adam e em seguida em Sammy, teletransportando-os ao Bunker.
***
Castiel observou Dean dormir ao seu lado. Ainda era mágico como na primeira vez. Ainda tinha aquele sentimento enorme propagando-se em seu corpo, como no primeiro momento, ainda era belo apreciar o Winchester primogênito alinhado contra seu corpo e com um sorriso discreto nos belos lábios.
Brincou com os fios loiros de Dean a noite inteira, permanecendo ao seu lado, como prometera. Ficava encantado ao menor dos movimentos do loiro durante o sono e sentia-se mal quando a face do Winchester contorcia-se em caretas, ao ter algum pesadelo ou lembrança indesejável.
Cuidou de Dean, como um verdadeiro Anjo da Guarda.
Era cedo quando viu o loiro acordar e olhar para seus olhos azulados, com um sorriso tímido nos lábios. Castiel retribuiu o mesmo sorriso. O que deveria fazer quando namorava com alguém e acordava ao lado dela? Sem saber o que fazer direito, beijou a testa de Dean, com ternura.
– Bom dia. – desejou. Dean fez o mesmo cumprimento, antes de beijar rapidamente os lábios de Castiel e levantar-se da cama, indo em direção ao banheiro de seu quarto. O moreno esperou por seu amado, na mesma posição em que fora deixado. Aquilo tudo era muito novo para si e nunca pensara na possibilidade de algum dia, tal coisa ocorrer. Mas estava feliz com os resultados e aquilo era o que importava.
Quando Dean saiu do banheiro, trajava uma calça jeans e uma blusa de manga na altura do cotovelo. Fazendo sinalização com a cabeça, na direção de Castiel, pediu para que o moreno o seguisse. Prontamente o Anjo fizera o que lhe fora pedido.
Caminharam para a cozinha, onde o loiro fez uma xícara de café e torradas – estava com preguiça de fazer mais alguma coisa. Sentou-se a mesa e Castiel ao seu lado, que de implicância, fizera questão de roubar uma torrada do prato de Dean, fazendo uma carreta assim que mordera – comida sempre tivera um gosto tão ruim quando se era um Anjo. Dean revirou os olhos, antes de beijar Castiel.
– Sua boca é melhor contra a minha. – falou contra os lábios do Anjo, quando separaram-se para recuperar o ar e o Novak, sem conter a vontade, novamente beijou os lábios do Winchester, sentindo o gosto de café forte – ou ao menos as moléculas que o formavam. Mas aquilo não o impediu de provar e explorar daquela boca.
– Cram, cram. – fingindo uma tosse falsa, literalmente, Samuel, Adam e Michael surgiram no meio da cozinha. Para interromper o momento, o irmão do meio, tossiu fingido. Dean murmurou alguma coisa e lançou o dedo do meio para o irmão, assim que seus lábios desgrudaram do de Castiel – Lindo da sua parte sair no meio da noite e me deixar preocupado. Não só eu, como o Adam. – irritado, grunhiu para Dean, mas também se sentindo aliviado em saber que o irmão estava bem.
– Você é um saco, Sammy, está precisando transar para ver se deixa de ser tão rabugento. – o mais velho dos Winchesters murmurou, mordendo mais um pedaço de torrada, Sam o fuzilou e Adam riu, discreto.
– Não acho que sexo vá ajudar Samuel a ficar melhor, ele é assim de nascença. – inocentemente e sem perceber maldade em suas palavras, Michael comentou, recebendo um olhar surpreso de qualquer pessoa naquele cômodo, a não ser o próprio Sam, que somente faltou pegar a adaga celestial e matar aquele Arcanjo.
– Meu Deus, morri. – Dean gargalhava alto junto a Adam, vendo Sam quase pegar uma metralhadora na mochila e matar seus queridos irmãozinhos. Michael não via graça em suas palavras, não entendendo o porquê de estarem rindo e Castiel entendia a dor do irmão. Um dia fora ele nessa situação.
– Okay, não está na hora de parar a palhaçada? Michael disse que tinha algo para falar. – tentando mudar de assunto, Samuel comentou, indo para a geladeira do Bunker e pegando um potinho de iogurte e uma colher. Havia saído do Motel sem se quer comer. Adam fez a mesma coisa, somente trocando a comida saudável por um bom sanduiche de geleia de uva com geleia de morango.
Assim que prontos, os Winchester o Novak voltaram-se para o Smith que esperava as acomodações para que pudesse dar inicio a sua conversa.
– Papai me chamou ontem e reforçou o pedido para eu ficar de olho em você, Dean. – o Arcanjo falara, expressões sérias e postura rígida, preocupada. O Winchester mais velho revirou os olhos, soltando algum muxoxo.
– Okay, isso a gente já sabia, alguma coisa nova? – perguntou e viu de canto de olho Castiel a postura de Castiel ficar meio cabisbaixa. Dean entendia que era porque aparentemente seu Pai não confiava direito em si e tivera que mandar um de seus outros irmãos para que pudesse cuidar do que fora designado como seu protegido, há milênios atrás. Em um gesto de carinho e conforto, apertou a mão de Cass por de baixo da mesa – o Novak não sabia explicar, mas sentiu-se imensamente melhor após isso.
– Você não entende, Dean. – o Arcanjo suspirou, cansado e realmente o Wincheter não entendia, assim como qualquer outro residente naquela sala – Há um Híbrido em você. E eu não me refiro a uma mistura pecadora de um Anjo e Humano. Refiro-me a um pecado ainda maior. A Marca de Cain em seu braço mudou a natureza de seu ser. – procurando deixar suas palavras as mais eufêmicas possíveis, o Smith continuara.
– Está dizendo que meu irmão está gerando uma mistura de Demônio e Anjo? – Samuel mal podia acreditar em suas palavras. Como se um Nephilim já não fosse preocupante o suficiente, agora seu irmão estava gestando uma criatura que nem se quer sabia o que era.
Adam e Dean olharam para o irmão do meio, sem crença. Tinha como seres daquele tipo existirem? O loiro mais novo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Seu sobrinho realmente teria sangue Winchester – já iria nascer amaldiçoado.
– Isso. Dean está gestando um Híbrido e Papai pediu-me para protegê-lo e faze-lo ter essa criança a qualquer custo. – e qualquer um naquele cômodo sabia como Michael seguiria cegamente as ordens de seu Pai. Sem pensar nas consequências ou nos desastres. O que seu Pai falava, seu filho obediente, como um soldadinho de brinquedo, seguia.
– Ótimo, Deus quer fazer essa criança um de seus brinquedinhos. – irritado, o Winchester mais velho, murmurou. Dessa vez fora a vez de Castiel apertar bem firme a mão de Dean por de baixo da mesa. Seu Pai não tocaria tão fácil assim em seu filho. Teria que passar por cima de si primeiro.
– Desculpe, só sigo ordens. – as palavras do Arcanjo não tinham pesar, Michael lembrava a Adam, um robô. Sem sentimentos, sem livre-arbítrio, sem vontades.
Mas aquilo não era momento para refletir sobre aquilo. Afinal, as coisas a sua volta estavam cada vez mais se complicando.
– Mas... Uma pergunta importante. – Dean interrompeu o silêncio perturbador que se apoderara da cozinha. Todos os olhos voltaram-se para o Winchester mais velho – Onde está meu carro? – perguntou com um sorriso levemente sádico e Adam e Sam se entreolharam. Como explicar para aquele ciumento que sua Baby estava em um Motel, com desconhecidos?
***
Chame de magia
Chame de verdade
Eu chamo de magia
Quando estou com você
E eu acabei de ser quebrado
Quebrando em dois
Mas ainda chamo de magia
Quando estou perto de você
Adam estava na cozinha, pegando um copo de leite. Era noite e o loiro sempre tinha uma vontade enorme de comer em períodos noturnos. Pegando alguns salgadinhos industrializados no armário, sentou-se a mesa, sobre uma fraca luz a cima de sua cabeça.
Distraído nem se quer percebeu quando uma estranha figura surgiu no meio da penumbra noturna. Só reparou em Michael ali, após uns bons minutos, enquanto aqueles olhos azuis o olhavam com atenção. Meticuloso. Suspirando, Adam fez menção de levantar-se da mesa, incomodado com o Arcanjo. Mas Michael foi ainda mais rápido. Teletranportou-se para o lado do Winchester.
E eu não, e eu não
E eu não, e eu não
Não, eu não quero, é verdade
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Quando alguém pergunta sobre você
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Não, eu não quero, é verdade
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Quero mais ninguém além de você
– Por que sempre foge quando estou perto de você? – com certa inocência, o Arcanjo perguntou, vendo Adam remexer-se na cadeira, desconfortável com a presença do ser celestial bem perto de si. O próprio Winchester não entendia o motivo, mas não sabia direito porque ficar tão incomodado com Michael. Presumia que fosse por culpa do tempo em que ficaram trancados na jaula de Lúcifer.
– Nada. – respondeu vago e simples, sem querer mais conversas. Só queria acabar rápido com seu lanche e voltar para seu quarto, onde ficaria a prova de Arcanjos.
– Tem que ter um motivo. – insistiu. O Smith não contentar-se-ia até ter uma resposta. Já irritado com a simples presença do Arcanjo ali, o Milligan respirou fundo, tentando controlar uma raiva que nem se quer sabia que tinha.
– Quer mesmo saber? – irritado, grunhiu para o mais velho, que somente balançou sua cabeça, em concordância, esperando sua resposta.
Ooh, ooh, ooh
Chame de magia
Me corte em dois
E com toda sua mágica
Eu desapareço de vista
E não consigo superar
Não consigo te superar
Continuo chamando de magia
Como uma joia preciosa
– Porque eu tenho certeza de quando eu estava na jaula com Lúcifer, você não fez nada para impedir seu irmãozinho de me machucar. – não sabia o porquê, mas aquilo doía. E, Deus, como doía. Deveria entender que Michael era um ser sem sentimentos e que não dava a mínima para si. Mas não conseguia.
– Desculpe-me. – e palavras nunca tão verdadeiras saíram dos lábios rosados e perfeitos do Arcanjo. Sentia-se mal em ver Adam mal.
– Essas palavras realmente tem algum significado? – desdenhoso, o mais novo perguntou, bufando e voltando a tomar do leite. Estava tão irritado.
– Sim. – e aquilo com certeza surpreendeu o Milligan, que resolvera ficar quieto. Após alguns minutinhos de silêncio, Michael voltou a interromper – Adam... – chamou o mais novo, que desviou os olhos da mesa para os do Arcanjo.
E eu não, e eu não
E eu não, e eu não
Não, eu não quero, é verdade
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Quando alguém pergunta sobre você
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Não, eu não quero, é verdade
Eu não, não, eu não
Eu não, não, eu não
Quero mais ninguém além de você
– Seu coração está batendo rápido. – informou ao mais novo, preocupado. Será que o Winchester teria uma parada cardíaca agora?! Adam somente se encolheu em seu lugar, ele sabia que seu coração não parava de martelar em seu peito. Porcaria, ele estava sentindo aquilo.
– Eu sei. – respondeu rapidamente – Isso se chama medo. – simplesmente falara, vendo Michael o encarar confuso. Olhos azulados contendo inocência.
– Medo do que? – perguntou, como uma criancinha curiosa. O loiro mais jovem já estava perdendo a paciência com o Arcanjo.
– De você. – Michael sentiu um nó formar na garganta de seu receptáculo com aquela resposta. Perguntou-se, se o corpo que havia pegado estava tendo algum problema em aturar todo o seu poder.
Quero cair, cair bem longe
Eu quero cair, cair com força
E eu chamo isso de magia
E eu chamo de verdade
Eu chamo de mágica
– Mas o coração do receptáculo de Castiel também bate assim quando ele está perto de Dean. – observou, ouvindo Adam respirar bem fundo e revirar os olhos. Para a sorte do Winchester, aquele era o antepenúltimo salgadinho.
– O caso deles é diferente. – porque Castiel amava Dean, era por isso o do coração acelerado, já entre ele e o Smith, as coisas eram complicadas, diferentes. Não eram assim.
– E o nosso caso não pode ser diferente? – Adam meio que se engasgou com a pergunta, mas aliviou-se ao ver a expressão de pura curiosidade e inocência nas expressões belas do Arcanjo.
– Não. – e não teve pena de quebrar cada um daqueles sentimentos. Por algum motivo que não entendia, sentia-se magoado.
Ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh
– Adam... – mais uma vez o Arcanjo chamou-o. O loiro mais novo estava quase pedindo para que o ser celestial fosse ir perturbar outro alguém, mas com autocontrole, somente pedira para que o outro continuasse – Eu tenho motivos para ter medo de você? – perguntou, tendo dificuldades em achar a resposta.
– Claro que não. – o Milligan mal podia quer naquela pergunta... Tão idiota. Primeiramente porque o Winchester nunca teria poder para machucar aquele ser e segundo, porque nunca conseguiria.
– Então... – pegou a mão de Adam e colocara sobre seu peito, o Milligan surpreendeu-se ao sentir o coração do Smith batendo bem forte, tanto ou mais contra o seu, em sua caixa torácica – Por que meu coração está batendo desde cedo, bem rápido, quando estou perto de você? – e com aquela pergunta, aparentemente inocente, o mais novo não fazia ideia de como responder.
Michael havia acabado de declarar-se – não-intencional – para si!
E se você me perguntasse
Depois de tudo que nós passamos
Ainda acredita em mágica?
Oh, sim, acredito
Oh, sim, acredito
Sim, acredito
Oh, sim, acredito
Claro que acredito
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