Stairway To Heaven

2 Chapter One - Sometimes We Fall From Heaven


Notas iniciais
Escrevi rápido @-@ Só pq é semana de Carnaval e eu não tenho mais nada pra fazer u.u Adoro Carnaval - melhor dizendo, as ferias de Carnaval ♥ Espero que gostem do cap *u* Um pouco menor que o prólogo, mas... Muita coisa pra só um cap e.e Desculpe-me se qualquer coisa ficou corrido--' E os erros, eu não li para corrigir, sorry x.x E caso apareça alguma vez, Miguel ou Michael, e isso fique mt confuso, os dois são as mesmas pessoas, é que o primeiro é o nome em português e o segundo em inglês, eu tenho lido mt fanfic nessas duas línguas e acabo confundindo as vezes... Eu quero escrever Michael, acho mais bonito ♥ Shuahsuahsuahsua E... Prepare as diabetes para a primeira cena ♥

Stairway To Heaven

Chapter One

Sometimes We Fall From Heaven

Dean acordou sentindo dos braços rodeando sua cintura, em um enlaço protetor e possessivo, seu corpo estava perto de mais de outro, em um contato quentinho e com uma sensação muito boa. Tão boa que inconscientemente no meio da noite, alinhara-se melhor sobre aqueles braços lhe envolvendo e encolhera-se sobre o outro corpo, procurando mais daquela sensação. Havia gostado, mesmo que nunca fosse dizer aquilo em voz alta.

Abriu os olhos esverdeados com preguiça, não querendo sair dos braços daquele que o abraçava. Logo virou os orbes esmeraldinos para cima, tendo um encontro com as safiras encantadoras de Castiel, que antes o observava dormir. Castiel deu um sorrisinho tímido, sendo pego em seu ato de afeto, esperou ouvir mais um discurso sobre espaço pessoal e coisas do tipo, mas Dean somente voltara seus olhos para seu peitoral e alinhara-se ainda mais contra si.

“Que se dane o orgulho!” – o Winchester pensara, fechando os olhos novamente e aproveitando do breve momento, pode perceber pela movimentação do Novak, que o mesmo surpreendera-se com sua ação, mas não tratou a dispersar aquele momento tão carente da parte do loiro. Desfrutou enquanto mexia com os fios dourados e rebeldes do mais novo, que praticamente ronronou com o toque.

– Cafuné é jogo sujo. – murmurou contra a pele alva de Cass, quase voltando a dormir. Suas pálpebras já estavam pesadas e seus olhos voltavam a fechar. Ainda eram oito horas da manhã, mas sempre tivera o costume de acordar cedo e dormir pouco. Todo o cansaço que sentia na vida parecia estar voltando agora para si, enquanto Castiel tocava-o com delicadeza em um carinho aconchegante.

– Volte a dormir, Dean. – sussurrou bem baixinho, aquela voz calma e sem muitos sentimentos, transmitindo somente aquela paz celestial. Sem aguentar muito mais, logo o loiro estava novamente embalado pelo sono, tendo seus sonhos velados por um Anjo – literalmente.

Castiel não precisava dormir, mas fizera questão de ficar a noite toda ao lado de Dean na cama, como um bom parceiro humano. A noite toda pode observar o Winchester sonhando e fazendo, de vez enquanto, umas expressões em meio aos sonhos conturbados. Estava tendo pesadelos mais uma vez com o Inferno. E como um bom Anjo para seu protegido, afastou os maus pensamentos.

Tirou o resto da noite para pensar em tudo o que havia ocorrido. Havia se declarado e teve uma reação positiva de Dean. Claro que não esperava que o loiro fosse retribuir os sentimentos, afinal, estavam falando do primogênito dos Winchesters, Dean nunca seria capaz de ama-lo. Mas ao menos, por algum milagre ou qualquer coisa que pudesse nomear aquilo, tiveram uma noite juntos.

E que noite. Fizeram sexo na cama cuja qual dormiam, na banheira e Dean ainda arriscou na sacada – esse último lugar fora o mais inusitado, mas comprimir o corpo do mais novo contra o painel de vidro, tendo a vista de toda a Las Vegas, fora o reflexo de seus corpos suados sobre o vidro, foi uma das melhores experiências em sua longa vida.

As expressões que o Winchester fazia durante o sexo eram as melhores. Corava quando ficava submisso em suas ações, mas tinha um jeito safado e lascivo quanto tomava as rédeas da situação por alguns momentos. Era contraditório, mas encantador.

Enquanto submergia-se em pensamentos, as horas passavam tão depressa que mal percebia. Logo Dean estava novamente acordando, lá pelas onze horas da manhã. E uma coisa Cass tinha que admitir, ele morria de medo do que iria acontecer quando Dean acordasse de vez e fossem sair daquele quarto.

Obviamente surpreendeu-se quando Dean acordara há horas atrás e tivera uma reação calma. Esperava que o loiro acordasse sem lembrar-se de o que havia ocorrido e praticamente surtasse ao acordar de seu lado, vestido com somente a roupa intima. Agradeceu por não ter esse pensamento realizado.

– Bom dia, Cass. – murmurou enquanto afastava-se do moreno e descia da cama a procura de suas roupas. Castiel somente observava com suas safiras, os movimentos que Dean fazia com calma, não sabia como reagir perante toda aquela situação e nem se quer esperava um tratamento a lá romântico da parte de Dean. Só o fato de ele estar bem com toda aquela situação, era romântico o suficiente para o Novak – Não vai se vestir? – perguntou com curiosidade, enquanto colocava sua inseparável jaqueta de couro. Em um estalar de dedos Castiel já estava com sua roupa impecavelmente em seu corpo – Que util. – comentou divertido.

– Dean... – o mais velho começara, sentando-se sobre a cama e pediu para que o loiro fizesse o mesmo, sua face sem expressão não denunciava nada o que queria falar, mas Dean sabia o que ele queria. Suspirou, não podia evitar o assunto, cassete, transou com seu melhor amigo – Como vai ser a situação a partir de agora? – não esperava um namoro, ou uma declaração. Não esperava nada, mas também não sabia o que fazer.

– Cass, nada mudou. Somos amigos, talvez com alguns benefícios a mais depois dessa noite, mas... – suspirou pesado, sabia que suas palavras machucavam os sentimentos do Anjo, por isso aproximou-se do corpo do outro e depositou uma de suas mãos sobre a face delicada de Castiel. As faces estavam tão perto que as respirações mesclavam — ... Eu não queria te dar falsas esperanças ou ilusões. Foi só sexo, e... – os olhos verdes estavam bem fundos nos azuis. Verde no azul. Azul no verde — ... Espero que ainda sejamos amigos. – encostou sua testa contra de Castiel, esperando uma resposta daqueles belos lábios rosados.

– Sempre seremos amigos, Dean. – dando um pequeno sorriso ao ouvir aquela resposta do Anjo, juntou seus lábios em um beijo rápido, um beijo de despedida, já que depois que fossem embora daquele quarto, nada do que acontecera iria com eles, ficaria entre aquelas quatro paredes. Ou assim esperavam. Logo os lábios separaram-se.

– Agora vamos logo, estou morrendo de fome e quero uma boa torta para recuperar as energias. – sorriu no final de sua frase, como se desse o assunto por encerrado ou pior, como se nunca tivesse existido. Cass não sabia se preferia que o loiro fizesse exatamente aquilo, ou que ao menos ele mostrasse que se importava com tudo o que ocorrera. Havia se declarado no final das contas.

– Espere um pouco. – Castiel sumira da frente de Dean em um piscar de olhos, sobre os orbes confusos do loiro e logo retornara na frente do Winchester, novamente. O mais novo mal pode registrar as ações do mais velho, que por agora, consigo, tinha uma torta mediana em suas mãos, sabor frutas vermelhas com chocolate e um expresso – Foi feita na Inglaterra, dizem que é melhor dos tempos atuais. – entregou o embrulho ao loiro, que praticamente babava para o quitute.

– Cass, você é o melhor! – exclamou com os olhos brilhando e nem se quer pode perceber que essas simples palavras fizeram o moreno ficar sem jeito e feliz. Sentou-se na cama, pondo um enorme pedaço em seus lábios – Puta merda, é uma das melhores que eu já comi. – comentara de boca cheia enquanto deliciava-se com as frutas de coloração vermelha e chocolate derretido que as cobria.

Castiel sentou-se na cama ao lado de Dean, observando-o enquanto comia. Em meio a mais uma garfada, o chocolate escorrido manchara o canto de seus lábios, escorrendo pelo seu queixo, fizera menção de limpar a comida, mas em um movimento mais rápido e impulsionado, Castiel limpara-o para si. Com a língua. Os dois coraram perante a ação do Anjo, ambos pegos de surpresa.

Assim que o Winchester terminou de comer o doce, sem mais acontecimentos, Castiel comentara que iria leva-los novamente de volta a Columbus e seria novamente necessário o maldito tele transporte. Mas pela noite que tiveram, aguentar aquele tranco não seria nada para Dean.

Assim que chegaram à cidade em que antes o loiro estava hospedado, sugiram atrás do Motel em que ele estava com o irmão, e como na ida as Las Vegas, Dean novamente tonteara com a repentina mudança de lugar e a deslocação do Tempo-Espaço, e novamente fora amparado por Castiel.

Encararam-se por alguns segundos, as faces mais uma vez bem juntinhas, as respirações misturando-se, os olhos vidrados, as mãos do Novak na cintura de Dean, e o último segurando os ombros do Anjo, amparando-se. Resistindo a tentação de beijar novamente Castiel, Dean interrompera o momento.

– Obrigado, Cass. – sorriu tímido, tendo o mais velho soltando os braços de sua cintura e concordando com a cabeça e antes que o loiro pudesse fazer mais alguma coisa, Castiel desaparecera diante de seus olhos. Murmurou alguma coisa para aquilo, odiava quando o mais velho sumia bem diante de seus olhos, mas logo dera de ombros, retornando para seu quarto compartilhado com Sammy.

Assim que chegara ao quarto de Motel, abriu a porta, dando de cara com um Samuel com expressões preocupadas e com o telefone em mãos, como quem iria ligar e provavelmente iria. Iria ligar para si, já que o primogênito nunca passava tanto tempo longe de casa depois de uma de suas noitadas.

– Demorou, Dean! – exclamou com aquela típica preocupação que não fazia questão de esconder naqueles momentos – Fiquei preocupado! Dá próxima vez avisa que vai chegar tarde! – e logo começara mais um de seus sermões enquanto Dean ouvia tudo e revirava os olhos sobre a preocupação exagerado do mais novo para consigo. Às vezes os papeis eram invertidos, Dean era o irmão mais novo e Sam o mais velho.

– Okay, Sammy, dá próxima vez eu te faço um relato completo da minha noite de sexo, okay? – comentara sarcástico como sempre, sem aguentar o moreno e suas broncas. Era um saco ter que ouvir o caçula com os seus chiliques.

– Dean, eu só estou pedindo para que você avise quando voltar tarde, eu já estava pensando que alguma merda tinha ocorrido! – o loiro sabia que tinha culpa por não avisar a Sammy, afinal, eles sabiam de tudo o que tinha de maligno naquele mundo. Todavia a ideia de ter que dar satisfação de sua vida para seu irmão mais novo lhe tirava do serio.

– Okay, mamãe. Desculpe-me se ao contrario de você, eu sei me divertir e transar. – resmungou irritadiço e sentando-se na cama, arrumando sua mochila para retornarem ao Bunker.

– Jerk. – alfinetou o mais novo.

– Bitch. – respondeu, terminando a discussões constantes – amigáveis se podemos dizer — entre os dois.

***

Duas semanas mais tarde

Estavam no Bunker sem ter nada para fazer, havia matado um lobisomem há dois dias e as coisas por mais incríveis que pudessem parecer, estavam calmas. Nada nos jornais que não fossem assassinatos e mortes provocadas por humanos. Os seres sobrenaturais pareciam estar de ferias. O que sempre resultava em algo grande e monstruoso depois, mas dessa vez parecia que realmente nada estava ocorrendo.

Dean estava jogado no sofá, comendo um pedaço enorme de torta de cereja, enquanto bebia mais uma de suas doses de Whisky barato. Sam estava do seu lado, mexendo no computador e comendo um pedaço de bolo caseiro – ainda estava tentando acostumar-se com a ideia de que seu irmão mais velho sabia cozinhar e muito bem.

As coisas estavam em paz até um bater de asas mostra-se presente no Bunker, por um momento pensaram que Castiel era quem estivesse ali em mais uma de suas visitas, trazendo consigo alguma noticia de que o mundo iria acabar – tempos de paz nunca eram normais para os Winchesters. Mas ideia logo se esvaíra quando o moreno não aparecera e um barulho de corpo caindo fizera-se presente, ecoando pelo lugar quieto.

– Cass? – Dean arriscou enquanto levantava-se do sofá, largando o pedaço de torta comido pela metade e o copo de bebida quase totalmente cheio, pegou a arma que ficava em sua cintura, preparando-a para atirar. Sam fez praticamente o mesmo do seu lado, só que ao invés da arma, pegou a faca da Ruby.

A pessoa que ali chegara não fizera barulho nenhum, estava parado no mesmo lugar em que caíra, ou seja, no outro cômodo, ao lado do quarto em que os dois irmãos estavam. Indo cautelosamente em direção ao lugar de onde o som proveu, viram o corpo inerte de um loiro bem mais jovem, com seus vinte e dois anos.

– Adam? – Sam surpreendeu-se com o irmão ali, jogado no meio do cômodo, com as mesmas roupas que usava quando fora jogado na jaula de Lúcifer, sem nenhuma cicatriz em seu corpo provindo as torturas que Michael e o Anjo caído haviam feito consigo. A única coisa que mudara em si, fora as características que a idade mais avançada – cinco anos – lhe dera.

Logo o mais novo começou a se mexer no chão, acordando e abrindo seus olhos azulados-esverdeados. Dean logo tomou a frente de Sammy, apontando sua arma em direção ao irmão mais novo que aparecera surpreendentemente em suas frentes. O garoto assustou-se ao acordar e ter uma arma apontada para si.

– Dean? – chamou o nome do mais velho que tinha seus olhos verdes bem focados em si, como se a qualquer movimento brusco fosse atirar e realmente iria – evitando as partes vitais, obviamente – O que vocês estão fazendo? – perguntou temendo por sua vida enquanto sentava-se, tendo os olhos esmeraldinos do loiro focados em si.

– Garantindo nossas vidas. – Dean respondeu ríspido, não queria que nenhum metamorfo vestido de seu irmão mais novo, atacasse-os. Também poderia ser um demônio, mas as chances eram quase nulas, já que o lugar era praticamente selado contra a entrada sem permissão – invocação -, daqueles desgraçados – Sammy, já sabe o que fazer. – falou para o irmão do meio, que logo saíra do cômodo em passos apressados e voltara, com algumas coisas em mão.

– Vocês estão achando que eu sou algum ser sobrenatural? – perguntou indignado com a atitude dos irmãos mais velhos – Sou eu! – exclamou perturbado, vendo uma faca de prata na mão de Sammy e que ele havia mergulhando-a sobre algum óleo esquisito.

– Então nos prove, Adam. – Dean murmurou ríspido, em momento algum havia retirado os olhos do mais novo, que ainda estava tentando entender toda a situação – Da última vez que nos vimos, você era Michael. – engoliu seco ao pronunciar o nome do Arcanjo que queria destruir metade da Terra.

– Isso não foi minha culpa. – respondeu enquanto encarava Dean, a face com expressões serias, Dean suspirou, também não gostava de fazer aquilo toda vez que um parente retornava do Inferno ou qualquer lugar que fossem parar.

– Nós sabemos, Adam. Desculpe-nos, mas temos que ter certeza. – e com isso chegou bem perto do Milligan – Estique o braço. – pediu, com a faca de prata mergulhada em algo oleoso pronta para fazer um pequeno corte no irmão menor.

– Só depois que você me dizer para que e o que tem na faca. – desviou seus olhos do Dean para Sam, que parecia bem mais desconfortável em fazer isso, do que Dean. Samuel suspirou, Adam tinha os mesmos genes teimosos dos Winchesters.

– É uma faca de prata, se você for um metamorfo o corte vai arder e queimar, o que está na faca é óleo sagrado, não queremos que um Anjo no corpo de nosso irmão nos mate. – o mais velho respondeu e fez um aceno de cabeça na direção de Sammy. O irmão do meio agarrou o braço do mais novo com força, surpreendendo-o e fez um pequeno corte no braço alheio, que não tivera reação alguma.

– Nada. – Sam falara para Dean, que ficara um pouco mais satisfeito em saber daquilo, mas ainda não retirara a arma da frente de Adam.

– Qual é! – o mais novo exclamou indignado – Já não provei que não sou um metamorfo ou que tenho um Anjo no meu corpo?! – perguntou bufando ao final de suas palavras, tinha acabado de voltar do Inferno, dado de cara com seus irmãos mais velhos que estavam testes consigo para saber se era ou não uma aberração.

– Desculpe-nos maninho, mas ainda falta saber se você é um Leviatã ou um demônio. – com aquele costumeiro sorriso de canto, Dean jogou uma garrafa de água benta na direção de Samuel, que a pegara no ar, sem mais problemas. Logo pingou um pouco de água santificada no braço do mais novo, e novamente, não obtiveram nenhuma reação negativa.

A mesma coisa aconteceu quando fora despejado Borax sobre o Milligan, esse último item fizera com que olhasse os irmãos mais velhos como se fossem loucos. O que um produto de limpeza poderia fazer contra monstros?

– Parece que é realmente nosso irmão, Dean. – o do meio afirmou, e Dean logo guardara sua arma em sua calça, aliviado por saber que seu irmão mais novo finalmente estava livre daquela maldita jaula de Lúcifer.

– É bom ter você de volta, Adam. – o mais velho comentara e esticou a mão na direção do Milligan, que aceitara a ajuda para se levantar com bom grado.

– Nem me fale. – mordeu o lábio inferior um pouco constrangido. Não estava acostumado com a presença dos seus dois irmãos mais velhos. Qual é, eles nem se quer podiam ser considerados irmãos. Mal se conheciam, mas agora, eles eram a única família viva que tinha.

– Lembra-se de alguma coisa da jaula de Lúcifer? – Sam perguntou preocupado com a saúde mental do seu irmãozinho mais novo, ele sabia que aquele lugar era um inferno. Pelo pouco que se lembrava de aquilo, lembrava-se de estar tendo sua alma torturada, assim como a de Adam.

– Nada, só sei que você me jogou naquela jaula, com Michael me usando como receptáculo. – respondera de mau humor, pouco gostava da ideia de ter um Anjo dentro de si, como Dean dissera: Anjos eram uns babacas. Arrependia-se por ter acreditado em Zachariah.

– Sabe como saiu de lá? – o primogênito perguntou preocupado, Adam novamente negou, para a preocupação dos mais velhos – Sabia que estava quieto de mais. Sempre há calmaria antes da tempestade. – resmungou, pensando que talvez ocorresse um novo apocalipse. Ele não queria ter que lutar contra Lúcifer novamente, Michael ou qualquer outro Anjo e para derrota-los, prender seus dois irmãozinhos em uma jaula.

– Adam, se você está livre, Lúcifer ou Michael também estão? – Sammy temeu que pudesse vir a ser novamente jogado naquela jaula. Ele com todas as suas forças não queria retornar para aquele lugar, preferia enfrentar um bando de demônio a cair nas mãos de Lúcifer. O Anjo era bem pior.

– Acho que não para Lúcifer, mas Michael saiu de meu corpo assim que saímos de lá. – e essas palavras fizeram os mais velhos ficarem apreensivos, se Michael estava à solta, o Céu poderia cair em guerra novamente, ou pior, ele poderia tentar libertar Lúcifer para que pudessem lutar e consecutivamente, acabar com metade do planeta – Bem, ao menos ele me deixou aqui antes de sumir. – murmurou timidamente.

– Isso explica como você chegou ao Bunker, como sabia nossa localização e o porquê do bater de asas. – o irmão do meio sussurrou, aquela história não estava fazendo nada bem para sua cabeça não muito lucida. Sua boca estava seca.

– Hey, tem alguma parte do seu corpo queimando ou ardendo? – Dean perguntou ao caçula que somente franziu o cenho para aquela pergunta e encarou Dean como se ele fosse um louco – o que não era bem uma mentira.

– Por que você está perguntando isso? – corou ao ter pensamentos nenhum um pouco castros rondando sua cabeça – Devera ter acreditado naquele Anjo quando disse que vocês eram dependentes eroticamente uns dos outros. – deu passo para trás, e os dois irmãos mais velhos se entreolharam, encarando novamente o mais novo que ainda permanecia corado.

– Você não faz meu tipo, Adam. – comentou sarcástico, mas o Milligan não pode capitar a ironia e somente corou mais ainda, dando mais alguns passos para trás. Sam olhou para Dean, repreendendo-o – Qual é! Eu estava brincando! – exclamou indignado.

– Adam, Dean só quer saber por que se você tiver uma marca de mão em seu corpo que queime ou arda, é porque um Anjo te tirou de lá. – tentou explicar com aquela carinha inocente e os olhos de cachorrinho que caiu da mudança, que fazia qualquer pessoa confiar naquele homem de quase dois metros de altura.

– Não... – respondeu mais calmo e tentando controlar a respiração que havia prendido desde a fala suspeita de Dean. Esse último suspirou, cansado.

– Já sabemos que não foi o Cass ou qualquer outro Anjo. – mordeu seus belos lábios, fazendo aquele biquinho que somente ele sabia fazer e tentou pensar em mais alguma possibilidade.

– Vamos ter que esperar para saber o que aconteceu. – Sam comentara e jogou-se sobre uma cadeira qualquer do cômodo, sua cabeça estava rodando com tantas informações em um mesmo dia. Adam e Michael livres e um ser sobrenatural forte o bastante para recupera-los, arrancando-os inteiros daquele lugar, sem que uma peça ficasse fora do lugar, como a Alma.

– Adam... – Dean chamou-o enquanto andava até uma mesinha de canto do lugar, pegando uma cerveja, jogou em direção ao seu irmãozinho mais novo, que por reflexo conseguiu pegar a latinha, abrindo-a e sorvendo o liquido. Estava com cede e fome. Uma latinha também foi jogada para Sammy e Dean ficou com a outra – Bem vindo a essa família problemática, Adam Milligan Winchester. – e levantara a lata em menção de um brinde aos outros dois logo em seguida bebendo-a.

A família estava completa. Ou o que dava para estar completo.

***

Horas mais tarde, Adam já havia comido e se arrumado, também escolhera um quarto para si no Bunker, enquanto decidia o que queria fazer de sua vida, que provavelmente seria tornar-se um caçador também. O mundo sobrenatural já estava ciente de que ele era irmão dos malditos Winchesters e não o deixaria em paz.

Estavam na sala em que o loiro havia surgido, vendo um programa de TV da televisão que havia instalado para que pudessem passar o tempo, ainda estavam conversando sobre o que poderia ter tirado o Milligan e Michael daquela jaula.

– Deveríamos chamar o Cass. – Dean murmurou enquanto bebia mais uma de suas doses de Whisky de segunda. Estava feliz por ter seu irmão de volta, mesmo que nunca fosse admitir aquilo em voz alta.

– Ele está sumido desde aquele dia do bar, Dean. Será que ele vem? – Sam perguntou preocupado com a ausência do Anjo, era sem motivos aquilo, ao menos para si. Dean sabia que Castiel estava com vergonha desde que transaram naquela noite. Anjinho inocente – ou nem tanto assim.

– Sei lá, não custa nada. – e com isso fechou os olhos e começou a orar por Castiel, avisando sobre a situação e hora nenhuma tocando sobre a noite juntos há duas semanas.

– Quem é Cass? – Adam perguntou ao irmão do meio, curioso, desde cedo os dois mais velhos haviam comentado o nome.

– Castiel, o Anjo da guarda de Dean. – Sam riu quando Dean abriu um de seus olhos no meio da oração e sussurrara para si um “Bitch”, devolveu prontamente a ofensa com um belo “Jerk”.

– Me chamou, Dean? – em menos de um dez segundos de oração o Anjo aparecera no meio da sala, com suas expressões serenas de sempre e ao lado de Sammy, que estava bem distante do loiro. Um fato que não era muito normal, já que normalmente sempre aparecia na frente de Dean, bem próximos.

– Sim. – respondeu de forma vaga e logo apontara para Adam, a presença do irmão mais novo fez com que as expressões serenas do rosto do Anjo ficassem um pouco tensas – Sabe me dizer se está tudo direitinho com ele? – perguntou de forma preocupada e virou o restante do Whisky em seus lábios.

– Posso fazer uma verificação na Alma dele. – comentou enquanto surgia na frente de Adam, que se assustou com aqueles repentinos olhos safiras bem perto de si, analisando-o meticulosamente.

– Muito perto, ãnh, C-Cass... – falou para o moreno que continuava a lhe encarar, aquilo já estava incomodando o mais novo, que chegou até mesmo a ficar constrangido, corando.

– Cass não conhece muito bem o espaço pessoal. – Dean riu do sofrimento de Adam, que de alguma forma tentava se livrar dos olhos do Novak, que estava praticamente lendo sua alma.

– Vai doer, Adam. – e sem nem se quer esperar o loiro assimilar sua fala ou preparar-se para a exorbitante dor que o tomara, Castiel atravessara sua mão sobre o peito do loiro, que gritou com o contato. Mais ou menos um minuto depois, sobre os gritos de dor do Milligan, Castiel tirou sua mão do corpo do outro.

– Da próxima vez, deixa o garoto entender que vai doer. – Dean balançou a cabeça em sinal negativo sobre os olhos confusos do Anjo – Tudo bem com ele? – perguntou ao se apossar de mais uma dose de Whisky.

– Sim, tudo normal. – olhou para Adam, que ainda resmungava de dor sobre o sofá.

– Tem alguma ideia do que o tirou de lá? – Sam perguntou enquanto chegava perto do seu irmão mais novo e tentava-o ajudar a normalizar a respiração depois daquela “revisão de Alma”, Dean não entendia o quão aquilo doía porque nunca passou por uma.

– O único que poderia fazer tal coisa, seria Deus. – Castiel afirmou e o primogênito deu um suspiro longo e cansado.

– Sempre que Deus nos salva, é porque algo grande vai acontecer. – resmungou e virara o resto de Whisky em sua boca. Se pudesse esquecer todo o mundo a sua volta por algumas semanas, sem problemas ou seres sobrenaturais... Seria uma maravilha.

– Talvez devêssemos nos preparar para mais um apocalipse? – Adam perguntara curioso, logo após ter recuperando-se da dor. Como se já não bastasse os testes de mais cedo, agora um Anjo havia violado seu interior, quase o matado de dor.

– Quem sabe, só sei que eu e o Sammy vamos te ensinar algumas coisas para que você possa sobreviver caso ocorra uma guerra entre Anjos, Dam. – o loiro mais velho comentou levantando-se do sofá e pegando mais uma garrafa de Whisky.

– Dam? – o apelido o deixou confuso – E você não fica bêbado não? – interrogou vendo o seu irmão mais velho ingerir mais álcool.

– Dean tem mania de por apelidos em qualquer pessoa que ele considera amigo ou familiar, aceite isso como uma aprovação. – explicou, vendo o primogênito rodar os olhos – E Dean não fica bêbado com facilidade, desde os meus onze anos que eu não me lembro de ver Dean totalmente sóbrio. – franziu os lábios, o Winchester mais velho ainda ira se matar de tanto beber.

– Mal de caçador, Dam. – deu aquele sorrisinho irônico de sempre e virou mais um copo – Mas agora, Cass... – chamou o Anjo que só observava os Winchesters discutindo, apreciando a cena – Você sabe onde Michael está? – os olhos safiras e esmeraldas chocaram-se e sem aguentar o contato, o mais velho daquele como desviou suas safiras.

– Não, nem sabia que ele havia voltado. Ele deveria ter ido para o Céu assim que retornou. – não gostava de não saber de algo que envolvia seus irmãos, Michael havia voltado sem que soubesse e estava preocupado com seu irmão mais velho, mesmo que ele não fosse um dos melhores Arcanjos – Mas Dean, não seria melhor se vocês mantivessem distancia dele? – perguntou, inclinando sua cabeça de lado, naquela típica ação de confusão.

– Sim e não. – logo não somente Castiel tinha suas orbes vidradas em Dean, Sam e Adam também se focaram no mais velho dos irmãos, sem saber onde ele queria chegar – Se invocássemos Michael, talvez ele pudesse nos responder o que aconteceu lá. – suspirou pesado fechando os olhos esmeraldinos e logo que os reabriu, uma figura loira estava sentada ao seu lado.

– Chamou-me, Dean? – a figura loira perguntou. Assim como Dean, seus cabelos eram loiros escuros, só que ao invés de lisos e rebeldes, eram cachados, lindos cachinhos caindo por sua testa. Seus lábios eram bem avermelhados e grossos, um pouco menos carnudos do que os do Winchester mais velho, olhos azuis cristalinos e a face tão inexpressiva quanto à de um Anjo.

– Michael? – Dean praticamente saltara do sofá, assustado, enquanto o nome escapava por seus lábios em forma de interrogação. O possível Michael somente sorrira, com aqueles belos lábios vermelhos.

Douglas Smith como Arcanjo Michael.

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥ Eu sei que o Dean tá bebendo mt pra quem tá gravido, mas dizem que no primeiro mês as consequências são nulas. Mas relaxem, as coisas vão começar a esquentar :3 Michael já foi inserido aqui xD E ele vem trazendo bombas ♥ Palpites? Espero que tenham gostado *u* Kissus, seus perfeitos Já'né