Stairway To Heaven

10 Chapter Nine - I Like You


Notas iniciais
Peço desculpas pela demora ;-; Eu tive uns probleminhas e estou tentando reatar minhas fics agr -qq Agradeço por terem paciencia em esperar tanto e.ê Espero q gostem do cap Está pequeno Mas foi o q rendeu ;-; P.S.: gostaria de agradecer a Midori pela linda recomendação AMO VC, GOSTOSA *u

Stairway To Heaven

Chapter Nine

I Like You

Um silêncio constrangedor formou-se na sala assim que Gabriel chegara, o sorriso largo nos lábios finos e a malicia brilhando em seus olhos acastanhados. Michael e Castiel só o encaravam com certa fúria em seus olhos azulados, enquanto ajudava os respectivos pares. Castiel passou a mão ao redor da cintura levemente acentuada de Dean, em um ato protetor — o último não recusou, um tanto assustado e pálido com a brincadeira anterior.

— Gabriel. — Michael rugiu o nome do mais novo dos Arcanjos com fúria. — Irmão, você tem sérios problemas! — exclamou, recebendo apoio de Castiel — um leve manear com a cabeça —, enquanto procurava qualquer sinal de ferimentos em Adam. — Tudo bem com você? — perguntou baixinho e verdadeiramente preocupado. Recebeu um aceno de cabeça em concordância.

— Onw, irmãozão... — zombou. — Você só tá preocupadinho com seu queridinho. — a voz carregava uma malicia que mais nenhum Anjo no céu era capaz de conter — ou identificar. Castiel também olhava feio para o baixinho. — E você tá preocupado com a mamãezinha do seu baby. — Castiel teve que segurar Dean para que o mesmo não voasse em cima de Gabriel e enchesse o baixinho com uns bons socos.

— U-Un... Eu sei que vocês estão em um momento de briga de irmãos... Mas... Alguém pode me desentalar do sofá? — Sam tinha as bochechas avermelhadas e seu corpo gigante estava praticamente sendo engolido pelo móvel.

— Claro, Gigante! — Gabriel estalou os dedos e havia um novo sofá na sala, Sammuel estava sentado no meio e Gabriel apareceu em seu colo, em uma de suas pernas, enquanto a boca envolvia um pirulito maliciosamente grande. A língua rodava o doce e brincava ao redor da circunferência, fazendo Sam praticamente entrar em ebulição. — Melhor? — perguntou com falsa inocência e Sam não podia responder, porque prestava atenção na boquinha maravilhosa trabalhando no doce.

Era impuro de mais, pensar em foder aquela boca com o bendito do pirulito?

***

— Pela milésima vez, Cassie! A bigorna ia virar purpurina antes de atingir o Deanno! Okay? Purpurina! Rosa fluorescente, mas ninguém precisa saber. — falou pela quarta ou quinta vez no dia, assim que Castiel chegava perto de Dean, protetor, cada vez que Gabriel tentava se aproximar do loiro para fazer alguma de suas costumeiras brincadeiras. — Eu só quero conhecer a mãe do meu sobrinho. — choramingou.

— Pensasse nisso antes de tentar mata-lo com uma bigorna. — Castiel sabia que Dean iria odiar ser tratado protetoramente daquela forma, como se não pudesse defender-se. Por isso toda a vez que tinha a oportunidade — na verdade, só precisando de um ou dois segundos —, trazia algum doce para Dean. Variava de tortas a trufas, deixando o loiro bem mansinho e com um sorriso o enorme toda vez que chegava perto dele — ninguém precisava saber da leve manipulação que fazia.

— Se não vai por bem, vai por mal. — Gabriel só olhou para Castiel que desapareceu misteriosamente da sala, e sentou-se ao lado de Dean, que devorava uma torta de nutella em tamanho médio, coberta com sorvete de morango. — Cassie sempre foi protetor assim mesmo? — perguntou, tentando iniciar um assunto.

— Sim, mas quem liga? Ele tá me dando doce. — deu de ombros e enfiou mais um pedaço na boca. Gabriel só deu um sorriso lateral, projetando uma fatia de bolo em suas mãos.

— O que você acha que vai acontecer com o bebê? — o Arcanjo estava verdadeiramente preocupado.

— Por que a curiosidade? — o olhar hostil que Dean mandara, lembrou a Gabriel, uma mãe preocupada com sua prole. Não conseguiu conter a gargalhada, o que só fez o loiro olha-lo ainda mais severo. Calou-se na mesma hora.

— Eu morri uma vez por vocês, não foi? Ajudei-lhes a prender Lúcifer, acho que eu tenho um crédito. — relembrou dos acontecimentos passados e o Winchester só arqueou uma sobrancelha e bufou.

— Eu não sei. — falou verdadeiramente, largando à torta e levando uma das mãos a cabeça, como se massageasse suas têmporas, em uma possível dor de cabeça. A outra mão livre — em um ato automático que pegara mania de fazer —, fora depositada com leveza em sua barriga. — Vai ser... Complicado, entende? Se Deus está interessado nela... O que ela tem de tão especial? Isso não vai ser fácil, ainda mais se a informação se espalhar e tivermos que nos preocupar com demônios. — suspirou.

— Você gosta do Cassie? — a mudança de assunto brusca, fizera com que o loiro arqueasse levemente uma de suas sobrancelhas e deixasse um leve rubor tomar conta de suas bochechas.

— Por que a pergunta? — tentou desviar do assunto, sem muito sucesso.

— Só responda, Deanno. — Gabriel voltou a insistir, a face seria tomando conta das feições do baixinho, causava um leve arrepio em Dean. Por mais que fosse uma criatura abençoada com um espirito brincalhão, quando as feições ficavam fechadas, coisa boa não resultava.

— Pra que? Vai fazer mais uma de suas tramoias. — sabia que estava agindo como uma criança mimada. Mas que culpa tinha de estar um pé atrás com aquele ser que já causou muita confusão em suas vidas — fora o fato de mata-lo mais de cem vezes.

— Dean. — o loiro sentia-se reprendido por um de seus pais. Soltou um muxoxo baixinho, praguejando com todos os palavrões que conhecia, o ser ao seu lado — obviamente não em voz alta, mentalmente, afinal, aquela coisa louca era uma das armas mais letais do céu.

— Sim. — admitiu por fim, corando horrores. Gabriel teve que controlar a vontade de rir, antes que o assunto desandasse de vez e o Winchester loiro ficasse uma fera — se já era esquentado em seu estado normal, o que poderia fazer quando gravido?

— Então diga para Castiel e tudo vai ficar bem. — Dean deu um sorriso pequeno, mas com sentimentos indecifráveis adornando o ato — e inconscientemente, deixou-se enganar-se pelas palavras de Gabriel. Queria muito acreditar nas palavras proferidas pelo Arcanjo, mas algo lhe dizia — talvez fosse uma intuição mais aprimorada, por culpa da gravidez — que as coisas não seriam tão fáceis como o outro dizia.

Por fim suspirou e pensou que talvez dizer para Castiel que gosta dele, não ia arrancar pedaços. O Anjo o amava e já o engravidara mesmo. O que poderia ser “pior”?

***

— Acho que deveríamos conversar. — Dean sentou-se ao lado de Castiel em seu quarto. O Anjo olhava-o como de costume, a cabeça levemente inclinada para o lado e os olhos azuis brilhando com intensidade.

— Sobre o que, Dean? — a pergunta escapou pelos lábios de Castiel, por mais que o anjo tivesse alguma noção sobre o que a conversa iria tratar.

— Deus, nós e o... E o bebê. — respirou fundo, remexendo-se sobre o lugar em que estava sentado. Estava nervoso e agitado, a vontade de vomitar — por culpa da gravidez — também não ajudava.

— Por que falar sobre meu Pai? — sentou-se ao lado de Dean, os olhos safiras perfurando bem fundo as esmeraldas.

— Eu sei que ele é o criador disso tudo, e que se quiser me acertar com um raio na cabeça, ele pode... É só que, o que ele quer fazer com essa criança, Cass? — mordeu o lábio inferior com preocupação evidente e respirou fundo. Aquilo estava agoniando-o desde que soubera que sua criança ia ser um brinquedinho nas mãos do “Todo Poderoso”.

— Eu não sei. — os olhos azuis focaram-se na barriga de Dean. Por mais que não desse nem se quer para ter uma evidencia de que havia uma criança ali — não só pelo loiro ser um homem, mas também pela falta de circunferência —, Castiel podia sentir um pequeno sinal de vida, caso concentrasse-se.

— Não vamos deixar que nada aconteça a ela, não é? — Dean tentou conter ao máximo as lágrimas cristalinas que adornavam seus olhos esverdeados e em seguida, Castiel envolvia seu corpo em um abraço protetor. Um sentimento invadiu o peito de Dean, que se deixou entregar-se pelo afeto acalentador — sentia-se protegido.

— Não vamos, Dean. — garantiu, levando as mãos para os fios dourados e brincando com os mesmos. Sentiu timidamente as mãos de Dean subir por suas costas e retribuir aos pouquinhos o abraço.

— O que vai acontecer depois que a criança nascer, Cass? Eu não quero que ela tenha a mesma vida que eu e o Sammy, e agora o Adam. — confessou, encolhendo-se ainda mais no abraço aconchegante que o moreno envolvia-o. Se pudesse, não iria sair nunca mais daqueles braços quentinhos.

— Eu tenho certeza que ela será feliz só por tê-lo, Dean. — distribuiu beijinhos pelos cabelos loiros, sentindo o Winchester estremecer a cada toque que seus lábios davam em seu coro cabeludo.

— E se eu não for “uma boa mãe”? — soltou uma risada sem humor com a última palavra. — E se eu não puder ama-la? — naquele momento, as lágrimas já eram impossíveis de ser seguradas, e Dean deixou-se chorar baixinho contra o corpo de Castiel, pensando que o Anjo não pudesse ouvi-lo, caso fosse discreto.

— Impossível. — afastou Dean de seu corpo e levantou o rosto do loiro com uma de suas mãos, a outra secava as lágrimas que escorriam pelas bochechas coradas. — Você já ama essa criança, Dean... E isso te faz “uma boa mãe”. — Dean sorriu, afundando seu rosto novamente contra o rosto de Castiel e deixando-se ser envolvido em um abraço.

— Cass? — chamou após muitos minutos abraçados ao Novak.

— Sim? — indagou.

— Gosto de você. — confessou baixinho e tímido. Castiel no mesmo segundo desenterrou o rosto de Dean de seu corpo e olhos bem fundo nos olhos esmeraldinos. Dean sorriu levemente e encabulado e Castiel não resistiu, completamente surpreso, em tomar os lábios do Winchester mais velho.

— Eu te amo. — confessou por fim. Dean sorriu, maneando com a cabeça e voltando a encolher-se nos braços de Castiel — estava viciado.

***

— Como? — foi à primeira pergunta que saiu dos lábios de Sam ao ter seu momento sozinho com Gabriel. O moreno estava completamente surpreendido com a reaparição de Gabriel. Não tinha palavras para descrever a emoção que transbordava em seu peito.

— Todo o brincalhão tem seus truques, Gigante. — falara malicioso e chegando bem próximo do rosto do Winchester, os lábios e a língua trabalhando em um pirulito só servia para deixar as coisas ainda mais emocionantes.

— Tanto faz. — Sam declarou, e por mais que as palavras fossem brutas, não havia ignorância em sua voz. Só um desejo e amor cada vez mais crescente. — Você está aqui agora. — os olhos azuis esverdeados brilharam. — Eu pensei que havia te perdido... Pra sempre. — as palavras carregavam uma dor imensa, mas as duas últimas transmitiam uma tristeza palpável.

— Eu sei, eu sei. — levou uma das mãos até as mechas cabelo acastanhado que caiam por cima do rosto de Sam, e jogou-as para trás da orelha do maior, tendo uma vista melhor do rosto do Winchester do meio. — Isso nunca mais vai acontecer. — garantiu, sorrindo e ficando na ponta do pé. O pirulito fora esquecido na mão de Gabriel e as respirações dos dois mesclavam-se, à medida que Gabriel chegava mais perto. — Eu vou ficar e atormentar a vida de vocês por muito tempo. — sorriu e começou a afastar-se de Sam.

Todavia, Sam agarrou o Arcanjo pelo pulso e colou os lábios em um beijo apaixonado. A sensação de ter os lábios juntos, fora maravilhosa e causava reboliço em seus estômagos, levando-os ao céu. Era perfeito.

Todavia o momento único e especial fora cortado.

— Cram, cram. — Michael deu uma tosse falsa, fazendo com que ambos se separessem um pouco envergonhados e encarassem-no. Adam e Michael estavam entrando na cozinha — o cenário daquilo tudo —, e Sam corou ao ver os olhares, enquanto Gabriel colocava o pirulito em sua boca novamente. — Sammuel, o que você está fazendo com meu irmão mais novo? —perguntou, e se olhar matasse, Sam estaria mais do que morto.

— A mesma coisa que você está fazendo com meu irmão mais novo. — as palavras saíram da boca de Sam antes que ele mesmo pudesse controlar e em seguida, corou, junto com Michael e Adam.

— Senhor... — Gabriel gargalhou. — Que mal, adoro gente má. — mordeu o lábio inferior de forma lasciva e passou a mão ao redor da cintura de Sam. — Bye, bye, Bitches. — picou para o Winchester mais novo e seu irmão mais velho e em seguida desapareceu, levando Sam consigo.

— Gostei do tal Gabriel. — Adam brincou e foi pegar um copo de leite, enquanto o Arcanjo corava de raiva.

— Ele merece é de uma boa lição. Como nos tempos antigos. — murmurou baixinho e levemente maléfico, causando arrepio em Adam.

— Não sei o que isso quer dizer, mas você fica ainda mais sexy quando tá mal. — Adam sorriu malicioso.

— Sério? — corou com as palavras do Milligan, que somente riu e tomou os lábios do Smith em um beijo.

Notas finais
E é isso... Vou tentar não demorar tanto pros prox caps -qq Espero q tenham gostado Obrigada p qm chegou até aki *u* Coments?