Spring Nicht
27 Todos merecem uma segunda chance!
Notas iniciais
Primeiramente agradeço aos reviews maravilhosos do capítulo passado e também quero dar as boas vindas à fannebelloti, minha mais nova leitora e que deixou review em TODOS os capítulos já postados, muito obrigada mesmo liebe *---------*
Uhm... Esse capítulo tá até legalzinho, quero que me digam o que acharm viu?! DEIXEM REVIEWS!!! O capítulo 28 já está quase pronto, só depende de vocês a minha velocidade em postar :D
P.S: O cap tá beeem legal muahahhahahha
P.P.S: Postei uma fic de hentai e romance, na verdade é uma oneshot e queria pedir a vocês que dessem uma passadinha lá *-* O link é esse >>> https://www.fanfiction.com.br/historia/229095/Human_Connect_To_Human
P.P.P.S: kkkkkkkkkkk Troquei a capa, o que acharam?
P.O.V Nanda
Os dias que se seguiram após o a briga com Bill foram horríveis. Eu não tinha ânimo para nada, fiquei em casa o tempo todo. Adam me ligava sempre, nós estávamos namorando oficialmente. Ele também ficava comigo para eu não ficar sozinha, e foi só por causa dele que tomei coragem de seguir com a minha vida.
Eu não podia ficar em casa sem fazer nada, afinal eu estava sem emprego, de novo! Lembrei-me da ligação que recebi da Stars há algum tempo, seria uma ótima oportunidade de trabalho, a Stars é uma das maiores revistas de todo o mundo, sendo superada apenas pela Poison.
Decidi ligar para aquele número que jazia em minha agenda telefônica. Conversei com o presidente da revista e expliquei minha situação, ele disse que eu poderia começar a trabalhar amanhã mesmo.
Algum tempo depois...
Fazia uma semana que eu estava trabalhando na Stars, todos eram um amor comigo, menos uma tal de Jessica que não ia muito com a minha cara, se bem que eu não gostava nenhum pouquinho dela. Mas enfim, fora isso minha vida finalmente estava voltando ao normal, na medida do possível.
P.O.V Bill
Ao mesmo tempo em que eu tinha raiva dela, eu me sentia triste e vazio, por não vê-la mais aqui, por não estar perto dela. Sei que talvez eu tenha mesmo pegado pesado com ela, como o Tom disse. Mas agora já não adiantava mais, tenho certeza que se eu pedisse desculpas pela forma que agi, o orgulho dela não permitiria que ela voltasse a trabalhar aqui.
Estava sentado em minha cama com um caderno em mãos tentando escrever algo, quando Tom entra em meu quarto sem ao menos bater.
- Já chega ok? Você vai falar com a Nanda hoje, você vai pedir desculpas a ela e pedir para que volte! Além de ela ser minha amiga, é também minha assistente e isso aqui já está virando um caos. Temos três entrevistas e uma sessão de fotos marcadas para hoje e todas no mesmo horário! — falou ele alterado
- Não posso fazer isso... Você sabe o que ela fez, poderia ter me matado! — respondi
- Você bem que mereceu... E ela não sabia! — disse ele
- Ah, qual é? Vai defendê-la também? — perguntei sarcástico
- Ah, qual é digo eu! Eu acredito nela... E vem cá Bill, vai me dizer que também nunca errou? Nunca fez nada de errado... Aprende uma coisa, ninguém é perfeito e todos nós erramos, não é ela que tem que ser perfeita! A Nanda é uma pessoa maravilhosa, nunca conheci alguém como ela, e você fez o grande favor de afasta-la de mim! Sabia que ela já sofreu de depressão por causa da morte da mãe e que foi em um grau tão forte que com qualquer emoção por menor que seja ela pode voltar a ser depressiva de novo? Não, não sabe... Loola me ligou nervosa pedindo para que fosse ver como ela estava, porque havia dias que não saia de casa. Ela está sozinha, Loola viajou e só volta daqui a um mês e não sei como a Nanda irá ficar. Ela não me recebeu e não atende as minhas ligações, e isso tudo por culpa da sua brutalidade na forma que falou com ela... Agora se você a ama, como disse há algum tempo, que sinceramente nem sei se devo acreditar, levanta dessa cama, vá atrás dela e a traga de volta! — disse ele em um único fôlego, saindo logo após concluir o seu discurso.
Eu estava um pouco assustado pela reação de Tom, e mais ainda pelo o que ele me disse. Será que ela estava bem? Essa pergunta vagava em minha mente.
Tomado por um impulso, peguei minha jaqueta e saí, eu iria encontra-la e pedir desculpas. Era a coisa mais certa a se fazer. Dirigi até a casa dela, apertei a campanhia uma, duas, três vezes e nada, liguei para seu celular e não me atendia. Desisti de tentar e entrei em meu carro novamente dirigindo em direção à minha casa, quando a vi do outro lado da rua.
Meu coração acelerou ao vê-la, estava linda, mas mesmo assim era possível notar seu olhar distante e triste. Fui encostando o carro perto de onde ela estava e reduzindo a velocidade, abaixei o vidro e a chamei;
- Nanda? — ela continuou andando sem ao menos olhar em minha direção
Chamei-a novamente e ela simplesmente não via ou fingia não ver. Estacionei meu carro em um lugar qualquer e corri atrás dela parando em sua frente.
- Nanda, precisamos conversar! — disse a ela, que apenas desviou de mim fazendo menção de atravessar a rua. — Fernanda! Estou falando com você...
Então ela simplesmente atravessou sem olhar para trás, fui ao seu encontro novamente.
- Nanda, fala alguma coisa... — eu andava ao seu encalço e ela permanecia calada, a segurei pela mão a fazendo parar e finalmente falar algo.
- O que quer? — perguntou fria e eu senti algo estranho em mim
- Quero conversar... — falei em um tom baixo
- Desculpe-me, mas tenho que ir para o meu trabalho, não posso chegar atrasada... E ah, não devo falar com estranhos! — falou para logo após sair de minha frente
- Nanda... Por que está agindo assim, eu não sou um estranho... — falei receoso por sua resposta
- Por quê? Ah, deixa eu te refrescar a memória... — deu uma pausa para logo prosseguir — "E se por algum acaso vier a me ver novamente, não fale comigo, não chegue perto de mim, finja que eu não existo ok?!" Foi o que você disse, estou apenas cumprindo com o que pediu!
- Nanda... — segurei seu braço — Vamos conversar, por favor... É só o que eu te peço!
- Acredite em mim! Foi só o que eu te pedi, para que acreditasse em mim e você não o fez... O que te leva a achar que eu aceitaria o seu pedido? — falou com frieza
- Por favor... Eu me arrependi de ter dito aquelas coisas, eu peguei pesado demais e falei coisas que não devia... Você tem toda a razão de estar com raiva de mim, mas entenda o meu lado também... — supliquei — Lá em casa está um caos, precisamos de nossa assistente de volta!
- Ah, então é por isso que veio atrás de mim. Ótimo! — sorriu sarcástica — Sinto lhe informar que já tenho outro emprego, se quiser uma assistente, procure outra. Não irei voltar!
- Não... Não foi isso que eu quis dizer, na verdade foi, mas não é só isso... — tentei me explicar — Vem comigo!
Arrastei-a pelo braço indo para meu carro.
- Hey! O que pensa que está fazendo? Me solta... — reclamou tentando se soltar
Desativei o alarme e a peguei no colo, logo em seguida a jogando no banco do carona e corri para meu lado, arrancando com o carro assim que fechei a porta.
- Para esse carro agora Bill... — falou firme
- Não! Não enquanto não ouvir o que tenho a dizer... — falei olhando para a pista
Depois de alguns minutos, chegamos a um parque que para minha sorte estava totalmente vazio. Desliguei o carro e a fitei.
- Eu peço que me perdoe Nanda, por tudo o que fiz, não só pela forma que falei com você naquele dia, mas também por todas as outras vezes que eu agi como um idiota com você, eu juro que se eu pudesse voltar no tempo eu faria tudo diferente... Só peço para que me dê uma chance para eu mostrar que eu mudei em relação a você... — falei — Você me perdoa?
Ela pareceu ficar pensativa, seu olhar era distante e ela mantinha uma expressão que eu não conseguia decifrar. De uma forma ou de outra, eu estava com um pouco de medo de sua resposta, com medo de ela não me perdoar e eu nunca mais a ter por perto, com medo de perdê-la de vez.
P.O.V Nanda
Eu estava confusa, meu orgulho dizia para não perdoa-lo, porém pelo outro lado, meu coração dizia que sim... Eu parecia estar perdida em meus pensamentos, eu olhava fixamente para o nada, talvez uma forma de buscar uma resposta...
- Eu... — ele pareceu ficar nervoso — Eu perdoo você, afinal eu errei também e...
Ele me interrompeu puxando-me para um abraço dizendo:
- Obrigado, obrigado por me perdoar, eu já estava ficando louco com esse seu silêncio e... — falava ao mesmo tempo em que me fitava, sua voz foi perdendo o volume, até ele se calar.
Ele olhava dentro dos meus olhos, às vezes desviando o olhar para meus lábios. Eu sabia o que ele pretendia fazer e eu não queria o deixar prosseguir, afinal ele só parecia querer brincar comigo e isso me machucava. Ele tinha uma namorada e ao mesmo tempo queria me beijar, isso me fazia acreditar que para ele eu não passava de um mero brinquedo.
Seu rosto foi se aproximando do meu, e quando eu senti que já estava perto demais, o afastei.
- Não... Eu te perdoei, mas isso não significa que possa brincar comigo! Você tem uma namorada, se quer beijar, que a beije e não a mim! E além do mais, eu tenho o Adam e não seria capaz de traí-lo de tal forma... — falei e ele pareceu ficar triste (?) — Agora vamos, me leve até em casa, já que agora não adianta mais eu ir para o trabalho porque já estou bastante atrasada!
- Tudo bem... Vamos! — concordou
Durante metade de nosso percurso ficamos em silêncio, permaneceríamos assim se não fosse por ele.
- Então, disse que está trabalhando... Onde? — perguntou-me
- Na redação da revista Stars! — respondi
- Uhm... Então finalmente trabalhando em sua área! Parabéns! — falou
- Obrigada — respondi
Não conversamos mais nada depois daquilo até chegarmos a minha casa.
- Bom, está entregue... — disse ele
- Obrigada! — respondi fazendo menção de sair do carro
- Nanda, espera... — ele disse segurando minha mão
- O que foi? — perguntei
- Então, agora que já está tudo resolvido entre nós... Uhm, então... — ele parecia se atrapalhar com suas palavras — Amigos?
Sorri com a pergunta e suspirei antes de responder.
- Sim, amigos... — sorri mais ainda, logo em seguida dei um beijo em seu rosto e saí do carro.
Finalmente tudo parecia se acertar entre nós, não exatamente do jeito que eu queria, mas de qualquer forma era maravilhoso.
Notas finais
Küsse :***
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