Spiritual Power
3 Capítulo 3: Desafiando um Sacerdote
Notas iniciais
O vento soprava forte fazendo seu sobretudo preso apenas por um botão e seu cachecol enrolado ao pescoço balançarem conforme o vento. Willian possuía duas espadas em sua cintura e permanecia quieto em cima de uma antera no topo de um enorme prédio no centro de São Paulo. Estava pensativo e inquieto até que alguém quebrou o silencia com um grito:
- Willian!
O jovem olhou em direção a aquele que o chamava, passou a mão por seus cabelos e disse:
- Meu cabelo está muito bagunçado?
- É... – gaguejou um pouco e continuou. – Isso não importa! Parece que você esta sendo desafiado!
- O que? – gritou Willian – O que esses malditos têm na cabeça ao me desafiarem? Deviam desafiar o Rafael que é o mais inútil de todos.
O garoto agachou ainda se equilibrando na antena e começou a socar o ar, imaginando o rosto de Rafael ali.
- Droga! –continuou ele. – Não tenho escolha, não é? Então vou logo dar uma surra neste infeliz! Diga-me aonde ele esta?
- Ele esta na frente do prédio da tropa governamentista!
A tropa governamentista são os policiais do governo. Aqueles que controlam e colocam ordem em todas as policias da cidade, garantindo que eles cumpram com suas obrigações e que não abusem de seu próprio poder. Também servem para agir em casos mais sérios em que a policia normal não consegue agir. A tropa governamentista é controlada pelos alquimistas, pessoas que através da ciência adquiriram habilidades baseadas na troca equivalente (mais detalhes vide Full Metal Alchemist). O líder da tropa é o General Ronald, que recebe ordens diretas dos Sacerdotes do Governo.
Willian pulou a uma incrível velocidade para o prédio do lado e continuou pulando pelos prédios tão rapidamente que mal dava para vê-lo, em pouco tempo ele sumiu da visão de Fred, o jovem que foi comunicá-lo sobre o desafio, e logo chegou ao seu destino, aparecendo do nada na frente do seu desafiante, que com o susto pulou para traz, já puxando sua espada.
- Nossa você esta preparado mesmo em! Não vamos perder tempo então, vamos logo para a luta.
Willian desembainhou uma de suas espadas e encarou o desafiante seriamente. O adversário um pouco trêmulo por causa do susto, ainda tentava entender a situação.
- Ei maldito! – brigou o homem. — Como você aparecer assim do nada?
- Foi você que apareceu do nada! Eu estava sossegado descansado, quando me veio o recado de que você me desafiou! Você deveria ir desafiar o Rafael, ele é o único que você pode vencer, se você lutar comigo eu vou acabar te matando e ai “ela” vai brigar comigo!
- Não brinque comigo! – o homem gritou e saiu correndo em direção a Willian. – Crianças não devem controlar o mundo!
Em apenas um golpe de espada, Willian desarmou o adversário e colocou a lamina de sua espada em seu pescoço, encarando-o com raiva.
- Criança? Mesmo eu sendo jovem, você não sabe pelo que eu ou qualquer um dos sacerdotes passamos para chegar neste lugar! Então não venha com esse papo de crianças! Somos muito mais maduros do que muitos preguiçosos que nem você que acha que é só encontrar uma Kanata que já se tornou capaz de desafiar um Sacerdote! Muito treino é necessário para ficar forte!
O garoto respirou fundo, tirou a espada do pescoço do adversário e guardou-a.
- Agora suma daqui! – gritou, enquanto chutava a bunda do homem, fazendo-o correr.
- Mas que menino mais bravo! – disse alguém atrás de Willian. – Você deveria tomar algum remédio para curar essa “braves” toda.
Willian virou, já reconhecendo a voz, confirmando que se tratava de Rafael. Encarou-o seriamente e respondeu:
- O que você faz aqui verme, não estava em uma cidadezinha no interior com o Matheus?
- Não estou mais, Baka! – respondeu Rafael sorrindo. – Eu o deixei lá pesquisando com o meu grupo sobre a aparição dos hollows, já que eu preciso ir para a ilha da coroa falar com a...– Rafael diminuiu a voz e sussurrou. – Karlinha!
- Ah maldito! – gritou Willian. – Não vou permitir que você fique sozinho com ela! Eu vou junto!
- Não vai não! – riu Rafael. – O assunto que tenho que falar com ela é particular.
- Filho da mãe! – Willian se acalmou e voltou o ar tranqüilo de antes. — Vai falar sobre a pedra não é?
Rafael apenas sorriu e não respondeu, entrando em seguida na sede da tropa governamentista.
A ilha da coroa era o lugar onde ficava a tríplice coroa. Era um lugar onde apenas os grupos sacerdotais, os conselheiros e a cavalaria real podiam pisar. A cavalaria real era um grupo de cavaleiros treinados pelos próprios sacerdotes que possuem a missão de proteger a ilha ou para impedir guerras em outros países.O único meio de chegar à ilha real é por um trem que passa por debaixo do oceano e que sai e chega apenas a cada 8hrs. A segurança nele é reforçada pelos cavaleiros e ainda é no meio da sede da tropa governamentista, ou seja, cheia de policiais do governo e alquimistas prontos para proteger o local. A ilha real era a mais segura de todas as ilhas do governo, uma ilha totalmente impenetrável.
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