Spiderman - Suffering Side
2 Capítulo I - Em busca de vingança
CAPITULO I
A morte de seu tio fora algo que Peter nunca se esquecera, a vingança por aquele que amava se tornara numa busca interminável pelo verdadeiro responsável que o próprio jovem o vira fugir e não o parou, desconhecendo as suas próximas intenções. Se assim o soubesse, o seu maior sofrimento nunca o tivera assombrado durante estes anos. O seu falecido tio, Ben, fora aquele pai que Parker nunca tivera, aquela pessoa que tomara conta dele mesmo com grande atenção, preocupação e carinho, mas a sua vida chegara a um injusto fim pelas mãos de um maníaco.
Os becos sempre foram aqueles certos locais onde o negócio era, maior parte das vezes, seguro da polícia devido à sua escuridão e ausência de população. Pelos nevoeiros que decorriam por aquela noite na cidade de Nova Iorque, um grupo de duas pessoas vestindo gorros em suas cabeças e armados, esperavam por seu sócio. Era apenas uma noite de trabalho para aqueles tristes negociantes, a venda de droga era sua vida, sua maneira de viver. O que interessava mais a Peter, era seu patrão, um homem que ele reconhecia bastante. Ele observava com as máximas das atenções a ambos os homens que, vestindo os seus casacos de cabedal, escondiam o verdadeiro produto de quem fosse a testemunha da acção. A sua sorte fora que, aquele beco se encontrava nas traseiras de um restaurante, dando um espaço mais isolado.
A espera pelo cliente se tornara curta ao ver uma carrinha branca se aproximando, de facto, era o único veículo que passava por aquela rua devido às tardes horas. Os faróis do mesmo eram praticamente a única fonte luminosa que era possível encontrar de momento. A carrinha se encosta em frente do Restaurante e o seu condutor sai. Antes de se encontrar com os dois indivíduos, ele olha em sua volta, querendo procurar uma certeza se o local estava realmente livre. Como os seus negociantes, o indivíduo tinha um gorro escuro em sua cabeça, tentando esconder melhor sua face para que caso sejam encontrados, este não seja procurado pela polícia.
-Aqui tens as merdas – Um dos dois diz de imediato, retirando um saco de um dos bolsos interiores de seu casaco – Agora não demores, a bófia de vez em quanto ronda o local. O desgraçado do Bill foi apanhado a traficar durante o dia, a partir daí começaram a tomar mais atenção ao movimento aqui perto.
-Nem eu quero permanecer aqui durante mais algum tempo, aqui têm o vosso dinheiro. Espero que isto não seja nenhuma farsa senão eu fodo-vos os dentes, entendido?
O outro se ri, achando um absurdo à conversa do cliente.
-Tu deves de ser um ignorante para carago, não? – Este, rapidamente, retira uma pistola do bolso de suas calças, ameaçando o homem – Tu tens a noção que eu posso-te arrebentar os miolos aqui mesmo? Tem cuidado com o que dizes! Tu certamente não conheces o nosso patrão! Com uma única ordem, o bairro todo estaria atrás de ti, entendido?
Olhando para o seu lado esquerdo, o negociante esperava pelo apoio de seu colega, o único que certificava de que as suas ameaças não resultassem de um assassinato devido à sua enorme língua. Ele fica nervoso, olhando para a escuridão que estava atrás de si devido à ausência de iluminação.
-Crab…? Onde estás man? – O silêncio e a falta de resposta criara um medo no traficante, ele sentia-se ameaçado pela desconhecida presença de algo que se escondia nas trevas daquele beco – Fodasse, não estou aqui para brincadeiras!
A primeira chamada vinda da escuridão fora uma substância forte e viscosa que o ataca em sua face, fazendo-lhe cair no solo. A sua visão se embaciava, vendo uma imagem pouco clara de quem fora aquele que o assaltara sem qualquer aviso ou sinal.
-Que merda é esta? – As suas mãos se enchiam do mesmo que se encontrava empastado em sua cara após tenta-lo retirar de sua visão sem qualquer resultado positivo, pelo contrário. O pânico de não conseguir avistar a ameaça se instalara rapidamente, a escapatória parecia impossível naquelas circunstâncias.
O homem da carrinha não conseguia fazer mais nada senão mirar para a personagem que se encaminhava para o rufia, no entanto, ele tinha a noção de quem ali se presenciava no beco com eles, Spiderman. O seu icónico fato se revela ao aproximar dele, uma necessidade de fugir é vinda. Ele entrava na sua carrinha branca, receoso de que o herói o capturasse e este fosse entregue à esquadra mas, pelos vistos, escapara de imediato. Não houvera perseguição, não houvera nenhuma acção vinda do Aranha, Peter tinha outras intenções e preocupações em mente para além de trazer bandidos à polícia.
Spidey olha para o negociante durante alguns segundos, apreciando o grande medo que ele demonstrava, assim como a sua maneira de viver. Que caminho triste a vida de um homem poderia seguir, contudo, assim para a seguir não era muito difícil. A inteligência individual o fazia dessa maneira. Era momento de saber as respostas queridas. Parker pega-o pelo seu casaco de uma maneira ameaçadora, querendo transmitir um sentimento de medo nele.
-Trabalho nocturno? Pagam-te horas extras para fazer isto diariamente?
O indivíduo mostrava-se intimidado em relação a Homem-Aranha, mas o seu orgulho como um grande mau não se ausentava, nem mesmo nas piores das situações. A grande reputação de chefe do bairro o fazia o homem que era, era o único respeito sentido pelo mínimo número de pessoas que rodeavam a sua área.
-Podes-te ir foder! Quem se veste como tu? Pensas que estamos em algum Carnaval?
-Resposta errada amigo!
Sua mão agarra com todas as suas forças na nuca do criminoso, retirando-lhe o gorro que vestia. Os cabelos de trás eram puxados com grande esforço, a dor era inacreditável, mas isso não fora o suficiente. O Aranha o lança contra uma das duas paredes de tijolo, uma pertencendo ao restaurante e a esta pertencendo a um longo apartamento. O sangue lhe viera à boca, originando-se em sua testa.
-Eu não estou aqui para brincadeiras, agora me responda às minhas perguntas, compreendido? – Uma resposta silenciosa lhe fora transmitida devido à enorme dor que o outro sentia – Quero que me diga onde se encontra o seu chefe, não demore muito!
-Porque, quer você saber…? – O seu falar se tornara gago e fraco, mal conseguia raciocinar correcto.
-Não preciso de lhe dar satisfações, agora me diga!
-Saint Lous St…no apartamento ao lado da loja “Billy’s Clothes”…ele está na porta 46...
-Muito obrigado pela sua colaboração – Ele lança o rufia ao chão, antes de desaparecer novamente.
Um enorme salto do Aranha dera a forte impressão que o mesmo se encaminhava para as nuvens escuras nesta noite em Nova Iorque, como se os seus poderes lhe dessem a habilidade de voar. Muitos assim o acreditava, no entanto a verdadeira resposta se encontrava na maneira de como o herói controlava suas teias para “caminhar” pelos céus. Uma outra pergunta ainda se mantinha, onde se encontrava o restante rufia? Crab estava amarrado por um fio de teia num candeeiro, de momento não dando qualquer sinal de luz. Ele já perdera os seus sentidos devido ao enorme susto que apanhara, não era sempre que alguém se deparava com o “amigo da vizinhança”, Spiderman.
Saint Louis St. era conhecido pela sua vizinhança de criminosos e traficantes, não haveria dúvida de que o homem que Peter procurava ali se encontrava. O tempo estava tarde e Parker sabia que iria ter aulas no dia seguinte, ou seja, na próxima manhã e que iria ficar com pouca capacidade de se concentrar durante as lições, mas a sua determinação pela busca daquele homem por intermédio de seu sofrimento e raiva, era enorme. Esse momento não poderia esperar, e agora que as suas habilidades foram aperfeiçoadas, ele estava mais próximo de alcançar o seu objectivo do que anteriormente, contudo havia algo que ainda não estava bem controlado, a sua raiva.
A rua também tinha uma certa ausência de iluminação, mas mesmo assim os candeeiros que assim a davam eram os suficientes para poder ver. Havia um enorme apartamento de tijolo e ao seu lado um campo de basquetebol separado por redes de aço, ali se encontravam os rufias durante o dia, Peter já lá os vira incluindo Crab e seu parceiro. O edifício era triste, não tinha qualquer sinal de cor ou de feitio, era apenas estreito e com uma cor branca, suja da sua idade. A higiene também parecia ser um factor em falta naquele local. Em frente do apartamento, estava um carro luxuoso e descapotável negro, um carro vermelho e um mais velho Cutlass Supreme azul, que tinha falta de tinta em certos cantos de sua superfície. Spidey estava em no topo de um edifício que se encontrava deparando o apartamento. Este o vigiava bem, tentando procurar alguma maneira de lá entrar. As janelas estavam todas inteiramente fechadas, era visível uma luz ligada por detrás dos cortinados, isso é estranho, a estas horas? O seu palpite apontava que ali se encontrava o homem que ele buscava com grande ódio, mas, como ali entraria? Poderia tentar averiguar se esta se encontrava trancada mas, se por sorte não estivesse, o bandido ouvia o seu abrir e o mataria num instante. Ele tinha que ser silencioso como uma pena, tinha que ser tão leve como o vento, nada de movimentos bruscos nem de acções que transmitissem qualquer tipo de barulho. Acima de tudo, não poderia ser descoberto, pois, isso chamaria muito a atenção de todos os criminosos armados que ali dormiam. Como por sorte, a dupla porta se abre, mostrando dois homens vestidos de uma forma semelhante aos que ele enfrentara no beco. Um deles estava fumando um cigarro enquanto o outro falava com ele sobre algo que o parecia, numa maneira, irritar.
-Eu não sei que caralho é que eles foram ali fazer! Bro, eu tenho a puta de uma mulher para alimentar! Deve de achar que agora isto está fácil, não?
Não havia dúvida que ali era o que o Aranha buscava, aqueles dois faziam parte do mesmo gang, trazendo uma enorme ligação ao seu patrão que deveria estar esperando pelos restantes em seu quarto com sua prostituta. Agora que a porta se encontrava aberta, era a maior oportunidade que Spiderman teria para entrar no apartamento, apenas necessitava de capturar os dois homens que ali estavam, ao mesmo tempo protegendo a reunião de qualquer sinal da policia ou até mesmo, vendo se miravam os outros traficantes. Como voando, o Aranha agora fora para o edifício em sua frente. O maior medo que tivera enquanto atravessando pelo céu, fora a captação da sua presença, isso não poderia acontecer! Seria perigoso demais! Felizmente, nenhum dos dois o vira passar, enquanto o outro continuava falando, o criminoso acendia outro cigarro tapando-o pela sua mão para evitar qualquer contacto com o leve vento que passava pelo ar.
-O Carradine ainda os está esperando, se aqueles incompetentes não trazerem o dinheiro, ele os mata!
Aquele nome…aquela referência fora a confirmação do individuo que era seu patrão. Carradine fora o homem que matara seu tio, Ben Parker e agora que ele obteve a afirmação que o mesmo se encontrava dentro do edifício, o fizera apertar sua mão de raiva. Agora estava mais determinado que nunca para o encontrar e fazê-lo sofrer por o que ele fizera! O que Peter estava fazendo agora, fora fruto do sofrimento da morte de seu tio. “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, estaria ele a seguir sua responsabilidade ao tentar matar aquele homem? Isso nunca passara por sua cabeça, pois, ele apenas queria vingança acima de proteger os cidadãos de Nova Iorque, nada mais importava neste momento.
Ele já se habituara ao trabalho de herói, até que um dia ouvira a conversa de dois rufias, os mesmos que ali estavam guardando a entrada. Ele estava caminhando por essa mesma rua, Saint Louis St, caminhando para sua Universidade até que se deparou com os dois. Ele não se mostrou de imediato, encostou-se a uma parede com intenções de ouvir sua conversa e ganhar alguma informação.
-Sim, o Manel nos vem trazer o guito.
-Eu assim espero, por ele. Se Carradine tem conhecimento que este negócio seja uma farsa, ele arrebenta com os seus miolos sem perder tempo nenhum! Então, onde é o local de encontro?
-Fodasse, tu estás ignorante não? Quantos sítios seguros à noite tu conheces? Ao beco, pá! Ao lado do Restaurante Mario.
-Oh, não me ligues mano! Não estou nos meus dias! A puta daquela mulher não para de me foder a cabeça.
Ao assim o saber, a raiva pela morte de seu tio fora sentida novamente e estava mais do que determinado em matar o responsável pelo assassinato daquele que o amava mais.
-Nunca me esquecerei… — Ele murmura para si mesmo, lembrando-se destas recordações – Maldito…!
Ele tinha uma estratégia em sua mente que resultaria em sucesso. O primeiro passo fora lançar dois fios de teia na nuca de ambos os homens, eles certamente que sentiram algo a chocar contra sua cabeça com grande impacto. Naquele momento, era como se Peter fosse um mestre da marioneta, os dois homens encontravam-se presos em seu comando. O próximo passo a seguir fora um movimento que, para uma pessoa vulgar, seria um atentado suicida. Ainda agarrando a teia, este vira-se de costas preparando para fazer uma acrobacia numa antes concebida e terminada com o bem estar da pessoa. Ele dá um grande mortal pela beira do terraço. Enquanto se aproximava do chão, Spiderman não sentia medo, apenas uma forte tranquilidade enquanto sentia o vento a tornar-se numa grande força refrescante que passava pelo seu corpo e fato. O solo estava a poucos centímetros dele e foi quando este cruza suas mãos com força e os dois homens atingem um ao outro, batendo com suas cabeças e perdendo os seus sentidos. A entrada agora se encontrava limpa, fora da segurança de nenhum bandido residente do apartamento.
Tal como no exterior, não havia muita iluminação no interior do edifício. A melhor maneira de se cobrir de qualquer encontro com os rufias seria progredir pelo tecto. Haviam garrafas e papéis no chão, mostrando a grande falta de higiene que havia no local daqueles residentes, de facto, Peter pensava para si mesmo que o próprio Carradine era o dono deste triste local. O dinheiro que ganhava na sua droga parecia não ser o suficiente para construir um bom apartamento, ou talvez, não tivesse tido muito progresso na sua carreira após da morte de seu tio. A policia deveria de rondar a zona muitas vezes, o problema é que nem eles mesmo sabiam que aquele homem era o verdadeiro assassino de Ben Parker, Peter era o único que assim tinha conhecimento. Ainda se lembrava de quando vê o homem com um saco de cabedal, cheio com algo que ele assemelhava ser notas mas, ele não o deteu. Apenas o viu passar e após uns segundos, ouviu o grande tiro mortal que tirara a vida do amável homem que era seu tio Ben. Ele assim o chamava, “Tio Ben”.
Ali chegara. Ele se deparava com a porta que lhe daria ao homem que era Carradine, a sua grande procura estava chegando a um final, estava chegando à grande conclusão que Peter tanto esperava. Antes de entrar, ele encosta seu ouvido à entrada de madeira, calculando o número de pessoas que ali se encontravam.
-Eles estão demorando muito.
-Calma, talvez estejam à espera do Crab e do John, nunca se sabe.
Uma voz mais forte e autoritária se ouve:
-Pois, mas eu não estou com paciência de esperar muito mais! Seu eu sei que aqueles gajos me estão enganar, eu fodo-lhes todos!
Havia, pelo menos três contando com Carradine. Era livre para entrar ao ataque! Spidey se preparava para o grande momento, o momento que ele buscara depois de tanto tempo em agonia, tendo pesadelos durante a noite de sua cara. Um destes fora muito doloroso: ele imaginara o criminoso matando sua tia May, a única que o restava em sua família. Isso nunca poderia acontecer, nunca!
A sua rápida e imediata entrada naquele pequeno e único quarto assustara os três indivíduos que se encontravam esperando pelos outros rufias. Eles sentiam o forte medo e ameaçados sabendo a forte reputação de Spiderman contra os criminosos da cidade.
-Caralho! Disparem, disparem! – Carradine ordena, exaltado pela sua inesperada chegada.
Realmente aquilo fora uma surpresa que nunca se pensara em acontecer, ele assim pensava. Também explicava o desaparecimento de quatro dos seus homens, agora já sabia o culpado para tal. Mas ele não conseguia imaginar a razão do seu ataque! Ele sempre soube que este dia poderia acontecer, pois, o seu reinado de crime fora longo mas ele agora apenas trabalhava nas sombras e o único crime que fazia era o tráfico, essa poderia ou não ser a razão da sua chegada.
Qualquer tiro que lhe lançavam, eram esquivado pelos movimentos rápidos e flexibilidade do Aranha. Ele dava repentinos movimentos passando pelas paredes, chão e tecto, nada lhe atingia. Ele tinha aquela rapidez e agilidade que nunca seria encontrada por mais ninguém, pois, ele tinha aquele dom original que assim o dava estas habilidades. Com o lançar de duas teias cruzando Carradine que se encontrava no centro de ambas, Spiderman os lança com grande violência contra a parede os deixando desmaiados e incapacitados de fazer qualquer movimento ou acção contra ele. Agora apenas restava o grande patrão, agora chegara o glorioso momento de vingança. Ele pega o bandido pelo seu pescoço utilizando uma única mão, o sentimento era bom, ele realmente sentia-se maravilhosamente por tê-lo em suas mãos. Tudo estava a correr como ele queria à muito tempo.
-O que queres de mim? Que raio é que eu te fiz! – O bandido exclama em pânico, não estando a perceber as suas intenções.
-Lembras-te daquele homem que mataste o ano passado? Sim, tu sabes quem é! Ben Parker! – A expressão de Carradine mostrava puro choque, ele começara a reconhecer quem ele era e o que pretendia. Ele sabia em sua mente, que isto tudo era um acto de vingança, um que não conseguia escapar – Eu sabia que tu ainda te lembravas! Tu mataste aquele homem, o meu tio. Eu não te perdoarei.
-Ha, desculpe….desculpe! – O grande homem das ruas agora mostrava o verdadeiro cobarde que ele realmente era. Tudo que ele falava sobre o seu reino, era tudo uma farsa. Ele era apenas um pequeno homem protegido por um elevado número de pessoas como ele! Ele agora, não passava de um cobarde com medo de se sentir desprotegido, com medo de enfrentar a sua real ameaça, o mesmo homem que perdera tudo pelas suas mãos! – O que me vai fazer?
Com a restante mão que se encontrava disponível, ele abre a janela que estava por detrás dele.
-Não, não por favor!
-Aposto que Ben também lhe disse isso antes de você o ter morto…
Carradine estava sem palavras. Nunca se encontrara num momento mais perigoso, numa tivera um ataque de sentimentos mais forte como neste mesmo momento! Ele não sabia o que dizer, apenas sabia que o fim da sua vida estava chegando e sentia muito medo.
-O que eu vou fazer hoje fora o que eu queria fazer há muito tempo, Carradine! Não passa de agora! Você vai sofrer por que fez ao meu tio!
A altura se aproximava, Peter estava determinado em o lançar para as estradas daquela imensa altitude sem qualquer remorso ou segundo pensamento, esta era a vingança que ele pretendia desde o primeiro momento que vira seu tio deitado no chão, dizendo as suas últimas palavras no cimento. “Peter, lembra-te, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Nunca te esqueças disso e, por favor, cuida da tua tia e lhe diga que eu a amo muito…”. No entanto, algo o detém de praticar tal acção, alguém que Spiderman sabia que podia confiar, alguém que também se preocupava com decisões do jovem adolescente. Após o som de a libertação de vapor quente e chamas, alguém aparece na mesma janela onde Carradine iria cair para o poço de sua morte.
-Peter, não o faça, pelo seu bem – Homem de Ferro lhe diz, retirando a cobertura de sua armadura robótica na zona da cara, mostrando-lhe a sua expressão que demonstrava preocupação por aquele jovem.
-Vai-se embora, Stark! Eu esperei por este momento durante noites! Durante estes meses eu tenho sofrido com a morte do meu tio e…eu não consigo…eu tenho que o fazer!
-Recue Parker, você está confuso e não sabe as consequências do que está a fazer. A policia irá investigar e encontrar você, você irá preso por homicídio! Mesmo com os seus poderes, a sua escapatória piorará a situação! Por favor, não o faça, tu não és aquele que procura vingança, esse é apenas a sua faceta alternativa, tu a consegues ignorar e seres aquele que sempre foste. Pense na sua tia e na desilusão que esta teria se você fosse detido, imagine só no sofrimento que ela passaria. A morte do seu tio não lhe afecta exclusivamente, May está sentindo uma grande dor igualmente.
Tony tinha razão, ele assim o sabia. O que estaria ele a fazer? Este assim o pensava após as fortes palavras de Iron Man. Mesmo que se vingasse, a morte não é compensada com morte, isso é desumano e Peter sabia que ele não era esse tipo de pessoa. A sua busca por vingança fora detida, e se o bilionário ali não tivesse aparecido para o deter? A vida dele acabaria. O que sua tia pensaria? A perca de seu marido, de seu amor seguido pela perseguição da única família que lhe restava seria demais para a inocente May aguentar. Spiderman recua, não olhando para Stark nos olhos enquanto este o mirava largando Carradine. As incertezas de Peter o faziam deprimir imenso, ele não sabia o que fazer na vida após ganhar aqueles poderes! Esta seria a responsabilidade que ele tinha que tomar, a tal que o seu tio lhe referira antes da sua morte.
-Deixa esse safado aí, eu o levarei para a esquadra – Ele o diz, entrando pela dupla janela aberta – Vá descansar, esqueça tudo isto e deixe-o comigo.
Parker começa a chorar de todo que sentia, de todo o sofrimento que se acumulara ao longo do tempo em que seu dom se tornará a sua principal qualidade, seu principal consumidor de tempo e o criador de seu alter-ego.
-Peter…não se preocupe, com o passar do tempo você irá aprender a lidar com esta situação – Stark parecia seu tio a falar com suas palavras sábias que o ajudavam imenso a ultrapassar as dificuldades.
-Tony…muito obrigado, sem você eu não sabia que raio me iria acontecer.
-Tem nada que agradecer, Peter – Iron Man agarra no patife que não se atrevia em mexer um único músculo, vendo que se encontrava com os dois maiores heróis da América. Ele sai pela janela, voando – Até à vista, e lembre-se, eu estarei disponível para o ajudar sempre que precisar.
Peter ali estava sozinho, reflectindo no que estava, quase acabando por fazer. Aquela antes desejada acção estragaria sua vida para sempre, nunca se perdoaria a si mesmo após a sua vingança estar comprida. Ele tinha que tomar a tal responsabilidade, fruto de seu dom até ao fim. Sempre ser o herói exemplar e não aquele em que o seu objectivo se constrói numa busca por vingança. E de pensar que teria aulas no dia seguinte, a lição seria, maior parte, ignorada com o seu enorme cansaço.
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