Notas iniciais
sim isso não é um sonho eu estou atualizando a fic Eu queria primeiramente agradecer a Sheilinha e Morgana pela força imensa por não desistir de mim, mesmo que eu quase tenha desistido. Estou passando por problemas horriveis e isso minou um pouco a minha inspiração, outra coisa é que estou sem PC de vez agora então tá muito complicado atualizar, mas aqui vai mais um caps dessa fic delicia que eu amo tanto ENJOY

Bem tarde aquela noite, Kárdia e Milo fumavam sentados nos degraus do pavilhão dos oficiais, o General não estava preocupado com a missão do dia seguinte porque a achava uma perda de tempo.Sua experiência lhe dizia que não conseguiriam salvar Pandora nem Aiacos, o hibrido há muito estava perdido.

– A garota está morta e Aiacos está perdido. – Kárdia jogou a fumaça para o alto sem encarar o irmão – Não é preciso ser muito esperto para entender isso.

– Hades deveria salvá-lo antes, deixando-o morrer ao invés de colocá-lo no programa HIBRIDOS. Era o que eu faria por alguém que amo, não transformando ele em um monstro homicida.

– Quem diria que eu ia ver meu irmãozinho bom vivant fazendo discurso de amor. – Kárdia gracejou e Milo revirou os olhos – Estou gostando de ver é sério! – Milo olhou para o outro escorpiano com uma cara de descrença – Milo você não sabe o quanto secretamente eu rezei para que encontrasse alguém que fizesse você viver novamente, uma vida normal longe da guerra, sem vingança... Esquecer o passado.

– E você se incomoda que ele seja um hibrido Kárdia? – Milo fitou o irmão com atenção, assim como ele Kárdia também por muito tempo nutriu certo sentimento de ódio e vingança pelos Engies e pela invasão da Terra. Foi graças a ela que eles perderam toda a família.

– Camus é uma boa pessoa ou você não se apaixonaria por ele, – o mais velho bateu no ombro de Milo e apagou o cigarro sob a bota – confio no seu discernimento. Agora me deixe ir tirar Dégel daquele quarto ou ele alugará Camus por toda a noite e eu sempre quis saber como é a acústica dos quartos dos pavilhões do regimento.

– Rá! Quero ver você convencer o senhor certinho Chateaubriand a transar com você aqui. – Milo soltou um risinho – Ele preferiria morrer a alguém escutá-lo na ala.

– Vai rindo, eu não duvido que você coma na mão daquele francês também.

Kárdia subiu os degraus de dois em dois e Milo ficou ainda terminando o seu cigarro torcendo para que o irmão convencesse Dégel a ir dormir e deixar Camus e ele em paz.

***

– Estarei nos testes amanhã e vigiarei tudo de perto, Milo me disse que designou Marin Craig para acompanhar os testes e Shura incorporou Kannon à equipe dele, então nós estamos cobertos, não vamos deixar o Aguille passar dos limites. – Dégel brincou com uma mecha ruiva entre os dedos pálidos. Camus estava deitado na cama e Dégel sentado ao seu lado – Aqui é a única divisão em que vejo os soldados com os cabelos do jeito que querem, agindo normalmente...

– Aqui é uma grande família, Milo não se importa com o modo como se veste desde que nos treinos e missões tudo esteja nos conformes e todos são bem sérios a respeito disso. – Camus deu de ombros – Mas é só também, você devia ver os treinos.

– Você o ama Camus?

– Sim, não deveria, mas amo aquele grego encrenqueiro. – Camus sorriu de lado e Dégel sorriu também

– Apesar de ter sido duro com ele, eu não escolheria ninguém melhor para cuidar de você mon ange. Milo assim como Kárdia é cheio de defeitos, mas é acima de tudo leal e apaixonado e verdadeiramente sincero nos seus sentimentos e ele me disse com todas as letras que o amava então eu aceito isso.

– Porque não me contou de Kárdia Dégel?

– Por que não houve tempo... – Dégel desviou o olhar para a porta – Eu confesso que esperava voltar e conversar com você com calma e explicar tudo que tem acontecido na minha vida e apesar de ser meu irmão, eu não conheço você o suficiente para saber como você ia reagir a uma noticia dessas. Você imaginaria que eu poderia me apaixonar por um homem e ainda alguém como Kárdia? O furacão em pessoa! Eu que sou tão sensato e centrado?

– Guardarei o seu segredo Dégel. – Camus riu deliciado deixando Dégel ainda mais rubro de vergonha por estar se confessando ali.

Kárdia apareceu nesse momento entrando no quarto sem bater muito dono de si olhando Dégel como os gatos olham para um canário. Camus observou em seus pensamentos como o mais velho dos Savalas era tão sensual e arrasador quanto Milo, com a diferença de que Kárdia tinha uma aura selvagem mais madura que Milo e ainda sim tentadora.

– Dégel estão chamando você no alojamento 302. – disse o grego interrompendo a conversa dos irmãos.

– Camus boa noite, eu preciso ir. – Camus assentiu e Dégel se foi com Kárdia que apenas acenou para o ruivo e saiu levando o outro aquariano dali. Demoraram apenas uns minutos para ouvir as botas pesadas de Milo subindo a escada e em seguida sua figura loira invadir o quarto.

Milo tirou a camisa e as botas se jogando na cama sobre Camus que o enlaçou pelo pescoço recebendo os lábios carnudos nos seus.

– Você tem missão amanhã General Savalas. – ronronou Camus quando sentiu as mãos quentes de Milo invadirem sua camiseta e acariciarem o peito e as costelas, os lábios passeavam livremente pelo pescoço alvo.

– Será um passeio essa missão Camus. – retrucou Milo ainda com o rosto enfiado no pescoço do ruivo, as mãos já tinham desabotoado as calças de Camus e estavam trabalhando na ereção crescente do ruivo que gemeu baixinho – E nada me deixa mais disposto que você amor.

Sem aviso Milo desceu rápido para abocanhar o membro desperto do francês sugando a glande com força para então lamber a extensão generosa de forma lenta e provocativa, fazendo Camus se arquear na cama. Ainda chupando o ruivo, Milo o livrou da cueca e da calça traçando com a língua e os lábios um caminho de perdição sobre o abdômen definido até chegar aos mamilos, que sugou com vontade enquanto ajudava Camus a tirar a blusa.

– Você é lindo... – sussurrou rente aos lábios vermelhos entreabertos e arquejantes, as mãos de Camus não estavam paradas também, indo e vindo nas costas largas, se enroscando nos cachos dourados.

– Não precisa me bajular...

– Diga o que quer Camus? – provocou o grego enquanto uma das mãos deslizou entre as pernas de Camus tocando a entrada rosada por cima, sem penetrar.

– Matar você se não parar de me provocar. – respondeu Camus de olhos fechados e um sorriso nos lábios vermelhos, o corpo levemente trêmulo em expectativa.

– Duvido... – Milo continuou a tortura, agora a língua rodeava o mamilo sensível de Camus e o francês segurou os cabelos do grego com força.

– Seu filho da... – Milo inseriu logo dois dedos e Camus arquejou para logo começar a se movimentar junto com aqueles dedos habilidosos e inquietos dentro de si, estava tão excitado e sabia que Milo era um sádico que o torturaria por um bom tempo ainda antes de finalmente penetrá-lo – Milo!

A voz do ruivo era um sussurro rouco, mas nem isso lhe tirava o costumeiro tom autoritário. Milo acostumara-se ao fato que Camus não era totalmente passivo na cama e aquilo o deliciava mais do que tudo porque o desafio que eram ambos na cama era o que esquentava a relação deles e o fazia querer mais e mais aquele ruivo difícil!

Se ligar a Camus daquela maneira única tornava o sexo que antes para Milo era apenas uma satisfação do corpo, uma nota única de prazer inigualável. Nunca houve em si aquela necessidade de agradar o outro em todas as formas, do prazer do parceiro ser o seu próprio ápice e pela primeira vez Milo considerava a possibilidade de se entregar a alguém de todas as formas e completamente.

Milo inverteu as posições deixando Camus por cima que o fitou confuso até o grego abrir as pernas musculosas e encaixá-lo entre elas deixando o ruivo surpreso. Desde que se tornaram amantes, Camus não cogitava a possibilidade de ser ativo para ele o que importava era estar com Milo.

– Tem certeza chefe? — Camus rodeou os mamilos de Milo com a língua, a mão massageando a ereção pulsante do grego.

–Tenho ruivo, mas calma aí que é a minha primeira vez – a voz de Milo estava entrecortada pela excitação.

– Serei carinhoso amor... Vire-se.

Milo obedeceu virando-se de bruços na cama e Camus gemeu ante a visão deliciosa do corpo bronzeado de costas, começou beijando os ombros largos até descer as nádegas redondas e durinhas e explorar o vão entre elas com a língua. Milo levantou o quadril e afundou o rosto no colchão abafando o quase grito. "Por deus estou no paraíso", pensou o grego.

Não ele ainda não estava e percebeu isso quando, depois de usar os dedos e a língua para prepará-lo, sentiu o falo preenchê-lo devagar auxiliado pelo lubrificante. As mãos pálidas seguravam os quadris de Milo deixando a marca dos dedos na pele amendoada, a expressão de Camus estava retorcida pelo esforço que fazia para se conter. Tinha que esperar Milo se acostumar à invasão.

Depositou beijos cálidos nas costas suadas e levou uma das mãos ao membro de Milo para aliviá-lo. O grego ondulou os quadris gemendo difícil, mas sem parar os movimentos, afinal apesar da dor o prazer era imenso também. Camus intensificou os movimentos e logo eram os gemidos deles que se confundiam com o barulho dos quadris de Camus se chocando às nádegas de Milo. O gozo de Milo sujou os lençóis que as suas mãos repuxaram até os nós dos dedos ficarem brancos ao mesmo tempo em que Camus preenchia o canal estreito com o seu gozo. Ambos caíram na cama, exaustos e Camus se retirou do interior de Milo que fez uma careta o grego ainda permaneceu de bruços arfante por conta do orgasmo intenso enquanto Camus acariciava os cachos dourados.

– Pensando na missão amanhã? – Camus riu sacana.

– Acredito que não vou conseguir andar depois dessa francês. – retrucou Milo virando-se para olhá-lo – Como vou justificar isso ao Patriarca? Devo escrever na dispensa “Impossibilitado de andar por conta de tora francesa".

– É uma boa justificativa. – Camus cruzou os braços sob a cabeça a expressão presunçosa

– Não seja frouxo Milo, foi só uma vez se bem... – Camus se inclinou sobre o grego e segredou em seu ouvido – Do jeito que você gozou, não duvido ter q repetir a experiência.

– Convencido.

– Resmungão.

Milo se aninhou junto ao corpo de Camus que rodeou o corpo bronzeado com os seus braços e só então se entregaram ao sono.

***

O laboratório do Centro Médico estava em alvoroço aquela manhã por conta da figura imponente e um tanto arrogante do Major Shura Aguille dando ordens e supervisionando de perto tudo. O subtenente Saga Papadopoulos aparentava tranquilidade, porem por dentro queria matar o irmão gêmeo que simplesmente sumira! Deixando-o para ele a tarefa de cobrir sua falta.

–Onde está Marin? – murmurou enquanto olhava as fichas a sua frente. Albáfica Magnusson entrou no laboratório com cara de poucos amigos olhando em volta aborrecido.

– Aguille onde está Wyvern? – o médico geneticista cruzou os braços e indagou o outro sem se intimidar.

– Ele não foi solicitado na missão? Se não aqui ele não está!

– Você solicitou algum hibrido na equipe médica?

– Não Magnusson só os híbridos que vão participar dos testes e os oficias que insistiram em acompanhar tudo. – respondeu o Major espanhol com um ar de enfado – Se já acabou pode se sentar e fechar a boca.

– Onde está Kannon? – ainda insistiu Albáfica olhando para Saga de passagem. Não sabia diferenciá-los muito bem, mas lembrava que o mais novo dos subtenentes médicos andava muito com Radamanthys ultimamente.

– Não compareceu a convocação. – Aguille olhou para Albáfica e sorriu – Será que estão juntos?

– Ah com certeza! O Kannon é quase um adolescente em plena explosão hormonal.

– Deixe-os em paz Albi e vamos começar os testes, depois notificamos a falta dos dois. –

Shura deu de ombros e abriu o som para a sala de teste e para o laboratório em que estavam os painéis de controle – Você devia aproveitar que aqui parece ter muita liberdade e dar uma escapada Albáfica. Esse seu estresse e falta de sexo!

O comentário foi ouvido por todo o lugar o que gerou uma serie de risadas contidas e cochichos que só confirmaram as suspeitas do espanhol acerca da fama do colega médico. Shura e Albáfica se conheceram há muito tempo e sempre implicavam um com o outro.

– Subtenente Papadopoulos onde estão os híbridos?

– Estão aqui.

Marin entrou na sala de controle com Ikki, Angelo, Milo, Dégel e Kárdia, enquanto Afrodite, Mu, Camus e Hyoga se dirigiam para a sala de testes. Shaka e Aldebaran foram à missão Londres que ainda incluía Shina e os soldados do Patriarca que comandava pessoalmente a missão. A Capitã Marin Craig era sempre uma visão vestida, no seu uniforme médico branco impecável. As pernas torneadas dentro das meias 7/8 e o salto. Foi para ela que todos os olhares convergiram quando foi em direção ao Major Aguille.

– Capitã Craig se apresentando. – Marin bateu continência e os oficiais presentes devolveram o cumprimento oficial, Shura a olhou de alto abaixo e estava no seu rosto bonito o quanto apreciou o que viu.

– Melhor segurar a barra Aguille. – Todos tomaram seus lugares enquanto Albáfica cochichava isso para Shura – Marin tem uma companheira que costuma comer as bolas de engraçadinhos como você no café. Shina não tem um gênio muito bom.

– Uma pena, poderíamos nos divertir à três...

– Zeus você fala como o Kannon! – Saga não conseguiu refrear o comentário do que se arrependeu assim que fechou a boca. Um rubor bonito tomou conta do rosto do grego quando sentiu o olhar escuro do Major Aguille lhe analisando.

– Ainda existe pureza em meio à babilônia. – comentou o espanhol com um risinho e em seguida se virou para o microfone – Atenção Chevalier, Ngapoi,Romanov e Strauss vamos começar com os exames, por favor deitar nas macas.

– General Savalas eu pensei que estaria na missão Londres. – indagou Dégel a Milo em um tom mais baixo.

– Fui convidado a me retirar ao dizer que a missão é perda de tempo.

–Pensei que fosse por não conseguir andar – Ikki comentou com Mascara da Morte que soltou um riso abafado. Shura e Albáfica se viraram ante o comentário com curiosidade no olhar.

– Ikki quer ficar na cozinha por um tempo? Lee adoraria a ideia. – disse Milo entredentes. Ao que parecia não havia segredos naquele regimento.

–Isso aqui parece o colegial. – Albáfica revirou os olhos.

– Nossa que humor! Pensei que já estava acostumado Albi querido e você precisa transar. – Marin ajuntou com um sorriso Candido – Vou pedir ao Mask dar um trato em você, ele gosta de flores.

Shura riu alto e voltou seus olhos para os monitores.

***

DISTRITO DE LONDRES, RUINAS DA CIDADE ANTIGA.

– Eles não estão aqui.

Aldebaran apoiou a metralhadora no ombro olhando o horizonte com um olhar irritado. Shaka e Minos pararam ao lado dele fazendo o mesmo.

– Vamos continuar. – Hades pensou por eles adentrando as ruínas da Baker Street.

– Não há mais o que procurar Excelência! Estamos o dia inteiro nessa cidade e mapeamos todo o local e nem sinal deles. – Shina suspirou e desgrudou os cabelos da testa. O dia abafado e o calor intenso estavam cobrando seu preço e mais gente concordava com Milo que a missão era perda de tempo. Não havia sinal dos Engies e de Aiacos, eles haviam saído de lá sem deixar rastros.

– Excelência. – Minos ousou se dirigir pessoalmente a Hades recebendo toda a força e frieza do olhar cinzento – Ele não está aqui e o melhor a fazer é voltar e deixá-lo em segurança na Intervenção.

– O que sabe sobre está missão criança?

– O suficiente para saber que estamos perdendo tempo e energia aqui! – irritou-se Griffon, sabia que tinha que manter respeito, mas odiava aquela pose de arrogância de Hades. Ele só estava se sentindo culpado, o que não significava colocá-los em perigo daquela maneira. Algo estava muito errado ali e Minos achava que o quanto antes fossem dali, era melhor – Não há mais nada o que fazer a...

Uma explosão o fez se interromper e então na linha do horizonte se levantou uma fumaça imensa. Os soldados ficaram logo de prontidão enquanto Minos correu e subiu de forma ágil e rápida até um prédio de dois andares para ver melhor.

– NAVE ENGIE A NOROESTE! – gritou o capitão descendo rapidamente e se aproximando do Patriarca — Precisamos tirar o Patriarca daqui!

– Solicite apoio aéreo pelo rádio. – ordenou Hades se desvencilhando de Minos – Nós vamos ficar e lutar!

– Ficar porra nenhuma! – Shaka pegou sua metralhadora e fez sinal para Shina e Aldebaran, indicando os outros soldados – RECUAR!! Minos você e eu vamos escoltar o Patriarca até os carros o resto eu quero que me dêem cobertura. VAMOS EMBORA AGORA!

Saíram em disparada voltando pela trilha que fizeram até os veículos que os trouxeram até ali. A nave Engies se aproximava bombardeando tudo na tentativa de matar os soldados e Patriarca, mas eles fora muito rápidos e logo estavam nos carros. Em uma manobra arriscada Aldebaran começou a alvejar a nave com a arma dos tanques recebendo feixes de laser de volta.

No carro em que Shaka e Minos iam com o Patriarca, com Minos dirigindo a tensão era grande. Shaka se preocupava com os amigos que ficavam para trás, mas sua prioridade era a segurança do Patriarca! Chamou apoio pelo rádio enquanto Minos acelerava e então uma rajada de tiros tirou o rumo do carro e eles tiveram que pular antes que o carro explodisse. Caíram os três por um declive de escombros até pararem na borda de uma cratera.

Minos foi o primeiro a se levantar e verificou Shaka que estava mais perto, o loiro estava desacordado, mas respirando provavelmente tivera uma concussão o melhor seria tirá-lo dali. Sentiu um alivio imenso ao ver o Patriarca se arrastar para junto deles.

– O senhor está bem? – fitou o governante preocupado e Hades por um minuto se perdeu na imensidão violácea que era o olhar de Mino. Ele parecia tão humano e tão amável! Por que Aiacos não ficara como ele?

– Precisamos de ajuda. – disse com a voz rouca, sua garganta estava irritada por conta da fumaça da explosão. Minos verificou o rádio e deu as coordenadas deles avisando sobre o Major ferido – Como ele está?

– Acho que é uma concussão... Mas a ajuda está vindo! Aldebaran e Shina ouviram meu chamado. – ambos olharam para o céu quando ouviram dois jatos militares passarem – Apoio aéreo graças a deus!

– Você é muito corajoso meu rapaz.

– É o meu trabalho senhor... – Griffon desviou os olhos sem jeito, estava intimidado pelo olhar de Hades sobre si.

– Me chame de Hades.

Griffon levantou o olhar espantado e então sua expressão passou de surpresa acanhada para uma de terror quando viu alem do Patriarca. Hades se virou para olhar o que tanto assustara o Capitão Griffon e então foi ele quem se sentiu gelar.

– Eu sabia que você viria me procurar. – a voz quente e sensual de antes agora era um grasnar gelado e se havia algo do seu antigo amor naquele ser a sua frente não existia mais. – Que bom que veio meu amor.

Minos olhou aterrado para Hades e então para aquilo que um dia chamou de amigo e estremeceu. Então Hades era o homem por quem Aiacos era apaixonado anos atrás? Aquele que o deixou em meio à dor e confusão de se tornar um híbrido?

Hades se levantou e ficou a frente de Minos e Shaka que permanecia desacordado enquanto Aiacos se aproximava cadê vez mais. Parecia mais um alienígena que humano, a pele antes bronzeada e viva parecia cinza e morta e os olhos completamente negros, estava bem maior do que antes.

Antes que ele se lançasse sobre os dois um míssil o interceptou fazendo-o voar longe com a explosão, Minos se jogou sobre o Patriarca e Shaka para protegê-los, Aiacos foi parar há muitos metros. Nem bem a poeira baixou Hades e Minos puderam visualizar sombras no meio da nevoa de terra e logo Shina se aproximava com mais soldados e Aldebaran.

– Vocês estão bem?! – ela gritou alarmada.

– Shaka está desacordado, nós precisamos voltar com urgência!

– Um jato já está esperando, a cidade foi devastada! Só havia uma nave, aquele era o Aiacos? – perguntou Aldebaran.

– Era. – respondeu Minos olhando Hades que parecia um pouco em choque – Vamos embora daqui antes que ele volte!

– Para o jato! – ordenou Shina e os outros soldados ajudaram a levar Shaka e Hades, Aldebaran e ela ficaram na retaguarda para qualquer novo ataque.

– Será que ele está morto? – Shina mordeu o lábio olhando os destroços da explosão do míssil.

– Eu espero que sim Shina. Vamos embora. – e eles partiram atrás dos soldados.