Notas iniciais
Oiieee!! Mais um caps olha só como eu sou boazinha? Queria agradecer do fundo do coração os revies da Blind Guardian e da Sheilinha queria agradecer a Morgana pelo incentivo no facebook e a todos que leem silenciosamente, embora eu realmente espero para saber o que vocês estão achando. Gente o caps tá super hot, tá um tanto divertido e finalmente mais um casal deu o braço a torcer. Então espero que vocês se divirtam com o caps como eu me diverti escrevendo. Ah fui eu que betei o caps e devo ter deixado alguma coisa porque tive que betar rapidamente i sorry

— Deus ele está insuportável! – Ângelo cuspiu no chão enquanto via Milo ordenar animado os recrutas que corriam pela floresta controlada em mais um exercício rotineiro no regimento. Milo andava mais sádico que o normal, estava feliz e parecia andar nas nuvens. A causa estava certamente no ruivo sério e aparentemente frio que estava no meio da floresta com os outros soldados. Aparentemente frio porque Máscara tinha certeza que toda aquela vivacidade do General era porque estava sendo muito bem tratado na cama.

— Melhor animado assim que com aquela cara de enterro. – Shaka comentou ao seu lado apontando com o queixo delicado para o Major Amamiya que berrava instruções aos seus homens de armação que pareciam estar sofrendo muito.

— Se arrependimento matasse... – comentou Ângelo jocoso e ele e o indiano gargalharam, Ikki se virou para os dois com a expressão carrancuda.

Um vulto correndo entre as árvores os interrompeu e Shaka fez sinal para Ângelo e juntos os dois foram conferir o que era descobrindo o híbrido Aiacos correndo rápido entre as arvores se desvencilhando dos outros soldados e das armadilhas com agilidade e rapidez. Milo acionou cinco soldados para persegui-lo e nesse momento uma explosão dentro do regimento fez com que todos parassem o que estavam fazendo para olhar a fumaça negra subindo ao céu entre as chamas, no segundo seguinte o esquadrão de vinte homens corria de volta ao conjunto de prédios rapidamente.

Minos, Radamanthys e Hyoga foram os primeiros a chegar por estarem mais próximos e em melhores condições físicas depois da manhã de treinos extenuante. O Pavilhão B era apenas um amontoado de escombros e fogo, uma equipe de soldados do hospital e do pelotão de resgate já estava no local procurando sobreviventes. Saga e Kannon estavam entre eles.

— O que houve? – perguntou Milo assim que chegou perto dos gêmeos.

— O híbrido que estava na hibernação surtou! – Saga respondeu – Ele explodiu a porra toda, precisamos ver se a equipe médica sobreviveu. Você precisa mandar uma equipe para procurá-lo na floresta!

— Já fiz isso. – Milo olhou em volta, os soldados eram treinados em técnicas de resgate também, todos já estavam ajudando a mexer nos destroços do pavilhão à procura de sobrevivente.

— Achei o doutor! – gritou Kannon do outro lado e todos correram para lá, Saga ficou onde estava com Milo porque estavam resgatando outro enfermeiro.

Minos e Camus se aproximaram de Kannon que tentava em vão levantar um bloco enorme de concreto, mas havia quase uma pilastra inteira sobre o bloco que se apoiava sobre uma viga por isso não estava inteiro no chão. No vão pequeno estava o doutor Magnusson desacordado e sujo de fuligem.

— Precisamos mover o bloco ou ele vai cair em cima do doutorzinho! – explicou o grego.

— Você não poderá mover o bloco sem mover a pilastra e não vai conseguir isso sem um trator e pelo jeito daquela viga não temos muito tempo para conseguir um. – Minos examinou os escombros com sua mente treinada e estalou a língua – A viga vai quebrar quando movermos a pilastra e o bloco vai soterrá-lo.

— Podemos mover a pilastra e o bloco ao mesmo tempo. – Hyoga se aproximou limpando as mãos. Estava perto ajudando a resgatar outro enfermeiro – Eu faço isso.

— Tem certeza? É perigoso demais e você nem começou o treinamento direito. – indagou Minos receoso olhando o russo que o encarava com um olhar confiante. Hyoga estava no inicio do seu treinamento com a telecinese, alguns problemas surgiram nos primeiros treinos e Albáfica resolvera chamar alguém de fora para ajudá-lo a controlar.

— É isso ou ver o Albáfica ser esmagado pelo bloco Minos! – Hyoga andou em volta – Tem que ser agora.

Minos mordeu o lábio, a essa altura mais pessoas estavam em volta. Milo e Camus olhavam o debate dos dois preocupados com a possibilidade do loirinho usar aquele dom estranho ali e de não conseguir controlá-lo. Máscara estava com Kannon reforçando a viga, esperando os híbridos se resolverem, Afrodite e Shaka estavam no grupo de perseguição à Aiacos.

— Saga eu vou ajudar a remover os feridos para o hospital, você precisa vir ajudar a Marin. – Shina avisou ao gêmeo que correu em auxiliá-la – Vamos lá homens! Precisamos de ajuda.

Shina entendeu que quanto menos gente houvesse ali era melhor e resolveu tomar uma atitude. Saga apressou-se em segui-la e gritar ordens também e ficando ali apenas Kannon e Máscara que sustentavam a viga, Milo e Camus, Hyoga, Minos e Radamanthys e Ikki que ainda estavam se aproximando deles.

— O que ele vai fazer? – o japonês perguntou ao se aproximar e ver Hyoga olhando fixamente para os escombros e respirando fundo.

— Vai mover os blocos de concreto por telecinese. – explicou Milo com os olhos no russo – Como os Engies.

Ikki se retesou ao ouvir aquilo, então era isso que a combinação havia feito com Hyoga? Ele poderia mover coisas, invadir mentes como os Engies superiores? Eram seletos os Engies que controlavam a telecinese e a maioria era líder de esquadrão dos exércitos alienígenas. Ninguém sobrevivia a um ataque deles.

Radamanthys se aproximou de Hyoga e colocou a mão no ombro do rapaz russo para apoiá-lo.

— Concentre-se, limpe a mente e procure a conexão da sua mente com a telecinese, foque na minha voz. – Radamanthys disse suavemente – Feche os olhos e se concentre.

Hyoga fechou os olhos e respirou mais uma vez limpando a mente de tudo até projetar em sua mente apenas o monte de escombros que prendia Albáfica. Canalizou seu pensamento a eles e com ele começou a erguer o pilar e os blocos ao mesmo tempo. Ao seu redor ofegos de surpresa, Camus estava próximo do russo assim como Radamanthys e via a marca Engies em Hyoga brilhar enquanto ele usava a técnica. Ainda não lutara com Engies que usavam telecinese e era a primeira vez que via aquilo.

Minos e Kannon se agitaram e entraram no espaço deixado pelo pilar e pelo bloco de concreto para pegar o médico que depois de um exame rápido de Kannon, descobriu-se que ele estava apenas desmaiado e com nada mais grave. Minos pegou Albáfica com cuidado e o tirou de lá rapidamente.

— Pode soltar agora Hyoga. – murmurou Camus próximo ao russo e Hyoga abriu os olhos, os orbes azuis tinham um brilho luminoso e gélido, o rosto estava retorcido pelo esforço de usar a telecinese. O bloco e a pilastra caíram no chão num estrondo espalhando uma nuvem de poeira, o loirinho vacilou e Radamanthys o amparou antes que ele caísse no chão. Hyoga sentia-se exausto, como se tivesse em uma missão de mutações e Engies lutando juntos, o esforço fora muito para ele que não tinha treinamento em uma técnica tão poderosa. Junto a isso tinha outras sensações.

— Ouço vozes. – murmurou fraco junto ao inglês que lhe cingiu a cintura tocando o rosto alvo com delicadeza – Não faça isso aqui.

— Shiu... Você se esforçou demais precisa descansar agora.

— Vou ser a piada do regimento. – murmurou ainda Hyoga de olhos fechados, estava mal e tonto e as vozes estranhas em sua mente não lhe deixavam, mas ele tinha consciência que Radamanthys estava lhe tratando como uma garota e odiava isso – Não sou uma mulherzinha.

— Duvido que alguém chegue perto de você por um bom tempo agora! – riu o inglês depositando um beijo na testa do russo quase desfalecido em seus braços enquanto acompanhava com o olhar o Major Amamiya se aproximar deles com uma expressão assassina.

— O que houve com ele? – perguntou Ikki ao chegar olhando o loirinho quase desmaiado.

— A telecinese sugou as forças dele e como já estávamos no treinamento... – Radamanthys explicou observando como Ikki estava prestes a puxar Hyoga ou dar-lhe um soco, talvez fizesse as duas coisas ou só ficasse olhando com aquela expressão aflita e as mãos pairando sobre o russo. Radamanthys estava se divertindo com aquilo – Ele não tem treinamento e a telecinese exige muito do corpo e por isso ele não poderia usar até que pudesse ter um treinamento adequado.

— E porque deixou que ele usasse?! – indignação se via no olhar índigo. Radamanthys teve de rir – Você tinha que ter levado ele daqui.

— Mas era a única maneira de salvar o Albáfica! – a insistente superproteção do outro o estava enervando.

— Foda-se o Albáfica!

— Vem russo você precisa descansar. – Camus muito senhor de si puxou o loirinho cambaleante dos braços de Radamanthys o amparando junto ao corpo e ouvindo um murmurado “obrigado Camus” – Ikki venha comigo.

— Eu estou em algo importante aqui Chevalier...

— Venha comigo agora major Amamiya! – Camus ordenou em um tom mais alto embora permanecesse plácido e todos se surpreenderam com o rompante do francês.

— Eu vou também.

— Capitão Radamanthys vá ajudar Kannon com a remoção dos destroços. – ordenou Milo ao inglês que o olhou incrédulo, mas o grego continuou a olhá-lo impassível. Ainda hesitou alguns minutos até que Milo arqueou uma sobrancelha e então Radamanthys se afastou para ajudar Kannon praguejando baixo.

— O que o ruivo pretende hein? – Kannon perguntou antes de seguir para os destroços, Minos já tinha levado Albáfica para o hospital.

— Não sei, mas acho que vai ajudar você. Agora vá ajudar o Wyvern antes que ele resolva ir atrás do loirinho, você precisa me ajudar também.

Kannon foi mais do que satisfeito fazer o que Milo ordenou o Major foi para o hospital ver os feridos.

***

— A cobaia saiu do controle durante o procedimento de recombinação, Aiacos estava em hibernação há quatro dias aguardando a resposta final do Patriarca referente à destruição ou não da cobaia e como foi autorizada a nova intervenção nós o tiramos da hibernação hoje para o procedimento.

Albáfica, Shaka e Saga e Milo estavam em reunião via videoconferência com Dégel e Saori Kido, o Patriarca estava em uma visita diplomática no Cinturão do Equador.

— A recombinação chegou a ser feita? – Saori perguntou.

— Iniciamos o processo. – Albáfica se remexeu na cadeira e uma careta de dor retorceu o rosto afilado. Do ataque de Aiacos apenas umas costelas quebradas e o tornozelo, faziam apenas algumas horas do ataque, mas eles precisavam relatar o ocorrido – Em setenta por cento a cobaia começou a apresentar disfunção e se tornou incontrolável. Acredito que Aiacos já planejava isso desde o começo, vale ressaltar que eles ainda permanecem com todas as funções cognitivas humanas.

— É necessário doutor Magnusson ou quer que transformemos nossos soldados em fantoches Engies? – retrucou a mulher em tom cortante – A proposta é um melhoramento genético não clone de Engies ou eu seria terminantemente contra esse projeto.

Milo e Shaka não conseguiram deixar de escapar um meio sorriso à resposta da Juíza Suprema da Nova Terra. Apesar das possibilidades positivas do projeto com Hyoga, ambos ainda não confiavam plenamente no projeto.

— Conseguiram capturar a cobaia? – indagou a mulher.

— Estamos com uma equipe de rastreamento em seu encalço. – informou Milo como general do regimento. Estavam todos em seus uniformes oficiais da Intervenção. Calça, blusas linho brancas e gravatas negras e túnica negra com as insígnias de suas patentes e quepe – A ultima informação é que ele está seguindo para Birmingham, capturou uma oficial médica no caminho para lá, provavelmente para ajuda-lo na fuga. Pandora Bellow estava voltando a base depois do seu período de folga em seu veiculo particular quando foi abordada por ele. A equipe tentou interceptar o carro sem sucesso e teve de retornar a base para pegar um veiculo, tivemos um atraso de dez minutos e provavelmente ele já está na cidade.

— Vamos emitir alertas de prisão imediata para Aiacos Garuda. – Dégel começou a mexer em seu painel portátil – Chegarei aí amanhã com uma equipe adicional para capturar Aiacos, mantenha sua equipe nas ruas General até que meus homens possam controlar a situação. Estarei levando uma equipe de limpeza para ajudar na reconstrução do pavilhão e novos membros para a sua equipe Dr. Magnusson. Sua equipe já está alocada em um novo local?

— O que sobrou dela sim. – respondeu o médico com um dar de ombros.

— Mantenham-me informada sobre a captura de Aiacos e sobre os outros híbridos. Os procedimentos estão suspensos até segunda ordem Dr. Albáfica Magnusson. – seu tom não permitia contestação – Shura Aguille está indo com Chateaubriand para treinar o jovem Romanov, mas é só. O projeto HIBRIDOS está suspenso até que toda essa situação seja contornada, Hades terá que me dar conta dos mortos por esse “mau funcionamento” da cobaia quatrocentos e cinquenta. Ela devia ter sido destruída!

Mesmo pelo vídeo era notável o desconforto de Dégel com a declaração da Juíza, sabia por que a ordem de destruição de Aiacos havia sido revogada, mas não exporia o pai daquela maneira. Saori fez uma saudação a todos e se retirou em seguida e por fim puderam relaxar.

— Milo estou indo com o Patriarca, por favor, providencie tudo para a nossa chegada.

— Hum... O Patriarca aqui também? É uma crise tão grave assim?

— É uma longa história... – Dégel mexeu nos óculos de forma inquieta – Ah prepare-se porque Kárdia também vai. Ele agora é o assessor de impressa do Patriarca e não me peça para explicar como conseguiu isso porque não faço ideia, aquele grego é insano.

— E você adora! – Milo piscou malicioso e Dégel não pode evitar corar, Milo e Kárdia adoravam deixa-lo constrangido na frente das pessoas.

— Acredito que tenho muito que conversar com você também Milo Savalas. Pensei ter dito para você ficar de olho em Camus e fiquei sabendo que ele foi praticamente ressuscitado em Atenas. – Dégel tinha um olhar duro.

— Ah Dégel, mas o Milo anda cuidando do seu irmão de muito perto, – Albáfica disse fitando as unhas, Saga e Shaka ao lado tentaram conter o riso mordendo os lábios enquanto Milo olhava para o doutor com um olhar assassino – muito perto.

— Conversamos amanhã General Savalas.

Dégel desligou a vídeo conferencia e Albáfica soltou uma risadinha.

— Eu devia ter deixado você embaixo daquele concreto.

Albáfica fez um gesto de desdém e a um sinal seu Minos moveu a cadeira de rodas para sair da sala do General que assim que o outro saiu soltou um sonoro palavrão em grego. Shaka e Saga gargalharam alto.

— Vamos ver como você vai se sair contando ao irmão do Chevalier que anda catando ele. – Saga ria até as lágrimas – Essa eu quero ver.

— Belos amigos eu tenho. – e Milo voltou a praguejar.

***

Hyoga abriu os olhos e viu a noite fechada pela janela, tomando um susto e sentando na cama. Uma má escolha porque sentiu sua cabeça girar como se estivesse em um simulador de voo de caças F-35 Lightning II. As vozes haviam sumido, mas a sensação de confusão não e o cansaço ainda existia e aos poucos as lembranças foram voltando.

— ALBÁFICA!

— Ele está bem não se preocupe. – Hyoga tomou um susto e então relaxou ao ver quem estava ali – Esperava outra pessoa eu sei, mas o Amamiya foi chamado no gabinete do Chefe e pediu que eu ficasse de olho em você.

— Ikki esteve aqui?!

Camus assentiu olhando o constrangimento do russo com um ar malicioso no rosto afilado. Depois de acomodar Hyoga na cama Camus jogou uma desculpa de que precisava chamar Saga ou Marin para examinar o russo e o deixou lá com Ikki e realmente fora atrás dos amigos, mas com a explosão do pavilhão B os médicos estavam muito ocupados com os feridos. Ao voltar para o quarto do russo se surpreendeu ao encontrar Ikki sentado ao lado do loiro adormecido, na cama olhando para Hyoga com tanto sentimento! Por que não admitir? Pensou Camus.

— Está se sentindo melhor? Você apagou! – perguntou sentando ao lado do loiro – Quer ir a enfermaria falar com Kan ou a Marin?

— Não acho que eles possam me ajudar, mas obrigado pela preocupação. – Hyoga passou as mãos no rosto e nos cabelos repicados – Estou morto de fome, mas preciso de um banho! Cristo eu pareço uma carniça! – falou o loiro cheirando as próprias roupas e Camus riu do exagero – O Ikki estava mesmo aqui?

— Inacreditável, mas é verdade Hyoga. – Camus riu de lado – Ele o trouxe para o dormitório, fez questão! – o francês sorriu mais abertamente ante a cara de incredulidade do outro – Estava aqui até agora pouco, mas foi necessário em outro lugar, está tudo uma confusão dos diabos por conta dessa fuga do Aiacos...

— Espero que depois dessa, eles cancelem o projeto. – Hyoga apertou os olhos com a ponta dos dedos – Não precisamos de mais híbridos, aquela ação conjunta por todo o planeta exterminou os Engies, nós só precisamos nos livrar das mutações e aliens menores agora. Em breve não precisaremos nem de soldados nas trincheiras, nem de cobaias para experiências bizarras...

— Eles iam operá-lo outra vez?

— Uma nova recombinação, usando o DNA Engies que usaram em mim. Eu sabia que não ia dar certo. – Hyoga revirou os olhos – Aiacos seria destruído, havia uma ordem da Tríade para isso, porém o próprio Patriarca revogou a ordem e autorizou o novo procedimento porque Albáfica lhe disse que seria seguro. Aquele doutorzinho se subestima às vezes!

— E agora Aiacos é um louco turbinado à solta. Sabia que ele capturou Pandora na fuga? E ainda está com ela, sabe-se lá deus o que pode fazer!

— Eu imagino. – Hyoga estremeceu sua nova condição de hibrido não apagou as lembranças dolorosas daquele dia – Mesmo que... Acho que o Aiacos precisa de ajuda, ele só é alguém muito doente e machucado pela vida. Assim que acordei da recombinação meu primeiro pensamento foi me vingar dele, mas hoje não penso mais assim. – o russo passou os dedos pelos fios claros – O Aiacos é alguém sozinho no mundo. Ele tem seus problemas lá, mas no fundo... Ele é uma vitima de tudo isso sabe? Ele tinha uma pessoa que amava muito e foi deixado por ela quando mais precisou. Aiacos não confia em ninguém e acha que machucar outras pessoas é a única forma de se proteger.

— Você está defendendo ele agora? – Ikki se pronunciou levando os outros dois ao susto porque nenhum deles percebeu que o moreno estava ali no umbral da porta da a um tempo – Depois de tudo que ele fez a você?

— Você me magoou também e eu o perdoei. – rebateu o russo pousando os olhos claros no japonês. Camus mordeu o lábio olhando de um para o outro e resolveu se levantar.

— Acho importante essa conversa, mas não agora. O Hyoga precisa se alimentar e tomar um banho, descansar... Por favor, Ikki.

— Pode ir Camus, o Milo está chamando você no hospital. – Ikki entrou no quarto e Camus ainda trocou um olhar com ele antes de sair.

Hyoga apoiou os cotovelos nos joelhos e baixou a cabeça estava sem o abrigo do uniforme usava apenas a camiseta branca e a calça camuflada uma vez que estavam fazendo atividade na floresta e, portanto usava o uniforme camuflado completo. Olhou por um momento para si tentando lembrar se fora ele próprio que se despira.

— Eu tirei as botas e o abrigo, você precisava de conforto para descansar. – disse Ikki sentando ao lado do russo na cama – Teria tirado tudo, mas Camus não deixou.

— Nunca perde a oportunidade de me ver sem roupa não é Amamiya? – gracejou o russo antes que se apercebesse e quando deu por si no que tinha falado corou, voltando seus olhos para os pés. Ikki apenas sorriu enviesado. – Eu preciso tomar um banho.

Hyoga ia levantar, mas Ikki o segurou firme no lugar e o loirinho o olhou irritado.

— Você tá mesmo com aquele cara?

— Que cara? Ikki eu... – Hyoga não queria ter aquela conversa naquele momento, sentia-se confuso demais para isso – Me deixa tomar um banho, comer e vamos conversar. Eu tô me sentindo um lixo humano é sério.

— Verdade eu já te vi em dias melhores loiro.

— Ah não enche Amamiya! – bufou Hyoga e Ikki riu, parecia como antigamente como quando se provocavam sempre e ambos sabiam que aquelas trocas era apenas o começo para eles, o começo do que terminavam um nos braços do outro. – Ikki nós podemos ser amigos pelo menos, tentar ser amigos...

— Eu não quero ser seu amigo Hyoga, não quero só isso. – os olhos azuis do russo se arregalaram de surpresa por aquela confissão – Eu quero tudo!

— Tudo o quê? – a pergunta foi quase um sussurro, o loirinho suspeitava que seu coração fosse sair pela boca assim que tentasse falar mais alguma coisa.

— Eu quero você! Quero aqueles sorrisos bobos que você dá para as minhas piadas sem graça, para o meu mau humor matinal, a sua implicância com as minhas gavetas bagunçadas, aos coturnos sempre sem engraxar... – Hyoga continuava a fitar Ikki ouvindo aquelas pequenas confissões do dia-a-dia deles que parecia tão distante – Quero seu corpo e o seu coração porque eu sei que ele é meu!

— Sim ele é seu, mas...

— Mas você não confia que eu possa cuidar bem dele não é? – Hyoga assentiu e baixou o olhar, não queria que Ikki lesse o medo em seus olhos. – Eu também tenho medo disso e quase desisti de você depois daquele dia na boate, talvez porque quem sabe aquele inglês cretino possa ser uma opção melhor para você do que alguém inseguro e tão magoado quanto eu. Perdi minha família inteira, todos aqueles que eu amava e prometi que nunca mais ia sentir algo parecido e acho que minha promessa está sendo cumprida porque o que eu sinto por você não é nada comparado a isso. – nesse momento Hyoga olhou para Ikki aquelas palavras lhe magoavam, como ele poderia falar aquilo assim? – Não é porque só de pensar que você pode morrer eu tenho a sensação de morrer junto!

Silencio, aflito pela parte de Ikki, aturdido pela parte de Hyoga. Então Ikki o amava era isso? Ele estava se declarando ali com aquelas palavras doloridas e confusas? Ainda não era “eu amo você”, mas já era um começo não?

— Nós podemos tentar. – disse Hyoga por fim, primeiro baixinho e depois seu tom ganhou algumas oitavas – Nós podemos... Mesmo que, Ikki você não se importa eu... – Não conseguia terminar frase alguma estava tão confuso! Com tanto medo de Ikki rejeitá-lo.

— Você não está falando coisa com coisa, vem aqui! – Ikki passou o braço sobre os ombros do russo e se levantou com ele ainda em seus braços, Hyoga tropeçou um pouco e Ikki o apertou junto a si.

— Não pense que vai ser tão fácil assim Major! – Hyoga disse quando sentiu o moreno segurar sua cintura, as mãos indo pararem nas nádegas redondinhas.

— Me diz quando foi fácil Romanov? Você é uma confusão dos diabos! – Ikki afundou o nariz na curva do pescoço branco – Vá tomar seu banho antes que eu perca a cabeça e te jogue nessa cama.

— Vai sonhando Major. – Hyoga se afastou do moreno e foi para o armário onde pegou toalha e suas coisas pessoais de higiene, Ikki foi para junto dele e o imprensou no armário roçando o corpo moreno no loiro que gemeu ante a pegada firme – Mudou de ideia Amamiya?

— Tentado. Mas e aí você ainda não me respondeu se está com aquele cara.

— Radamanthys – Hyoga se desvencilhou de Ikki e ambos foram para fora do quarto em direção aos chuveiros. Cada dormitório tinha um banheiro, mas os chuveiros eram coletivos e cada pavilhão tinha o seu – Nós somos amigos, ele é um cara legal.

— Só amigos? E todo aquele clima lá na boate? – Ikki cruzou os braços e encostou-se à parede enquanto via Hyoga tirar a roupa e abrir o chuveiro, só havia os dois no banheiro. Ikki ficou olhando o corpo do russo detalhadamente. As pernas musculosas, o bumbum firme, a cintura estreita e o peito trabalhado, embora seus músculos ainda fossem menos proporcionais que os de Ikki. Hyoga não parecia mais um menino, estava deliciosamente tentador com aquela marca que mesmo definindo sua condição hibrida ainda parecia deixa-lo mais exótico. “Não era de todo ruim afinal” Ikki se sentia um idiota por ter relutado tanto a perceber que aquele loiro era toda a sua perdição. Que importava que ele fosse um híbrido? Ele não era um lunático como o Aiacos, era o seu Hyoga de sempre.

— Amigos com benefícios. – Romanov olhou para Ikki ainda sobre o chuveiro e piscou para o japonês que fechou a cara para o que o russo disse. Fora a mesma proposta que fizera ao loiro alguns meses atrás e não gostou nada de saber que Radamanthys tivera a oportunidade de provar o SEU LOIRO!

— Ah loiro atrevido!

— Aprendi com o melhor dos cafajestes. – comentou Hyoga simplesmente e Ikki não pode deixar de se irritar mais.

— Termine seu banho senhor “Amigos com benefícios”, vou providenciar alguma coisa para você comer com o Lee no refeitório e dar um recado ao seu “amiguinho”.

— Não seja tão arrogante Major Amamiya! – gritou Hyoga para Ikki que já se afastava – Ele pode parti-lo em dois.

Ikki sem se virar fez um gesto nada educado com o dedo do meio para Hyoga e saiu do banheiro, o loirinho ficou tomando banho com um sorrisinho presunçoso nos lábios.

***

— Não é como se eu já não soubesse, as chances estavam contra mim desde o começo. – Radamanthys tomou em um gole o seu uísque e Kannon encheu o copo mais uma vez. Estavam ambos sentados no que restou do pavilhão B tomando uma garrafa surrupiada do arsenal de Ângelo, mas Kannon se resolveria com o amigo depois agora precisava ser um ombro amigo – E toda essa campanha em volta do Amamiya e do russo, como eu teria chance?

— E mesmo assim você insistiu. – Kannon tomou o uísque dele – Sabia que o loirinho é louco por aquele maníaco por controle do Ikki desde sempre, ele ter se tornado híbrido não mudou isso.

— Não é como se eu fosse completamente apaixonado pelo garoto. – o inglês deu de ombros – Há um interesse claro...

— Inveja do russo. – Radamanthys riu de lado ao ouvir a fala do grego. – Isso ria, eu sou masoquista eu sei. – Você poderia ter qualquer pessoa que quisesse por que o Hyoga?

— Por que era mais fácil. – Radamanthys deu de ombros outra vez fitando um ponto invisível na escuridão do pátio e apesar da resposta ambivalente Kannon o compreendeu.

Era mais fácil não porque o russo era fácil, era porque ele também era um híbrido. Estranhamente Kannon sintonizou a insegurança do inglês a respeito de sua própria condição e híbrido, Radamanthys parecia muito senhor de si e acima de todos, mas no fundo ele só queria ser aceito.

— Por que acha que ninguém além de um híbrido ficaria com você? – perguntou o grego para espanto do outro, não achava que era tão fácil de desvendar assim, mas ao que parece Kannon não era apenas aquele sorriso bonito e corpo de matar, além dos olhos verdes sedutores.

— Mesmo você. – salientou o outro mordaz – É apenas curiosidade e antes que pergunte sobre Minos, não. Ele está interessado em outra pessoa.

— Quem disse que eu só estou curioso?

— Está nesses seus olhos de absinto.

Depois dessa ficaram bebericando o uísque em silencio, Kannon tinha de admitir que boa parte do seu interesse fosse curiosidade mesmo, mas achava que Radamanthys era daquele tipo de cara que gostava de “se permitir” como gostava de dizer. Na boate eles também tiveram uma conversa parecida enquanto Hyoga estava no banheiro com Ikki, Kannon sondou o inglês a respeito do que ele realmente queria com o loirinho. Agora que aparentemente Hyoga e Ikki haviam se resolvido o caminho estava finalmente livre, mas o híbrido ainda estava receoso. Ele queria um compromisso essa era a grande questão.

E ele Kannon queria tal compromisso?

— Quer namorar comigo? – perguntou o grego animado, os olhos verdes brilhando de expectativa e Radamanthys teve de rir – Ei não ria eu estou falando sério!

— Não você não está! Seu grego maluco porque não me deixa em paz? – Radamanthys riu de novo e Kannon revirou os olhos.

— Não seja tão difícil inglês! – Kannon pulou do bloco de concreto que estava sentado e ficou na frente de Radamanthys entre as longas pernas do híbrido – Não vai negar que ter esse deus grego como namorado vai inflar seu ego já muito grande, vai?

— Você também não é nada humilde. – Radamanthys se aproximou daquela boca carnuda tentadora e sussurrou um tanto rouco – O que realmente quer doutor? Não costumo brincar e conheço a sua fama, alias parece que todos vocês são muito senhores de si para achar que todos estão aos seus pés.

— Por isso você deve se sentir um privilegiado meu caro inglês, porque eu nunca pedi ninguém em namoro. – Radamanthys deixou que as mãos acariciassem as pernas do híbrido por cima da calça, uma delas ousou mais e acariciou o membro do loiro sob o tecido – Você terá mais do que um menino, pense bem na minha proposta.

— Muito tentadora eu diria. – Radamanthys puxou o lábio inferior do grego com os dentes fazendo o moreno arfar e a caricia sobre o membro dele ficou mais intensa. Por fim, Kannon tomou os lábios finos num beijo faminto e fez o autocontrole de Radamanthys evaporar.

Ikki estava prestes a atravessar o pátio para conversar com Radamanthys quando viu o loiro inglês com Kannon, achou melhor não atrapalhar nada e procurar Hyoga para saírem dali. Lee o comandante da cozinha do regimento lhe concedeu alguns sanduiches e suco e isso que ele levava ao loirinho para alimentá-lo. Vendo que o gêmeo de Saga tratara de consolar o híbrido ele trataria de matar a vontade do seu loiro depois de alimentá-lo.

Encontrou o loirinho na janela olhando a noite escura, Hyoga usava uma calça moletom e camiseta preta, os fios dourados estavam molhados do banho recente.

— Hum... Agora sim. – Ikki o abraçou por trás cheirando o pescoço do loiro e mostrando o pacote que trouxera da cozinha – Lembranças do Lee.

— Ah Lee sempre um amigão. – Hyoga abriu o pacote e foi sentar na cama como um menino feliz que acabava de receber uma guloseima, Ikki foi se sentar junto ao russo.

— Cadê todo mundo do seu dormitório?

— Mu como já deve saber está no dormitório dos oficiais com Shaka, Afrodite com mascara da Morte e a Marin não fica mais aqui, fica com a Shina – Hyoga tomou o suco rapidamente e deixou os sanduiches na mesa de cabeceira se virando para Ikki e o derrubando na cama – Estamos sozinhos.

— Tem certeza que você não quer comer? – Ikki ainda perguntou enquanto o russo se ajeitava sobre os seus quadris e tirava a blusa expondo o peito pálido e agora parcialmente marcado, o moreno deixou que as mãos percorrem-se a cintura estreita e as costelas em uma caricia delicada. Hyoga se inclinou sobre Ikki e o ajudou a tirar a camisa lambendo os lábios carnudos do moreno em seguida para tomá-los em um beijo cálido e ao mesmo tempo sensual, a língua lambendo os lábios e então pedindo passagem por entre eles para serpentear pela boca toda fazendo Ikki se perder nela.

— Estou com fome de outra coisa agora, pensamos nos sanduiches depois. – Hyoga seguiu beijando o peito do moreno brincando com os mamilos escuros e já túrgidos, lambendo e sugando um de cada vez até continuar o caminho até a calça que desabotoou sem pressa alguma com os olhos azuis cristalinos fixos nas safiras do moreno. Ikki ofegava baixo sentindo a mão de Hyoga acariciá-lo por cima da cueca, os olhos ainda fixos nos de Ikki.

— O que você está esperando? – indagou Ikki num murmúrio aflito.

— Você implorar. – Hyoga mordeu de leve o membro sobre a peça intima e Ikki se deixou cair na cama, o loirinho continuou a torturá-lo arranhando as pernas poderosas com as unhas curtas e sugando o pênis do moreno sobre a cueca – O que você quer Ikki?

— Hyoga... – o tom do moreno era rouco e autoritário, mas Hyoga não se importou. Só se afastou do moreno o suficiente para tirar a calça de moletom e Ikki mordeu o lábio ficando ainda mais duro de ver o russo deliciosamente nu.

Ikki tratou de tirar o resto da roupa e se livrar daquela cueca incomoda, olhando o loiro de forma lasciva o moreno tocou a si próprio fazendo movimentos de vai e vem no membro rígido.

— Vem aqui. – sentou na cama – Eu sei que você está louco por isso loirinho.

Hyoga riu e foi até o moreno ajoelhando no meio das pernas musculosas e passando a língua na fenda do membro ereto colhendo o inicio de pré-gozo que saía Ikki jogou a cabeça para trás gemendo alto quando sentiu a boquinha vermelha cobrir a glande e sugar forte. Ikki segurou os cabelos loiros e se empurrou mais naquela cavidade quente e aveludada criando um ritmo cadenciado que foi se intensificando, a boca que o enlouquecia o aceitando cada vez mais fundo até que ele estava na borda. Afastou o loiro e o fez levantar-se tomando a boca dele num beijo feroz enquanto o jogava na cama.

Ikki observou o russo se esticar na cama de modo lânguido, os olhos de céu escurecidos de desejo, mexeu rapidamente na calça de onde tirou um pequeno tubo de lubrificante ao que Hyoga riu maroto por saber que o Major já estava com tudo planejado a esse ponto. Deitou sobre o corpo alvo devagar roçando o nariz na curva do pescoço descendo pelo peito e provando.

— Não sabe quanta falta eu senti do seu cheiro, – murmurou junto a pele branca que se arrepiou – do seu gosto, – lambeu a pele quente e Hyoga gemeu alto, crispando os dedos dos pés, Ikki continuou a lamber e morder levemente o peito e a barriga do loiro até chegar ao sexo latejante – De tudo loiro.

O moreno se encaixou entre as pernas do loiro e tomou o membro teso na boca sugando forte enquanto os dedos lubrificados penetravam o corpo apertado do russo, estirando e alargando para receber o moreno. Quando sentiu Hyoga rebolar sobre os dedos Ikki acariciou os quadris do loiro e Hyoga se deitou de bruços pronto para receber o moreno, Ikki com uma mão acariciou as nádegas redondas e firmes com uma mão e se lubrificou também, não queria machucar o loirinho.

— Ouse me bater e eu esmago seu pau só com o pensamento. – disse Hyoga entre dentes ao sentir o moreno acariciando sua bunda, se demorando com a mão grande espalmada por ali.

— Essa sua coisa de ler pensamentos vai ser um problema benzinho. – Ikki se posicionou enfim a cabeça na entrada apertada, Hyoga se retesou e crispou os dedos sobre o lençol.

— Não sei ler mentes idiota, mas não é difícil descobrir o que pretende fa... Aaahh! – Ikki se enfiou no russo devagar e mesmo assim Hyoga enterrou a cara nos travesseiros. O japonês começou a distribuir beijos nas costas largas e acariciar o quadril do russo para ajuda-lo a relaxar.

Depois de um tempo foi Hyoga quem começou a se mexer, devagar para se acostumar com o volume generoso dentro de si, Ikki o acompanhou e então a mágica se realizou. Logo eram os dois se mexendo rápido e forte um contra o outro o prazer esvaindo por todos os poros. Ikki deitou na cama e trouxe o russo consigo sem sair de dentro dele, Hyoga se apoiou nas pernas do moreno e começou a cavalgá-lo forte e rápido os gemidos de ambos enchiam o quarto o ápice do prazer muito próximo até que Ikki se sentou e puxando os cabelos do russo cravou os dentes no ombro claro e Hyoga veio! O orgasmo veio arrebatador e Ikki sem conseguir se conter mais veio junto inundando o canal estreito do loiro com seu sêmen. Hyoga caiu ofegante sobre o corpo do moreno apoiando a cabeça no ombro dele e Ikki enlaçou a cintura do loiro o apertando mais junto ao corpo sentado como estava suas pernas entrelaçadas as do russo, o rosto apoiado na costa suada.

— Loiro eu não quero você mais com aquele híbrido, promete. Não quero mais você com ninguém além de mim. – ronronou o moreno junto à pele do russo e Hyoga sorriu ante o tom enciumado do outro

— Vale para você também. Se eu pegar você com alguém não espere que eu saia correndo como um estúpido, lembre-se que eu posso matar alguém usando apenas a mente.

— Ah você está um convencido! Já era antes agora está impossível! – resmungou Ikki sonolento.

— Nada de dormir Amamiya, eu ainda não acabei com você. – Hyoga se virou nos braços do moreno e sentou sobre os quadris de Ikki prendendo os braços do outro acima da cabeça.

— Só deixe o suficiente para o Patriarca amanhã ok? – Ikki tinha os olhos puxados semicerrados e um sorrisinho sacana nos lábios carnudos.

— Não vou prometer nada Major. – e Hyoga tomou aquela boca tentadora na sua porque eles já tinham conversado demais e ele ainda não se saciara do seu moreno.