Souza e o Desaparecimento De Hugo C.
7 Souza, a detetive que entra em ação.
Na parte da manhã do dia 11 de Julho de 2009, eu estava sentada em frente a minha estante de livros e cadernos sobre informações importantes com uma xícara de café em mãos.
- Belo dia para uma garota me ligar 3hs da manhã e não fazer eu dormir mais. Obrigado Carol. Mas agora tenho que esperar por Agatha e já são 8hs e 45 minutos. — me levantei em direção a cortina de minha janela e a abri um pouco aonde metade de minha face aparecia do lado de fora.
Passei uns 5 segundos olhando para fora e logo fechei com agilidade e dei meia volta e fui em direção a porta. Abri ela e dei um passo para frente e para o lado esquerdo do lado de fora de minha casa. Foi quando uma certa garota saiu das sombras e veio caminhando em minha direção e disse:
- Pensei que era uma adolescente qualquer, mas vejo que sua mente é mais ampla. Seu sobrenome é Souza, não? — disse ela ainda com o rosto tapado por um véu negro.
- Também pensei que fosse mais esperta, querida. Mas a maioria das mulheres tem sempre o mesmo erro. — eu agi tirando o véu de sua cara lentamente e a encarando. Era nada mais e nada menos que Sherly. — Olá, Sherly. Soube que iria vir me procurar.
- Como soube? Quem lhe contou?
- Ninguém. Apenas deduzi. — disse eu com um sorriso de lado — Mas acho muito exótico você ter aparecido naquele shopping sem nenhum motivo a não ser me observar.
- Por isso carrego isto comigo. — ela tirou da cintura uma coisa que só vi passando de borrão em minha visão e que havia feito um belo corte em minha bochecha direita.
- Ai! — e disse quando novamente ela tentou e segurei o braço que estava atacando e vi, uma adaga que só de olhar parecia ceifar seus olhos.
- Conheça minha adaga que ganhei de aniversário. Pena que ainda só tenho 14 anos e você 13. — ela conseguiu tirar minha mão e me empurrou para trás dando uma cotovelada em meu coração. Senti as dores transparecerem em segundos, logo eu estava no chão ajoelhada e ela na minha frente com sua adaga apontada para minha cara. — Diga suas últimas palavras, Souza!
- Minhas últimas palavras são: Não existe nada mais ilusório do que um fato óbvio. — nesta hora fechei os olhos e ouvi um baque e uma dor muito intensa em meu ombro direito. Abri os olhos e vi Sherly caída no chão e Agatha atrás com uma bolsa em mãos. Notei que a bolsa era feita de metal apesar de pequena e eu sabia que se aquilo batesse com uma certa velocidade poderia fazer a pessoa desmaiar com tudo.
- Te salvei a tempo. Fiquei com tanto medo.
- Não... ai! Tem problema. — minha voz saiu mais como um sussurro, Agatha olhou para a dificuldade que eu tinha para levantar e viu, eu estava retirando a adaga que fincara em minhaperna com uma força brutal pois afundou mais do que devia.
- Meu deus! Meu deus! Alguém me ajuda?! PORFAVOR! ALGUÉM ME AJUDA! — Agatha gritava para as pessoas que estavam na rua, vieram algumas pessoas e inclusive um médico mas logo não vi mais nada, minha visão apenas era de cor preta.
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