Soulmate
22 Dando Explicações
NESSIE POV
Eu estava tão absorta em meus pensamentos, que não ouvi, e nem percebi a chegada de meus pais.
– PAI! – voei até alcançar seus braços abertos. E como todas as outras vezes que eu o via, ele estava lindo, com sua pose de Zeus e com aquele sorriso que derretia minha mãe até hoje.
– Isso é verdade, sua mãe morre de amores por mim!
– E teria como não morrer? – ela comentou entrando no quarto – Estamos falando de Edward Cullen!
– Olá mãe! – a abracei forte – Eu estava com muitas saudades.
– Eu também my sunshine.
Minha mãe continuava deslumbrante. Com sua pose de Miss Simpatia. Eu sabia que vampiros eram sempre lindos ao extremo; mas infelizmente eu era metade humana.
– Renesmee! – meu pai chamou minha atenção – Quantas vezes eu vou ter que dizer que você é a vampira mais perfeita do mundo?
– Desculpe pai, escapou!
– Afinal, você é filha dos vampiros mais gostosos do mundo! – ele riu e abraçou minha mãe. Não, meu pai não era nem um pouco convencido – Desses dois, só poderia sair a combinação para a perfeição!
– OK! Agora você me convenceu! – eu não podia negar, ele estava certo.
– Depois eu que sou o convencido.
Rindo, fomos para a sala.
– Vi que abrigou Leah e Luiz aqui Nessie.
– Sim mamãe, eu não podia dizer não.
– E nem deveria, ter eles aqui será uma ótima companhia.
Sentamos-nos no sofá, e reparei que minha mãe olhava atenta para a parede que havia sido derrubada. Mas quando eu olhei, ela estava intacta. Novinha em folha. Só poderia ser obra de Lube e Leah.
– Quem derrubou uma parede Renesmee?
– Que droga pai! Odeio quando você invade minha mente assim. Mamãe pode colocar o escudo em mim?
– Claro, mas só se você contar o que aconteceu com a parede da MINHA CASA.
– OK, eu falo.
– Esta protegida.
–Valeu. Então aconteceu o seguinte; umamigodaLeahtemmedodemosquitoeacabouderrubandoaparede.
– Querida, nós somos vampiros, mas você falou numa velocidade desvampiresca!
– Um mosquito perseguiu o amigo da Leah e ele bateu na parede, derrubando-a.
Meus pais endireitaram-se no sofá. Notei minha mãe encostar a mão no braço de Edward. Ela fazia isso quando abria seu escudo para ele.
– Sim, ela já entrou em contato! – ele disse, e ela voltou a encostar-se no sofá, com um semblante confuso.
– Odeio quando vocês brincam de cego, surdo e mudo. – cruzei os braços, esperando a resposta.
– Que amigo é esse, minha filha?
– Ja... Seth! É o SETH!
– Ele não é irmão da Leah?
– Sim, ele é.
– E como ele tem medo de mosquitos?
– Tendo, eu acho. Do mesmo jeito que Emmett tem medo que Rose entre em greve de sexo!
– Mas ele não é um lobisomem?
– Sim ele é! – falei para mim mãe – Isso aqui está parecendo interrogatório. Querem saber o numero da identidade dele também?
– Nos perdoe, só estávamos preocupados com você. – meu pai sorriu.
– E com a minha casa! – mamãe levantou e foi analisar a parede – Ainda bem que concertaram.
– Papai, e vovô Charlie? Como ele está?
– Esta muito melhor agora, cansado por causa dos exames. Mas bem.
– E quando eu poderei finalmente conhece-lo?
– Em breve, meu amor.
– Que bom! E ele já aceitou o fato de eu ser filha de vocês?
– Melhor impossível!
Eu estava muito feliz, finalmente poderia conhecer Charlie. Lembro que mamãe a alguns anos atrás, voltou á Forks para contar a verdade, porém, essa verdade não foi muito bem recebida. Ele ainda estava aceitando o fato que mamãe tinha se tornado algo diferente; e receber a noticia que tinha uma filha de 16 anos, quando ela tinha apenas 18 anos, era assustador. Mas agora que havia tudo se encaixado, eu poderia lhe abraçar sem receio nenhum.
Ficamos mais algum tempo conversando até que me lembrei de Leah e Lube. Onde será que eles estavam?
– Hum – olhei para meu pai que parecia envergonhado — Leah está... eles estão...ela está agradando Luiz.
– OH! Entendi – lembrei de quem tinha sido a ideia, e senti minhas bochechas corarem – Quem esta a fim de caçar?
– Eu estou. Alias, mocinha, a quanto tempo você não caça? Está parecendo um zumbi e cheirando estranho.
– Faz quase duas semanas que não caço mãe. A maquiagem está acabando e o que posso dizer? Estou dormindo com os cachorros!
Não tive tempo de trocar de pensamento, e meu pai já estava ao meu lado cheirando meus cabelos. Ele me analisava, como se eu fosse uma experiência.
– Pai, eu disse aquilo metaforicamente! – era nessa hora que eu agradecia eternamente por minha mãe ter um escudo tão eficiente.
– Eu juro Renesmee, que se eu tivesse um coração, você já teria me matado de ataque.
– Você tem que parar com esse ciúme Edward. Ness já é adolescente agora.
– Mãe eu já tenho 16 anos! E já sou considerada muito adulta! Mas a mamãe esta certa pai, você não pode ter ciúme de mim. Eu já fiz muito mais coisas que vocês! Imagine se um dia eu dormir com um lobisomem? Posso até imaginar o que você faria com ele.
– Eu te trancaria numa torre, que nem a Rapunzel. E bom. Ele, já iria ser castrado e se tornaria um poodle, que eu daria de presente para Rose fazer o que bem entender dele. Isso se chama JUDIAR.
Mal ele sabia que eu já tinha um poodle particular. E com apelido e tudo mais.
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Naquela tarde eu suguei o sangue de um alce e um coelho. Estava com bastante fome, por isso adicionei o coelho no cardápio. Fui até um pequeno lago que havia por alí, e lavei meu rosto sujo. Pelo reflexo da água eu já podia notar a diferencia que uma alimentação balanceada fazia. As olheiras já não pareciam consumir meu rosto e meus cachos já tinham um brilho a mais. Não aparentavam estar quebrados.
– Ness, já terminou? – minha mãe pousou ao meu lado.
– Sim. Podemos ir para a casa principal?
– Claro que sim!
Levantei e fitei a minha imagem e a de minha querida mãe na água. Mesma altura, lábios carnudos e vermelhos, nariz meramente arrebitado e minha marca inconfundível. Seus olhos. Aquela cena me apertou o coração. Mãe e filha; lado a lado.
Deixei uma lagrima solitária escorrer pela minha bochecha. Eu era a alegria da família, o bebê que antigamente fazia todos rirem. Eu era a bonequinha de Alice, a companheira de desenho animado de Emmett, a confidente de Rose, a cobaia de Carlisle, a aluna de Esme e a competidora de Jasper. Eu amava tudo aquilo, nunca existiria família melhor. E eles nunca poderiam ter aquilo novamente. E nem eu.
O que estava realmente me corroendo por dentro era saber que eu nunca veria aquela imagem, que eu estava vendo. A continuação do legado Cullen. Eu nunca veria, eu e minha filha; lado a lado.
– Mãe, obrigada por lutar por mim.
– Eu faria aquilo, quantas vezes fosse preciso.
– Agora eu entendo realmente como tia Rose se sente.
– Você não tem que pensar nisso. É muito nova. Tem toda a eternidade para viver. Ela abraçou meus ombros e me indicou a direção que papai estava.
– Porque será que Alice não pode ver o meu futuro?
– Eu... Eu não... – Isabella Swan gaguejando era porque havia algo errado – Eu não sei. Ela nunca pode ver. Por quê?
– Porque eu gostaria de saber o que me espera. Como será o meu futuro, o meu marido, se algo ira acontecer.
– Para Alice não ver o seu futuro, deve se dar ao fato de que você é uma incógnita. Algo inconstante.
– Isso é muito estranho, pois ela vê todos vocês. Menos eu. Que SOU uma de vocês. E claro, ela não vê também os lobisomens.
– Renesmee, meu anjo. Não pense nisso agora, um dia podemos sentar com Alice e Carlisle, e estudar porque isso acontece.
– Ou pode ser também, que algo muito grande me espera.
– Eu espero que não.
Ela sabia do que eu estava falando. Volturi. E ela, mais do que ninguém, não queria ver aquilo acontecer. Novamente.
– Por favor, não pense mais nisso querida. – meu pai apareceu do meu lado – Eles não tem mais motivo nenhum para nos perturbar.
– Eu espero que sim.
– Pelo menos Alice, não esta vendo nenhuma guerra pela frente. – mamãe comentou – Agora vamos indo para a casa principal, que Alice tem uma noticia para nos dar.
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– VÓ! Eu estava com saudades! – eu falei abraçando fortemente minha querida avó.
– Você nunca mais veio aqui querida, ninguém sabe o que aconteceu!
– Como assim Renesmee, depois que viajamos você nunca veio para cá? Ficou fazendo o que? – novamente meu pai se intrometeu, com seu ciúme.
– Eu não queria deixar Leah e Lube sozinhos. – mas no fundo, apenas eu e Jacob, sabíamos o verdadeiro motivo da minha ausência.
– Depois daquele dia na cachoeira, você nem sequer nos ligou! – Rose comentou, passando a mão nos meus cachos.
– Eu já disse, estive ocupada.
– Você nem tem namorado para estar ocupada! – meu tio Emmett falou, daquele seu jeito despreocupado.
– EMMETT! – Rose o repreendeu.
– Ela deve ter se engraçado com algum chiwawa de La Push! Eu já até imagino quem seja.
– OK EMMETT! Se você falar mais alguma coisa quem ficará desocupado por um bom tempo será você.
– Calei! – ele fechou a boca como se estivesse fechando um zíper.
– Minha filha nunca se envolverá com aquele tipo.
– Pai, não fale dessa maneira. Leah é um amor de pessoa, e Seth é uma ótima amigo. – andei rápido até a sala, com todos os outros na sola do meu pé – Aliás, a vida é minha. E se eu quiser me relacionar com um “chiwawa”, isso será apenas problema meu.
– Eu falei Edward. Ela se engraçou com aquele lá! – Emmett disse, antes de levar um tapa de Rose no ombro.
– De quem você esta falando tio?
– Ele não esta falando de ninguém meu amor! – Rose fuzilou ele com os olhos – Agora vamos que temos muita coisa para resolver.
– Que coisas?
– Oh minha santa padroeira! – Alice agarrou meu braço – Como você conseguiu esquecer de seu próprio aniversário?
– Esquecendo?
– É porque ela estava ocupada pensando em outra coisa. Ou melhor, outra pessoa!
– Esse foi o fim Emmett! Até o aniversário de Renesmee, você ficara de castigo! – Rose falou zangada.
– Viu Nessie! É tudo culpa sua! – ele me disse e saiu da sala correndo.
– Não se preocupe querida. A culpa não é sua. – Rose beijou minha testa.
– Chega de conversa fiada, vamos ao que interessa! A festa de aniversário. – Alice bateu palmas rapidamente, e estampando no rosto um enorme sorriso.
– Tia, você já fez uma mega festa ano passado.
– Sim. Mas você falou bem! ANO PASSADO! – ela me puxou para a sala de estar – Esse ano é novo.
– Mas eu não quero! Não seria estranho, uma garota de 19 anos, quase 20. fazendo aniversario de 17?
– Como se os convidados, não fossem do nosso mundo! E não adianta Ness, eu vi você aceitando!
– Então, sem chances?
– Sem chances! – ela respondeu, enquanto tirava de uma enorme bolsa, varias revistas. Virei-me para meu pai e perguntei.
– Ela estava mentindo, não estava?
– Sim, ela estava!
– Alice, você é um inferninho! – eu falei cruzando os braços.
– Eu sei! – deu de ombros, ainda com aquele sorriso no rosto. Contra tia Alice, era impossível ganhar. Eu sabia que ela não podia me ver, e eu sempre caia na mesma pegadinha. Primeiro ela me deixava entretida em algo, e segundo ela dizia que havia visto. Quando no fim das contas ela não enxergava nada. Como eu disse, ela era um inferninho.
Depois de várias horas conversando, e tentando convence-los que eu não queria aquele aniversario, ela me deixou apenas duas opções. Ou eu aceitava, ou ela fazia um aniversario surpresa. E eu odiava surpresas, sempre estavam ligadas com coisas ruins. Acabei depois de muita luta mental comigo mesma, aceitando o bendito aniversario.
– Mas com uma condição! – eu me levantei da cadeira e a olhei.
– Qual? – ela mordia a tampa da caneta.
– Que eu possa convidar quem eu quiser!
Uma pequena rajada de vento entrou na sala, e meu pai apareceu na ponta da mesa, com um olhar furioso. Eu escutei seu maxilar trincar. E em menos de um minuto, todos estavam na sala.
– Você não poderá fazer isso Renesmee.
– Porque não Edward? Qual é o problema? – Alice perguntou, estranhando a reação de meu pai.
– Ela que convidar o canil inteiro! – ele jogou na minha cara.
– Mãe! Eu pensei que estivesse me protegendo.
– Foi sem querer minha filha. – ela sorriu envergonhada.
– Mesmo que eu não tivesse visto em seus pensamentos, eu não permitiria!
– Ou é isso senhor Edward, ou é nada. – o encarei.
– Você não teria a audácia de...
– Sim, eu teria! Sairei da porta desta casa agora mesmo, e me casarei com o primeiro cachorro que cruzar o meu caminho. E você teve muita sorte, que eu não possa ter filhos; pois eu traria todos os meus queridos rottweilers para você cuidar!
– Edward, a deixe fazer o que quiser. – minha mãe se pôs ao seu lado, tocando seu ombro. A expressão de meu pai relaxou ao seu toque. E ele sentou-se na cadeira, escondendo o rosto com a mão.
– Depois de tudo que passamos e sofremos Bella?
– Nada acontecerá. E nem aconteceu. Você mesmo pode ver pelos pensamentos dela.
Eles conversavam entre eles dois apenas, excluindo todo o resto de nós. Alice pegou em minha mão, e me arrastou para meu quarto. Dizendo que meu pai havia aceitado a idéia e que eles precisavam conversar. Sentamos-nos na cama, e ela me entregou três papeis coloridos, com algumas escritas em preto.
– OK! Agora, você quer que tema? Grego, Conto de fadas ou Moulin Rouge?
— Não pode ser uma simples festa?
– Não. Essas festas são chatas. Eu faria uma festa Moulin Rouge!
– Que tal deixar essa para o meu aniversario de dezoito anos? Já que você me obrigará a fazer outra festa mesmo.
– Excelente idéia Ness! Então esta será a de dezoito anos, e a de agora?
– Porque não um baile de máscaras? – sugeri cansada de tudo aquilo.
– Ainda bem que você puxou a mim. Pois se tivesse puxado a sua mãe, ela pediria uma festa com temática de corações! – ela beijou minha bochecha – Perfeita escolha querida! Irei imediatamente providenciar sua roupa. E eu quero a lista dos convidados daqui a uma semana. OK?
– OK! — Ela ia saindo do quarto, quando eu resolvi tentar algo.
– Tia, você não tem algo para me contar? – ela estatelou na porta, e me olhou se fazendo de confusa.
– Do que você esta falando?
– Se você soubesse de algo; algo importante, você me contaria?
– Claro que sim! Mas porque esta pergunta?
– Porque meus pais odeiam tanto os lobos? Quando o resto da família, não se incomoda com eles?
– Não esqueça de Rosalie.
– Não fuja do assunto. Porque eles não querem que eu seja amiga deles?
– Acho... Deve...- ela gaguejou, e ver Alice gaguejando, era porque algo tinha – Porque um lobo namorou sua mãe quando humana, e seu pai sente ciúmes disso.
– Só por causa disso? De um namorico de verão?
– Si... Sim! – ela parecia bem nervosa – Querida, Jasper está me chamando. Outra hora conversamos.
Esperei um pouco, e sai do meu quarto. Indo em direção ao quarto de Rosalie. Bati na porta e escutei um “entra querida”. Cautelosamente entrei no quarto, e encontrei minha tia mexendo no computador. Sentei-me na cama, e fiquei mexendo nos meus anéis. Eu estava ficando nervosa por causa do meu pai.
– Tia, sobre o que minha mãe e meu pai conversavam lá embaixo?
– Não sei do que esta falando querida, eu não estava lá.
– Estava sim, e mesmo que não estivesse. Irias escutar! – cruzei os braços esperando sua resposta. – E então? – ela bufou, e girou a cadeira, ficando de frente para mim.
– Eu não sei meu anjo. Prefiro não me meter na vida de seus pais. Apesar de lhe amar muito, e lhe ter como uma filha.
– Mas então porque eles odeiam tanto os lobos?
– Por favor, Nessie! Eles fedem! E tem pelos!
– Tia...
– Provavelmente, seu pai tem ciúmes deles. Pois sua mãe teve um caso com um deles quando humana. – Se eles estavam mentindo; eu achava que não. Pois Alice havia me dito a mesma coisa.
– Foi um caso muito sério? Tipo...
– Tipo, sua mãe ter que escolher entre Edward ou o lobo lá!
– Nossa! Mas qual é o nome dele?
– Querida, eu já falei demais. Deverias perguntar á sua mãe, ela é a mais indicada para lhe contar isso.
– Obrigada Rose. – beijei sua bochecha – Tia alivia a barra do Emmett!
– Vou pensar no caso dele! – ela fez cara de brava. Apesar dela nem precisar. E logo após riu comigo. Beijei sua bochecha e sai do quarto, pensando no que eu poderia fazer para passar o tempo. Até que meu poodle estivesse disponível.
– Ness! Venha aqui comigo. – escutei minha avó gritar da cozinha.
Cheguei na cozinha, já sentindo o cheirinho de chocolate. Minha avó estava em frente ao fogão, fazendo a cobertura para um maravilhoso bolo de chocolate que estava ao seu lado.
– Quer me ajudar? – ela virou e sorriu para mim.
– Claro que quero!
O que melhor mataria o tempo, do que uma tarde, comendo bolo de chocolate e conversando com minha avó amada?
JACOB POV
É o amor, que mexe com a tua cabeça e te deixa assim.
Eu estava em forma de lobo, pensando em Nessie. Quando Leah Xororó entrou na minha mente, cantando.
Que engraçadinha Leah!
Eu só estou falando a verdade. Não sei ao certo o que se passa entre você e Ness, mas pude notar que ela te deixou assim...
Vi na sua mente a imagem de seu primo Marlenne, fazendo bem me quer, mal me quer.
Valeu, por me comparar com o sem pregas!
Estou zoando! Não quer me contar o que esta acontecendo?
Você é minha ex-namorada, é estranho falar contigo sobre isso.
Jake, eu sou sua melhor amiga!
Tudo bem. Eu e Ness estamos namorando.
Ai que bonitinho! Posso até imaginar como Bella ficará feliz!
Já eu me vejo sendo castrado pelo Edward.
OK! Você ganhou dessa vez!
Mas Leah, ninguém pode ficar sabendo.
Sim senhor! Vamos comigo ver Seth?
Eu vou, mas se a tripa seca me tocar...
Já sei, ele vira vegetal!
Corremos até a entrada do vilarejo, aproveitando para fazer a ronda. Algo me dizia que Sam estava deixando aquilo de lado. Voltamos à forma humana e seguimos o resto do caminho a pé.
Estávamos entrando na casa de Leah e Seth, quando ouvimos gritos de socorro.
– MARLENNE! – falamos juntos. A primeira ideia que se passou na minha cabeça, foi de que Seth poderia ter perdido o controlo com seu primo e o ferido.
Mas pensei totalmente errado. Seth estava no corredor, se esquivando de coisas que eram jogadas nele.
Eu e Leah lentamente e sem vontade nenhuma de ajudar, nos sentamos no sofá; enquanto a terceira guerra mundial acontecia bem a nossa frente.
– Joseph, eu não quis dizer aquilo! – Seth tentava de todo jeito desviar dos objetos.
– Você quis sim! Nunca fui tão humilhada em toda a minha existência! E É MARLENNE! – a voz de seu primo ecoava pelos cômodos da casa.
Leah deu leve bocejo e seu irmão notou a nossa presença ali; correndo e se atirando atrás do sofá.
– E ai cara, tudo bem? – cumprimentei Seth com uma batida de mãos.
– Melhor impossível!
– Eu percebi. – Leah comentou – Quais foram os danos até agora?
– Nenhum. Ele não conseguiu me atingir ainda.
– Eu to falando da casa seu imbecil!
– Vá a merda! – ele olhou para frente e começou a contar — Alguns pratos e copos, o vaso da mamãe, um espelho...
– Espero que ele passe esses sete anos de azar, bem longe daqui! – comentei temendo que a rapariga ficasse ali na cidade.
– Uma cadeira velha, quase quebrou um vidro, e...
– E? – Leah perguntou receosa.
- Seu perfume favorito e sua boneca de porcelana.
Leah deixou o queixo cair lentamente, enquanto petrificava. Ela olhava para um ponto fixo na parede; suas pupilas estavam dilatadas e mãos agarrando fortemente a manta que cobria o sofá. Balancei minhas mãos rentes a seu rosto e nada.
– Seth o que aconteceu?
– Era a boneca que papai havia lhe dado, quando criança. – ele falou com pesar na voz.
Ouvimos mais coisas serem quebradas, e gritinhos entéricos ecoarem pela casa.
- O que você fez para ele? – perguntei para ele, tentando de maneiras diferentes, tirar Leah de seu transe.
SETH POV
Acordei, quando escutei uma voz esganiçada cantar alto. Parecia que o gato do vizinho estava morrendo afogado.
Levantei a contra gosto, a fim de descer o cacete no estrupício que estava miando aquilo. Comecei a andar pelos corredores da casa, fazendo uma pequena pausa na cozinha, para pegar uma caneca de leite.
Fazer o que? Mamãe acostumou mal!
Voltei a procurar aquela maldita voz que estragou logo cedo minha manhã e o resto do meu dia. Cheguei perto do banheiro e coloquei o ouvido na porta, imaginando quem poderia estar ali dentro e cantando Tati quebra barraco.
Então desce, desce, desce glamurosa
Sobe, sobe, sobe glamurosa
Forcei a porta, mas ela estava trancada. Olhei para cima e vi uma “plaquinha” cor de rosa, com muita purpurina; pendurada na porta; e nela estava escrito:
Ocupado pela Diva Master;
Volte em duas horas.
– Marlenne! – trinquei os dentes, da tamanha raiva que eu sentia daquela bicha “chechelenta”. Tomei o resto do leite, e joguei a caneca num quanto. Exercitei meus braços e alonguei minha coluna, me preparando para arrombar aquela porta.
Dei alguns passos para trás e me impulsionei para frente, batendo com meu ombro direito na porta, fazendo a tranca quebrar.
– AH! Que falta de privacidade é essa? – Marlenne colocou as mãos na cintura e me fitou furiosa.
Na sua cabeça tinha uma toalha cor de rosa bebê; presa embaixo de seus braços, outra toalha maior que ia até a metade de suas cochas. Com as palavras “Diva Absoluta” bordadas nas extremidades. As unhas pintadas de laranja e no rosto um troço verde.
– Isso é diarréia de bebê? – perguntei apontando para o troço. Suas mãos voaram no espelho enquanto sua boca se abria e seus olhos se esbugalhavam.
Ela gritou sacudindo os braços; e eu com o susto gritei junto. Peguei na maçaneta quebrada e a fechei. Eu ainda gritava e meu primo também. Andei até meu quarto atônico, e gritando- ainda. Engasguei quando minha garganta ficou seca de tanto berrar.
– Sai encosto! Sai deste corpo que não te pertence! – sacudi-me no intuito de me livrar daqueles berros que ainda ecoavam na minha cabeça.
– Você not viu aquilo, OK? – meu primo apareceu na porta do meu quarto já vestido devidamente.
– O que você estava fazendo? – indaguei.
– Eu estava cuidando da minha beleza extra natural! – ele falou lixando as unhas.
– E pra isso, precisa passar bosta de bebê no rosto?
Ele me olhou, fazendo aquela cara de quem ia me matar; e batendo o pé no chão.
– Aquilo era extrato de algas marinhas, com essência de menta.
– Não to vendo nenhum efeito! Não era pra tirar a feiúra aquilo?
Ele largou sua lixa no chão e com os olhos lacrimejando começou a atirar-me coisas.
JACOB POV
– Está explicado agora! – Seth havia me contado todo o drama. E Leah continuava travada; eu já estava ficando preocupado.
Marlenne apareceu na sala com a cara toda vermelha, e com um tipo de faca na mão.
– Não me diga que você virou amigo da morte?
– Ela se veste muito mal! Eu sou uma Diva, não uma “coveira”! – ela revirou os olhos, e eu fiquei com cara de quem não tinha entendido nada versus nada – Aquelas pessoas que fazem a cova da ralé Jakezinho! Ah Oi querido! – ele relaxou a posição e sorriu largamente; batendo os enormes cílios. Ele que não viesse para o meu lado; ai sim ele iria virar BFF da morte.
– Eu sou apenas caçadora de bofes mal agradecidos.
– Eu não tenho culpa se você tem cara de quem leva soco todo dia. – Seth levantou de trás do sofá e o encarou.
O olho direito de Marlenne tremeu, e sua narina inflou. Suas mãos apertaram ao redor daquele tipo de faca que ele tinha na mão.
– Not me provoque priminho! Eu tenho O PODER AND A FORÇA! – ele deu dois passos a frente, ficando bem próximo a nós, e chacoalhou a faca – OLHA A FOICE! – errado, ele chacoalhou a bendita foice.
Leah ao escutar sua voz, soltou um pequeno murmúrio; e lentamente fechou a boca e apertou os olhos. Finalmente ela havia saído do transe. Olhou de canto para Marlenne, e levantou-se; andando até seu primo como um robô. Seth tentou lhe impedir, chamando seu nome algumas vezes, mas nada adiantou.
– Ai miguxa, ainda bem que você esta aqui para me apoiar.
Antes que Marlenne pudesse lhe dar um abraço Leah lhe deu dois tapas cara. No mesmo instante, a rainha do drama colocou a mão no resto e abriu a boca, largando alguns “O's”.
– Eu sempre soube que você era igual ao seu irmão. Vocês são tudo filhote do curupira! Not se esqueça priminha que eu tenho O PODER AND A FORÇA! OLHA A FOICE!
– Cala boca, bicha de liquidação! – Leah gritou, arrancando a foice da mão de seu primo – Você não é o Magneto para ter o poder, e muito menos o He-Man para ter a força! E essa sua foice ta mais pra lixa de unha!
Os olhos de Marlenne começaram a encher de água, e seu beiço inferior tremer. Seth já estava do meu lado, roncando profundamente; como se nada tivesse acontecido.
– Oh priminha! Perdoe-me! Not foi minha intenção causar tudo isso. É que eu viro uma onça “pinktada” quando me tiram do sério!
– Sério? Não queria nem saber o que eu viro, quando me tiram do sério. – Leah falava furiosamente, suas mãos tremiam e sua voz era de colocar medo. Marlenne foi ao chão, beijando os pés de sua parenta. E desabou no “berrero”, tava mais pra bezerro desmamado do que pra bicha quando estraga o salto do sapato. Vi Leah aos poucos relaxar, e largar a foice no chão.
– Not me mande de volta para aquele covil de bichas sem brilho. Eu sou uma estrela, mereço o melhor! Enquanto eu not conseguir, posso ficar aqui miguxa? Please! Prometo not incomodar ninguém! Só not prometo que irei me socializar com essa ralé, esse bando de índio caingangue!
– Tudo bem Joseph, pode-se levantar já! Ninguém aqui irá te matar! – o garoto ainda chorava aos pés dela – Joseph? Eu mandei você se levantar! – e a criatura do diabo ainda continuava lá, bem que ela podia se afogar na poça de choro – MARLENNE! SUA ROUPA VAI SUJAR!
Em meio segundo a bicha já estava de pé, e limpando os olhos com um lencinho amarelinho. Assoprou o nariz, e depois ofereceu o lencinho a Leah; que recusou educadamente.
– Ainda bem que você me avisou do chão sujo. Eu só trouxe roupa de marca. Dolce e Goiaba, Valgentino, Pior, Os carde la Renta, Mersace, Vitória sicretes...
– OK! Eu já entendi! – Leah ergueu a voz, pois Marlenne falava que nem uma metralhadora.
– Por exemplo, essa que estou usando é SDS! Você ficaria linda com um vestido dessa marca!
– SDS?
– Sim. Só Deus Sabe.
Vi que Leah tentava segurar o riso, e eu fiz o mesmo, mas o abafei em uma almofada.
– Olha Marlenne, eu lhe peço desculpas pelo meu chilique. Eu não sou perfeita.
– Mas eu sou! Vem que eu te ensino miguxa.
Pasma, pela cara de pau que Marlenne tinha; Leah saiu sendo arrastada por seu primo até a cozinha. Enquanto Seth espirrava seu bafo em mim, e roncava que nem um porco; eu aproveitei a distração das miguxas e arrumei um pouco a casa quase destruída. Eu devia alguns favores a Seth e Leah, nada mais justo que ajudar. Peguei o mp3 rosa choque que estava largado encima da mesa e coloquei os fones no ouvido. Ele podia ser de Marlenne, mas pelo menos não me incomodaria, pois meus pensamentos iam estar todos em Renesmee.
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