Notas iniciais
Oi gente, aqui é a Aline. A Gi teve alguns problemas p postar e pediu pra que eu postasse aqui. Queria lembrar vocês que a fic está acabandoooo, infelizmente mas pensem pelo lado bom, essa é a primeira fic que essa inutil termina hahahah te amoooo giiiiii ❤️ enfim, comentei aiiii!

Os seguintes dias em Sevilla foram tão corridos de shows, ensaios e entrevistas que os momentos livres eram escassos. Dormíamos tarde e acordávamos cedo, em um pique que estava levando-nos a obter olheiras abaixo dos olhos. Mas ninguém poderia negar que aquela havia sido uma experiência incrível e emocionante, e além do mais, que havia arrecadado muitos fundos ao Studio. Assim, os dias foram passando e enfim chegou o momento de voltarmos a nossa amada Buenos Aires.

Violetta se agarrou no pé da cama do hotel, protestando por não querer ir embora. Eu demorei para conseguir tirá-la de lá, quase tive que chamar seu pai para ajudar. Falando nele, as coisas entre eu e German estavam ótimas e alegres, por mais que não tivéssemos muito tempo para jogar conversa fora. German estava louco para voltar e enfim termos um tempo livre juntos, e eu confesso que também estava. Era agonizante estar noiva, estar perto de seu noivo e não conseguir fazer nada além de trocar alguns beijinhos porque estávamos atrasados para algum compromisso. Às vezes era divertido, eu tentava enchê-lo de selinhos ao mesmo tempo em que Violetta me puxava e bufava para irmos ao ensaio logo. Mas outras vezes era completamente desagradável, quando os momentos esquentavam mas não podiam ser levados a frente porque tínhamos um show em alguns minutos. Buenos Aires era a nossa salvação, com certeza.

Pegamos um vôo às onze da noite. A viagem durava onze horas, portanto teoricamente chegaríamos em nossa cidade às dez da manhã. Mas não era o caso, já que o fuso lá era outro. Quando chegarmos, seria seis da manhã em Buenos Aires. De qualquer jeito passaríamos a madrugada inteira dentro do avião, o que significava uma noite mal dormida e colunas doloridas. Pelo menos pra mim. Eu não sabia dormir em lugares que não fossem uma cama, mas parecia que as coisas eram diferentes para o resto de meus alunos. Eu e German fomos novamente nos primeiros assentos da classe, e quando eu olhava para trás podia ver todos eles dormindo. Bufei. Até meu noivo quase babava ao meu lado. Só restava uma única alternativa para mim: peguei minha bolsa, pedi água para a aeromoça e assim tomei um calmante que me derrubou na hora. Dormi como um anjinho feliz.

– Amor — fui sacudida levemente. Abri meus olhos com moleza e enxerguei tudo embaçado por alguns instantes. Murmurei, com sono.

– Que é? — cocei os olhos, fazendo minha visão voltar ao normal. Minha cabeça doía. German sorria carinhoso para mim e por trás dele eu via um amanhecer lindo acontecer pela janelinha redonda. — Estamos em Buenos Aires?! — despertei.

– Sim — ele riu, também olhando para a janela. — O dia está nascendo. Seria romântico se estivéssemos numa praia, mas as circunstâncias só nos permitem isso. — segurou minha mão.

– Você realmente me acordou só pra que tivéssemos um momento romântico assistindo ao nascer do sol juntos? — fiz careta, o que arrancou risadas de German.

– Não, sua chata — ele me deu a língua. — Te acordei porque já vamos aterrissar. Ajeita esse cabelo aí que você está parecendo a Merida desse jeito.

– Ow, seu folgado! — dei um tapa em seu ombro, fazendo bico e tentando ajeitar meus fios de cabelo. German ria.

– Você sabe que eu te amo mesmo descabelada — beijou o cantinho de minha boca e sorriu.

– Seria mais legal se você dissesse que eu fico linda mesmo descabelada, mas tudo bem — sorri divertida.

– Oh, desculpe, mas você sabe como eu odeio mentiras — German ergueu os ombros, fazendo graça. Abri a boca, indignada, e dei-lhe mais um tapa. Ele se acabava de rir.

– Não quero mais casar com você, toma — fiz um esforço para tentar tirar o anel do dedo, mas ele não saía de jeito nenhum. Bufei. — Você colocou cola, foi, espertinho?

– Na verdade, deve ser seu subconsciente querendo que você não faça isso — German me puxou para deitar em seu peito. — Eu estava brincando, gatinha. Você vai estar sempre linda pra mim.

– Oh, que fofo, amor. — ri baixinho e dei-lhe um selinho.

Naquele instante, a aeromoça anunciou aterrissagem e todos começaram a colocar os cintos. Minutos depois, estávamos em solo argentino. Sorri, ansiosa para rever a minha casa e a minha rotina. Os pais de muitos alunos os esperavam no aeroporto, assim, todos corriam para pegar suas malas e ir abraçar sua família, logo iniciando a contar como fora a viagem. Eu peguei minhas coisas e esperei minha sobrinha e German enquanto observava a cena. Os pais de Leon o abraçavam com força, dizendo que ficaram com saudades. O irmão de Fran bagunçava os cabelos dela. Camila dava saltinhos no lugar, tagarelando para sua mãe e seu pai. Naty abraçava sua irmã mais nova. Eu achava engraçado a maneira como os pais sentiam falta dos filhos em pouco tempo. Passamos apenas uma semana na Espanha e eles já estavam fazendo todo este drama! Imagina se passássemos um mês?

Enquanto passava o olhar pelo local, avistei Ludmila. E então meu coração se apertou bruscamente. Lá estava ela, sozinha, sentada em um banco enquanto brincava com sua mala rosa. Fingia não ligar para o reencontro familiar que acontecia no local, mas eu tinha certeza de que ela não estava bem e sentia falta de sua mãe. Mesmo que sua mãe fosse alguém como Priscilla, mãe sempre fazia falta. Suspirei, tomando coragem para me aproximar.

– Lu — chamei-a do jeito mais acolhedor que pude. Ludmila me olhou, um tanto sem vida. — O que está fazendo aí? Vamos, German já chamou um táxi pra gente. — me sentei ao seu lado.

– Nem vem, Angie — a menina suspirou. Ela não usou um tom grosso. Usou um tom... cansado.

– Ah, Lud, eu sei como está se sentindo. Não é legal não ter sua mãe por perto para compartilhar sua experiência no exterior, mas eu queria que soubesse que não está sozinha. Família não precisa ser necessariamente de sangue... — acariciei, um tanto receosa, o braço dela.

– O que me faz mal não é a ausência dela. — Ludmila desabafou, cuidadosa. — Mas é que eu sei que mesmo se ela estivesse aqui, ela não estaria se importando tanto quando a mãe do Leon ou o pai da Camila, por exemplo.

Respirei fundo, olhando ao redor. — Eu entendo e posso imaginar o quanto deve doer. O lugar de uma mãe é único, tão grande que ninguém é capaz de preenchê-lo por inteiro. Eu sei disso. Mas eu sei também que existem mais pessoas no mundo, além dela, que te querem bem. Você tem a mim, o German e a Violetta agora. Acredite, podemos não ser como uma mãe perfeita, mas amamos você. E vamos estar aqui pra te ouvir.

Ludmila me encarou por alguns segundos. De repente, me envolveu com um abraço apertado. Sorri, aliviada.

– Estou muito feliz que o German tenha te pedido em casamento — ela falou um pouco mais alegre. Ri baixinho, me afastando.

– Acredite, eu também. Mas não só porque eu o amo, e sim porque ele me deu uma família que eu também amo. Violetta e você. Querendo ou não, você faz parte dela, mocinha. — segurei seu rosto.

– Eu sei — a menina respirou fundo, abrindo um sorriso sem mostrar os dentes. — Obrigada, Angie.

Sorri, carinhosa. Ia respondê-la quando Violetta nos chamou de longe dizendo que o táxi já havia chegado. Então, pegamos nossas malas e fomos.

XX

German destrancou a porta da forma mais cuidadosa possível, para não fazer barulho. Afinal, eram sete da manhã e não queríamos acordar ninguém. O que na realidade foi em vão, porque assim que entramos Olga veio correndo e gritando para nos abraçar.

– VIOLETTA, SENHORITA LUDMILA! — a mulher abraçou as duas meninas ao mesmo tempo, esmagando-as.

– Pode me chamar apenas de Ludmila, Olga — a loira riu. Vilu sorria.

– Olguinha, está nos sufocando! — a morena murmurou, fazendo a mais velha soltá-las.

– Fiquei com tanta saudade de vocês! — Olga sorriu, e então olhou além delas, onde estávamos parados eu e German. — Vocês dois! — foi a nossa vez de sermos abraçados.

– Oi, Olguinha! — respondi da maneira mais carinhosa que pude, enquanto era esmagada.

– Vocês estão de mãos dadas? — Olga se afastou bruscamente quando percebeu. Eu sorri e troquei um olhar com German. — O que está acontecendo aqui?

– Primeiramente, estou feliz em revê-la, Olga — German mordeu os lábios, prendendo o riso.

– Papai pediu a Angie em casamento! — Violetta gritou, entusiasmada. Os olhos de Olga se arregalaram e sua expressão foi de puro choque.

– Eu não acredito! SENHOR GERMAN, VOCÊ ABANDONOU A COVARDIA? — ela voltou a gritar. Soltei uma risada, ao que o homem ao meu lado bufou.

– Né? Ele finalmente tomou coragem! — sorri, apertando as bochechas de meu noivo ao meu lado.

– Menos, amor — German me puxou para mais perto e me beijou de repente. Quis rir, podia até imaginar a cara das três que observavam a cena, mas apenas fechei os olhos e me concentrei no curto e doce beijo.

– Eu gosto muito de vocês juntos — Violetta se pronunciou — Mas eu não preciso assistir isso — fez careta.

Ludmila riu. — Vocês vão dar o que falar, estou até vendo. — balançou a cabeça e saiu da sala com sua mala.

– Por que eu não estava sabendo?! — Olga reclamou, porém ainda em choque. — QUERO QUE ME CONTE TUDO, ANGIE! — a mulher pegou minha mão para ver o anel — Oh, meu Deus... RAMALHOOOO, EU QUERO UM DESSES! — então ela saiu me puxando para a cozinha enquanto gritava. Olhei pra trás e vi German e Violetta rindo da minha cara, e então German fez um gesto de que ia tomar banho e subiu.

No final das contas, decidi ajudar Olga a fazer o almoço e acabamos passando a manhã toda falando da viagem, principalmente da parte em que eu virei noiva de seu patrão.

– Eu me sinto estranha, porque sempre que estive nessa casa o German tinha outras noivas. E agora... eu estou neste cargo. — falava enquanto picava o alho.

– Eu estive pensando nisso. Você não se sente incomodada? — Olga comentou. Franzi a testa, negando com a cabeça. — Porque você pode ser só mais uma delas. German sempre as pede em casamento tão rápido...

Fiquei enjoada de repente. Olga continuou falando, mas eu parei de prestar atenção em suas palavras. Aquilo havia atingindo meu coração como uma flecha, e eu me senti tão insignificante quanto uma folha que caiu da árvore. É claro que ela falou aquilo na inocência, Olga nunca tinha a intenção de machucar as pessoas. Mas daquela vez, machucou. Como eu nunca havia pensado nisso antes? Será que eu era mesmo só mais uma delas? Será que German fazia declarações e comprava lindos anéis pra todas? Será que ele mostrava completamente seu lado sensível pra todas? Será que ele tinha a mesma mania de dar beijinhos no queixo delas? Mordi os lábios. Respirei fundo, tentando me concentrar na cenoura que agora eu picava. Óbvio que nada adiantou. Meu coração se apertou numa angústia e uma vontade tremenda de chorar me invadiu.

– Angie? Angie! — Olga acenava para chamar minha atenção. Quando a olhei, um tanto assustada, tentei sorrir da forma mais convincente possível.

– Quê? — suspirei, voltando a olhar para a cenoura.

– Você está bem? Parece que saiu do ar por alguns instantes. — a mulher me olhava um tanto preocupada.

– Ahm.. estou sim, Olguinha. Fique tranquila. — não a olhava. Se dando por vencida, ela voltou a fazer o que estava fazendo. Respirei fundo.

– Hum, que cheirinho bom — German se pronunciou, entrando na cozinha. Ele estava com outra roupa, e os cabelos estavam molhados. Ótimo, sua presença era tudo o que eu precisava. Ainda mais quando ele se aproximou e me abraçou por trás, depositando um beijinho em meu ombro. — Linda.

Apenas sorri. Não queria falar nada. Estava pensativa e um tanto ferida.

– Psiu, fala comigo. — German continuou. Inclinei a cabeça pra trás, para olhá-lo.

– Estou cortando cenoura, não tá vendo? — murmurei. A grosseria saiu sem intenção, eu juro. Me arrependi depois da cara de surpresa que ele me lançou. Ameaçou me soltar, mas eu rapidamente soltei a faca e repousei minhas mãos por cima das dele, impedindo que ele tirasse-as de minha cintura. — Desculpa.

German sorriu de lado. — Tudo bem. — beijou meu queixo. — Uma hora eu me acostumo com seus surtos de chatice. — sorria.

– Ei! — ri baixinho. — Bom, eu sou assim. Se quer casar comigo, vai ter que se acostumar mesmo. — dei de ombros.

– Anotado, madame. — me apertou de uma maneira gentil. Virei-me novamente para as cenouras e continuei meu trabalho. German repousou o rosto em meus ombros e ficou observando. Olga, um pouco mais distante de nós, preparava o molho. — Cadê a nossa aliança, amor?

– Está ali — apontei para o cantinho da bancada. — Tirei para não sujar.

– Agora você conseguiu tirar? — ele riu. — Então quer dizer que na hora do avião era mesmo seu subconsciente.

Mordi os lábios. — Maldito subconsciente... — rimos juntos. German, pelo visto, não estava a fim de ficar longe de mim. Ficou ali por um tempão, me abraçando e espalhando beijinhos por todo lugar que alcançava. Aquilo me desconcentrava, mas eu não ia pedir para que ele parasse. Eu não queria que ele parasse. Confesso que não foram poucas as vezes que me perguntei, naquele momento, se ele também fazia isso com as anteriores. Me sentia angustiada, mas também me sentia exausta demais para iniciar uma discussão. Portanto me deixei levar pelo momento.

Logo o almoço ficou pronto e fomos todos comer. Deixei minha mala na sala mesmo, afinal, eu só estava ali na mansão de passagem. Hoje mesmo voltaria para minha casa e para as minhas coisas. E estava ansiosa por isso.

XX

– Amor — German correu atrás de mim. Eu estava indo ajudar Olga a lavar a louça depois do almoço. Olhei-o e o vi todo alegre vindo em minha direção.

– Diga — cruzei os braços, sorrindo sem mostrar os dentes.

– Vem cá, quero te mostrar algo — ele sorriu, pegando minha mão e puxando-me até o escritório. Quando entramos, havia um grande álbum sob a mesa de trabalho. Sorri, já imaginando o que viria.

– Eu ia ajudar a Olga, mas se você insiste...

– Olga é paga pra isso. Você fica aqui comigo.

German puxou uma das cadeiras para o outro lado da mesa, o lado onde ele trabalhava, para que eu pudesse me sentar. Ele sentou-se na sua própria cadeira, como costume.

– Hum, o que é isso? — mordi os lábios, divertida. Toquei a capa do álbum e passei o dedo, me divertindo com a textura detalhada.

– Bom — German sorriu, um tanto sem graça. — Se vamos nos casar quero que você se case com o German por inteiro, e não com apenas parte dele.

Olhei-o. — Não entendi. — levei uma mão até seu cabelo, para ajeitá-lo. O homem puxou minha cadeira para o mais perto possível, dando assim um beijinho no canto de minha boca.

– Quero que você conheça a minha história. É algo que eu guardo apenas pra mim, uma parte intocável da minha vida. Mas eu te amo tanto que quero que você saiba de tudo. Quero que seja minha confidente. Quero que seja a única pessoa neste planeta que saiba todos os detalhes sobre mim, sobre minha vida. Quero compartilhar tudo com você, Angeles. Quero que você se case não só com o German do hoje, mas também com o German que eu sempre fui. Quero que nossas vidas estejam completamente entregues um ao outro. E quero te entregar a minha agora, entregá-la desde o meu primeiro segundo de vida. Quero que seja aquela que me conheça até nas coisas obscuras, quero ser completamente e unicamente seu. Por isso, nada mais justo do que te revelar as profundezas da minha história. Você vai ser a única que vai saber de tudo, pois eu confio em você. E quero me entregar a você. — ele suspirou, parecia tenso. Mesmo depois de um pedido de casamento daqueles, German ainda tinha palavras que acertavam em cheio meu coração e me tornavam uma mulher ainda mais apaixonada. Era inacreditável.

– German — murmurei, um tanto emocionada. — Você nem imagina o quanto isso me deixa feliz. Mas antes de você dizer qualquer coisa, eu preciso fazer uma pergunta que está entalada aqui — segurei minha garganta, suspirando. Tinha quase certeza de que minha voz saíra um tanto trêmula.

– Pode falar, Angie — sorriu pequeno, segurando minhas mãos.

– Eu sou só mais uma delas? — soltei rapidamente em meus cinco segundos de coragem, fechando os olhos para não ver sua cara.

– Hã? — German pareceu não entender. Reabri os olhos e respirei fundo. — Mais uma delas? De quem?

– É, Ge... das suas outras noivas. Eu estava conversando com a Olga e ela disse que..

– Espera. — German me interrompeu, respirando fundo. — Eu já entendi. Angie, você sabe que a Olga fala mil coisas sem sentido. Não, você não é mais uma delas. Nunca foi. Sim, eu trocava de mulher uma vez por ano, mas era por um único motivo. Enquanto eu estava com a Jade, eu amava você. Enquanto eu estava com Esmeralda, eu amava você. Enquanto eu estava com a Priscilla, eu amava você. — ele apertou minhas mãos. — E hoje eu estou com você, amando você. Eu só fui pulando de uma pra outra porque nenhuma delas era quem eu amava de verdade. Se eu estivesse com qualquer outra hoje que não fosse você, tenho certeza de que terminaria com ela também — disse divertido, me arrancando um sorriso. — E hoje eu estou com a mesma mulher que amo. É compatível. Por isso, você está longe de ser uma delas. Eu nunca fiz com elas nada do que tenho vontade de fazer com você. Eu nunca estive sequer prestes a expor a minha vida como eu vou fazer com você agora... por favor, não deixe as loucuras da Olga te confundirem. — seu olhar implorava.

– Ai, desculpa — o abracei. — É que é tudo muito novo pra mim. Estou nervosa. Num dia estou solteira, no outro estou quase casada, isso assusta um pouco. — encolhi os ombros e me afastei. German levou uma mão ao meu rosto.

– Eu sei que assusta. Pode não ser meu primeiro casamento, mas também me assusta. Estamos juntos nessa, Angeles. E se somarmos nossas forças, nada nesse mundo vai nos abalar. Eu juro que vou te proteger. — e então me beijou. Aquele beijo que desfazia todos os pontos de tensão que eu carregava em minhas costas, que me fazia ter os arrepios mais escandalosos... Eu não entendia como eu ainda podia duvidar de que aquilo era real.

– Te amo. — terminei com um selinho e me ajeitei na cadeira. German continuava parado, de olhos fechados. Parecia extasiado.

– Da próxima vez que você me beijar assim e se afastar depois você vai ver — ele murmurou, tentando manter a calma. Abriu os olhos e respirou fundo. Soltei uma gargalhada.

– Foi mal — mordi os lábios, balançando a cabeça. — Começa aí. — apontei para o álbum. Ele sorriu.

Abriu cuidadosamente a capa detalhada e demos de cara com as primeiras fotos. Lá estava um bebê gordinho e vermelhinho em uma cama de hospital, com sua mãe o segurando. Meu sorriso se abriu já escancarado.

– QUE COISA MAIS LINDA — quis apertar a foto. German deu uma risada.

– Eu tinha acabado de nascer. Três quilos e duzentos. — observou a foto, sorrindo. O olhei enquanto ele estava concentrado no álbum e tive vontade de abraçá-lo. — Foi um parto complicado. Minha mãe não tinha muita dilatação e não tínhamos tempo para uma cesária. Eu estava sufocando, precisava nascer imediatamente e até a anestesia fazer efeito não daria tempo. Por isso, foi quase uma guerra.

– Sempre soube que você era um guerreiro. Agora sei que isso se dá desde o seu nascimento — ri, acariciando as costas dele. Não era mentira. German sofreu muito, e sempre sobreviveu a dor. — E quem é este? — apontei para um garoto na foto seguinte, que estava junto com o bebê German e seus pais.

– Tiago. Era meu irmão mais velho. — meu noivo respirou tenso ao meu lado.

– O.. o que aconteceu com ele? — engoli em seco, receosa em perguntar. German me olhou e segurou minhas mãos mais uma vez.

– Eu digo para Violetta que eles simplesmente abandonaram eu e meu pai e foram morar na França. Mas a verdade é outra — o homem abriu um meio sorriso, enquanto seu olho marejava. — Eu tinha onze anos quando aconteceu. Tiago tinha quinze. Ele estava no primeiro ano do colegial, e tinha sido convidado para uma festa em uma chácara. Estava todo empolgado, e depois de muito pedir, meus pais o deixaram ir. Na mesma madrugada, ele ligou para que minha mãe fosse buscá-lo porque nenhum dos amigos podia dar carona. Não muito contente mas sem opções, ela foi, e chegando lá, minha mãe encontrou Tiago bêbado. — German suspirou, balançando a cabeça. — E ele entrou no carro com uma menina, a Margaret. Falou para minha mãe dar carona para ela, que não estava tão bêbada, mas nem totalmente sóbria. Minha mãe não ia deixar a menina lá né, então ela deu partida e assim os três foram. — falava baixo e calmo — Mas ela também não ia deixar a situação de ver o próprio filho bêbado passar, por isso eles começaram a brigar ali mesmo no carro. E bom.. — German fez uma pausa, fechando os olhos. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto. — Estava uma gritaria, o que tirou a atenção de minha mãe da pista. Ela estava nervosa... — sua voz era fraca e embargada — E isso.. fez com que ela perdesse o controle do carro e..

– Você não precisa mais dizer, Ge, eu já entendi — segurei o rosto dele com minha mão livre, já que ele segurava a outra. German balançou a cabeça, fungando.

– Tiago morreu na hora. Minha mãe e Margaret foram socorridas. Minha mãe morreu no hospital... — continuou. — Margaret foi a única que sobreviveu. Foi por ela que soubemos da história.

Eu fiquei sem reação. Ele perdeu a mãe e o irmão na mesma noite. Angustiada, sem saber o que fazer diante da cena de German chorando, eu o envolvi em um abraço. Um abraço apertado, onde ele escondeu o rosto em meus ombros.

– Você não precisa fazer isso se não quiser. — sussurrei, acarinhando seu cabelo.

– Eu preciso — German ergueu o rosto, respirando fundo. — Já estou bem. — mentiu e se voltou para o álbum. Rolei os olhos.

– Ei. Se vamos fazer isso, você vai ter que ser sincero comigo. Não sou sua colega de classe pra você esconder os sentimentos de mim. Eu sei que você não está bem e quero que admita, German. — entrelacei nossos dedos. Ele me encarou por uns instantes.

– Certo. Desculpe. Você tem razão. — me deu um beijinho. — Só não estou acostumado a chorar na frente das pessoas...

Meus lábios se abriram em um pequeno sorriso de canto. — Fico honrada em ser a primeira a ter este privilégio.

German sorriu. — Eu também. Você faz a dor parecer menor.

– Dou o meu melhor. — dei de ombros, fazendo-o rir. — Está um pouquinho melhor?

– Sim, meu amor. Vamos continuar. — ele passou a página do álbum. — Este sou eu recém nascido e este sou eu com dois meses. — mostrou as duas fotos seguintes. Mordi os lábios.

– Você está segurando uma centopeia de pelúcia? — segurei a risada. German rolou os olhos.

– Pode rir, bobona — ele balançou a cabeça, sorrindo. — Eu dormi abraçado com este bichinho até os catorze anos. Vai, ri mais.

Eu realmente ri. Ri muito.

– Ah, é fofinho — tentei me controlar, mas sem sucesso. — Certo, que bom que eu não te conheci nesta idade. — balancei a cabeça.

– Estes somos eu e o Tiago brincando. — German sorriu, passando o dedo pelo irmão na foto.

– Vocês eram parecidos. — acariciava a nuca de meu noivo.

– Todos diziam isso. Mas eu nunca achei. Eu me inspirava nele porque sempre achava que ele era melhor em tudo. Ele sempre ganhava nas corridas que fazíamos com os carrinhos de madeira. — rimos juntos. Eu estava amando conhecer sua infância. Quanto mais eu sabia, mais eu o amava.

– Me fale sobre seus pais. — sorri, curiosa. German me olhou carinhoso e me puxou para que eu me sentasse em seu colo. Sentei-me de lado em suas pernas e deitei a cabeça em seu ombro, sem parar o carinho em sua nuca.

– Meu pai era rigoroso. Sempre quis o nosso melhor, mas às vezes pegava pesado. Depois da morte de minha mãe ele ficou abalado e nunca mais foi o mesmo, até hoje.

– Ele ainda está vivo? — sorri, contente. Por que German nunca falava dele?

– Sim, mora na Inglaterra. Não falo com ele há muito tempo. — sorriu triste. — Vou chegar nesta parte da história, fique calma. Agora sobre minha mãe, ela sempre foi um amor. Era dócil e cuidadosa. Fazia a melhor comida do mundo todo! Ela brigava muito com o Tiago, mas comigo sempre foi tranquila.

– Gosto muito dela mesmo sem conhecer — beijei seu rosto.

– Este sou eu dando meus primeiros passos — os olhos de German brilharam quando ele olhou para a foto. Era uma foto linda. Ele estava andando, gargalhando e com os braços estendidos para se equilibrar.

– Suas bochechas eram enormes! Que vontade de morderrrrr — apertei seu rosto e mordi sua bochecha. German riu.

– Vai com calma, ow — ele abraçou minha cintura.

– Desculpinha — sorri. — Oh, meu Deus! E este é seu primeiro dia de aula? — meu coração palpitou com a fofura que era aquele menininho tão pequeno vestido em um uniforme formal.

– Foi sim — German sorriu. — Eu me lembro deste dia com clareza. Chorei do sinal de entrada até o sinal de saída. — rimos — Típico de toda criança. Mas no final das contas acabei gostando muito da escola, o que não durou muito, já que um ano depois, quando eu tinha uns quatro anos, nos mudamos de Buenos Aires. Fomos morar no interior, pois a situação financeira estava difícil e o custo de vida na capital não é um dos mais baratos. Na época eu não estava nem aí, mas me lembro do Tiago sofrer muito por deixar as amizades daqui. — suspirou. — É estranho falar disso. Fazia muito tempo que eu não pensava no passado, mas olhando estas fotos eu me lembro de coisas que eu não lembrava antes.

– É normal, Ge — soltei um risinho.

– Eu não gosto de falar sobre isso porque é angustiante. Eu tinha uma infância perfeita, Angie — ele me olhou. — E em uma noite qualquer, tudo se desmoronou. Eu perdi metade da minha família. Meu mundo caiu. Eu me desiludi. Entrei em depressão... Desacreditei na felicidade muito cedo. Quando tudo aconteceu, eu não suportava ficar perto das lembranças e por isso eu e meu pai nos mudamos pra Buenos Aires de novo. Então olhar para a alegria de minha infância e para a escuridão da minha adolescência me dá um pouco de medo. Me dá a sensação de que não temos certeza de nada da vida, e que de um dia para o outro tudo pode mudar. Me dá insegurança. Incerteza. Como se eu não tivesse garantia de nada no futuro, sabe? — German desabafava. — Você sabe como eu gosto de ter tudo sob controle. E olhando para isso eu me sinto vulnerável a qualquer coisa. Eu achava que tinha tudo, e de repente eu não tinha nada. Isso está completamente fora do meu controle, tudo pode ser diferente ao amanhecer. A sensação que eu tenho ao olhar para o passado é essa. De que não adianta eu estar feliz em um dia, pois quem sabe o que vai acontecer no dia seguinte? Eu tive esse pensamento por muito tempo na minha adolescência. Com dezessete anos conheci a Maria, e as coisas melhoraram gradativamente. Mas de repente, o destino fez a mesma pegadinha. Me deu esperança para depois arrancá-la de volta. Quando Maria morreu eu percebi o quanto fui tolo de acreditar de novo...

Meus olhos tinham lágrimas. Eu chorei silenciosamente com suas palavras. Foi como uma facada.

– Meu amor — segurei seu rosto. Ele viu minhas lágrimas e se assustou.

– Angie..

– Eu só me emocionei, fique tranquilo. — respirei fundo — Você tem razão, não podemos saber o que acontece amanhã. Por isso precisamos sempre viver intensamente. Viver o hoje como se fosse o último dia de alegria. Aproveitar cada segundo. Eu sei que não é fácil viver na incerteza, mas imagine o contrário? Se soubéssemos de tudo o que iria acontecer no futuro, não teria graça viver. — sorri torto.

– Eu sei. — ele riu baixo. — Você me ensinou isso quando me fez amar de novo. No começo eu tinha medo de tudo acontecer como antes. Mas o que eu sentia por você era maior que qualquer medo. Obrigado por isso, princesa.

Sorri. — Vamos continuar, vai. — segurei sua mão e voltei a olhar para o álbum.

– Este sou eu e minha primeira paixão — German apontou para a foto dele e de uma menininha, com uns cinco anos de idade, brincando juntos na escola. Fiz careta.

– Qual o nome da vadia? — bufei.

– Marissa. — German soltou uma risada.

– O QUÊ? Por que você lembra o nome dela?! — fiz cara de indignada.

– Primeiro amor a gente nunca esquece — ele ria e eu bati nele.

– Não acredito!

– Você está com ciúme de uma criança! — German balançava a cabeça.

– E daí? Hoje ela não é mais criança — rolei os olhos. Ele me abraçou.

– Relaxa, gatinha. O passado a gente deixa no passado. — me deu um selinho enquanto ainda ria.

– Chato — dei a língua e me passei a página do álbum para não ter que ficar olhando para aquela foto nunca mais. A próxima foto era de German abraçado com sua mãe. Pude vê-lo sorrir tristemente.

– Eu quis esconder as coisas de Maria da Violetta porque eu sofri quando via as coisas de minha mãe espalhadas ao redor da casa. — German desabafou, do nada. Ele encarava o além. O olhei, confusa. — Quando minha mãe morreu, meu pai deixou tudo no lugar. E olhar para fotos, roupas ou qualquer outro pertence dela fazia a dor se remoer dentro de mim. Eu nunca quis que Vilu passasse pela mesma coisa. — suspirou. — Desculpe falar isso do nada, estava entalado.

Sorri triste e acariciei suas costas. — Hoje eu entendo. Me perdoe por tanto escândalo na época.

– Você não sabia, tudo bem — German sorriu torto.

– Por isso se afastou de seu pai? — passei o carinho para o seu cabelo.

– Sim. Eu me mudei pra Buenos Aires novamente no colegial, e fiquei morando sozinho. Meu pai vinha me visitar e eu também ia lá, mas desde então ele mudou muito. Desde a morte de minha mãe e de Tiago, parece que o mundo dele congelou. Mas ele tentou, eu sei que tentou. Estava presente no meu casamento com Maria, no nascimento de Violetta, nos primeiros aniversários dela... mas depois ele quis se desligar de todos nós, acabou não aguentando. Vilu quando criança lembrava muito minha mãe. Então ele se foi para a Inglaterra. Nunca mais nos vimos.

– Quem sabe isso pode mudar, não? — sorri esperançosa. German balançou a cabeça. — Ué, você mesmo disse que nunca se sabe o que pode acontecer amanhã!

– Vamos voltar a ver as fotos, vai, Angie — ele mudou de assunto e eu sorri, convencida. Então prestei atenção na foto que ele apontava em seguida.

Bom, muito mais fotos passaram, junto com histórias engraçadas e outras tristes. German se abriu comigo mais do que eu sempre pude imaginar, e depois daquilo, nunca mais me restariam dúvidas de que ele estava completamente entregue a mim.

XX

Pov Off

Assim que terminaram o álbum, Olga os chamou para jantar. Assim, eles foram. Todos estavam muito cansados, por isso comeram rápido e cada um já se dirigiu ao seu respectivo quarto. Menos German e Angie.

– Bom, acho que já vou indo para minha casa — a loira encolheu os ombros.

– Não! Passa a noite aqui. — German fez bico.

– Hum... deixa eu pensar se me faço de difícil ou se cedo logo ao que eu quero... — Angeles fez cara de pensativa, logo rindo junto com ele. — Ta bom, eu fico.

– Ótimo. Vou subir sua mala. — ele sorriu grande.

– E eu vou falar com a Violetta — a mulher piscou e subiu as escadas, indo em direção ao quarto de sua sobrinha.

Disse a menina que dormiria lá, e deu-lhe um beijo de boa noite. Quando saiu do quarto, se deparou com German olhando-a. Ela sorriu e se aproximou.

– Boa noi... — ia dizer, quando ele a beijou. — Sabia que você queria que eu ficasse com segundas intenções — soltou uma risadinha após o beijo. Angeles se manteve perto.

– E você aceitou. — German puxou-a pela cintura e beijou-lhe o pescoço. A loira arrepiou.

– Uhum. — abraçou-o pelo pescoço, sorridente. Queria aquilo tanto quanto ele. — Só pra saber, onde você colocou minha mala?

O homem soltou uma risadinha. — No meu quarto. — ele concluiu e iniciou um beijo intenso. Angie sorriu durante o beijo e correspondeu a tudo.

German encostou-a na parede do corredor, sorrindo carinhoso. Ela riu sem graça, como fazia todas as vezes que ele a olhava firmemente um tanto apaixonado. Angeles encostou suas testas, e ele apertou sua cintura. Encostaram os narizes e iniciaram um beijo cheio de paixão, era algo intenso e carinhoso ao mesmo tempo. Exploravam-se o máximo de podiam, aproveitavam cada milésimo de segundo, sentindo emoção por emoção percorrer seus corpos. E, depois de algum tempo se puxando cada vez mais, German finalmente afastou-se, olhou-a bem, respirou fundo e segurou sua mão. Então delicadamente guiou-a até a famosa porta na extremidade do corredor, aquela que Angie morria de curiosidade para ver o que havia por trás.

Ela sempre olhou para aquela porta e imaginava a decoração do quarto, imaginava se seria confortável, se teria uma cama grande ou uma pequena. Mas para ela aquele quarto sempre havia sido algo distante, apenas uma imaginação. E agora, ele havia acabado de puxá-la para dentro, e fechou a porta. Estava pouco iluminado, apenas o abajur e algumas pequenas lâmpadas no teto iluminavam. A lâmpada principal estava apagada. Além disso, ventava calmamente e as cortinas eram jogadas levemente para a frente. A luz da lua também era algo que se destacava. Porém, antes que ela pudesse prestar atenção no resto, German reencostou-a na parede do quarto e voltou a beijá-la, sem dizer nada antes. Um beijo lento, e dessa vez com ar maior de sensualidade. Ambos sentiam um desejo fervoroso, precisavam de mais. German colocou a mão por baixo da blusa da mulher, porém estava receoso em continuar. Seria a primeira vez deles sóbrios um com o outro. Mas Angie, quando sentiu o toque dos seus dedos quentes subindo sua cintura quase hesitando, levou suas mãos até o topo da camisa do homem e desabotoou os dois primeiros botões de lá, dando um leve sorriso sem nem parar de beijá-lo. A loira apoiou sua mão na pequena parte descoberta do peito do homem e acarinhou-o levemente com as unhas, como se dissesse a ele "vamos, siga em frente". Depois disso, German não pensou duas vezes ao arrancar a blusa da mulher para fora rapidamente. Ela, por sua vez, terminou de desabotoar toda a camisa dele. Mas, antes que eles pudessem voltar aos beijos, Angie olhou além do corpo do homem e prestou atenção no quarto.

Foi como um sonho se tornando realidade. Algumas coisas que imaginara eram verdadeiras, e outras eram ainda melhores. Ficou encantada ao olhar em volta. German olhou-a sorrindo e puxou-a pela mão, guiando-a devagar pelo quarto. A cama era gigante, com uma colcha cinza recobrindo-a. Em um móvel escuro na parede estava presa a televisão de última geração, e abaixo dela havia uma longa cômoda marrom e preta com diversos livros e DVDs. O closet era maior do que o imaginado, e não Angie não pode deixar de notar a maravilhosa vista que a varanda tinha. No móvel ao lado da cama havia um porta-retrato, uma foto de German com Angie e Violetta, que fez a mulher sorrir. Na parede do outro lado da cama havia mais prateleiras com mais livros, e como por impulso a loira correu pra lá.

– Ei — German puxou-a rindo baixo, impedindo que ela fosse olhar os livros. — Você vai ter tempo para olhar tudo isso depois, afinal, o quarto também vai ser seu. — ele disse carinhoso, arrancando uma risada dela. — Vem aqui. — German sentou-se na cama e sentou-a de lado no seu colo. Ele ainda estava com a camisa desabotoada, enquanto ela trajava apenas o sutiã e o short jeans.

– Eu sou toda sua. — Angeles sussurrou vendo-o admirar cada curva do corpo dela, e percebendo os olhos dele brilharem
ao verem os seios cobertos pelo pano preto.

– E eu te amo. — German deitou-se com ela na cama e colocou as duas mãos no seios dela enquanto beijava sua barriga e fazia um caminho até o sutiã. Angie sentiu um latejar incomum e um arrepio por toda a pele. Nunca se excitara tão rapidamente antes. German sorriu quando abaixou as alças do sutiã da mulher e beijou todo o busto, chegando na melhor parte. German ficou ali beijando-a por um tempo e logo depois se ajeitou, abraçando-a na cama.

Continuavam excitados, mas não tinham pressa, sabiam que tinham todo o tempo do mundo. Então, naquela posição, encararam o teto por alguns minutos.

– Vamos continuar? — German falou no pescoço da mulher depois de um tempo. Ela sorriu.

– Hum, não sei, hein — Angeles respondeu tocando levemente o volume elevado na calça do homem. German gritou levemente e se sentou na cama, arrancando gargalhadas da loira.

– Ok, isso foi um sim — então o homem tirou a própria camisa e a calça, jogou-as para qualquer canto e voltou a beijar a mulher, com todo o desejo e intensidade, até o momento em que ambos estivessem sem mais nenhum tecido bloqueando passagens. Assim, tiveram outra das melhores noites de suas vidas.

Notas finais
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