Sortilégio...

10 Capítulo 10 LOVE OF MY LIFE...


Milo largou o violino e foi em direção à porta, onde Camus estava parado. Não sabia como, mas podia sentir as batidas do coração dele, quase tão fortes e rápidas quanto as suas. Aproximou-se dele e o ruivo ergueu o rosto, sentindo-se totalmente exposto, as lágrimas rolando pela face... Não se dera conta que estava chorando até sentir o furor azul dos olhos de Milo encontrando os seus e aquela música penetrar-lhe o coração trazendo partes de si, perdidas em algum lugar, em algum tempo envolto em brumas e mistérios...

Sua respiração foi se tornando audível e o peito parecia explodir com uma emoção desconhecida e, ao mesmo tempo familiar. A proximidade de Milo, o calor de seu corpo e o olhar conectado ao seu só aumentavam o comportamento confuso e a profusão de emoções intensas.

— Camus... – disse Milo, também tomado por sensações à flor da pele, tocando-o no rosto.

Camus tentou desviar o olhar, respirar fundo, resgatar o controle, mas Milo não deixou.

— Não, não desvie... Olhe prá mim, Camus...

— Eu não sei o que acontece... Existe algo entre nós que... – balbuciou Camus.

O ruivo não terminou a frase. A boca de Milo colou-se à dele com uma avidez que prescindia de palavras. Ele o beijou com força, sorvendo o salgado das lágrimas, mordiscando aqueles lábios macios e desenhados, enquanto insinuava as coxas grossas entre as pernas do ruivo e trazia o corpo dele de encontro ao seu.

Camus acolheu aquela língua em sua boca, perdido em um redemoinho de sensações e tocou-a com a sua, sentindo-se drenado, até que mal soubesse onde ele terminava e onde Milo começava...

Os dois já não podiam mais negar a existência daquela conexão incomum e inexplicável. A paixão que os envolvia parecia dançar entre os corpos e sussurrar-lhes, junto ao beijo sôfrego, verdades ilógicas de um amor antigo e emoções viscerais que já não conseguiam ser contidas...

O ruivo deixava-se devorar por Milo e pelos sentimentos complicados que ardiam dentro dele. Percebeu que não havia onde se segurar, mas mesmo assim ele queria lançar-se no abismo desconhecido daquele turbilhão e o reconhecimento disso foi quase um alívio...

Milo... Entrega... Prazer... Reconhecimento...

O calor e a rigidez dos corpos viris se derramavam através das camadas de roupas que os separavam. Os sentidos famintos de Milo pareciam ter uma linha direta que os conectava desde os anseios da carne até as sutilezas da alma. O tesão era gigantesco, quase sufocante e, mesmo assim, quando as bocas se separaram eles se olharam por um tempo mágico, denso e carregado de um sentimento transcendente de amor, êxtase e reencontro...

Em seguida, rumaram para o quarto, os corpos batendo pelas portas e paredes, imersos nos toques ávidos e na excitação desenfreada. Despiram as roupas com pressa e pelo caminho, atiçando o prazer de roçar as peles nuas, quentes e saudosas...

Olhavam-se, enquanto as mãos tomavam posse da pele, dos ossos, até entrelaçarem os dedos, em completa sintonia. Camus sorria junto aos lábios carnudos do grego, o olhar já ébrio de desejo... Excitado, Milo invadiu-lhe, novamente a boca, lambendo, mordendo, sugando... Estava louco para sentir-se dentro de Camus, agarrar-se aos cabelos ruivos que fizera questão de soltar e sentir o aroma, explorando a textura dos fios, embriagando-se com o fogo da cor avermelhada...

Havia também aquele cheiro que o enlouquecia e que não vinha da colônia que Camus usava, mas dele, da pele alva e salpicada de pequenas sardas, do suor que se formava quando ele estava excitado... era algo etéreo e inexplicável, como se fosse o cheiro das brasas de uma fogueira...

Camus puxou Milo para a cama ampla e se entregou por completo, querendo mais, ansiando pelas mãos do grego em seu corpo... Sua mente vagava num prazer revivido, como se a sua pele estivesse impregnada daquele toque, daquele deleite que chegava a ser doloroso...

Sentindo toda a ânsia do ruivo, Milo desceu os lábios no corpo alvo,roçando-os e mordiscando cada pedacinho de pele até chegar à ereção e aspirar-lhe o cheiro, passar a língua no falo pulsante, senti-lo túrgido e deliciosamente úmido, para em seguida colocá-lo todo na boca quente, criando um ritmo forte e cadenciado.

Camus gemeu e segurou o rosto de Milo, perdendo o controle dos movimentos do corpo, movendo os quadris, fazendo amor com a boca que o fazia perder todo o senso, sentindo a pressão em sua virilha... O calor... A umidade... Milo!

O clímax veio, arrasando qualquer noção do que quer que fosse e Camus derramou-se na boca do outro, soltando um gemido alto e abafado. Milo sorveu todo o gozo, impregnando-se do gosto e do cheiro, sentindo prazer em ver a expressão lânguida de Camus.

O grego levantou-se e foi puxado com violência de encontro a boca sedenta de Camus, a língua do ruivo buscando a sua, para sentir-se nele, o corpo ainda quente e convulso do orgasmo intenso...

Beijaram-se, enlouquecidamente... uma, duas, milhares de vezes até Milo continuar com sua dominação prazerosa, segurando as mãos de Camus sobre a cabeça, prendendo-as nas suas, enquanto seu corpo deslizava sobre o dele, sua língua continuando a entrar e sair da boca do ruivo, fazendo-o gemer e estremecer...

Milo mordia o lábio inferior, enquanto deslizava a mão quente pelo peito de Camus. Os mamilos do ruivo formigaram, enquanto enrijeciam e faziam com que ele arqueasse o corpo, desejando mais contato, indo de encontro à mão de Milo.

Camus fechou os olhos enquanto o grego ia trilhando cada centímetro de sua pele com a ponta dos dedos e com os lábios. Os ombros, o pescoço, os braços, os mamilos e o abdome iam sendo despertados com uma intensidade voraz...

Ofegante, Camus entreabriu os lábios, os sentidos entrando em ebulição, o calor assolando-o como se estivesse próximo do fogo. Milo aproximou a boca daqueles lábios que puxavam o ar e tomou-os num beijo lento e profundo. Depois, mordiscou-lhe o lábio inferior, depositando breves beijos ali, enquanto se insinuava mais, deixando que Camus sentisse a sua ereção túrgida roçar em suas coxas.

O coração de Camus estava loucamente disparado e o de Milo também. O grego passou a mão sobre as costelas do ruivo, sentindo a textura da pele e a elasticidade dos músculos, o ritmo das batidas do coração dele, a expansão das costelas com a respiração. Então, em meio aos beijos quentes e molhados ele sussurrou rente aos lábios de Camus:

— Eu também não sei o que é isso que me leva a desejá-lo tanto desse jeito, mas eu te quero Camus. Quero mais do que qualquer coisa nesta vida...

Camus corou ao ver o ardor explícito nos olhos de Milo, a cor aprofundada dos lábios carnudos que o faziam delirar de tanto prazer. Entendeu, de imediato, o real sentido da palavra luxúria e uma emoção encheu seu peito, uma emoção tão forte que suspendeu sua respiração e acelerou ainda mais as batidas do seu coração, como se, em todo o corpo houvessem dezenas de corações batendo, todos, ao mesmo tempo.

Beijaram-se, novamente, de uma forma apaixonada e, insanamente, erótica. Camus apertava Milo em seus braços, devolvendo as carícias que o grego lhe fizera, acariciou as nádegas redondas com vontade e levou a mão ao falo túrgido que roçava em seu corpo sentindo toda a extensão do sexo intumescido e a sua pulsação. Milo gemeu quando Camus seguiu com a exploração, massageando ao redor, aumentando-lhe a rigidez e a pulsação intensa. A mão macia do ruivo causando uma furiosa reação de desejo em Milo.

A respiração de Camus se intensificou, imerso na agonia do desejo ele abriu-se para Milo dando acesso total ao seu corpo. Desejou que Milo o possuísse em uma atitude inédita de entrega e confiança. Não disse nada, apenas olhou-o... O pedido mudo e explícito no olhar febril de tanto desejo... As coxas se afastaram e o grego mergulhou entre elas, compreendendo a rendição de Camus... Desceu a mão para a junção entre as pernas dele. Provocou-o roçando, massageando, até introduzir os dedos na entrada pulsante de forma lenta e circular.

Camus fechou os olhos quando todos os seus sentidos centralizaram na mão de Milo e no que ele estava fazendo. Sentiu um ardor e desconforto, mas ainda assim, aquilo parecia uma promessa do que estava por vir, algo mais profundo e poderoso... E ele queria, como queria...

Inalou profundamente quando sentiu-se tocado em um determinado ponto. Seu corpo inteiro parecia em suspenso e então ele movimentou os quadris, seu corpo instintivamente procurando, seguindo o movimento dos dedos de Milo.

Ali... Naquele lugar... Um gemido escapou de sua garganta e uma onda de prazer o percorreu. Esperou que Milo repetisse o movimento, mas em vez disso, o grego retirou os dedos e outra dança sutil e sensual, começou.

O grego encaixou-se entre as suas pernas, o membro viril sondando a entrada enquanto ele movia os quadris lenta e prazerosamente... Milo apossava-se do corpo alvo, masturbando-o, lambendo-o, levando-o ao deleite extremo e fazendo-o ansiar pela posse total, única...

Foi então que, olhando-o nos olhos, Milo o penetrou, lenta e profundamente.

Camus ofegou... Um gemido longo e dolorido escapou de seus lábios, mas mesmo assim ele apertou Milo junto a si e, em seus olhos nublados de desejo mostrou ao grego o quanto o desejava...

Milo estancou e Camus percebeu como o corpo forte dele estava rígido sobre o seu, indicando quanto controle aquilo deveria estar custando a ele. Apesar da dor, estava excitado, seu corpo ardia, então decidiu que a dor não importava. Precisava ter o que o corpo de Milo prometia e o que o seu pedia... Moveu os quadris e mais uma vez, apenas com o olhar, pediu a Milo que continuasse.

Milo começou a estocar devagar, subindo e descendo numa cadência lenta, enquanto buscava a boca de Camus para beijar, lamber-lhe os lábios voluptuosamente para distraí-lo da dor e controlar-se para não se enterrar com força como seu corpo pedia...

Camus ofegava, a dor misturando-se a um prazer inédito, primitivo que crescia fazendo-o desejar que Milo se aprofundasse mais e aumentasse o ritmo. Com um gemido alto, abriu mais as pernas, forçando seu centro admitir a penetração. Sentiu a resistência, o interior ceder, então, subitamente o sexo poderoso de Milo foi até o fundo, dentro de si. Podia senti-lo pulsando em seu interior, sentir a resposta tensa de seu próprio corpo e, ao mesmo tempo, vivenciar uma completude inédita e inexplicável, como se já tivesse vivido aquele momento e seu corpo ansiasse para sentir tudo outra vez...

Milo enterrado dentro de si, estocando cada vez mais fundo, cada vez mais rápido, cada vez mais seu...

— Ahhhh... Milo... AAAAhhh... Milo! — gritava o ruivo, projetando o corpo, ao mesmo tempo em que puxava, ainda mais, o grego para si.

Atendendo ao apelo de Camus e também ao desejo furioso de seu próprio corpo, Milo quase saiu de dentro dele para projetar-se mais forte, golpeando-o nas profundezas, arrancando gemidos roucos, fazendo-o se contorcer sob o seu corpo, enquanto ele próprio gemia entrecortado e era tomado pelos tremores que antecediam ao gozo.

Camus agora movia-se junto, tomado por uma febre insuportável e uma sensação de que estava se dissolvendo e, ao mesmo tempo, sentia cada célula do seu corpo ser consumida pelo prazer feroz cavalgando-o sem piedade...

Gemendo e arfando, Camus gozou, assim que se sentiu preenchido até o fundo com uma última estocada forte. O suor verteu por todos os poros de seu corpo e o nome do grego escapou-lhe da garganta como um mantra repetido de um jeito ininteligível.

Ainda arfante, buscou a boca de Milo, ensandecido em sentir-lhe o ofego do gozo em seus lábios, tocar a língua experiente, que o fazia delirar...

Um grunhido soou na garganta de Milo, como se tivesse esperado muito tempo para ser liberado. O controle dele se rompeu e ele segurou os quadris de Camus com ambas às mãos, puxando-o para si, enquanto investia dentro dele com força.

Camus era tão quente, tão apertado, tão seu...

Num último movimento profundo, Milo inclinou a cabeça para trás, o pescoço estendido com a força do clímax, os dentes cerrados... Camus sentiu o líquido quente da liberação tão fundo dentro de si como se Milo estivesse tocando-o além da alma, destruindo barreiras, resgatando seu coração.

Os dois estremeceram convulsos e, finalmente, a tempestade orgástica acalmou, deixando Camus tremendo e Milo sem fôlego.

Sentindo como se todo o seu corpo tivesse amolecido, Camus foi tomado por uma languidez deliciosa, um torpor que inundou seus sentidos levando-o para algum lugar com carroças, fogueira e violinos...

Milo desabou sobre o ruivo, a respiração descompassada e um sorriso de plenitude.

Beijaram-se com um misto de lascívia e ternura, os corações batendo, selvagemente e, de repente, o olhar que os pegou desprevenidos, revelando algo obscuro, mas tão íntimo e profundo que completava o sexo ardente: pertenciam um ao outro de um modo inexorável, inegável e, estranhamente, predestinado.

Milo fechou os olhos e ouviu uma música ao longe que parecia ser sua, tocada por outro homem, em outro tempo, em outro lugar... Sem saber por que, lágrimas surgiram nos seus olhos e ele apertou Camus, ainda mais junto ao corpo e lhe acariciou as costas, certificando-se que tudo o que acabara de acontecer era real e palpável.

— Você está bem? –perguntou Milo, e havia um tom íntimo, naquela voz profunda, um tom de satisfação e posse.

— Estou. – disse Camus sorrindo com os olhos fechados, as imagens que surgiram em sua mente evanescendo...

Milo tocou a face ainda afogueada e permitiu-se dizer o que transbordava em seu coração.

— Sei que parece loucura, mas... eu te amo, Camus.

Camus encarou-o, tão sério que Milo achou ter dito algo impróprio. Então, o ruivo beijou-lhe os lábios e sorriu de um jeito que o grego classificou como matador.

— Essa loucura também me pertence, porque eu também te amo.

Os dois riram e voltaram a se beijar suave, doce e lentamente. Ficaram deitados em silêncio, numa deliciosa intimidade. Camus com a cabeça aninhada contra o pescoço de Milo, enquanto ele o puxava para bem perto de si. O ruivo podia sentir o ritmo forte das batidas do coração do grego, a expansão do tórax a cada respiração e o aroma do sexo permanecendo entre eles. Sorriu em meio ao sono e suspirou, sentindo que seu corpo e seu coração haviam encontrado o caminho de casa...

Sortilégio... Prazer... Destino...

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Quando a luz do sol de meio-dia entrou como um filete pela janela do quarto de Camus, ele acordou e ficou espantado. Havia dormido por horas e até tarde, algo inédito para quem sofria de insônia desde a infância. Virou-se na cama, encostando em um corpo quente e sólido.

Milo...

Apoiado nos cotovelos ele se inclinou sobre o grego e ficou olhando o rosto adormecido. Milo estava com os olhos fechados, o cabelo longo em desalinho, o rosto sutilmente barbado. Parecia estar satisfeito e Camus sorriu ao lembrar-se da noite intensamente erótica e apaixonada que tiveram e de como se sentiu pleno e sem as reservas habituais que tinha em relação ao sexo. Estava dolorido, mas mesmo assim, não se arrependia de nada e sentia vontade de fazer tudo de novo.

Para começar, Milo era o primeiro a tê-lo como passivo. Jamais se entregara a outro homem e podia-se dizer que sua experiência sexual, apesar dos vinte e quatro anos, era ínfima, quase ridícula. Seu conhecimento do universo erótico resumia-se a uma mulher e dois homens, completamente opostos: Saga, dez anos mais velho e dono de uma sensualidade recheada de fetiches e perversões e Shaka, o indiano cuja sexualidade herdara a transcendência das tradições indianas e que via o sexo como algo sagrado.

Com Saga, se deparara com artefatos e propostas, que o desagradara, profundamente. Ao aceitar sair com ele, descobrira que o implacável promotor era hábil no jogo da sedução. Tiveram alguns encontros em motéis onde o sexo havia sido normal, sem maiores arroubos até Saga convidá-lo para ir ao seu apartamento. Chegando lá, confrontara-o com uma proposta de uma deliciosa brincadeira. A brincadeira em questão era ménage à trois onde o terceiro era um belo jovem de feições andróginas que os esperava vestindo um negligee preto, totalmente transparente que deixava ver com clareza o pênis ereto e bem dotado. Afrodite era o nome dele e sacudia algemas ligadas a uma coleira, olhando-o com um brilho malicioso nos olhos claros e frios.

Ainda recordava o choque ao saber que seria ele a ser algemado e desfrutado pelos dois com o agravante que Saga tencionava usar outros brinquedos eróticos como vibradores e masturbadores em todos os formatos e tamanhos!

Fim de caso. Mesmo passando por certinho, tedioso e tradicional, era melhor ser taxado de tudo isso do que empalado por um vibrador e usado por dois pervertidos!

Já o indiano tinha sido interessante, falaram muito sobre sexo, amor, posições e como havia confusão entre ejacular e ter orgasmo. Segundo Shaka, o homem ocidental associava o gozo ao ato de despejar sua semente, o que era uma total ignorância e a causa da confusão que se estabelecia entre os casais...

O indiano era belíssimo e inteligente. No entanto, tanta conversa sobre sexo acabara em uma grande e sincera amizade. O sexo entre eles era um poço sem fim de filosofias e tentativas de posições que o deixavam com dores musculares. O tesão fora substituído por uma cumplicidade surpreendente e a cama, por prazerosos encontros para conversar. Entretanto, agora, depois de ter feito amor com Milo ele compreendia, profundamente as teorias do amigo...

Quanto à mulher em questão, não sabia se podia classificá-la como uma experiência, propriamente dita. A não ser que contasse o fato de uma amiga da sua prima Saori tê-lo seduzido em uma de suas festas temáticas, vestida de Patinho Momo.

Aquilo tinha sido ridículo, mas tinha a desculpa de terem colocado ecstasy em sua bebida como uma tentativa de fazê-lo menos respeitador! Tudo obra da desmiolada Saori que não tinha e ainda não tem noção dos seus limites! Por conta desse vexame, ficaram brigados por um bom tempo vindo a se falar, novamente, quando ela comprara o Pégasus e tivera problemas.

Deixando passar as lembranças, Camus desceu o olhar, mais uma vez pelo corpo de Milo. O lençol estava em volta de seus quadris, deixando à mostra um pouco de seu...

— Está gostando do que vê, advogado?

Camus pulou para trás.

— Pensei que você estivesse dormindo.

Milo sorriu malicioso. Os olhos ainda sonolentos, a voz rouca...

— Você estava verificando o meu...

— Não estava. – disse Camus com o rosto vermelho.

Uma gargalhada gostosa escapou dos lábios do grego. Ele estava semi-ereto. Por baixo do lençol Camus podia ver a forma masculina entre as pernas de Milo forçando o tecido.

Quando Milo ergueu as sobrancelhas, como se duvidasse, Camus também riu se dando conta que estava nu e seu corpo respondia à visão que tinha a sua frente. Não adiantava nem tentar negar. Tentou levantar mas Milo o segurou pelo pulso.

— Onde pensa que vai? – perguntou Milo com um olhar que dizia tudo...

— Já é meio-dia. – respondeu Camus com a primeira coisa que lhe veio à mente.

— E daí? Dormimos a manhã toda. Não é o máximo?

— É. Eu não me lembro de ter dormido assim desde... criança. Mas, agora, preciso de um banho.

— Ainda não. – disse Milo levando a mão ao falo de Camus e acariciando-o.

— Milo... – Camus sussurrou, a voz baixa e rouca, o corpo entrando em combustão.

Eles se olharam e Camus respirou fundo, deixando-se seduzir, deixando que Milo fizesse o seu coração disparar. Então o grego puxou-o para cima de si e mordendo-o no pescoço, falou em seu ouvido:

— Agora é a sua vez, advogado... O que acha de me comer antes do almoço?



Notas finais
Obrigada, SEMPRE, pelos comentários, pelo carinho, pela presença constante e estimulante! Vocês iluminam os meus dias!!! Bjs, XD ***As frases em negrito no texto foram ditas por Dégel e Kardia, para quem não se lembra...*risos ****Patinho Momo= é um personagem do desenho Phineas e Ferbs. *risos(já viram que eu vejo tudo quanto é desenho ou animação, não é?). Quem tiver curiosidade veja o Patinho Momo no Youtube. **** Prá quem tem seus gostos quanto a ukes e semes, saibam que eu gosto de revezar. Portanto, dependendo da situação os personagens agem dessa forma, embora possa haver uma certa predominância de um, dependendo da trama. Meu lema é "Quem degusta, em algum momento gosta de ser degustado". *risos