Sortilégio...

1 Capítulo 1 EM ALGUM LUGAR DO PASSADO...


Notas iniciais
Como prometido, aí está a tua fic, Mel!! Obrigada pelo teu carinho e amizade. Espero que esta fic singela te traga alegria e te faça esquecer as tristezas e pessoas que ainda não descobriram a pessoa incrível que és!!! Bjs, XD

Província de Perúgia, Itália, 1795.

O crepúsculo já se insinuava entre as árvores verdejantes. As carroças já haviam sido dispostas em um semicírculo e o movimento dos caldeirões com sopas fumegantes e a carne que jazia no espeto, trazia o aroma da refeição farta que seria servida dali a pouco.

A música cigana enchia o ar com seu ritmo primitivo e envolvente. Risadas, palmas e bebidas ao redor da fogueira eram orquestradas ao som de um violino excepcional que encantava homens e mulheres.

Kardia Tekari tocava com a alma e o coração, os cabelos escuros num tom azulado moviam-se, quando ele executava a melodia alegre que levava seus companheiros à dança sensual e alegre do povo livre...

Manigoldo Sinti, o líder do grupo e padrinho de Kardia, sorria exibindo um dente de ouro e aplaudindo a cigana Esmeralda que rodopiava a saia vermelha, exibindo um par de belas pernas, para deleite do grupo e o olhar cheio de luxúria dos homens.

No momento em que a festa atingiu seu auge, vários cavaleiros apareceram no acampamento vestidos de maneira austera, contrastando com as vestimentas coloridas dos ciganos.

— Quem é o chefe? – perguntou o homem mais velho sem descer do cavalo.

— Sono Il capo. – respondeu Manigoldo apontando para si mesmo e falando em italiano.

O homem que perguntara fitou Manigoldo no fundo dos olhos com uma expressão severa.

— Sou o dono destas terras e não quero saber de roubos e confusão. Podem ficar se respeitarem a propriedade e deixarem os animais em paz! – disse ele olhando na direção de um novilho sendo assado.

— Não somos ladrões, senhor, e agradecemos a hospitalidade. Podemos pagar pelo animal que abatemos para alimentar as mulheres e crianças. Tome! – respondeu Manigoldo atirando uma bolsa de couro na direção do homem.

Hakurei pegou a bolsa e despejou o conteúdo na palma da mão constatando que eram cinco moedas de ouro. Pegou duas e atirou a bolsa de volta para o cigano. Sendo um comerciante respeitado e de posses, Hakurei permitia que os ciganos acampassem em suas terras devido a uma antiga promessa.

Vinte dois anos atrás, sua mulher entrara em trabalho de parto durante uma viagem e dera à luz na estrada. Complicações surgiram e, se não fosse a ajuda de uma caravana de ciganos que passava, ela e a criança teriam morrido.

A cigana que fizera o parto trouxera Dégel ao mundo, o seu primogênito e único filho. Desde então, fizera uma promessa à Madonna de Caravaggio que nunca recusaria hospitalidade ao povo cigano e nem a qualquer pessoa que necessitasse de ajuda.

— Duas moedas é o preço justo. – disse Hakurei.

O cigano sorriu. – Um gajo honesto! Isso merece um brinde e mais música! Se desejarem, juntem-se a nós!

Kardia abriu um sorriso e todas as jovens suspiraram e riram, sacudindo os cabelos fartos e fazendo tilintar as pulseiras de ouro feitas de moedas e guizos.

Esmeralda cuja beleza atraía a atenção de todos os homens dançava, provocante, movendo-se de forma a atrair a atenção de Kardia. Porém, o olhar do belo cigano recaiu sobre um dos homens do grupo do velho que falava com seu padrinho.

Olhando na direção do rapaz de cabelos estranhamente esverdeados, Kardia notou que ele era jovem e que devia ter a mesma idade que a sua. Tinha a expressão distante e olhos tão profundos que pareciam tragar, para dentro de seus orbes, tudo o que fitava. Ele não o notara e Kardia tocou uma nota alta e dissonante para chamar-lhe a atenção.

O jovem franziu o cenho e o encarou como se estivesse zangado. Kardia sorriu e saudou-o com um movimento de cabeça. Sem dar atenção ao cigano, Dégel desviou o olhar e postou-se ao lado do tio que se preparava para retornar. Hakurei saudou o líder dos ciganos com um movimento de seu chapéu e retomou seu caminho.

Kardia continuou olhando para Dégel, enquanto retomava a melodia com seu violino. Então, quando já tinham se afastado bastante do grupo, Dégel olhou para trás e, mesmo sem ver o seu rosto, o cigano sorriu e sua música pareceu vencer o tempo e o espaço, atingindo aquele jovem taciturno que o atraíra à primeira vista...

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Dégel olhou para a lua e suspirou. Já era tarde da noite, mas como sempre, ele ficaria acordado lendo e observando as estrelas. Não conseguia dormir à noite. Era insone desde criança, então aproveitava para ler e observar as estrelas.

A mansão estava silenciosa, seu pai gostava de recolher-se cedo e acordar mais cedo ainda. Viviam os dois, isolados, cada um com as suas atribuições e um pequeno efetivo de criados que cuidavam da mansão.

A austeridade de Hakurei não deixava espaço para aproximações afetivas, ele era um homem justo, temente a Deus e administrava o comércio do mármore, que era levado até Florença e ficara tão famoso quanto o de Carrara. Portanto, mesmo amando o filho único, conversavam pouco e ele não sabia dos sonhos do jovem que aspirava ir para Florença e lá frequentar a universidade de Direito. Para Hakurei, o estudo não vinha antes do trabalho de administrar os negócios da família e isso seria um problema quando Dégel expressasse seu desejo de estudar e não ficar ali, para herdar uma vida que não o atraía...

Uma neblina baixa serpenteava pela propriedade e Dégel continuava lendo sua preciosidade “O tratado De ré rústica” de Catão uma obra que lhe chegara às mãos depois de uma ampla negociação com o proprietário e a metade do dinheiro de suas economias. Se seu pai soubesse do valor que tinha pagado por um livro, certamente teria uma síncope.

Aliás, se seu pai entrasse em seu quarto algum dia, se surpreenderia com a pequena biblioteca que montara no lugar do armário das roupas e reduzira seu vestiário a três peças de roupas: a roupa usual, a do culto dominical e a que guardava para usar na universidade quando, finalmente, ingressasse nela no próximo ano.

A mansão estava quieta e quase às escuras quando um som distante pareceu penetrar na névoa e chegar até a janela do quarto onde Dégel permanecia absorto em sua leitura. O jovem ergueu a cabeça esfregando os olhos e, imediatamente, a imagem do jovem com sorriso arrogante que vira, horas atrás voltou-lhe à mente.

Dégel se debruçou na janela e fitou o céu vendo a lua encoberta por algumas nuvens escuras. Um aroma de jasmim pairava no ar noturno e aquela música insistia em penetrar-lhe os ouvidos parecendo chamá-lo. Fechou a janela, um tanto exasperado e atirou-se na cama, pegando, novamente o tratado sobre direito romano.

Minutos depois, é o tratado que é atirado na cama e Dégel se levanta, novamente, abrindo a janela que fechara instantes atrás. Aquela maldita música não saía de seus ouvidos e parecia continuar a chamá-lo, insistente e penetrante...

Por que diabos o pai deixou essa gente acampar em nossas terras! Pensou Dégel vestindo o casaco e ajeitando os óculos que usava para ler.

Sem saber por que, seus passos começaram a levá-lo para fora da mansão, como se a música o estivesse enfeitiçando e guiando suas ações. Dégel selou seu cavalo e disparou na direção do acampamento cigano.

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Esmeralda destampou a comida deixando o aroma da sopa escapar em espirais de vapor. Olhou para Kardia que tocava com suavidade e fechava os olhos com uma expressão de prazer que fazia o seu sangue fluir rápido e quente...

Seus lábios soltaram um suspiro alto ao ver que ele estava distante, como sempre ficava quando tocava aquela melodia. Moveu a cabeça para ver se mais alguém, além da velha que lia a sorte e fumava um cachimbo, estava acordado.

Ninguém... Constatou ela sorrindo e seu peito ficou parcialmente descoberto pela blusa rendada que revelava, sensualmente, o vão entre os seios. Consciente do que acontecia consigo, ela pousou uma das mãos sobre o busto, como se oferecesse sua generosa feminilidade ao homem que povoava os seus sonhos...

— Deixe o violino e sente-se perto de mim... Não comeu nada, ainda... por acaso não está com fome? – perguntou ela com a voz enrouquecida.

Kardia baixou o instrumento e sorriu, malicioso. Podia sentir o convite explícito nos olhos esverdeados da cigana. Porém, ao contrário do esperado por Esmeralda, olhou-a longamente e saiu de perto sem dizer palavra alguma.

A cigana franziu o cenho, mas não se deu por vencida. Caminhou ondulando os quadris e foi atrás dele quando sons de cascos de cavalo fizeram os dois olharem na direção da primeira carroça que demarcava a entrada do acampamento.

Dégel desmontou, olhando em volta toda a organização daqueles homens. As carroças, a fogueira, o aroma das comidas e um clima festivo, embora tudo estivesse quieto e ele não mais ouvisse aquela música. Chegou a pensar que fizera mal em ter vindo ao acampamento e sentia-se um tanto deslocado, como se aquela gente tivesse demarcado um território de forma invisível, mas incrivelmente presente e quase tangível que mantinha as pessoas fora do seu perímetro e convivência.

Foi então que ele o viu.

Os olhares de ambos se encontraram... O azul profundo dos olhos do cigano que tocara o violino e o azul violáceo dos seus, escondidos por óculos que agora o ajudavam a ver melhor, fato que não acontecera antes, quando acompanhara o seu pai e não percebera direito as feições daquele homem.

Houve um momento de silêncio carregado e quase atordoante. Dégel ficou perplexo com o estranho nó que se formava em seu estômago, enquanto Kardia deixava seus olhos famintos se banquetearem com a visão do gajo que lhe chamara a atenção e ficava surpreso com as batidas estrondosas do seu próprio coração.

Esmeralda sentiu o clima entre os dois e avançou para interromper quando uma mão enrugada e emoldurada por pulseiras de ouro a tocou dizendo:

— Quando um sortilégio é trazido pelo Destino, não se deve interferir! Deixe-os, Esmeralda e venha me ajudar a subir na carroça.

Irritada, a jovem cigana olhou para a velha senhora e concedeu-lhe o braço para que pudesse entrar na carroça, deixando Dégel e Kardia sozinhos.

Os ciganos não costumavam dormir muito cedo, mas, excepcionalmente, todos haviam se recolhido, após o jantar. Entretanto, o ar continuava carregado da energia festiva e sensual dos que haviam dançado, bebido e cantado em volta da fogueira.

— Então, o que o traz de volta, gajo? – perguntou Kardia ainda com os olhos fixos em Dégel.

— Bem, eu... eu ouvi a música e...

— Minha música o desagrada?

— Sim! Quer dizer, não! É só que... o som do violino parece... Bem, ele é perturbador!

— Entendo, pode voltar para a sua casa. Não haverá mais música, esta noite. – falou Kardia, agora sério.

Ainda surpreendido com suas reações, Dégel sentiu um maior constrangimento quando viu a transformação no olhar de Kardia. Diferente de si, o cigano parecia arder de vitalidade. Cada músculo do corpo vigoroso parecendo clamar por movimento e ação.

Inesperadamente, Dégel se viu prestando atenção na extensão do tórax e na bela pele bronzeada que se podia ver através da camisa aberta e de cor vibrante. Os cabelos azulados que lhe davam um ar demoníaco e sedutor, ao mesmo tempo em que aqueles olhos pareciam esconder emoções profundas que só se permitiam escapar através daquela música...

Kardia ainda fitou Dégel, como que tentando compreender o que acontecia entre os dois e então deu as costas, sem nada dizer.

— Espere! – disse Dégel.

Kardia virou-se e elevou uma das sobrancelhas.

— Mais alguma coisa?

— Por favor, toque... – falou Dégel num ímpeto incontrolável.

— Você está me pedindo para tocar? Para você? – perguntou Kardia olhando-o confuso. – Mas, ainda agora disse que minha música o perturba!

Com os olhos faiscando e um rubor no rosto, Dégel sorriu sem graça e levou a mão aos cabelos.

— Eu me expressei mal. É que... bem, eu não costumo participar de festas e ouvir música. Desculpe-me se fui indelicado.

Kardia franziu o cenho e sorriu como se compreendesse o dilema de Dégel. Por um momento divertiu-se com o constrangimento do gajo, mas seu coração ainda batia forte e alegre pela presença dele, pelo olhar tímido e, ao mesmo tempo, carregado de um forte desejo de viver...

— Pois bem, gajo eu tocarei, especialmente, para você...

Ditas as palavras, Kardia tirou das cordas do seu violino uma melodia mágica, intensa e rica em calor. Dégel jamais ouvira uma música assim e também nunca sentira aquele tipo de emoção que parecia destruir todas as barreiras racionais e atingi-lo, profunda e intimamente...

A partir daquela noite tudo mudou e Dégel descobriu uma alegria e companheirismo que jamais vivenciara com ninguém. Kardia o ensinou a cantar e a rir, mesmo que ainda ficasse ruborizado com o som da própria risada.

O som do violino o chamava, todas as noites, para o acampamento e Dégel tornou-se uma presença, ansiosamente, esperada pelo cigano...

Os dois conversavam, madrugada adentro, e Dégel descobriu que Kardia sabia ler e fazia tudo com entusiasmo e sem meias medidas. O cigano amava a música e colocava sua vida nas cordas de seu violino, mas também era brigão e irascível quando defendia suas opiniões.

Ambos eram basicamente opostos, mas mesmo assim desfrutavam de uma intensa harmonia quando estavam juntos e Dégel já não vivia mais isolado em seu mundo particular cujos amigos eram, somente, os livros... Kardia se tornara seu confidente e conseguia vislumbrar junto, os planos que traçara para si.

Alheio às descobertas de seu filho, Hakurei viajava e fazia muitos negócios, confiante que tudo o que conquistava seria deixado para o filho que amava. Nenhum dos dois sabia que a vida que conheciam estava para ser, radicalmente, transformada...

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Era 25 de maio e o acampamento cigano estava em festa. Era o dia da santa que os protegia, Sara Kali, a virgem negra de excepcional poder e amor que era festejada com muita alegria e devoção.

Haveria dois casamentos, no mesmo dia, para que as bênçãos da santa recaíssem sobre os noivos e o acampamento estava iluminado pelas tochas e pela vivacidade nos olhos de todos. A grande Tenda já havia sido montada e as flores colocadas, entre lenços coloridos, completava o cenário simples, que conseguia unir o sagrado e o profano com uma harmonia ímpar.

Não haveria padres ou rituais demorados. O clã de Manigoldo ainda preservava o antigo ritual de unirem duas vidas em uma só usando-se um punhal que fazia um pequeno corte nos pulsos dos noivos que depois eram amarrados com um lenço vermelho representando que agora estavam casados.

Kardia tocaria seu violino e Esmeralda dançaria junto com as noivas... Os pais dos noivos estavam sorridentes e ofereciam bebida e comida farta, buscando atrair a prosperidade para seus filhos.

O cheiro saboroso de carne assada, de alho e arroz temperado permeava o acampamento, assim como as risadas das crianças e a atividade incessante das mulheres que arrumavam as mesas juntando pratos e talheres das várias carroças.

A noite estava quente e parecia que a alegria dos ciganos a esquentava ainda mais com suas risadas altas e conversas exacerbadas. Dégel chegou ao acampamento trazendo um novilho como presente de casamento e Manigoldo recebeu-o com um sorriso franco.

— Seja bem-vindo, jovem! Já pertence ao grupo, visto que se tornou amigo de meu afilhado! Venha, vamos beber!

Dégel agradeceu a acolhida e olhou em volta, esperando ver Kardia. Minutos depois, o cigano surgiu vestido de seda negra. Uma faixa vermelha cingia seus quadris e a calça justa e negra moldava-lhe as coxas grossas. Os cabelos longos estavam presos em um rabo de cavalo baixo e ele manteve os olhos fechados quando as cordas de seu violino vibraram, iniciando a melodia lenta e instigante que deixava a todos quase sem respirar...

Quando a música foi se intensificando, Kardia abriu os olhos e fixou direto nos de Dégel. Outro violino se somou ao dele e a música criou um ritmo forte, sensual e envolvente. Todos começaram a bater palmas, inclusive Dégel que parecia hipnotizado pelos olhos azuis cravados em si.

— Venham! Nós dançamos em círculo, agora! – disse Manigoldo puxando Dégel para se juntar a outras mulheres e homens que se moviam ao ritmo da música.

Dégel sentia sua pele sensível sob a roupa, havia um ardor acontecendo e um desejo crescendo dentro de si fazendo com que sentisse o baixo ventre formigar. Olhou para Kardia que tocava enlevado pelo ritmo e livrou-se de todos os seus pensamentos e responsabilidades. Deixou-se penetrar pela música e dançou com vontade jogando a cabeça para trás e sorrindo com uma alegria inédita que só conhecera com os ciganos...

Os cabelos de Dégel caíam selvagens e esverdeados ao redor do rosto e dos ombros. A pele alva parecia brilhar enquanto ele dançava e sorria do jeito que fazia o coração do cigano acelerar.

Excitado, Kardia o observava acompanhar a música e pensava no que desejava fazer. Estava apaixonado por Dégel, desejava-o, porém a forte amizade que os tinha unido era tão importante que temia perdê-la e havia o fato de serem homens...

A música ficou mais forte e alta, Kardia sentia o peito arder como se houvesse um fogo no lado esquerdo do peito. Fechou os olhos e moveu a cabeça, o suor brotando na testa e os lábios se abrindo para sorver o ar. Em suas mãos, a magia que enlevava a todos e em sua mente, as indagações que o tomavam tanto quanto o som que produzia...

Suportaria a rejeição, se ele o recusasse? Não, não suportaria! Mas, ainda assim, tinha de tentar, tinha de saber... Naquela noite, sob as benções de Sara Kali ele tomaria Dégel em seus braços e... descobriria o quão forte era aquilo que vibrava entre eles e o fazia desafiar tudo, inclusive o seu papel dentro do clã!

Notas finais
OBRIGADA A TODOS QUE LEREM, COMENTAREM, SILENCIAREM!!! ***O município de Carrara foi fundado em 1235, na região da Toscana, província de Massa-Carrara, Itália. O mármore de Carrara é famoso desde a Roma Antiga, quando foi utilizado para construir o Panteão e, depois, na Renascença, nas esculturas de Michelangelo. *** A obra que Dégel lê é uma das mais importantes escritas sobre Direito Romano.