Sonríe siempre para mí
3 Capítulo 3
Ele levou as duas mãos até a cabeça, em seguida sorriu abrindo os braços, me joguei neles. Ai que saudades do melhor abraço do mundo. Ele me apertou o quanto me tirou do chão. Seus braços e ombros bem definidos, seu rosto bem liso e limpo, lembrava a um rosto de bebê, se bem que ele era um bebê,o meu bebê, deslizei a mão entre seus cabelos que agora eram um topete e não mais franja
_ Baixinha, é você mesmo? — Ele me colocou no chão. — Baixinha nada, você tá uma linda ! — Sorriu. — O que você tá fazendo aqui? Na Argentina? na minha casa?
— Bom, vocês tem muito o que conversar! – Lodovica saiu de fininho.
— Eu cheguei hoje.- Ele pegou minha mão e me puxou fazendo se sentar na cama.
— Mas e ai? Quais são as novas?
— Terminei minha faculdade esse ano..
— Marketing? — Sorriu curioso.
— Isso, você me conhece mesmo!
— Lógico, minha melhor amiga da infância, como não ia conhecer?
— Pois é..ai eu vim pra Argentina, você sabe que eu quero subir na vida, não só na..
— Parte financeira, como em você mesma, sem depender.. — Falou abrindo aspas com os dedos. Ri alto. — Eu te conheço, já disse.
— Pois então! — Sorri. — Meu apartamento no bairro Palermo ainda não tá pronto, fica daqui a duas semanas, então vou ficar aqui até lá.
— Como assim no Parlemo? Você vai morar no mesmo bairro que o meu e trabalhar na minha central e não aceito não como resposta. — Ele estufou o peito e riu em seguida. Bobo.
— Ah Blanco, é..sério?
— Lógico! Estamos precisando mesmo de mas alguém na central de fãs.
— Mas..meu apartamento é em Palermo e..
— Isso é o de menos, vende lá e compra um aqui, tô com uma semana de folga, aproveita que tô aqui pra te ajudar.
— Ai. — Sorri e o abracei. — Só você mesmo!
Pov Jorge Blanco.
Cheguei em casa, depois de um show, chamei e ninguém respondeu, subi com minhas coisas, a porta do meu quarto estava entre aberta, escutei algumas vozes, abri a porta e a Lodo já se atirou em cima de mim, quase me derrubando. Ela me ama, eu sei. Vi uma menina de costas, pelo corpo estrutural, o rosto também deveria ser lindo, pensei que poderia ser uma amiga da minha irmã, mas assim que ela tirou o óculos, reconheci os olhos e o sorriso de primeira.
Martina minha melhor amiga da infância. Estava linda, aliás, ela sempre foi, apesar de agora ser uma mulher,seu rosto de menininha, continuava o mesmo. Abri os braços e ela se atirou neles, apertei bem forte, que saudade! Me peguei pensando de quando era apaixonado por ela..ah, pois é,coisa de criança sabe? E nem rolaria, apesar dela ser linda, carinhosa, dedicada, amiga..opa, isso, amiga, apenas isso, ela era especial demais, para entrar na minha lista. Consegui convence-la a trabalhar na central, já que realmente esavam-os precisando de alguém.
— Só eu mesmo né? É , eu sei cara, sou foda! — Estufei o peito e ela riu.
— Não mudou nada né Blanco? — Blanco , eu gostava disso. — Aliás, vamos descer né? eu no seu quarto.. — Ela corou. Apesar de tudo, era timida e meiga. — Não fica bem!
— Tá com medo de mim é? — Ergui uma sobrancelha e ela riu. -
— Claro que não, tenho medo do que vão pensar. — Ela se levantou.
— Fica de boa, você tá em casa. — Me levantei também. — Mas se quiser.. — A abracei por trás, a arrancando risadas.
— Para Blanco! — Riu me empurrando. -
Pov Martina Stoessel.
Jorge era uma piada, como sempre fazendo graças, descemos, Esmeralda passava pela porta com sacolas.
— Mãe! — Me soltou e a abraçou.
— E ai tudo bem meu filho?
— Pow mãe..a Martina aqui, tem como não ficar? — Corei e ela sorriu.
— Mas tá linda né meu filho?
— Linda? Tá um mulherão.
— Jorge, Jorge! – Carlos chegou, sorrindo, o abraçou e falou algo no ouvido que não entendi, e Blanco riu.
— E ai Tini..gostou da casa? – Esme perguntou passando por mim, a acompanhei até a cozinha completa e luxuosa.
— É perfeita.
— A gente já já almoça, você deve tá cansada! Vai tomar um banho..liga pra sua mãe e desce pra comer.
— Ah, vou sim!
— Jorge , leva a Martina pro quarto, aposto que Lodovica não levou ela lá, aquela ali se deixar fala até não querer mais. — Rimos.
— Bora lá Tini. – Blanco me chamou com a mão, encontrei a sua, ele entrelaçou e subimos as escadas. — Tá entregue madame, mas se quiser posso entrar também, te mostrar o banheiro, a cama.. — Sorriu maliciosamente e dei um tapa em seu braço.
— Cria vergonha Jorge! — Ele riu, enquanto abria a porta.
— A vontade! — Pisquei entrando no quarto, escorei a porta. Uma cama de casal com várias almofadas em cima, guarda-roupas, tv de plasma na parede, quadros, flores, e uma porta para o banheiro. Fui até ele, me despi e entrei de baixo do chuveiro, lavei os cabelos, parecia que acabará de tirar uma tonelada das costas, me enrolei na toalha, abri a mala, e bateram na porta.
— Entra. – Era Blanco , se jogou na cama e ficou me olhando. Só então deduzi que estava só de toalha. — Ai meu Deus! eu tô de toalha! — Ele soltou uma gargalhada gostosa.
— E dai? Até parece que nunca te vi assim. — Corei.
— Eu..eu ainda não me vesti por que estou atrás de uma roupa, aliás, tenho que desfazer as malas.
— Não esquenta, e se te faz se sentir melhor.. — Ele se levantou e foi até o banheiro, e me jogou um roupão. — Veste. — Sorri concordando e indo para o banheiro, vesti minha langerie e por cima o roupão. Voltei para o quarto e ele estava jogado na cama. — Quer ajuda com as malas?
— Você ainda é desastrado?
— Um pouquinho.. — Mediu com o dedo e ri.
— Então, deixa..depois eu arrumo. – Meu celular tocou. Olhei, minha mãe. — Oi mãe!
— Meu amor, como você tá? chegou bem? Como foi a viagem?
— Ham.. — Ri. — Calma! — Coloquei no viva-voz, e abri a primeira mala que vi. — Foi bem mãe graças a Deus!
— E ai? como ta B.A?
— Linda, como sempre. – Blanco sorriu. – Jorge tá aqui do meu lado.
— Hum, e ele tá gatinho ainda? — Ele soltou uma gargalhada gostosa e eu corei, antes de falar algo, ela falou. — Descobriu se superou aquela paixão de anos atrás por ele?
— Ham! Mãe! Meu Deus, então, tenho que desligar, mas tarde te ligo.
— Filhota..
— Tchau mãe, te amo! — Desliguei, não tinha coragem de olhar pra ele.
— Isso..isso é verdade?-
Respirei fundo e o olhei, não entendi bem o que se passava no seu rosto, mas estava confuso, soltei uma gargalhada.
— Ah é..quer dizer, era! — Me sentei ao seu lado. — Passado claro, coisa de criança boba sabe? eu não sabia nem o que era isso! — Ri. Ele continuava me olhando da mesma forma. -
— E..não tem mas chances disso acontecer novamente?
— Jorge! — O repreendi.
— Tem?
— Não! Claro que não. — Ri. — Isso foi coisa de criança, para.
Pov Jorge Blanco.
Depois de ver meus pais, levei Tini pro quarto dela, a deixei tomando banho e desci, sentei no balcão enquanto minha mãe, fazia o almoço.
— Jorge.. — Ela sorriu de leve.
— Oi mãe.
— Tá com essa cabeça aonde ein?
— Eu..ah! nada. — Sorri.
— Ela tá linda não é?
— Linda..perfeita! — Foi impossível não sorrir. — HAM? O que? A senhora tá falando sobre o que? Ah, a Martina. — Disfarcei, sem eu mesmo saber o por que. — É, tá gostosa pra caramba!
— Sei.. — Ela deu de ombros, sorri e subi para ver se ela precisava de algo, já que fazia minutos que ela estava lá, entrei e ela estava de toalha.
Preciso falar que ela ficava mas linda ainda com vergonha? Era impossível não olhar para o seu corpo com outros olhos, apesar dela ser minha amiga, e não qualquer uma. Mas algo me chamou atenção.."Descobriu se superou aquela paixão de anos atrás por ele?" Como assim? ela era apaixonada por mim e eu não sabia? Eu também era, quando criança, claro..passado..mas algo fez com que insistisse naquilo. Doeu ela falar que não, e eu nem sei exatamente por que.
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