— Blanco? Alô! — Ela fez graça. — Terra, chamando marte.


Pov Martina Stoessel.

— Ham..ah, nada! Então, vou te deixar se vestir, te espero pra almoçar lá em baixo. — Se levantou sem mas ou menos. Assenti, peguei minha roupa e me vesti..

E desci, Lodo estava na mesa junto com Jorge, ele implicava com ela puxando seu cabelo, Carlos chegou junto comigo e Esmeralda colocou a última travessa na mesa.

— Então gente! — Jorge começou a falar, assim que me sentei ao lado da Lodo. — Novidade pra vocês.

— Boa filho? — Esmeralda perguntou, vi que pelo tom da voz, já ficou preocupada.

— É sim . — Ele me olhou. — A Martina vai trabalhar na central de fãs.

— Mas que noticia boa rapaz. — Carlos ergueu a mão, bati e sorri.

— Que legal Martina... — Lodovica sorriu toda empolgada.

— É sim..só tenho que agradecer o Blanco, pela oportunidade e a vocês por me receberem aqui.

— Tem nada que agradecer Martina! — Esme se sentou. — Mas e o apartamento do Palermo?

— Então..de certo eu ainda não "comprei", como estar em construção, eu reservei, então vou comprar um por aqui mesmo.

— Certo, mas sabe que pode ficar aqui o tempo que quiser né ? – Blanco me olhou, como se fosse uma ordem.

— Lógico que ela sabe. – Carlos sorriu.

— Vai ficar mas fácil então..se quiser a gente pode te ajudar em tudo. — Esme piscou.

— Eu vou ajudar! — Blanco se intrometeu.

— Contanto que não seja perigoso pra você Blanco , vai sim. — Sorri.

— Então pronto, amanhã vocês vão ver isso! — Esme pegou a jarra de suco e encheu seu copo.

— Ah..pode ser hoje?

— Se não tiver cansada, claro. – Carlos falou enquanto passava a salada para Lodo.

— Ai gente, ainda não acredito! – Lodo enfim teve alguma reação concreta. — Ter minha amiga perto de mim de novo. — Sorri com ela.

Ficamos o almoço todo conversando, Blanco contava seu dia-a-dia, eu contava como era a vida na Flórida, Esme e Carlos contava nossas brincadeiras na infância. Após o almoço, subi, escovei os dentes e resolvi não trocar de roupa a minha tava boa. Blanco foi trocar de roupa, vestiu uma calça preta, blusa polo listrada, azul com branco, tênis branco, toca azul escura e óculos. Entramos na sua Ferrari e ele deu partida.

— Esculta Blanco .. — Sorri. — Você vai assaltar um banco?

— Ah! — Gargalhou. — Não..é pra me disfarçar das minhas “Jorgistas”, se bem que..nem isso adianta. — Ele falava com um sorriso tão puro, tão lindo, tão ele.

— Você gosta delas né?

— Elas são minha vida.

— Lindo isso!

— O que? — Ele abaixou o óculos até a ponta do nariz e me olhou.

— O amor, o carinho..a forma como você trata elas.

— É o minimo que eu posso fazer né? conquistei coisas que jamais imaginei conseguir Tini.

— Quem diria que você, conseguiria ein? — Pousei minha mão sobre a dele, na marcha.

— Você ê me ajudou, lembra? Quando eu fazia as músicas, você ficava dando opinião mesmo sem entender nada? — Rimos.

— Bons tempos.

— Opa! — Sorriu. — Amanhã, te levo na central, pode ser? é pertinho daqui.

— Se quiser hoje mesmo, Blanco.

— Não, hoje vamos comprar seu apartamento e suas coisas.

— Aê! — Meu celular tocou, olhei, minha mãe, contei tudo para ela, desde do ape, até o emprego.

Ela ficou bem aliviada, já que tinha a familia do Blanco lá. Desliguei quando paramos em um estacionamento bem grande, de um prédio. — Aqui?

— Um dos melhores apartamentos da cidade, e o melhor, não fica longe da central e nem da minha casa.

— Então vai ser aqui.

— Mas você nem olhou ainda.

— Confio em você! — Sorri colocando o óculos escuro e descendo do carro.

Entramos em um elevador, e paramos dois andares depois, conversamos com o corretor, que não acreditava na presença do Blanco ali, nos arrancando risadas.

— Aqui a chave, podem ficar a vontade, se quiserem que eu vá..

— Não cara, valeu! – Blanco pegou a chave da sua mão, entramos no elevador, descemos no 14º andar, paramos frente a porta com o número 505. — Pé direito vai! — Colocamos os pés juntos e entramos, ele trancou a porta. — Bom, aqui é..a sala?

— Parece né! — Sorri. Era bem espaçoso, as paredes brancas, limpinhas, era bem ventelado e claro.Como eu sempre quis.

— Achei a cozinha! — Ele gritou. Fui até lá.

— Como você sabe que aqui é a cozinha? — Ergui a sobrancelha, e ele um panfleto do bolso. O desenho do apartamento inteiro. Sala, cozinha, dois quartos, sendo um mas espaçoso e que lavava a sacada e com um banheiro e no corredor outro banheiro, menor dessa vez, ao lado a pequena lavanderia. A cada parte que eu conhecia de lá, eu me apaixonava mas ainda. — É esse! — Abri os braços da sacada do quarto.

— Eu também gostei cara. Esse quarto aqui é meu!

— Ham? — O olhei incrédula.

— É o maior, tem banheiro e tem a sacada.

— Sim..e você vai morar comigo é? — Gargalhei.

— Não, mas venho te visitar, vai que chove, e tenho que dormir aqui?

— Tem o quarto de visitas pra quê? — Ele fez bico. — Tá bom, eu deixo você dormir comigo Blanco.

— Hum.. — Ele sorriu maliciosamente, e me abraçou por trás.

— Hum nada tá? Apenas dormir..

— Seu namorado não vai ficar com ciumes do gatão aqui não?

— Não que você se ache né? — Gargalhei. — Não..por que não tenho namorado.

— Não? O que uma mulher dessa tão linda, faz sozinha meu?

— Só que não.. — Sorri me soltando dele. — E as suas peguetes, não vão ficar com ciúmes de mim?

— Lógico que não, elas não tem nem tempo pra isso. Comigo é vapi te vupe.

— Safado como sempre né? — Revirei os olhos.

— Bora lá fechar o negócio então?

— Vamos sim! — Entrelaçamos nossas mãos, e novamente o corretor não acreditava a presença do Blanco ali. Passei para o meu nome e assinei tudo que tinha que assinar.

— Me dá o cheque! — Jorge pediu.

— Ham? Pra que?

— Presente ué!

— NÃO! Tá maluco?

— Ah Martina, para, presente de boas vindas.

— Jorge, não! Eu quero conseguir minhas coisas, por favor, não. — Ele fez cara feia. — Não faz isso coisa linda da mamãe. — Ele riu. Assinei.

— Pronto, ele já é seu! — O corretor ergueu as chaves. — Tudo que você precisa aqui! — E em entregou uma pasta de documentos. — Se não conhece as regras, tem uma apostilha explicando tudo ai dentro.

— Muito obrigada! — Apertei sua mão. -

— Valeu cara. – Disse Jorge fazendo o mesmo, nos levantamos e entramos no elevador. — É, seu apartamento. Posso vim te visitar né?

— Bobo! — Sorri. — Claro que sim, quando quiser, aliás.. — Peguei a cópia da chave e ergui para ele. — Sinta-se em casa.

— Ham..você vai se arrepender disso. — Sorriu pegando a chave.

— Tenho certeza que não! — Ri entrando no carro. — Vamos pra onde mesmo agora?

— Comprar suas coisas né?

— Jorge, não é arriscado pra você?

— Fica tranquila. — Deu partida, ele apontava cada parte da cidade, paramos frente a uma loja enorme e lá encontramos um homem, me apresentou como Nicolas, seu segurança, ele era fechado, na dele, mas foi gentil comigo.

Blanco me ajudou a comprar cada parte da casa, desde os móveis, até a roupa de cama, decoração e louças de cozinha. Saimos da loja, quase dez horas da noite. Entramos no condominio. — Quero te levar em um lugar.

— Mas tá tarde..

— É perto, relaxa. — Concordei, enquanto ele fazia o contorno dentro do condomínio mesmo, paramos frente a um lago, as luzes refletiam na água, deixando a cena sombria, porém, linda. — Gosto daqui.

— É lindo.. — Me sentei no deck e ele ao meu lado. Olhei para cima. — A lua hoje tá linda não é?

— Não quanto certa pessoinha. — Ele tocou meu nariz, olhei sem graça. — Você é timida demais cara. — Riu. — Relaxa, eu não tô te seduzindo.

— Eu sei! — Ri me deitando para trás e continuando olhar as estrelas, ele se deitou ao meu lado. — Você gosta de ficar olhando as estrelas também?

— Bom, não é meu esporte preferido, mas é legal.

— Eu sempre gostei..lembra?

— A gente fugia de casa, pra olhar lá de cima daquele prédio, por que lá, parecia que a gente tava mas perto delas. — Ri. — Mal eu sabia que tinha uma do meu lado. — Ele apertou minha mão, o olhei, e voltei a olhar para cima.