Sonríe siempre para mí
4 Capítulo 4
— Blanco? Alô! — Ela fez graça. — Terra, chamando marte.
Pov Martina Stoessel.
— Ham..ah, nada! Então, vou te deixar se vestir, te espero pra almoçar lá em baixo. — Se levantou sem mas ou menos. Assenti, peguei minha roupa e me vesti..
E desci, Lodo estava na mesa junto com Jorge, ele implicava com ela puxando seu cabelo, Carlos chegou junto comigo e Esmeralda colocou a última travessa na mesa.
— Então gente! — Jorge começou a falar, assim que me sentei ao lado da Lodo. — Novidade pra vocês.
— Boa filho? — Esmeralda perguntou, vi que pelo tom da voz, já ficou preocupada.
— É sim . — Ele me olhou. — A Martina vai trabalhar na central de fãs.
— Mas que noticia boa rapaz. — Carlos ergueu a mão, bati e sorri.
— Que legal Martina... — Lodovica sorriu toda empolgada.
— É sim..só tenho que agradecer o Blanco, pela oportunidade e a vocês por me receberem aqui.
— Tem nada que agradecer Martina! — Esme se sentou. — Mas e o apartamento do Palermo?
— Então..de certo eu ainda não "comprei", como estar em construção, eu reservei, então vou comprar um por aqui mesmo.
— Certo, mas sabe que pode ficar aqui o tempo que quiser né ? – Blanco me olhou, como se fosse uma ordem.
— Lógico que ela sabe. – Carlos sorriu.
— Vai ficar mas fácil então..se quiser a gente pode te ajudar em tudo. — Esme piscou.
— Eu vou ajudar! — Blanco se intrometeu.
— Contanto que não seja perigoso pra você Blanco , vai sim. — Sorri.
— Então pronto, amanhã vocês vão ver isso! — Esme pegou a jarra de suco e encheu seu copo.
— Ah..pode ser hoje?
— Se não tiver cansada, claro. – Carlos falou enquanto passava a salada para Lodo.
— Ai gente, ainda não acredito! – Lodo enfim teve alguma reação concreta. — Ter minha amiga perto de mim de novo. — Sorri com ela.
Ficamos o almoço todo conversando, Blanco contava seu dia-a-dia, eu contava como era a vida na Flórida, Esme e Carlos contava nossas brincadeiras na infância. Após o almoço, subi, escovei os dentes e resolvi não trocar de roupa a minha tava boa. Blanco foi trocar de roupa, vestiu uma calça preta, blusa polo listrada, azul com branco, tênis branco, toca azul escura e óculos. Entramos na sua Ferrari e ele deu partida.
— Esculta Blanco .. — Sorri. — Você vai assaltar um banco?
— Ah! — Gargalhou. — Não..é pra me disfarçar das minhas “Jorgistas”, se bem que..nem isso adianta. — Ele falava com um sorriso tão puro, tão lindo, tão ele.
— Você gosta delas né?
— Elas são minha vida.
— Lindo isso!
— O que? — Ele abaixou o óculos até a ponta do nariz e me olhou.
— O amor, o carinho..a forma como você trata elas.
— É o minimo que eu posso fazer né? conquistei coisas que jamais imaginei conseguir Tini.
— Quem diria que você, conseguiria ein? — Pousei minha mão sobre a dele, na marcha.
— Você ê me ajudou, lembra? Quando eu fazia as músicas, você ficava dando opinião mesmo sem entender nada? — Rimos.
— Bons tempos.
— Opa! — Sorriu. — Amanhã, te levo na central, pode ser? é pertinho daqui.
— Se quiser hoje mesmo, Blanco.
— Não, hoje vamos comprar seu apartamento e suas coisas.
— Aê! — Meu celular tocou, olhei, minha mãe, contei tudo para ela, desde do ape, até o emprego.
Ela ficou bem aliviada, já que tinha a familia do Blanco lá. Desliguei quando paramos em um estacionamento bem grande, de um prédio. — Aqui?
— Um dos melhores apartamentos da cidade, e o melhor, não fica longe da central e nem da minha casa.
— Então vai ser aqui.
— Mas você nem olhou ainda.
— Confio em você! — Sorri colocando o óculos escuro e descendo do carro.
Entramos em um elevador, e paramos dois andares depois, conversamos com o corretor, que não acreditava na presença do Blanco ali, nos arrancando risadas.
— Aqui a chave, podem ficar a vontade, se quiserem que eu vá..
— Não cara, valeu! – Blanco pegou a chave da sua mão, entramos no elevador, descemos no 14º andar, paramos frente a porta com o número 505. — Pé direito vai! — Colocamos os pés juntos e entramos, ele trancou a porta. — Bom, aqui é..a sala?
— Parece né! — Sorri. Era bem espaçoso, as paredes brancas, limpinhas, era bem ventelado e claro.Como eu sempre quis.
— Achei a cozinha! — Ele gritou. Fui até lá.
— Como você sabe que aqui é a cozinha? — Ergui a sobrancelha, e ele um panfleto do bolso. O desenho do apartamento inteiro. Sala, cozinha, dois quartos, sendo um mas espaçoso e que lavava a sacada e com um banheiro e no corredor outro banheiro, menor dessa vez, ao lado a pequena lavanderia. A cada parte que eu conhecia de lá, eu me apaixonava mas ainda. — É esse! — Abri os braços da sacada do quarto.
— Eu também gostei cara. Esse quarto aqui é meu!
— Ham? — O olhei incrédula.
— É o maior, tem banheiro e tem a sacada.
— Sim..e você vai morar comigo é? — Gargalhei.
— Não, mas venho te visitar, vai que chove, e tenho que dormir aqui?
— Tem o quarto de visitas pra quê? — Ele fez bico. — Tá bom, eu deixo você dormir comigo Blanco.
— Hum.. — Ele sorriu maliciosamente, e me abraçou por trás.
— Hum nada tá? Apenas dormir..
— Seu namorado não vai ficar com ciumes do gatão aqui não?
— Não que você se ache né? — Gargalhei. — Não..por que não tenho namorado.
— Não? O que uma mulher dessa tão linda, faz sozinha meu?
— Só que não.. — Sorri me soltando dele. — E as suas peguetes, não vão ficar com ciúmes de mim?
— Lógico que não, elas não tem nem tempo pra isso. Comigo é vapi te vupe.
— Safado como sempre né? — Revirei os olhos.
— Bora lá fechar o negócio então?
— Vamos sim! — Entrelaçamos nossas mãos, e novamente o corretor não acreditava a presença do Blanco ali. Passei para o meu nome e assinei tudo que tinha que assinar.
— Me dá o cheque! — Jorge pediu.
— Ham? Pra que?
— Presente ué!
— NÃO! Tá maluco?
— Ah Martina, para, presente de boas vindas.
— Jorge, não! Eu quero conseguir minhas coisas, por favor, não. — Ele fez cara feia. — Não faz isso coisa linda da mamãe. — Ele riu. Assinei.
— Pronto, ele já é seu! — O corretor ergueu as chaves. — Tudo que você precisa aqui! — E em entregou uma pasta de documentos. — Se não conhece as regras, tem uma apostilha explicando tudo ai dentro.
— Muito obrigada! — Apertei sua mão. -
— Valeu cara. – Disse Jorge fazendo o mesmo, nos levantamos e entramos no elevador. — É, seu apartamento. Posso vim te visitar né?
— Bobo! — Sorri. — Claro que sim, quando quiser, aliás.. — Peguei a cópia da chave e ergui para ele. — Sinta-se em casa.
— Ham..você vai se arrepender disso. — Sorriu pegando a chave.
— Tenho certeza que não! — Ri entrando no carro. — Vamos pra onde mesmo agora?
— Comprar suas coisas né?
— Jorge, não é arriscado pra você?
— Fica tranquila. — Deu partida, ele apontava cada parte da cidade, paramos frente a uma loja enorme e lá encontramos um homem, me apresentou como Nicolas, seu segurança, ele era fechado, na dele, mas foi gentil comigo.
Blanco me ajudou a comprar cada parte da casa, desde os móveis, até a roupa de cama, decoração e louças de cozinha. Saimos da loja, quase dez horas da noite. Entramos no condominio. — Quero te levar em um lugar.
— Mas tá tarde..
— É perto, relaxa. — Concordei, enquanto ele fazia o contorno dentro do condomínio mesmo, paramos frente a um lago, as luzes refletiam na água, deixando a cena sombria, porém, linda. — Gosto daqui.
— É lindo.. — Me sentei no deck e ele ao meu lado. Olhei para cima. — A lua hoje tá linda não é?
— Não quanto certa pessoinha. — Ele tocou meu nariz, olhei sem graça. — Você é timida demais cara. — Riu. — Relaxa, eu não tô te seduzindo.
— Eu sei! — Ri me deitando para trás e continuando olhar as estrelas, ele se deitou ao meu lado. — Você gosta de ficar olhando as estrelas também?
— Bom, não é meu esporte preferido, mas é legal.
— Eu sempre gostei..lembra?
— A gente fugia de casa, pra olhar lá de cima daquele prédio, por que lá, parecia que a gente tava mas perto delas. — Ri. — Mal eu sabia que tinha uma do meu lado. — Ele apertou minha mão, o olhei, e voltei a olhar para cima.
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