Martina:_ Mãe.. — Falei baixinho sem entender como ela estava ali e sem acreditar. — MÃE! — Corri e me atirei nos seus braços, em seguida ouvi um barulho, me soltei olhando de onde vinha, Blanco não estava na cama, em seguida levantou um braço, corri. — Amor?

Jorge:_ Eu tô bem.. tô ótimo! — Ele riu e se levantou, voltei a olhar para minha mãe, que ria desesperadamente. — Meu Deus! Tô de cueca! — E saiu correndo para o banheiro, olhei minha mãe novamente e agora faltava ar nela, do tanto que ria. Ri de leve pegando uma revista sobre a mesa do computador a abanando.

Martina:_ Mãe! Que saudade! — A abracei novamente.

Mariana:_ Meu amor! — Ela beijou minha testa. — Como você tá? Senti tanta sua falta!

Martina:_ Eu, vou bem e a senhora? Como tá tudo lá? E o Fran? Quando você veio?

Mariana:_ Calma querida, uma pergunta de cada vez. — Ri. — Estou bem, ah! Lá vai indo bem, só falta você. — Ela falou receosa, mordi os lábios. — Tudo bem, tudo bem, já conversamos sobre isso. Eu entendo que sua felicidade está aqui! — Ela olhou para o porta retratos ao lado, a onde tinha uma foto do Blanco, sorri concordando. — O Francisco tá bem.. disse.. "mãe, o Jorge é gente boa, mas é safado, então não deixa eles só muito tempo não!" — Ela imitou sem tom de voz e suas caras e bocas, ri alto. — Sai de lá ontem, vou ficar hoje e já volto amanhã.

Martina:_ Ah! Não! — A abracei. — Fica mais tempo mãezinha!

Mariana:_ Eu vim ver você, por que a saudade apertou muito, chorei o dia todo ontem. — A olhei com lágrimas nos olhos, mas não dando espaço para elas descerem. — Você sabe que aquela casa não anda sem mim não é mesmo? — Ri concordando.

Martina:_ Não acredito que você tá aqui! — Dei dois pulinhos e ela sorriu. — Como entrou?

Mariana:_ Digamos que o Jorge me ajudou nisso? — Ergui uma sobrancelha e ela sorriu.

Jorge:_ AMOR! TRÁS MINHA ROUPA? — Ele gritou do banheiro, ri lembrando da situação anterior.

Mariana:_ Vou fazer o café da manhã de vocês! — Ela saiu rindo, sorri e me joguei na cama abraçando a almofada, eu mal acreditava que ela estava ali.

Jorge:_ ÔH AMOR! — Ri saindo do transe, fui até o guarda-roupas, e peguei a roupa do dia anterior, abri a porta, passei ela por cima do box, e fui até a pia escovar os dentes. — Amor, cara do céu! Que vergonha.

Martina:_ Amor, minha mãe é de casa, para né! — Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, e lavei o rosto.

Jorge:_ Ela me pegou de cueca cara.

Martina:_ Para.. ela gosta de você! — Sorri e comecei a escovar. Ele parou ao meu lado, já vestido, começou a arrepiar os cabelos fazendo caras e bocas, eu o imitava e ele ria baixinho. Lavei a boca, assim que ergui a cabeça, e o olhei, ele tirou uma foto nossa. — Blanco !

Jorge:_ Para, ficou linda! — Ele me passou o IPhone, ele me olhava e eu o olhava. É, espontânea, mas linda. Ele já puxou da minha mão. — Bom dia pros meus amores!— Ele falou pausadamente, enquanto teclava, com certeza era a legenda da foto.

Martina:_ Mãe? — Blanco me abraçou por trás e fomos até a cozinha, senti cheiro de panqueca, não contive o sorriso quando vi que era de amora, eu simplesmente poderia comer aquilo para o resto da vida. — Não acredito! — Ela concordou com a cabeça, colocando a jarra de suco no balcão. Me sentei e me servi.

Jorge:_ Que saudade dona Mariana! — Ele a abraçou a tirando do chão.

Mariana:_ Já disse, dona não ein? — Ela sorriu. — Como você cresceu, tá lindo! Mais ainda do que nas fotos e webcam. — Ele corou, lembrando do ocorrido a um mês atrás.

Jorge:_ Nossa cara! O que você vai pensar de mim? Primeiro me pega beijando sua filha, depois me vê só de cueca e na cama dela? — Ri alto e revirei os olhos.

Mariana:_ Que você são namorados e fazem sexo? — Coloquei a mão no rosto envergonhada.

Martina:_ Mãe..

Mariana:_ Só tem que se protegerem, são muito novos ainda, se bem que eu ficaria feliz demais com alguém me chamando de vovó!

Martina:_ Ai meu Deus! Mãe! Para! — A puxei para se sentar, e ela riu. Olhei Blanco, segurando o riso, o olhei com um olhar matador, e ele ficou quietinho, se sentando ao meu lado e começando a comer.

Mariana:_ Não sei por que ela fica com vergonha. É natural isso não é Jorge? — Ele se engasgou, tadinho.

Martina:_ Mãe! Por que você é assim? — Bati de leve nas costas do Blanco seguidas vezes. — Já passou amor, bebe! — Passei meu copo de suco, ele levou até boca.

Mariana:_ Mas gente, isso na idade de vocês é normal. Vocês dois já tiveram a primeira vez juntos? — E mas uma vez ele se engasgou.

Martina:_ MÃE! — Ela riu alto, ela adorava me deixar nervosa, diz ela que eu ficava engraçada. Mães, vai entender não é? — Pronto amor, pronto!

Jorge:_ Eu tô legal, tô ótimo.

Mariana:_ Tá bom, se são tímidos, vamos trocar de assunto não é mesmo? — Concordamos rindo.

Tomamos café no meio de gargalhadas das lembranças de quando mais novos, e contando os rumos diferentes que havíamos tomado, ah e claro! Minha mãe fazia questão de falar o quando Blanco havia ficado lindo, não só por fora, como por dentro. O cobria de elogios, o que as vezes o deixava sem graça. Depois de mostrar todo o apartamento, ela se instalou no quarto de hospedes.

Martina:_ Ainda não acredito que ela estar aqui.

Jorge:_ Gostou né princesa? Eu sabia que ia gostar! — Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e me deu um selinho demorado. — Agora, vai tomar banho, pra gente ir lá pra casa, aproveitar, já que amanhã já viajo. — Meu coração apertou, e só de imaginar que logo me despediria dele, meus olhos se encheram de lágrimas. — Ei, não, não.. shiu! — Ele me abraçou. — Vai passar logo!

Martina:_ Promete?

Jorge:_ É claro que prometo. Agora vai! — Ele me deu um selinho, e fui para o banho.


Pov Jorge Blanco.

Prometer sem ter a certeza que irá cumprir não faz parte de mim. Mais o que eu poderia fazer se era essa minha vontade? Que os dias corressem para que eu pudesse voltar para ela? Eu sabia que a distância iria doer, mas não tanto assim, e olha que só de imaginar ficar longe dela machucava, imagina quando estivesse? Não! Melhor nem pensar nisso. Melhor é pensar que logo a gente ficaria juntos novamente, e que daria tudo certo.


Pov Martina Stoessel

Depois de tomar banho, me sequei, penteei os cabelos e me vesti, passei uma maquiagem bem leve, passava perfume quando Blanco entrou, me olhou de cima em baixo, não disse nada, voltou para o quarto, assim que coloquei o óculos, o segui. Ele andava de um lado para o outro, inquieto. Abri o guarda-roupa, peguei o colar que ele havia me dado, agora estava sentado na cama.

Martina:_ Blanco, eu te conheço. O que foi?

Jorge:_ Você tem mesmo que usar esse short e essa blusa curta assim?

Martina:_ Não tá tão curto assim.

Jorge:_ Ah! Jura? — Ele fechou a cara, olhando o comprimento.

Martina:_ Amor, é um almoço na sua casa, não vamos sair pra longe.

Jorge:_ Mais vamos atender minhas fãs, que com certeza tão me esperando em frente o condominio.

Martina:_ E qual o problema de ir assim, amor?

Jorge:_ Você não entendeu que eu não quero que cê vá com isso?

Martina:_ Você não entendeu que eu não vou trocar por ciumes sem motivos?