Mariana:_ FILHA? Vem aqui! — Olhei para Blanco, incrédula, e passei por ele indo para o quarto a onde minha mãe estava. — Tá bom assim?

Martina:_ Ual dona Mariana! Vai arrumar um gato aqui na Argentina.

Mariana:_ Até parece. — Ela sorriu, beijei seu rosto, e ela foi para frente do seu espelho, começou a se maquiar. — Sabe, eu sabia que você tava sendo bem cuidada, mais não tanta assim! A familia do Jorge é maravilhosa, ele então, nem se fala não é mesmo? Um amor!

Martina:_ Ele é o meu amor! — Sorri. — É ciumento, mas é meu ciumento.

Mariana:_ Lembro quando conheci seu pai, foi na mesma idade que você. — Ela sorriu com um olhar calmo.

Martina:_ Como você sabia que ele era um homem da sua vida? Que queria casar, ter filhos, passar o resto da sua vida ao lado dele?

Mariana:_ Quando me pegava fazendo planos como esses.. — Sorri. — Você vê o Jorge dessa forma não é mesmo?

Martina:_ Sim mãe, vejo.

Mariana:_ Fico feliz por isso, e mais feliz ainda por saber que meu tesouro está em boas mãos. — Ela beijou minha testa, pegando a bolsa, em seguida abriu a porta, dando espaço para que eu pudesse passar.

Assim fiz, em seguida escorando a porta, aproveitei para me olhar no espelho do corredor, retoquei meu batom, e fui para a sala, minha mãe estava sentada no sofá e Blanco em pé. Ele me olhou de cima em baixo e negou.

Martina:_ Mãe, eu não vou não! Vai com ele. Bom almoço pra vocês!

Mariana:_ O que? Por que? Ah não! Você já tá arrumada, tá tão linda.

Martina:_ Pena que nem todo mundo pensa assim, né? — Olhei Blanco, ele respirou fundo.

Jorge:_ Princesa, para! Você tá linda! É só que, ai sogra, olha o tamanho desse short cara. Um palmo? — Minha mãe gargalhou.

Mariana:_ Estou revivendo o que vivi a vinte anos atrás. Gente, isso é tão bom!

Martina:_ Ciúmes?

Jorge:_ Roupa curta?

Mariana:_ Não! Vocês se preocupando um com o outro, só mostra o quanto se importam e se amam. — Ela pegou minha mão, a dele, em seguida a dele e colocou por cima da minha. — Faz parte do amor, isso tudo.

Martina:_ Lindo isso tudo que a senhora falou, mas..

Jorge:_ Você vai assim e pronto! — Ele me puxou pela cintura e beijou meu pescoço, sorri e lhe dei um selinho. — Bora?

Martina:_ Eu vou no meu carro, pra depois voltar nele. — Peguei a chave.

Jorge:_ Depois trago vocês duas.

Martina:_ Não precisa amor, você tem que descansar, amanhã viaja cedo. — Fechei a porta enquanto minha mãe chamava o elevador. — Ai você vai amanhã! — O abracei e ele fez bico.

Jorge:_ Vou sentir sua falta. Muita!

Martina:_ Muita! — Lhe dei um selinho.

Mariana:_ Viva o amor, minha gente. — Ri soltando Blanco e entrando no elevador com ele em seguida. Ele apertou o botão e me abraçou por trás.

Martina:_ A senhora vai amanhã que horas mãe? Deveria ficar mais tempo!

Mariana:_ Vou cedo também. Olha, vontade não falta, mas nada ali funciona sem mim . Porém, depois a gente vem com calma.

Jorge:_ Isso! O Fran deveria ter vindo também.

Mariana:_ Época de provas na faculdade não deixou. — A porta abriu, saimos.

Jorge:_ Sabe.. — Ele me olhou, olhou minha mãe e sorriu. — Vocês parecem irmãs.

Mariana:_ Papo de genro! — Ele gargalhou.

Jorge:_ Não, é sério. São lindas demais cara!

Mariana:_ Você que é.

Martina:_ Aqui mãe! — Abri a porta do meu carro, Blanco se aproximou e me deu um selinho.

Jorge:_ Vem atrás de mim, amor.

Martina:_ Pode deixar! — Entrei, passei o cinto e dei partida enquanto ele tirava o carro.

Mariana:_ Nossa! Que carrão ein?

Martina:_ Gostou? O Blanco tem um bom gosto né?

Mariana:_ Muito! — Olhei para ela sorrindo e segui o carro dele. — Ele é louco por você, filha

Martina:_ Eu sou louca por ele, mãe.

Mariana:_ Tava mais que certa quando veio pra Argentina, sabia? Tá vivendo a sua vida, tem um namorado que.. sei lá, dá a vida por ti? Uma familia maravilhosa, que te trata com todo carinho. Tá certo, que a saudade que sinto por você me maltrata, mas.. acho que realmente era a hora de te deixar voar.

Martina:_ Sim mãe, e não é que alcancei meu céu? — Ela sorriu concordando.

Mariana:_ Lindo o amor de vocês.Sabia?

Martina:_ É mãe, mais já passamos por altos e baixos.

Mariana:_ Brigas?

Martina:_ Não, eu me afastei dele durante semanas.

Mariana:_ Por que? — Ela me olhou incrédula.

Martina:_ A gente já tinha ficado, mais as fãs deles não sabiam, um dia viajei com ele, na mesma noite, uma fã dele me parou e falou um monte.. em fim . Não tive outra solução a não ser me afastar. Foi difícil demais, tirando a parte que perdi meu pai, foi a pior coisa que senti.

Mariana:_ Mas, meu amor! Por que você não me contou? Foi quando tava evitando falar comigo?

Martina:_ Foi, ah mãe. Por que a senhora ia se desesperar sabendo que não tava bem, e iria querer que eu fosse embora, mas eu sentia que não era hora ainda, entende? E não foi, depois nos reconciliamos.

Mariana:_ Realmente, teria vindo buscar você, mas.. que bom que deu tudo certo não é?

Martina:_ Graças a Deus, mãe.. sem ele, não dá mais, entende? Ele é ar, é sol, é estrela, é sorriso, é alegria, é.. tudo, é minha vida..

Mariana:_ Nunca te vi assim.. apaixonada!

Martina:_ Pra senhora ver! — Sorri.

Mariana:_ Olha o Jorge atendendo os fãs. — Me aproximei, parei o carro e abaixei o vidro.

Martina:_ E ai meninas! — Elas sorriram e algumas correram para a janela que eu estava. — Como vocês estão?

*:_ Pegaaaaaaaaa Martina! — E jogaram uma caixa no banco de trás.

*:_ Quem é ela?

*:_ Adorei sua roupa, o Jorge não ficou com ciúmes?

Martina :_ Obrigada pelo presente gente. É minha mãe! E um pouquinho! — Ri.

*:_ Nossa! Sua mãe é nova. SOGRONA EIN JORGE? — Ele gargalhou.

Mariana:_ Ah, obrigada, linda é você!

Martina:_ Então gente, passei só pra dá um oi, a gente já está indo. Obrigada por tudo! — Soltei beijo e subi o vidro, dando partida em seguida.

Mariana:_ Que lindas!

Martina:_ São uns amores, mãe. Precisa ver! — Olhei pelo retrovisor e Blanco entrava dentro do carro, em seguida me alcançou, assim que desci do carro, vi pelo vidro Esmeralda sentada na sala. Minha mãe saiu, e ela deu um pulo.

Esmeralda:_ NÃO ACREDITO QUEM TÁ AQUI! CARLOS, LODOVICA! VENHAM VER! — Minha mãe correu e abraçou ela. Olhei Blanco, sorrindo descendo do carro.

Jorge:_ Olha o que eu ganhei mô! — Ele ergueu uma caixa branca cheia de coisas, e tirou uma cueca box, branca, com marcas de batom e nomes de fc escrito. — Elas falaram que era pra mim usar com você!

Martina:_ Hum.. é? — Passei meus braços em volta do seu pescoço, e ele me deu um selinho demorado. — Ganhei um também. — Me soltei dele e peguei no banco de trás uma sacola branca, tirei de dentro uma caixa redonda, por fora, várias fotos nossas aplicadas. — Que lindo, amor!

Jorge:_ Cara. Olha isso! — Ele olhou atento todos as fotos.

Martina:_ Deixa eu ver aqui! — Tirei a tampa, e assim que vi tive crises de risos. — Ah não!

Jorge:_ Que que foi?

Martina:_ Não! Não amor.

Jorge:_ Aaanda mulher, deixa eu ver! — Ele tomou das minhas mãos e arregalou os olhos.

Jorge:_ Ui amor. Que isso ein? — Ele tirou o sutiã pink, em seguida a calcinha. Me olhou e mordeu os lábios. — Bora usar nossos presentes já já?

Martina:_ Nem vem amor! — Comecei a rir descontroladamente.

Jorge:_ Que isso gente! Vai ficar bom demais rapaz.

Martina:_ Amor, guarda isso

Mariana:_ Mas você é uma mulher já Lodo! Tá muito linda! — Minha mãe se aproximou, peguei tudo das mãos do Blanco e joguei na sacola colocando dentro do carro.

Lodovica :_ Ah! Obrigada. Martina, sua mãe, meu Deus! Parece mais sua irmã.

Martina:_ As vezes me sinto humilhada sabe? — Fiz bico, Blanco mordeu.

Jorge:_ Vocês são lindas!

Esmeralda:_ Vamos entrar, vem gente! — Entramos, nos sentamos no sofá.

Jorge:_ Agora, quero tirar uma foto com as mulheres da minha vida! — Ele passou o celular para Carlos. Esmeralda se sentou ao lado da minha mãe, do lado dela Lodo, Blanco se sentou ao lado da irmã e me puxou para o seu colo.

Jorge:_ Digam "Jorge Blanco."

Todos:_ Jorge Blanco! — Rimos no final.

Jorge:_ Vem pai! — Carlos mexeu no IPhone colocando na câmera automática.

Carlos:_ Essas tecnologia as vezes me deixa confuso.

Esmeralda:_ Ih começou! — Rimos, ele correu e se jogou no colo da Lodo.

Lodovica :_ Ai, socorro!

Carlos:_ Aguenta ai filhota! — Depois do flash, começamos a rir do nada.

Esmeralda:_ Vou preparar um almoço no capricho hoje ein?

Mariana:_ Eu ajudo!

Esmeralda:_ Ai, que isso? Você é visita!

Mariana:_ Ai Meeh, por favor. Você sabe que amo cozinhar, é bom que já vamos colocando o papo em dia. — Elas saíram rumo a cozinha.

Jorge:_ É, vão conversar tanto, que esse almoço vai sair na janta. — Como era bobo.

Carlos:_ Eu vou resolver algumas coisas. Fala pra sua mãe que volto antes do almoço sim!

Lodo:_ Pode deixar pai. Eu vou pra internet, por que de vela eu não fica.

Martina:_ Ai Lodoo, para. Nem é assim.

Lodo:_ Por isso vou arrumar um namorado. — Blanco a fuzilou com os olhos, ela caiu na risada e subiu as escadas.

Martina:_ Por que você é assim ein? — Ergui uma sobrancelha, ele beijou meu pescoço.

Jorge:_ Não sei, só sei que sou assim. — Lhe dei um selinho demorado e ele me beijou, com calma, ternura, sem medo algum. — Princesa, você bem que poderia usar o seu presente agora, não é? — Ri negando com a cabeça. — Ah, por que?

Martina:_ Por que estamos na sua casa, e eu respeito nossos pais e sua irmã! — Lhe dei um selinho se levantando do seu colo.

Jorge:_ Vou tomar banho, trocar de roupa, ai desço tá? — Concordei lhe dando um selinho. Fui para a cozinha, a onde era motivos de sorrisos e brincadeiras. Ajudei elas na salada e no suco. Fui surpreendida quando terminava de cortar o tomate, com Blanco me abraçando por trás e beijando meu pescoço.

Martina:_ Ai, amor! Me cortei.

Jorge:_ Ai cara. — Ele me virou frente a ele. — Me desculpa, deixa eu ver! — Ele pegou meu dedo e deu um beijinho. — Vai sarar tá bom bebê?

Mariana:_ É Meeh, quem diria ein? — Ela nos olhou.

Esmeralda:_ Pra você ver, que mundão é esse ein?

Martina:_ Vocês tão falando pelo fato da gente namorar?

Mariana:_ Também!

Esmeralda:_ Depois de anos, na mesma cidade, vocês namorando.

Mariana:_ Só faltou seu pai. — Ela abaixou a cabeça. Meu coração apertou, tentei falar algo, mas não consegui. Que saudades que eu sentia dele! Só Deus sabia o quanto.

Esmeralda:_ Eu imagino o quanto foi dolorido, se pra gente foi, imagina pra vocês.


Pov Jorge Blanco.

Olhei Martina, seus olhos marejados de lágrimas, ela enxugou as mãos e saiu da cozinha. Ficamos nos olhando.

Mariana:_ Ainda é dolorido pra ela. Muito! Ela sofreu demais, e ainda sofre com essa ausência dele.

Jorge:_ Eu.. eu vou conversar com ela. — Passei pela sala de refeição, pela sala e não a vi. — Pai, viu a Tini?

Carlos:_ Ela foi pra fora, o que é estranho, já que passou calada. Brigaram?

Jorge:_ Não, graças a Deus, não! A gente tava conversando sobre o pai dela.

Carlos:_ Ah! — Meu pai, concordou, ele era muito, muito, muito amigo do pai dela. E apesar dos anos, as vezes o pegava comentando sobre ele em churrascos de familia, já que ele sempre estava presente.

Sai de casa, na frente ela não tava, fui pra trás, ela tava sentada no deck da piscina, com os pés dentro da água, não chorava, mas sua carinha não enganava que tava triste, e se ela tava, eu também tava, me sentei ao seu lado, e passei o braço em volta do seu pescoço, descansando em seu ombro.

Jorge:_ Não fica assim princesa.

Martina:_ Eu vou ficar bem, daqui uns minutinhos já já passa

Jorge:_ Minutinhos? — Ela concordou com a cabeça. — Amor, não é assim. — Ela me olhou sem entender. — Você tem que superar isso, entende? Eu sei.. que não é fácil, também já passei por isso, perdi meus avós, mas quando falo deles, eu não choro, eu fico feliz lembrando de como eles eram e do que a gente passou junto. É claro que dá saudade, mais, saber que eles tão olhando a gente lá de cima, e de alguma forma protegendo, conforta. — Beijei sua testa.E agora, ela chorou. — Ah, não.. não faz isso. Não aguento te ver chorar.

Martina:_ Você tem razão, eu guardo essa dor aqui, mas ela tortura muito.

Jorge:_ Então, coloca ela pra fora. Libera isso daí que te faz mal! — Ela limpou as lágrimas e concordou com a cabeça. — Eu vou te ajudar!

Martina:_ Confio em você. — Ela me abraçou, fiz o mesmo, em seguida a beijei com cuidado. Agora sim, se ela tava melhor, eu também tava.

Ficamos ali nos beijando e trocando palavras de carinho em torno de trinta minutos.

Mariana:_ Eu sei que eu tô atrapalhando, mas.. — A sogra apareceu sorridente.

Jorge:_ Não, que isso! Pode falar !

Mariana:_ Queria que vocês fizessem um favor pra mim.

Jorge:_ Manda pra nós!

Mariana:_ Queria que fossem lá no apartamento, pegar meu celular, eu esqueci, e o Fran disse que ia me ligar hoje pra confirmar o horário que vou amanhã, e se eu não atender ele fica preocupado.

Martina:_ Liga do meu mãe.

Mariana:_ Aí é que tá o problema, o celular dele é novo

Jorge:_ Sem problemas, bora lá amor! — Me levantei e a ajudei a fazer o mesmo. — A gente não demora sogra.

Martina:_ Que bonitinho ele falando sogra! — Sorri e ela me deu um selinho, fomos no meu carro, o caminho todo ouvindo músicas, assim que chegamos lá, o carinha metido a besta que deu em cima dela, tava lá, então, eu também iria, certo? Coloquei um boné preto e desci. Subimos no elevador.

Jorge:_ Carinha metido a besta, querendo minha namorada ! — A abracei e ela riu. A porta se abriu, demos de cara com uma mulher, quando olhei pra me desculpar, era Valeria Baroni, a minha ex-namorada. — Caraca! É você? — Ela me olhou tentando entender, tirei o óculos, ela abriu um sorriso e me abraçou.

Valeria:_ Jorge? Quanto tempo! Meu Deus! — Assim que a soltei, Martina tossiu forçadamente e me olhou séria. Eita!