Sonríe siempre para mí
15 A foto
Notas iniciais
Pov Jorge Blanco.
Meu Deus do céu cara, e agora? Logo uma fã minha foi me ver beijando a Martina, agora não tinha desculpa, ia e pronto.
— É..oi? — Dei um sorriso sem graça, e ela se jogou nos meus braços.
— Eu te amo Jorge! Eu te amo mas que tudo, você é minha vida! — A abracei forte a tirando do chão, sorri ao ouvir aquilo tudo. Não importa quantas vezes eu ouvisse, nunca me cansaria, aquilo me motivava a continuar.
— Que linda você ! — A coloquei no chão e segurei uma das suas mãos. — Como você se chama?
— Eu me chamo Isabela, pode me chamar de Isa. Ai eu não acredito! — Ela me abraçou de novo, olhei Martina sorrindo, apesar de parecer nervosa. — Você não sabe o quanto esperei por isso.
— Mas eu tô aqui, não tô? Fica calma linda.. — Afaguei seus cabelos, em seguida enxuguei suas lágrimas. — Não gosto de ver voês chorando.
— Ah Jorge! — Ela beijou minha mão, em seguida olhou para Tini, tremi por inteiro. — Você é bem mas linda pessoalmente.
— Ah, que linda! Você que é uma lindona. – Tini tocou seu queixo de leve. Meu Deus, e ainda me perguntam o por que gostar dela? Além de tudo, gosta das minhas fãs? Ah, pelo amor de Deus, é perfeição demais.
— Eu já sabia de vocês dois. — Ela enxugou as lágrimas. — Encarei Tini por alguns segundos.
— Como assim..a gente? — Perguntei inseguro.
— Ah Jor, tá na cara que vocês se gostam, todo mundo sabe disso, apesar de algumas não aceitarem. Mas quer saber? Não liga não! Você merece ser feliz e a Martina é a pessoa certa para isso, eu sei e todo mundo sabe disso, apesar de algumas não assumirem isso.
— Isa, eu e o Jorge, a gente...Nós — Martina começou a falar receosa. — Somos só..
— Amigos? Ah! Na boa.Comigo isso não cola, tá na cara que vocês tão juntos e tá mas que certo Jor, você é a melhor pessoa que conheci na vida, é lindo, gato, solteiro, trabalha pra caramba, tem mas é que se divertir mesmo. — Ela falou firme, olhei para Martina que tinha um sorriso enorme no rosto, porém não maior que o meu, por que era impossível.
— Posso te dar um abraço? — Pedi abrindo os braços, ela começou a chorar novamente e me abraçou.
— E precisa pedir? — A minha vontade era de agradecer, agradecer e agradecer, mas não me parecia sufiente, um abraço também acho que não seria, mas como dizem "atos valem mas que palavras".
— Como você conseguiu chegar aqui? – Martina perguntou curiosa, já que a segurança era rigida.
— Bom, é uma história longa, mas fugi de casa, me disfarcei de segurança, escalei um andar, fugi de três seguranças e fim. — Arregalei os olhos. Não é por nada não, mas minhas fãs são as melhores do mundo! Apesar de ser uma locura aquilo tudo.
— Cara, você é doida? Poderia se machucar, seus pais devem tá preocupados, e meu Deus
— Calma Jorge, por você vale a pena e sempre vai valer. Mas preciso ir logo.. se não meus pais me matam! — Ela riu baixinho, pegando uma câmera do bolso.
— Pode deixar que eu tiro. — Martina pegou das suas mãos. Ela me abraçou de lado, fiz o mesmo sorrindo e ela tirou.
— Agora eu quero uma como você, pode ser? — Tini concordou com a cabeça.
— Apesar de estar com roupa de dormir e cara de sono!
— Para princesa, você é linda de qualquer maneira. — Falei por instinto, olhei para Isa e só então me toquei.
— Meu Deus que lindo Jor, você tá apaixonado.
— Ah..bora logo pra essa foto! — Ri enquanto elas faziam pose, depois de tirar, ela abraçou Martina, e me abraçou novamente.
— Pode deixar, eu não vou contar nada pra ninguém, apesar de querer muito! — Rimos. — Só vou resumir, mas nada de beijo, declaração, tá bom? — Ela riu, beijei sua testa e ela saiu rindo com o vento.
Martina fechou a porta tão boquiaberta quanto eu, ou quem sabe mas ainda.
— Cara, eu já disse que minhas fãs são foda?
— Já..uma milhão de vezes, mas por mim, pode falar pra sempre, por que é a verdade! — Ela me abraçou sorrindo, beijei a pontinha do seu nariz, sua testa, seu pescoço e por fim sua boca. Quem diria que encontraria uma mulher que me entendia, me amava pelo que eu era, que me conhecia mas que eu mesmo, que me apoiava e que não só respeitava, como também amava minhas fãs. — O que você tá pensando?
— Tudo!
— Tudo? Como a gente pensa em tudo?
— É só pensar em você. — Ela riu e mordeu minha bochecha, meu celular vibrou, peguei, sms da Lodovica.
"A mamãe quer que vocês venham almoçar aqui, e eu também não aceito um não como resposta!"
Mostrei para ela.
— Ah, vamos sim!
— A gente passa a tarde lá, certo?
— Certo..só que não posso vim muito tarde, já que amanhã a gente vai viajar, aliás, pra onde mesmo? Quero saber que roupas levo.
—Pro Villa Gesell , Ushuaia , Bahía Blanca, Posadas e La Plata, esses cinco dias são esses.
— Praia? Oba!
— É, mas nada de por roupa muito curta tá?
— Mas é quente. — Ela fez bico.
— Eu compro um ventilador com bateria infinita e carrego pra onde a gente for. — Ela cruzou os braços não convencida. — Tá bom, tá bom..mas não exagera, tô de olho! — Pisquei e ela riu.
— Tá bom, agora deixa eu ir tomar banho, já são quase meio dia, depois me arrumo e vamos.
— Vamos economizar água?
— Como?
— Deixa eu tomar banho com você!
— Engraçadinho você né? — Ela me deu um selinho e saiu rindo negando. Me joguei no sofá com um sorriso de orelha a orelha. Como Deus tinha sido bom comigo né? além de me dar uma família maravilhosa, amigos de verdade, os melhores fãs, me deu uma mulher perfeita. Parece coisa de gente doida, mas eu tinha a certeza que era ELA.
Pov Martina Stoessel.
Entrei de baixo do chuveiro pensando em tudo que estava acontecendo comigo nos últimos dias. Realmente eu tinha que ter vindo para a Argentina, eu precisava dar uma sacudida da minha vida, para cair os frutos estragados, permanecer os verdadeiros, e nascer outros. Eu precisava daquilo tudo. Depois de um dos maiores sustos da vida em ver a fã do Blanco na minha frente, sabendo de tudo o que estava acontecendo, e pelas palavras que ela havia dito, eu tinha mas uma certeza, que apesar de já saber, não restavam dúvidas: era ELE. Depois me secar, passei uma maquiagem leve, vesti uma roupa fresquinha já que estava quente e o dia prometia que não choverá.
Por fim amarrei meu cabelo em um coque e voltei para sala. Blanco com o iPhone nas mãos, assim que me viu, me abraçou e encheu meu pescoço de beijinhos.
— Mas tá cheirosa de mais! Nossa senhora.
— Pra você, pra você. Vamos?
— Vambora! — Ele me abraçou de lado e descemos. Entramos no carro dele e fomos.
— Sabia que eu deveria ter vindo no meu carro? Como vou voltar?
— E eu não presto não? — Ele riu entrelaçando nossas mãos, assim que descemos do seu carro.
— Chegaraaaaaaaaaam! — Lodo gritou da sala, assim que entramos, e já foi pulando em cima de nós dois.
— Nossa, Lodo, que isso? — Blanco riu.
— Felicidade por essas duas cabeças duras, enfim assumirem que se gostam. — Ri de ladinho.
— Lodovica , deixa eles! — Carlos chegou rindo e me abraçando.
— Oi tio!
— Tio? — Blanco me olhou. — Pera, você ainda chama meu pai assim?
— Eu disse que seria para sempre não foi? — Ele riu convencido.
— Daqui uns dias vai ser sogro. — Meu sorriso foi aos céus com aquilo.
— Owwwwwwwwwn, tenho que gravar isso. — Lodo subiu as escadas correndo, olhamos sem entender e rimos.
— A Esmeralda tá fazendo almoço! — Carlos se sentou no sofá e ligou a tv. Blanco me puxou para a cozinha.
— Oi mãe!
— Já chegaram? Ah que bom, estava preocupada se viriam ou não. — Ela pegou nas nossas mãos que estavam entrelaçadas e apertou de leve.
— Acha que eu ia perder a melhor comida de Buenos Aires? Aliás da Argentina?
— Ah, fiz seu prato preferido.
— Ih, tô começando a ficar com ciúmes já. — Blanco fez bico.
— Quem vê pensa né.. — Meeh riu beijando o rosto do filho, enquanto eu sorria. — Já já tá pronto.
— Enquanto isso, vou tomar banho. — Blanco saiu me puxando, fiquei sem graça. O que ela não pensaria? mas minha preocupação sumiu quando Esmeralda piscou para ele concordando. Entramos no quarto e seu cheiro estava gravado ali. Me sentei na cama, enquanto ele tirava a camiseta branca. Era realmente impossível não olha-lo com outros olhos. — Pode ficar a vontade tá princesa? Não demoro! — Ele me deu um selinho e entrou no banheiro, logo ouvi o barulho da água do chuveiro cair, olhei em volta e vi a estante com seus prêmios, olhei um a um atentamente, e tinha como não amar as fãs dele? Não por aqueles prêmios ali.. aquele era apenas um material, mas por saber que por cima de cada um dele, vinha um sorriso estampado, no rosto do Blanco.
Ao lado, tinha prateleiras na cor de mármore, como a maioria dos móveis do seu quarto. Vários porta-retratos se estampavam ali, por volta de quinze a vinte. Olhei um a um, ele com a família, outros com amigos, alguns famosos outros não, com a banda, a equipe e por fim uma nossa, a primeira que havíamos tirado assim que voltei para a Argentina, ele me segurava nos braços enquanto estávamos completamente sujos de tinta. Ri baixinho. Passei a vista pela última prateleira e vi mas uma nossa, dessa vez antiga, havíamos tirado na nossa despedida, no aeroporto, meus olhos vermelhos de tanto chorar, Blanco com a carinha triste, porém sorria. Como o porta-retrato era de vidro, vi algumas letras atrás, tive que ler não é?
"Eu te amo muito!"
Meus olhos se encheram de lágrimas. Duas crianças bobas, que já se amavam mas que talvez por medo, ou vergonha, não assumiam.
— Eu não menti quando escrevi isso. — Me virei de uma vez, Blanco me encarava com um sorriso no rosto.
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