Sonríe siempre para mí
16 O pedido.
— Você.. me amava como amigo, ou..
— Como a gente sabe que ama uma pessoa? — Ele perguntou na maior tranquilidade do mundo.
— Nunca vou saber responder isso, mas.. acho que quando você tá com ela e sorrir feito um bobo, quando sente falta dela, mesmo depois de ter visto ela, quando sente necessidade de tá próximo a ela todo momento, quando tem vontade de cuidar, quando se preocupa, quando imagina seu futuro com ela e começa a fazer planos, quando.. — Ele colocou o dedo na minha boca pedindo silêncio.
— Sendo assim.. — Ele engoliu em seco. — Eu te amo! — Me arrepiei inteira. Sabe quantos anos esperei para ouvir aquilo? Sabe quantas noites eu fui dormir imaginando ouvir aquilo? Sabe o quanto sofri calada para ouvir aquilo? De algum modo, ouvir aquilo fez meu coração voar a milhas de km, vi que valeu a pena cada segundo de espera e cada lágrima que derramei e diferente do que imaginava, foi muito melhor do que eu imaginava, por que era real. Fechei os olhos sorrindo. — Eu te amo.. — Ele falou baixinho, enquanto fazia carinho no meu rosto. — E você, me ama? — Encostei minha testa na dele, e permaneci de olhos fechados.
— Eu te amo.. — Falei baixinho, e senti seus lábios se encontrando com os meus. Nos beijamos sem medo algum, Blanco definitivamente era tudo o que eu precisava, e por mas que ele não soubesse disso, ele sentia. Encerrei com o maior cuidado do mundo, em seguida o abracei.
— Se você me ama..e eu te amo. Namora comigo? — Preciso falar que mas uma vez, me arrepiei inteira? Meu sorriso foi o mas largo que dei na vida, sem contar que era o mas sincero. Ele deu aquele sorriso, que tira o ar de qualquer um, até mesmo de anjos e me deu um selinho. — Ein? — Eu já estava preparada para o sim, para falar a verdade, sempre estive, porém, não era tão simples assim.
— Blanco.. — Me afastei dele com cuidado e vi seu olhar se entristecer. — A gente tá indo rápido demais!
— Não..não, muito pelo contrário. A gente já demorou demais, perdemos tempo demais! Eu não quero, eu não posso e não vou te perder de novo, Martina.
— Mas, seus fãs..
— Tini, eu passei minha infância toda guardando que te amava, só pra mim..na minha adolescência, quando você foi embora, no começo foi bem difícil, me acostumei com a sua ausência, mas mesmo assim me machucava. Agora.. — Ele respirou fundo. — Você voltou, eu juro..que tudo aquilo que eu guardei pra mim se acendeu de novo.
— Blanco, eu.. — Bateram na porta, olhamos juntos. Ele riu baixinho.
— A gente e nossas manias de sempre nos interromperem. — Sorri.
— Filho, vamos almoçar?
— Tô indo mãe. — Ele me olhou. — Pensa.. só quero que não se sinta pressionada tá? — Me deu um selinho enquanto eu concordava. — Vamos! — Ele entrelaçou nossas mãos e descemos. O almoço foi tranquilo e agradável, vez ou outra Esmeralda e Carlos nos faziam relembrar de quando éramos crianças, e faziam questão de contar nossas bagunças. — Bora assistir filme? — Blanco sugeriu depois que almoçamos. Lodo e Carlos já correram para frente da tv.
— Não pai, eu quero esse sofá. — Rimos deles brigando já.
— Ah.. vamos sim, depois que eu lavar a louça. — Falei enquanto Esmeralda tirava a louça.
— Mas de jeito nenhum Tini, pode ir assistir, eu dou conta.
— Ah não Meeh! Deixa eu ajudar.
— Não, vai assistir com eles, pode ir.
— Não, eu quero ajudar e eu vou!
— Eu e a Lodo briga pra não lavar e vocês pra lavar? Vai entender. — Rimos.
— É meu filho, essa é boa pra casar viu? –Meeh riu enquanto eu pegava das suas mãos a pilha de louças sujas.
— Pois é né mãe? — Ele piscou sorrindo. — Eu ajudo princesa!
— Não Blanco, pode ir assistir.
— Não vou deixar você se matando aqui.
— Eu ajudo meu filho, vai.. — Ele olhou receoso.
— Quando terminar eu vou! — Falei firme e só então ele foi. Comecei a lavar a louça, enquanto ela enxugava.
— Tini, eu ainda não te agradeci, mas.. obrigada viu?
— Hum?
— É, você sabe. O Jorge, ele tá tão feliz..nunca vi ele assim sabe? — Ela sorriu de uma forma tão pura. — Apesar dele ter tudo, ele se sentia só.. não vivia, existia, mas agora.. tá na carinha dele que tá feliz demais!
— Ah. — Sorri sem graça. — Não tem nada que agradecer, pelo contrário, eu que agradeço. Vocês são incríveis.
— Só espero que isso dê em namoro e por mim, até em casamento. — Sorri.
— Por ele, a gente já estava namorando sim, mas.. — Mordi os lábios receosa.
— O que? — Ela olhou para o corredor, e voltou a olhar para mim. — Ele te pediu em namoro? — Fiz o mesmo que ela havia feito, para ver se ele não vinha e concordei com a cabeça. Ela deu um pulinho e bateu palma. — Não acredito nisso!
— Mas eu ainda não dei minha resposta.
— Não? — Seu sorriso se desfez. — Por que?
— Meeh.. — Desliguei a torneira, já que havia terminado de lavar tudo. — Eu amo ele, sempre amei.. só que tem as fãs dele, eu não quero e eu não posso fazer ele magoar elas, elas são tudo pra ele.
— Martina..vem cá! — Ela me puxou para o balcão, nos sentamos e ela segurou minha mão. — Elas sabem que uma hora ou outra ele ia encontrar uma pessoa, e não vejo pessoa melhor para isso. Você é incrível, te vi crescer..
— Mas Meeh, nem todas pensam assim!
— Por que não te conhecem, mas se te conhecerem, vão ver que você é uma pessoa maravilhosa.
— Você acha que eu..
— Eu acho que você que tem que dizer pra si mesma, se quer ou não. Não vou mentir, não vai ser fácil, a mídia em cima, mas quando é para nossa felicidade, vale a pena fazer qualquer coisa.
— Tem razão, tem razão!
— MÃE, TRÁS MEU CREME LOGO! — Blanco gritou da sala, rimos.
— Deixa eu colocar logo, por que sabe né? é pior que criança! — Concordei rindo e fui para sala, Lodo e Carlos estavam no sofá maior e Jor no menor, eles assistiam um filme de terror, nem preciso falar que assim que vi dei meia volta não é?
— Psiu moçinha, pode voltar.
— Mas.. — Ele me puxou para seu colo. — Eu tenho medo.
— Mas agora eu posso te encher de beijinho quando passar uma cena de dar medo. — Sorri lembrando do que a gente havia assistido no apê.
— Prontinho filho. — Meeh chegou com uma bandeja servida de creme de abacate. — Quer Tini?
— Ah não Meeh, estou cheia, obrigada.
— Eu quero! — Blanco já pegou e foi comendo. Meeh sentou no meio de Jorge e Carlos e foi assistir com a gente também, ela era das minhas, já que escondia o rosto, mas do que via. Passamos a tarde assistindo o filme, de uma vez ou outra, Blanco me roubava um beijo, o que me deixava sem graça, já que estávamos em frente aos seus pais, e ele ria. Quando o filme acabou, Carlos e Esmeralda iriam as compras e no caminho deixariam Lodovica na casa de uma amiga, para estudar para uma prova.
— Ah, mas eu nem fiz suas malas filho, quando eu chegar, eu faço tá? — Meeh comentou entrando no carro.
— Pode deixar mãe, a senhora arruma mas tarde.
— Tchau Tini, e oh, quero fotos da viagem viu? — Lodo me abraçou, em seguida entrou no carro.
— Pode deixar, vou começar a usar mas o twitter, posto lá tá?
— Tá bom!
— Tchau, boa viagem e não esquece o que falei. — Meeh falou enquanto o carro saia. Concordei com a cabeça e Blanco me olhou curioso.
— Não adianta, eu não vou contar.
— Ah, por que? Sua mal! — Ele fez bico.
— Por que? por que não horas..E falando nisso, tá na hora de me deixar em casa não é?
— Mas tá cedo, ainda, vai dar 16:00 horas. — Ele me puxou para dentro da sua casa, enquanto eu me sentava no sofá ele fechava a porta. — Nem acredito que amanhã a gente vai viajar junto.
— Nem eu! — Ri baixinho, enquanto ele se deitava no meu colo, levei as mãos até seus cabelos e fiquei fazendo carinho enquanto ele me olhava. Também não falei nada, apenas passava as mãos em seu rosto e cabelo, até a vontade de descobrir o que ele pensava se tornar insuportável. — O que foi Blanco?
— Nada..só tô pensando aqui, como o mundo dá voltas né?
— A vida tem uma forma engraçada de nos surpreender. Quem diria..eu me apaixonar pelo meu melhor amigo? — Ele se sentou e sorriu me olhando.
—Apaixonada é? — Concordei com a cabeça, ele sorriu mas ainda e me beijou, sem notar quando vi já estava deitada por cima dele, o apertava firme e o puxava cadê vez mas para mim. — Acho melhor você parar ou não respondo por mim. — Sorri concordando com a cabeça, porém permaneci em cima dele. — Você não tá ajudando, muito, sabia? — Ri alto me levantando.
—Vamos me deixar?
—Mas já?
—É, tenho que arrumar minha mala, sem contar que você tem que descansar né?
—Tá certo, vou lá em cima pegar a chave do carro e sua bolsa.. — Afirmei enquanto arrumava meu cabelo, em seguida ele desceu, me entregou minha bolsa e fomos, no caminho ele fazia mil planos para a viagem de amanhã, finalizando com um beijo intenso. — Até amanhã.
— Até amanhã. — Lhe dei outro selinho, desci e ele se foi. Subi sem presa alguma, tentando ainda, processar tudo aquilo que acontecia comigo, com ele, com nós, depois de um banho morno, comecei a arrumar minha mala, colocando roupas leves e pesadas, já que iriamos para cidades quentes e frias.
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