Sonhos e Realidades

1 Capítulo 1- Sentimentos confusos


Notas iniciais
Me mandem críticas pessoas lindas :3 Boa leitura (espero que alcance as expectativas de vocês)

Hoje é um daqueles dias em que você queria estar morta. Não literalmente é lógico. Estava chovendo forte lá fora e dentro da sala de aula estava muito abafado. Eu tentava inutilmente prestar a atenção na aula do Prof Rubens mas uma fofoca atrás de mim estava me deixando nos nervos.

– Sabe então Gatz, sabe aquela mocreia da sala ao lado?ouvi dizer que ela está dando em cima do namorado da fulana do andar de cima, acredita?

– Não acredito Denise, isso é sério? Mas que bafão dos grandes hein? — Senti que Carmen olhou pra mim e deu uma risadinha. — Sabe miga, parece que o Cebola não quer mais saber da Mônica, acha que eu tenho chance? Ele pode ser Nerd mas é bem gato.

–Hm, não sei, mas você não tava com um rolo aí? Com o Titi? Você não sossega hein? — Denise tentou abafar o comentário da amiga mas eu já havia escutado tudo.

Me virei para trás e fiz uma careta para as duas garotas que não paravam de fofocar

– Caham, Denise e Carmen, fofas. Poderiam parar de falar? Tô tentando prestar atenção na aula.

– Ui fofa, tá todo mundo falando nesta sala e você vem encalhar logo com a gente? Nos poupe um pouco desse teu mau humor. — Carmen me olhou com desprezo.

Desisti, porque afinal elas estavam certas, todo mundo estava conversando, até mesmo a Magali, que costuma sempre ficar *focada* na aula do professor Rubens, estava conversando com o Cascão que parecia estar ignorando as bufadas da Maria Cascuda, então não havia o porquê de eu estar encanando com aquelas patricinhas metidas.

Eu realmente não estava bem. Cebola me ignorava ou fugia sempre que eu tentava me aproximar, eu não sabia o que estava acontecendo. Todos diziam que ele gostava de mim e eu também gosto dele mas... Eu não entendo esse tipo de gostar. Como uma pessoa que gosta de você faz isso, e se realmente gosta, por que fica fugindo ou inventando qualquer desculpa para não falar comigo? Eu já não aguentava mais esse lenga lenga. Acho que é melhor eu parar de tentar me aproximar dele, acho que vou dar um tempo pra ver qual é o problema.

Dei uma espiada à minha frente e avistei o Cebola olhando pra mim. Rapidamente ele desviou o olhar e abaixou a cabeça, fingindo estar lendo alguma coisa no livro. Fiquei irritada. Estava quase me levantando para ir embora quando notei uma pessoa á minha direita. Sentado perto da parede, estava o Do Contra ou DC, como havíamos apelidado. Ele parecia não se importar com nada à sua volta, exceto em uma coisa. Estava escrevendo num bloco de notas. Talvez alguma música pra banda. Fiquei pensando se ele gostava de alguém do bairro. Sendo do contra, acho que ele não ficaria procurando garotas como a maioria dos meninos fazem. Ele é bonito, apesar de ser meio estranho e ás vezes fica bem claro que ele fica me olhando... Será que ele sente alguma coisa por mim? Não sei o por quê de eu estar pensando nisso, acho que estou ficando louca... É melhor eu ir pra casa tentar acalmar meus ânimos.

Magali notou que eu estava me levantando e logo pegou no meu braço. Me virei para ela e esperei que dissesse algo.

– Mô você está bem?

– E-Eu... Eu preciso ir embora Magá, hoje não está sendo um dia bom. — Disse enquanto tentava me libertar de sua mão.

– Desculpe não poder te acompanhar pra casa, combinei de me encontrar com o Cas... Digo com o Quim. — Magali corou e desviou o olhar, soltando meu braço.

– Eu achei que você fosse falar outra coisa. Tudo bem, eu tô indo então. — Me virei e fui em direção à porta, nem esperei a resposta da minha amiga.

Magali andava estranha ultimamente, não conversava muito comigo e andava mais tempo com o Cascão. Esses dois andam escondendo alguma coisa de mim. Se for parar pra pensar, nem o Cebola andava mais com a gente.

Pedi licença para o Professor, inventando qualquer doença e dizendo que não me sentia bem. Ele assentiu e me desejou melhoras. Me senti meio mal por estar mentindo, mas na verdade não era bem uma mentira.

Quando ia fechando a porta da sala, uma mão me impediu de fazer isso. Era Do Contra que parecia meio aflito.

– Do Contra, aonde pensa que va... — ouvi o Professor Rubens falar mas a porta já havia sido fechada.

– DC, o que está fazendo? — Perguntei, me sentindo desconfortável pois ele estava muito perto.

– Hm, cansei da aula, resolvi *matar a aula*, e você? — Ele parecia bem calmo, apesar de perceber que eu estava meio alterada.

–Eu... Não estou bem, estou indo pra casa. — Disse, me virando de costas e andando em direção à saída.

–Embora? Você não é de fazer isso. — Ele me alcançou e começou a andar ao meu lado.

– Eu também sei contrariar ás vezes, não é só você. — Disse enquanto tentava não demonstrar que ele me deixava nervosa.

– Hmm. Eu gosto disso, mas gosto mais quando a Mônica é ela mesma. E gosto de quando ela está sorrindo. Mas você me parece que está passando por apuros. — paramos na saída, estava mesmo uma tempestade lá fora, eu realmente não estava gostando dessa situação.

– DC, não quero falar sobre isso com você. — me odiei quando vi a expressão dele ficar triste. — Desculpe, não é nada com você, eu só não consigo falar sobre isso agora, você me entende?

– Eu... Não. Não te entendo Mônica. — Não sabia se ele estava sendo do contra ou se estava afirmando que não entendia.

Eu fiquei meio tonta com isso, me silenciei e me virei para olhar a chuva lá fora.

– Sabe, as vezes eu fico pensando se realmente aquele *cara* gosta de você. Nem ao menos coragem de se confessar ele tem.

Rapidamente me virei para ele e olhei bem no fundo dos seus olhos:

– Me parece que nem você tem. — Não sei o que me veio na cabeça para dizer aquilo mas isso o fez ficar com uma expressão que eu conhecia... Ele estava com a expressão de quem acabara de ser contrariado. Eu imaginei que ele fosse virar as costas e ir embora, mas ao invés disso, ele me prensou na parede com um olhar divertido.

– Não tenho coragem? Você acha mesmo? — Fiquei corada quando seu rosto se aproximou do meu e seus braços ficaram apoiados na parede, ele se abaixou um pouco pro seu rosto ficar na altura do meu. — Eu realmente estava esperando esse momento, eu estava me segurando até agora. Mas a partir de hoje, eu farei o que bem entender em relação a você. Está preparada para o que está para vir, senhorita Sousa? — Ele estava se aproximando cada vez mais de mim.

– Preparada? — Perguntei com um tom um tanto baixo.

O que raios eu estava pensando? Como fui parar numa situação dessas? Até um tempo atrás eu estava pensando no Cebola, que é quem eu realmente gosto... Mas, o que será esse gostar que eu tanto acho? E era impressão minha ou eu estava prestes a ser beijada? Um turbilhão de coisas estava passando na minha cabeça e enquanto isso eu não conseguia me mexer. Do Contra continuava me olhando profundamente que eu até me arrepiei com esse olhar.

Ele parou quando seus lábios estavam quase nos meus, eu fechei os olhos não esperando que ele me beijasse, mas sim por pânico da situação.

–Na-Não.. — Eu ia dizer mas ele me interrompeu:

– Boba. — Ele disse pondo um dos dedos nos meus lábios. — Não quero te beijar forçado ou nem algo do tipo. Mas também não sou de desistir fácil. Se for pra ficar com você do jeito errado, eu vou lutar por isso. E também não sou nenhum bobo ingênuo, Mônica, eu posso ser imprevisível também. — Ele se afastou e piscou para mim. Observei ele voltando para a classe enquanto eu tentava absorver o que acabara de acontecer.

A tempestade já estava quase acabando, e quando o sinal tocou, corri o mais longe possível dali, não queria que ninguém me visse, não queria que o Cebola me visse.

Não queria entender o que eu estava sentindo naquele momento e nem queria explicar isso pra alguém.

Quando cheguei em casa, dei um rápido *oi* pra minha mãe e corri para o quarto, ignorando os comentários de * Você não vai comer, filha?* dela.

Deitei de bruços na cama e comecei a chorar, confusa com tudo aquilo.

Notas finais
Oláaaaaa gente espero que vocês tenham gostado e que continuem acompanhando essa história que terá uma grande reviravolta, intrigas, e muito romance (hhm) Sayonará!