Song of Love
3 Cap 2
Notas iniciais
Eric havia cochilado, devido ao cansaço do choro. Estava cansado, não era cansaço físico, era só cansaço. Não estava pensando em nada. Só queria ficar quieto. Queria poder por alguns minutos ficar só, pensar em como agir, no que deveria falar ou fazer. Sabia que fazia parte do trabalho de seu pai. Ele ja nao era muito presente, apesar de fazer o possível para poder estar com a família. Eric entendia isso, mas se sentia mal.
Não gostava de mudanças, para ele era difícil se adaptar a novas pessoas, novos lugares. Já havia passado muita coisa antes de ser adotado. Quase não permitia que ninguém chegasse perto de si. Para permitir seus pais levou meses de adaptação até poder se deixar ser abraçado, amado. Amber foi a mesma coisa. Não conseguia fazer amigos, estava sempre se afastando de todos.
Amber era insistente, sempre se sentava ao lado do menino. Era uma garotinha briguenta, uma lourinha barulhenta que estava sempre sorrindo. Eric tinha medo, mas no final sempre acabava sorrindo com as atitudes da garota. Em seguida conheceu Marcos, um garotinho moreno de olhos castanhos que tinha um sotaque engraçado e vivia dizendo que seria astronauta. Era legal e sempre inventava as melhores brincadeiras entre os três.
Eric sentiu uma mão massageando seus cabelos. Era quente e confortável. Uma sensação muito agradável. Ele olhou para cima e viu Amber acariciando sua cabeça. Estava sentada a seu lado na cama apenas observando seu rosto. Não demonstrava nenhum sentimento, apenas estava ali, se fazendo presente para o amigo. Eric segurou a mão da amiga e então abraçou sua cintura. Ele queria apenas ficar assim com ela. Sentir que podia contar com alguém.
— Está tudo bem Eric, eu sei que isso parece assustador pra você, mas vai ficar tudo bem. — ela disse abraçando a cabeça do menino em seu colo.
— Queria poder dizer uma vez que eu sei que vai ficar tudo bem. — disse Eric — Queria não ser tão covarde, queria por uma vez na vida conseguir livrar o meu peito de tudo isso que sinto — disse ele voltando a derramar lágrimas. Amber apenas o abraçou, sabia que nada que dissesse ajudaria naquele momento. Eric a muito tempo se sentia assim. Ela e Marcos muitas vezes o tiraram do fundo do poço, lugar que ele mesmo havia se enfiado e nem sequer os pais tinham ciência disso.
— Não vai estar sozinho emo — disse ela levantando o amigo — até parece que eu ia deixar uma coisa linda como você sair andando por aí sem supervisão. — Disse a loira com um sorriso largo.
—Vou te ligar todos os dias e mandar inúmeras mensagens até que você sinta que eu estou do seu ladinho. — Disse ela abraçando o amigo bem apertado. Eric retribuiu o abraço. Ele sabia que Amber nunca o deixaria realmente sozinho. Não. Os dois eram unidos e se amavam demais para abandonar um ao outro. Ele soltou o abraço e limpou as lágrimas que ainda restavam em seu rosto e logo em seguida escancarou um sorriso. Como se quisesse confirmar que estaria bem. Logo se pôs de pé e foi andando novamente para a sala. Seu pai estava sentado no sofá com um copo de algo alcoólico, algo que sempre tomava a noite após o jantar. Sua mãe estava ninando Ethan que estava já em sono profundo em seus braços. Logo que Eric chegou a sala os dois mais velhos desviaram sua atenção a ele.
— Acho que já está na hora de ir — disse Amber. Eric olhou para Amber e apenas confirmou com a cabeça. Levou a amiga até a porta e se despediu com um abraço apertado.
Ela morava apenas a 1 quarteirão de distância, então costumavam ir andando um para a casa outro. Logo que voltou a sala viu apenas seu pai ali, sentado com sua bebida em mãos, relaxando. Eric caminhou rapidamente, tentando passar despercebido, mas logo foi impedido por sua mãe descendo as escadas — agora sem Ethan nos braços -. " provavelmente já o colocará na cama" pensou Eric.
— Querido, eu e seu pai queremos conversar com você — disse ela apontando o sofá em frente a poltrona de seu pai.
Ele caminhou até lá, com a cabeça baixa, e sentou, olhando apenas para suas mãos que brincavam com as mangas de sua camisa. Não sabia o que pensar naquele momento, apenas não conseguia olhar nos olhos de seus pais.
— Eric, querido, eu sei que para você, mas do que para qualquer um de nós, essa mudança pode parecer aterrorizante — começou sua mãe -Apesar de eu ainda estar bem irritada com seu pai por não ter contado antes até mesmo que havia esta possibilidade — disse olhando feio para o marido que estava ao seu lado — eu acho que não vai ser algo tão ruim assim, afinal mudanças são parte de nossa vida. — disse com um olhar confortante para o rapaz. — são boas para aprendermos coisas novas, não só sobre os lugares e pessoas que conhecemos, mas sobre nós mesmos.
Eric finalmente ergueu o olhar e viu a sua mãe sentada no braço da poltrona, com um singelo sorriso nos lábios e seu pai agora com os braços apoiados nas pernas seu rosto sério.
— Me desculpem, eu não quis parecer aborrecido nem nada do tipo — disse Eric — eu apenas ... Eu não sei como agir — disse ele apoiando o rosto em apenas uma mão. Estava tentando esconder de todas as formas suas expressões. Não queria que seus país vissem esse lado que ele próprio considerava patético.
— Bom, de todas as formas Eric, vamos ter mudanças e apesar de isso soar injusto, vamos ter que passar por elas — disse seu pai sentado ereto novamente em sua poltrona. — mas entenda, você não vai estar sozinho, vamos estar com você, e agora não só nós dois, mas você como irmão mais velho terá que aprender a contornar esses medos, porque afinal para Ethan será a primeira mudança. Ele estará tão assustado quanto você , e logo procurará nosso colo como abrigo , inclusive o seu — disse ele já em pé.
Eric olhou para os pais com uma expressão indecifrável. Um misto de medo, com tristeza e no final apenas conformação. Afinal nada do que dissesse ou fizesse iria mudar a situação, então apenas respirou fundo e se limitou a soltar um simples " ok", um tanto baixo, como se estivesse tentando convencer a si mesmo.
Se levantou do sofá, sendo seguido por sua mãe que o puxou para um abraço e deu um pequeno beijo no topo de sua cabeça , logo gesto que foi repetido por seu pai. Jonathan parece como primeira impressão um homem sério demais, por vezes pode ser visto como o frio e calculista. Você perguntasse a qualquer pessoa sua primeira impressão daquele homem alto é sério diriam a você talvez a palavra intimidador ou até mesmo a amedrontador , mas os poucos mais íntimos sabiam que ele era um homem amoroso, ainda mais com sua família. Poderiam compará-lo a um cisne , lindo, majestoso, imponente e sua característica principal, extremamente protetor com sua família.
Eric abraçou os pais e caminhou escada acima, pensando no que tinha que fazer até a próxima semana. Arrumar tudo, separar e guardar todas as suas coisas, claro que seus pais contrataram pessoas para embalar, encaixotar e transportar tudo, mas mesmo assim seu quarto, seu refúgio ele mesmo queria arrumar com todo carinho. Sentou em sua cama por alguns instantes e pensou em como tudo que ele conhecia, toda aquela estabilidade que havia criado nos anos que passaram ali estava desaparecendo. Respirou fundo se jogando de costas em sua cama. Pegou o seu telefone e viu que havia uma mensagem de Amber. Logo a abriu e Leu o que é a loira lhe mandou.
Amber 22: 15
" oi emo, já cheguei! Nossa que barra que foi hein. Seu pai nem prepara vocês psicologicamente! Já chega jogando a bomba e esperando que vocês não explodam!"
Ele leu calmamente cada linha. Sabia que apesar de ela estar certa, ele nada podia fazer a respeito.
Eric 22:34
" oi loira. Não se preocupe com isso. Ele sempre foi assim . Joga na lata e espera a nossa reação. Mas vai dar tudo certo, afinal é só uma mudança. Não é como se o mundo fosse acabar."
Eric digitava as palavras sabendo que era verdade, mas nada disso mudava o fato de que em seu íntimo, em seu peito ele sentir como se fosse algo terrível e assustador." pare de ser esse merda covarde" — ele disse a si mesmo. Pegou seus cobertores e se jogou na cama com eles. Foi tirando suas roupas e jogando ao lado da cama. Ficou enrolado nas cobertas apenas de cueca. Estava fresco apesar de estar entrando no verão a janela aberta deixava a brisa fresca da noite entrar. Eric sentiu seu telefone vibrar novamente, provavelmente sendo Amber.
Amber 22:40
" desculpa a demora... A doida da minha prima veio aqui. Mas tudo bem você tá certo emo, não é o fim do mundo, mas acho que você não tá tão a vontade assim... Você precisa relaxar sabia. Ahhh.... Pq não bate uma? Você pode relaxar assim. Vai por mim que resolve. ”
Eric gargalhou da mensagem da amiga. " afinal de contas era amber , boca suja , briguenta, como não esperar algo assim?" — ele pensou e riu balançando a cabeça em negação. Resolveu responder a amiga.
Eric 22:42
" com certeza. Está se voluntariando para isso? Afinal preciso de uma inspiração para relaxar, não? "
Ele digitou com um sorriso irônico nos lábios, sabia que provocar a amiga era pedir para ouvir besteiras uma atrás da outra. Logo que enviou a mensagem não teve que esperar muito pela resposta da loira.
Amber 22:44
" Com CERTEZA, se eu tivesse um pinto eu me voluntariaria ou sei lá como escreve essa porra, mas aí, ce pode fantasiar com Johnny Deep, afinal ele é gato pra cacete. Imaginar ele agarrando a sua bunda, te pegando com aqueles braços gostosos. P*** que pariu, quer saber acho que é vou tocar uma aqui pensando nele."
Ele leu até o final e novamente caiu na gargalhada pois sabia que nada de bom vinha aí, mas por essa não esperava.
Eric 22:47
" meu Deus, você é nojenta. E sinceramente não sei de onde você tirou que eu sou gay( apesar de o Johnny Deep ser pegável demais)!"
Ele respondeu rapidamente.
Amber 22:50
" eric Admite logo, além do mais Lucas que o diga. Lembra dele? Na festa de aniversário da minha prima? Você quase pagou um boquete para ele, e ele pagou para você, que pelo que sei gostou muito. "
Amber estava jogando as cartas que tinha para cima de Eric. Lembrava do fato, apesar de ter ficado bêbado naquele dia. Foi a primeira vez que Eric ficou com um garoto. Lucas foi tão gentil com ele que ele ficou se lembrando a semana inteira do ocorrido.
Eric 22:54
" Definitivamente esse é um fato que eu gostaria que você esquecesse. Afinal não fizemos Basicamente nada. Quer dizer ele fez eu não. Mas de qualquer forma não importa foi uma única vez. Não se repetiu e nem vai."
Eric digitou aquelas palavras sabendo que de certa forma eram verdade , nunca havia sentido nada por outros homens, lucas foi o primeiro e até aquele momento foi o único.
Amber 22:57
“nunca diga nunca amiguinho, afinal vai que o boy da sua vida está andando por aí e vocês esbarram no caminho. De qualquer forma quero que você fique bem, pelo que vi seu humor melhorou um pouco! Fico feliz de poder fazer você rir às vezes.”
Eric apenas sorriu com a mensagem da amiga. Ela realmente sabia como fazer o seu humor mudar hora para outra.
Eric 23:01
“preciso dormir agora, mas sim, você me faz sorrir! Afinal você é minha melhor amiga !”
Ele digitou já se preparando para dormir e jogou o telefone ao lado do travesseiro. Logo em seguida recebeu a resposta da amiga.
Amber 23:04
“tudo bem emo, afinal o seu fim de semana vai ser corrido. Vou ver se amanhã vou aí ajudar você a encaixotar as coisas do seu quarto. Vocês vão na segunda mesmo? Acho que não vamos ter tanto tempo assim juntos mais.... De qualquer forma vou te perturbar enquanto puder... Até amanhã beijo beijo!!"
Eric leu a mensagem e preferiu não responder, afinal amiga era teimosa, nunca mudaria de ideia de ajudá-lo. Jogou novamente o celular ao lado do travesseiro, se enrolou nas cobertas e ficou quieto. Fechou os olhos por um minuto tentando não pensar em nada, o que não deu muito certo já que amber havia lembrado do caso com o Lucas. Até hoje se lembrava dos toques do rapaz, de seus lábios macios tocando sua boca, seu pescoço, seu abdômen até seu membro.
Sentiu o seu corpo tremer de forma que seu membro despertou. Tocou seu peito de leve, descendo seus dedos pelo abdômen até chegar a cueca que estava com o seu volume já grande. Acariciou por alguns minutos se sentindo estúpido pela reação que estava tendo, mas sabia que precisava se aliviar.
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Logo arrancou a cueca e pegou seu membro nas mãos, acariciando vez mais leve vez mais forte. Apesar de ser um garoto magro, seu membro era grande, usava as duas mãos tocá-lo, uma fazendo vai e vem na glande e outra acariciando a cabeça de leve e hora ou outra apertava um pouco mais forte. Mordiscava de leve os próprios lábios já se sentindo afoito com o prazer.
Sentiu seu pré gozo saindo do topo de seu membro e desceu sua mão esquerda acariciando as bolas, até que sentiu uma leve ânsia em seu bumbum. Parou por um minuto não acreditando nas vontades que seu corpo lhe exigia, e então decidiu acabar com aquilo logo. Se pôs de lado e colocou dois dedos em sua boca lambendo e chupando, logo os deixou bem lubrificados e os direcionou até sua entrada. Acariciou de leve o local e foi empurrando apenas um, sentindo a dor inicial lhe invadir. Foi apenas por alguns segundos e logo a sensação de calor e prazer lhe invadia.
Voltou a masturbar seu membro, agora fazendo o incessante vai e vem atrás. Já estava com movimentos mais rápidos do que achou que aguentaria e logo colocou o segundo dedo gemendo abafado, mordendo o travesseiro. Sua voz saía fraca e sua respiração estava totalmente descompassada, já não sabia mais como parar. Apenas ansiava pelo orgasmo, queria seu gozo jorrando, lhe extasiando. Aumentou os movimentos em sua glande, agora indo até a ponta e apertando de leve e em seguida voltando até embaixo, proporcionando um prazer incontrolável. Logo depois de alguns movimentos e de por mais um pouco de pressão em sua entrada ele sentiu o orgasmo vindo. Arqueou as costas, retirou os dedos de sua entrada e masturbou seu membro mais rápido até sentir seu líquido jorrar quente em sua mão. Estava totalmente desnorteado no pós gozo. Seu corpo mão se movia. Apenas se cobriu até o pescoço e fechou os olhos sentindo a exaustão.
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Logo sentiu o sono vindo lentamente, e pensou por alguns minutos, que apesar de negar para Amber, ele sabia de suas preferências. Sabia que apesar de ter ficado com várias garotas, foi Lucas o primeiro que realmente lhe deu prazer, mas de forma alguma adimitiria isso, afinal não podia ser o filho adotado e Gay da família. Não queria ter mais esse título em suas costas. Sabia que aos seus pais isso não importava, mas ser apresentado aos amigos do casal, e os olhares que isso despertaria, nojo, repulsa, preconceito de todos os lados, ele não se daria o trabalho de ter que passar essa merda toda. Logo sentiu seu corpo relaxando sobre a cama e decidiu então apenas se deixar levar pelo sono, afinal o fim de semana estava apenas começando e a loucura que sua vida se tornaria seria algo que ele não queria pensar naquele momento.
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