Something Else
9 Capitulo 9 – Do ya love me?
Notas iniciais
Capitulo 9 – Do ya love me?
Cause I wanna know!
Izabela’s POV
- SEU DEPRAVADO INUTIL, TIRA SUAS MÃOS IMUNDAS DE MIM JUDD. – Será que ninguém nesse inferno de casa não sabe me acordar sem gritar? Espera, porque eu estou ouvindo a Jéss gritar com o Harry? E porque depravado? Espera ai, QUE HORAS SÃO? Dude, minha cabeça está latejando e eu acabo de descobrir que passam das onze da manhã.Que ótimo! Perdi o segundo dia de aula, estou de ressaca e tem uma maluca gritando com meu primo no quarto do lado, e eu nem lembro ou sei porque.Queria saber também porque a minha cômoda esta vazia E TODAS AS MINHAS COISAS ESTÃO NO CHÃO.
- TÁ MALUCA GAROTA? – Harry entrou correndo no meu quarto, e se jogou atrás da cama, enquanto Jéss entrava no quarto e avançava nele.
- Meu Deus do céu – Laura apareceu na porta coçando os olhos, sendo seguida por Dougie, que estava com a roupa toda amassada.Pelo menos eles estavam vestidos. – O que aconteceu aqui? Porque eu perdi o segundo dia de aula E PORQUE ESTOU MORRENDO DE DOR DE CABEÇA? – Ótimo, todos vão surtar agora.
- Calma ok? Eu explico. – Harry se sentou ao meu lado na cama, bem longe de Jéss. – Ontem, depois que chegamos naquela boate, eu resolvi dar uma volta, vocês devem lembrar disso. – Acenei impaciente, para que ele continuasse. – E bom, — Ele engoliu em seco. – Era uma boate gay. – Demorei alguns segundos para processar a informação.Acho que estou começando a me recordar.
- O cara perguntou se eu queria uma rapidinha no banheiro. – Dougie murmurou e virou os olhos.Não resisti a gargalhada que se seguiu, mas tive que conte-la em seguida, de tanto que minha cabeça doía. – Não teve graça – Dougie murmurou emburrado.
- Que seja. – Harry virou os olhos e continuou. – Vocês, — Ele nos apontou acusadoramente. – Tiveram a capacidade de aceitar bebida de um barman boiola em plena segunda feira. – Oh sim, agora eu me lembro, o Luke.
- SEM DESCULPAS JUDD. – Jéss foi pra cima dele de novo, sendo segurada por Dougie e por Laura. – PORQUE EU ACORDEI NA SUA CAMA SEU DESGRAÇADO? E PORQUE VOCÊ ESTAVA SEM CAMISA? – Oh droga, Jéss não pode beber.
- Hey garota, fica na sua ok? – Harry se levantou irritado, apontando o dedo no rosto dela. – Foi você quem veio pra cima de mim, dizendo que a cama era grande demais só para você. – Meu queixo caiu, exatamente como o de Dougie e Laura,
- Harry, melhor você terminar de contar o que aconteceu ontem. – Arqueei a sobrancelha, vendo Jéss se debater para se soltar de Laura. – Da um tempo Jéss. – Ela se soltou emburrada, e sentou-se na cadeira da escrivaninha. – Anda logo Harry, o que aconteceu?
- Bom, depois que eu descobri que vocês estavam tão bêbadas que nem agüentavam andar, eu e o Dougie tivemos que tirar vocês de la a força praticamente. – Ele virou os olhos de novo, e continuou falando. – Vocês simplesmente capotaram no carro, o que nos deu um bom trabalho para trazer vocês pra cima.Eu tive que ajudar esse frango – Apontou Dougie, que lhe mandou o dedo do meio. – Que não conseguia nem tirar vocês dos lugares.
- Tirando o detalhe de que elas estavam deitadas uma sobre a outra e roncando...
- EU NÃO RONCO SEU ANÃO DE JARDIM. – Jéss se levantou de novo, com o rosto vermelho.Acho que ela está de TPM, mas tudo bem, ela é maluca assim em seu estado normal também.
- Tanto faz. – Dougie comentou entediado.
- Enfim, — Harry suspirou, e continuou nos contando. – Por um milagre de Deus, o Fletcher apareceu não sei de onde para nos ajudar.Ele disse que nos viu chegando. – Deu de ombros.O Fletcher? Calma Bela, isso não tem nada relacionado com a sua cômoda bagunçada. – Então eu pedi para ele trazer a Bela para o quarto dela. – OH MEU DEUS DO CÉU, ACHO QUE TEM SIM! – Dougie trouxe a Pris, a Laa veio andando, — Harry se virou emburrado para Jéssica. – E eu fui obrigado a trazer essa canibal, levar uma mordida dela, ser chantageado e assediado por ela.
- Eu só poderia estar bêbada mesmo para assediar um tipo como você. – Ok, já estou começando a ficar nervosa com esses dois.
- Claro, tão bêbada que admitiu que nunca me esqueceu. – Harry disse, alto demais.Jéssica ficou em silencio, e com ela todos que estavam no quarto.Porque esse infeliz tem que falar demais?
- Er, e a Pris? Onde ela está? – Laura perguntou, para quebrar o clima ruim.Não que tenha adiantado, Harry e Jéssica ainda se encaravam, quase se matando com o olhar.
- Deve estar dormindo, para variar. – Harry resmungou se levantando.Virei os olhos entediada.Harry realmente tem o dom de ser imbecil, não que isso seja de família, porque não é, graças a Deus.
- Fiquem discutindo, que eu vou descer. – Disse indo para o banheiro, fazer minha higiene. – Estou com fome.
- E quando é que você não está com fome, Bela? – Jéss se escorou no batente da porta, me encarando pelo espelho.Sua expressão divertida poderia ser interpretada de uma forma simples: Harry não estava mais no quarto.Laura se juntou a nós, alguns segundos depois, e se sentou na bancada da pia, pegando a escova de minha mão, passando ela em seu cabelo.
- Quando eu estou dormindo? – Jéss fez uma expressão pensativa, e concordou, nos fazendo cair na gargalhada. – Hey, — Olhei intrigada para as duas, e sorri amarelo. – Alguém tem idéia do porque as minhas coisas estão todas no chão, e minha cômoda vazia? Ou porque, — Virei meu rosto para o espelho, e arregalei os olhos. – QUE PORRA É ESSA NO MEU PESCOÇO? – Jéss sorriu divertida e se encostou ao meu lado.
- Amiga, — Disse de uma maneira, que lembrava Pris. – Acho que você e o Fletcher se pegaram. – Ela e Laura fizeram um high five, rindo da minha cara em seguida.
- Eu? E o Fletcher? – Ri nervosa. – Claro que não Jéss, não sei de onde você tirou isso. – Seus olhos viraram entediados.
- É claro, e essa mancha enorme em seu pescoço saiu de onde? Não me diga que seu Edward Cullen ganhou vida e te mordeu Bela, essa não cola comigo.
- Ai meu Deus. – Bati a mão na testa e comecei a rir sozinha.Agora que já foi feito, eu não posso simplesmente me arrepender. – Enfim, — Disse pegando o pó compacto no armário de maquiagens. – Eu vou ter que esconder isso aqui.Quero saber como o Harry não viu.
- Ou ele viu e não disse nada. – Laura desceu da bancada e me devolveu a escova.
- Até parece que você não conhece o Harry. – Virei o pescoço para o espelho, olhando a marca, já quase invisível em meu pescoço. – Será que alguém vai perceber? – Mordi o lábio, olhando para as duas.Laura parou em minha frente e soltou meu cabelo, o colocando em volta do meu pescoço. – Obrigada. – Sorri para ela, e as chamei com a cabeça.Longo dia.
- Harry, por Deus, olha o tamanho disso. – Harry deu de ombros, me mostrando a língua e abrindo a boca cheia de pão mastigado na minha frente. – Porco. – Girei os olhos, olhando mais uma vez para o lanche de seis andarem que ele havia montado.
- Não enche Bela, vai almoçar e me deixa em paz vai. – Pris fez uma expressão de nojo, quando viu ele falando de boca cheia.Depois de muito insistir, ela não acordou, então nós optamos por jogar um copo de água gelada nela.Acho que resolveu, depois de mil surtos por causa de seu cabelo.Ela estava acordada pelo menos.
- Morra engasgado. – Disse baixinho colocando a comida no prato.
- Bom dia crianças.
- Mãe! – Abri um sorriso enorme, e me levantei para abraça-la.Só então eu reparei em como estava sentindo sua falta.Ela sorriu para mim e enroscou a bolsa no encosto da cadeira.
- Já estão todos sem uniforme, e todos almoçando.Voltaram mais cedo da escola? – Harry realmente se engasgou dessa vez, e Dougie teve que bater em suas costas.
- Pois é mãe, não sei o aconteceu, não tivemos as duas ultimas aulas.Laura não foi na faculdade porque estava se sentindo mal, e bem, Harry e Dougie não usam uniformes, certo? Eles chegaram pouco antes de você. – Dei meu melhor sorriso convincente e ela acreditou.Sou foda.
- Bom, vou tomar um banho, e depois eu desço para almoçar com vocês.Vamos sair hoje meninas, preparem as pernas e os braços para carregarem as sacolas. – Ela disse subindo as escadas.Laura apenas sorriu, Jéss bufou e Pris se levantou, dando pulinhos de ansiedade.
- Bela, fazer compras com a sua mãe, ai meu Deus, ela é uma diva, entende tudo de moda. – Seus olhos brilhavam intensamente.Meu Deus.
- Será que porque ela é uma estilista Pris? – Pris não se deu ao trabalho de xingar Jéss, apenas levantou o dedo do meio para ela e continuou surtando de felicidade pela cozinha.Virei os olhos e me sentei para começar, finalmente, a almoçar. – Bela. – Senti um cutucão em meu braço, e a voz de Jéss falando baixo perto de mim.
- Hm? – Não dei muita atenção para ela.Sabe como é, eu estava ocupada almoçando.
- Olha ali. – Vi de relance ela apontar o queixo para fora, e olhei entediada porta afora.Ok, minha vez de engasgar.
- Porra Jéssica. — Sussurrei, depois de levar um soco muito bem dado por ela nas costas.
- O que? Se eu fosse você, ia lá e falava com ele sobre a noite passada.Pode ter rolado algo mais.Não quero ser tia tão cedo, sabe. – Chutei sua canela por debaixo da mesa e fechei a cara.Tom estava no jardim, cuidando dos cravos da minha mãe.Cravos recém adquiridos, depois daqueles que ele matou “acidentalmente”.
- Me avisa o dia que nascer alguém mais idiota que você, obrigada. – Droga, agora eu não conseguia parar de olhar para fora.Assim que eu tiver uma oportunidade, vou trancar a Jéss e o Harry em um cubículo para me vingar.
- Ainda acho que você deve ir lá. – Bati os talheres com força no prato, fazendo barulho, e me levantei da cadeira, colocando a louça na pia e indo para o jardim, sem olhar para trás.Porra Jéssica, eu te juro que um dia você vai pagar por isso, e vai ser da maneira mais horrível que eu descobrir.
Tom estava de costas para mim, e estava em um lado do jardim em que não seriamos mais vistos pelos outros.Estava perto do pequeno coreto no jardim, olhando as roseiras que cercavam a pequena construção branca.
E eu, estava parada a alguns metros atrás dele, com o coração acelerado, mordendo o lábio inferior e torcendo as mãos, nervosa.
- Tom? – Dei um passo para frente, no mesmo segundo em que ele se virou.Coçou a nuca confuso e sorriu desconcertado.
- Oi, — Disse baixo, mas audível o bastante para que eu pudesse ouvi-lo.
- Er...tudo bem? – Ele balançou a cabeça afirmando, olhando para os lados. – Que bom. – Mais silencio.Eu estava incomodada, nervosa, estava com frio na barriga, e não sabia o que isso significava. – Dia bonito. – Disse olhando para cima, cerrando os olhos por causa do sol.Ótimo Izabela, é assim que se faz, falar sobre o tempo.
- É. – Resposta monossilábica, mais silencio, mais nervosismo.
- Sobre ontem à noite... – Falamos juntos, e rimos baixo.
- Você primeiro. – Ele pediu, se sentando na pequena escada branca atrás dele, e apontando para o lugar ao seu lado para que eu me sentasse também.
- É, bem, sobre ontem, eu estava bêbada Tom, e não sabia o que estava fazendo, — O pequeno sorriso no rosto dele murchou devagar, e eu me senti mal por isso.Senti-me mal por mim, e por ele. – É, quer dizer, eu estava meio fora de mim sabe, e isso não quer dizer eu não tenha, hm, gostado? – Sussurrei para mim mesma, sentindo-me uma idiota. – Quer dizer, me desculpe pelo trabalho que eu dei, e por ter feito todo aquele escândalo, eu não sou acostumada a beber e... – Uma de suas mãos puxou meu queixo para perto do rosto dele, e seus olhos encararam os meus.
- Eu te amo. – Não, meu mundo não parou, não ouvi sinos baterem, não senti borboletas no estomago, porque isso não existe, mas eu senti uma felicidade estranha e imensurável por ter ouvido aquelas três palavras saindo da boca dele. – Desculpe, — Tom soltou o ar com força, e me afastou dele. – Eu não devia ter falado isso para você, é só que, se eu esperasse mais eu não teria coragem e... – Coloquei um dedo sobre os lábios dele, para que se calasse.Ele não precisava continuar falando, eu já havia entendido.Comecei a rir sozinha, da minha felicidade particular, que só ele além de mim, conseguia alcançar.Sua expressão se contorceu minimamente, pensando que eu estava rindo dele.Será que todo aquele sentimento sentido quando ele estava perto de mim, ou quando ele me beijava, ou quando ele simplesmente sorria, era amor? Hora de descobrir, eu acho.
Sorri enviesado, e passei os braços pelo pescoço dele.Toquei nossos lábios sem demora, e senti o gosto de café quando sua língua se entrelaçou a minha.As mãos apertaram minha cintura contra o tronco dele, e os fios curtos do cabelo loiro se embolaram entre meus dedos.
Não sei se eu o amo, mas eu sinto algo forte, e que eu não sei explicar.
Todo o meu momento foi interrompido pelo toque, agora irritante, do meu celular.Eu nunca quis que minhas amigas me deixassem em paz como agora, mas era Jéss que estava ligando para mim.Só então eu pensei que elas estivessem finalmente prontas para sair.
Soltei meus braços do pescoço dele, e olhei para a tela do celular.As respirações ofegantes se misturavam com a proximidade, e o sorriso que ia crescendo em ambos os lábios era inevitável.
- Desculpe, eu tenho que ir. – Sussurrei com os lábios perto dos dele.Tom apenas acenou concordando, ainda sorrindo, mais largamente agora.Levantei-me, e desci da escada, andando de costas, sorrindo boba para ele. – Vou pensar em você hoje — disse alto o bastante, para que somente ele ouvisse.
- Eu também. – Seus lábios apenas se moveram, sem emitir som algum.Meu celular começou a tocar novamente, e dessa vez era minha mãe.Sorri mais uma vez para ele, e voltei correndo para perto da porta dos fundos.Somente minha mãe e as meninas estavam na cozinha.Harry e Dougie provavelmente estariam jogando videogame.
- Onde você estava filha? Já estava ficando preocupada.
- É verdade Bela, você saiu de repente da mesa, achamos estranho. – Somente Jéss não se pronunciou, apenas me olhou com um sorriso torto escondido no rosto.Talvez agora, eu não queira mais me vingar dela.
- Só olhando o jardim. – Sorri para as quatro, e entrei na cozinha, subindo as escadas para me trocar.Fechei a porta com cuidado, e abri um sorriso gigante quando olhei minha cômoda, agora com os objetos todos mal colocados sobre ela.Fui até o closet rindo sozinha, e tirei uma calça jeans preta de lá, com uma regata branca e um colete preto.Troquei a roupa sem tirar o sorriso bobo dos lábios, pensando nas palavras poucas que havíamos trocado.
- E ai espertinha. – Jéss entrou no meu quarto sem bater.Eu já estava amarrando o vans old school preto quando ela o fez. – E ai, como foi? Se pegaram de novo? – Levantei-me e peguei a bolsa jogada sobre a cama.Coloquei a carteira e o celular dentro dela, e olhei para Jéss de novo.
- Talvez. – Sorri vitoriosa, e a chamei com a cabeça, saindo do quarto e a deixando para trás.Ela me seguiu indignada escada abaixo.Mas ela saberia na hora certa.
- Ah Lizzie, é linda. – Eu, Jéss e Laura observávamos Pris e minha mãe babarem em cima de uma Marc Jacobs, lançada recentemente.Eu pensei que eu gostava de bolsas, mas é, eu estava enganada.
- Exagerada, maluca, sem noção e fútil. – Esse é o amor da Jéss pela Pris. – Ah cara, eu vou sair daqui, to sem saco pra ficar vendo a Pris babar em uma bolsa que é “tendência” – Disse fazendo aspas com os dedos. – Vocês vêm comigo? – Fiz um joinha para ela, e a segui para fora da loja. – Laa?
- Não, acho que vou ficar com elas.Sabe como é. – Jéss rolou os olhos, e concordou.Puxou-me para fora do lugar até a praça de alimentação, e se sentou em uma das mesas de uma sorveteria.
- Conte-me tudo, sem omitir nem um detalhe sequer.
- Não sei do que você está falando. – Disse chamando o atendente com a mão. – Eu quero um sundae grande de chocolate com calda de caramelo.
- Cara, você come demais. – Jéss virou os olhos. – O mesmo que o dela,mas pequeno, por favor. – Bufei baixinho após o pedido dela. – Não sabe do que eu estou falando? Ah, mas é claro Bela, e eu sou o Papai Noel.Vamos lá, quanto tempo durou o beijo de hoje? Você ficou fora por uns quarenta minutos.Dava pra tirar o atraso de ontem à noite.
- Jéss...
- Bela, você acha que me engana? Ta escrito idiota na minha testa? Acho que não. – Ah ironia, eu adoro.
- Olha, não tem não Jéss, mas eu tenho uma caneta na minha bolsa, olha, — Tirei a caneta azul escura da bolsa, e mostrei para ela. – Deve resolver certo?
- Imbecil. – Ela murmurou e se virou para o outro lado me ignorando.Ótimo, assim ela me deixa em paz e ficamos todos felizes.
- BELA, AI MEU DEUS. – Olhei de canto para trás, observando Pris correr em minha direção, balançando uma bolsa gigante nas mãos.É agora que eu finjo que não a conheço, certo? – Olha que divindade sua mãe me deu de presente.Exclusiva da marca dela.Oh meu Deus, nem acredito que eu tenho uma bolsa assinada por Elizabeth Schmidt, legitima.
- Pris, menos. – Abaixei a voz,piscando para ela.Seu animo não diminuiu, pelo contrario, só parecia aumentar.Virou-se de costas para mim, e foi mostrar a bolsa para Jéss, arrastando Laura junto.As duas viravam os olhos a cada vez que Pris repetia como era linda a bolsa que havia ganhado da própria Lizzie Schmidt. – Você sabe como entreter uma criança, mãe. – Ela riu baixo, e se sentou ao meu lado, pegando uma colher e roubando um pouco do meu sorvete. – Hey!
- Digamos que eu conheço o ponto fraco das suas amigas, todas elas. – Levantei a sobrancelha sorrindo presunçosa. – Quer a prova? Jéss, — Jéssica se virou para minha mãe, pouco interessada. – Convidei Alexandre Herchcovitch para meu desfile.Soube que ele escolheu aquela banda, Paramore, para tocar no desfile dele. – Os olhos de Jéss começaram a brilhar, e um sorriso imenso se formou no rosto dela.Como se ela nunca tivesse ido a um show do Paramore, e como se não os conhecesse também.
- Sério Lizzie? – Minha mãe assentiu concordando, e Jéss sorriu mais uma vez.
- Está vendo? – Ela piscou para mim, provocando risadas em nós duas.
- Ok, eu me rendo Elizabeth Schmidt.Como andam as coisas para o desfile?
- Andam bem.Ainda faltam algumas confirmações.Acho que eu nunca mais invento essa história de desfiles com vários estilistas e varias bandas.Nunca tive tanta dor de cabeça no trabalho.
- Qual é mãe, tenho certeza de que você vai arrasar.Imagina só as manchetes, seu desfile vai ser comentado por semanas! Não, por meses. – Ela riu divertida, e me deu um beijo na testa.
- Quanto otimismo Bela, o que aconteceu? – Balancei a cabeça em negativa.
- Nada, só...Acordei de bom humor. – Ela riu, e balançou a cabeça concordando. – Eu quero ir embora, — Olhei para as meninas, terminando meu sorvete. – Podemos ver algum filme em casa, talvez.
- Ah não, eu tenho que ir para minha casa, minha mãe diz que eu gosto mais da sua mãe do que dela, Bela. – Jéss virou os olhos, nos fazendo rir.Na verdade, o motivo pelo qual, não só a Jéss mas todas elas, deveriam ir para casa, bem, era outro.
- Ok meninas, — Lizzie se levantou e pegou a bolsa. – Vamos, levo cada uma de vocês para casa, e depois, volto a trabalhar. – Olhei triste para ela.Não conseguia mais, sequer passar uma tarde inteira com minha mãe.Isso incomoda às vezes. – Sem fazer essa cara Bela, vamos logo. – Concordei emburrada, e a segui junto com as meninas até fora do Shopping.Na verdade, eu estava era louca para chegar em casa.
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