Something Called Destiny
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acordo com o som do despertador, desligo e olho a hora, cinco horas. Levanto e vou direto para o chuveiro, saio do chuveiro, visto um jeans claro, uma camiseta do batman, all star preto e um moletom, faço a higiene matinal e amarro meu cabelo em um coque. Já na sala terminando meu café preto, pego minha mala e desço, já comentei que moro num apartamento? Chamo um táxi e vamos rumo ao aeroporto.
x
— Já cheguei, tô te esperando aqui já, não pai, sim deu tudo certo... Velhote você é muito preocupado... Vêm logo que eu quero dormir.— E ele desliga. Estou num aeroporto próximo de Montana, esperando Ibrahim Mazur, um velhote que parece um mafioso, também conhecido pra mim como "pai". Não vou dizer que nossa relação é das melhores, o que não é, porém não é das piores também. Nos conhecemos quando eu tinha treze anos, mas nunca fomos muito próximos, porém com o falecimento da minha mãe nos aproximamos pois somos nossos únicos familiares, e bem, família é família né?
Exatos quarenta e cinco minutos depois da ligação Abe aparece na frente do aeroporto num Audi TT Coupe quattro vermelho. Nossa pai, humildade mandou um abração. Pego minha mala e vou em direção ao carro dele. Ele desce do carro e me da um abraço forte, que retribuo da mesma forma. Ele está usando um terno grafite, sapatos pretos, uma camisa branca e uma gravata vermelha, não um vermelho qualquer, mas sim um vermelho vivo. Vários anéis de ouro brilhante nos dedos e um brinco em uma orelha. Ele se diz empresário, mas pra mim sempre foi mafioso.
— E ai velhote, sentiu minha falta?— Pergunto jogando minha mala no banco traseiro.
— Rose sempre cuidadosa com os meus carros, principalmente quando são novos.— Fala ele revirando os olhos.
— Também senti a sua falta "papai". E então como andam as coisas por lá?— Pergunto entrando no carro, que é extremamente confortável. Velhote manja dos carros.
— Na Turquia? As coisas andam tranquilas, os negócios fluindo normalmente. Aquelas coisas de sempre...— Fala começando a dirigir, viro para a janela pra curtir a paisagem.
— E o Nikolai? Ele deve estar enorme, já fazem anos que não nos vemos.— Falo nostálgica. Nikolai é meu irmão mais novo, irmão por parte de pai, sou seis anos mais velha que ele. Apesar de termos nos visto algumas vezes quando ele deveria ter seus seis, sete anos e eu meus treze, quatorze, sempre mantemos contato por celular ou internet.
— Ah sim, Nikolai está enorme, ele veio junto comigo este ano pra te ver. Era pra ser uma surpresa, mas sei que você odeia surpresas, então bem, ele veio esse ano.— Fala o velhote sorrindo.
x
— Credo, como Montana não mudou muito.— Comento fazendo uma careta.
— Achei o mesmo quando cheguei aqui.— Diz Abe rindo de mim.—Chegamos filha.
Desço do carro e pego minhas coisas do banco traseiro. Fico no meio fio olhando para a casa da qual deixei de morar a alguns anos somente. Muitas lembranças vem daqui, lembranças importantes. Puxo a mala junto de mim em direção a casa vitoriana que se encontra em minha frente, Abe está segurando a porta pra mim passar.
— Nikolai?! Eu sei que você veio junto moleque, aparece ai logo.— Aparece um rapaz alto vindo da cozinha, cabelos castanhos no mesmo tom do meu, pele meio bronzeada e olhos cinzas. Ele se aproxima de mim e me abraça forte e eu retribuo o abraço de bom grado.
— Garoto como você cresceu. Tá a cara do velhote.— Falo e ele faz uma careta.— Olha pelo lado positivo, o velhote tem quase sessenta anos e não é careca e não tem um fio de cabelo branco.— Nikolai ri da cara de Abe.
— Corrigindo, cinquenta. Tá me achando velho garota?— Fala Abe fingindo falsa irritação.
— Meio século nas costas e quer bancar o jovem de quinze como o Nikolai? Só que não né velhote.— Falo juntando minhas coisas e indo para a escada deixando aqueles dois rindo.
Meu quarto continua o mesmo de quando eu deixei, um tom roxo nas paredes e a mobília toda branca. Organizo as coisas da forma mais simples o possível, já que amanhã volto pra casa.
— O pai vem pelo menos umas 5 vezes por ano nessa casa, eu acompanho as vezes, ele sempre vem no teu quarto. Fica pensando em como a menininha dele cresceu e ele não pode acompanhar isso.— Me assusto de inicio, porém viro e vejo Nikolai no batente da porta.
— Eu sempre quis ter um pai quando era pequena, eu via as outras crianças e seus pais, e eu só tinha a minha mãe, não que fosse ruim, mas eu queria ele presente. Porém quem vive de passado é museu e hoje eu tenho ele, foda-se o passado. E a Sarah?—Falo mudando o assunto rapidamente.
— Ah... A Sarah é perfeita Rose. Tô pensando em pedir ela em namoro ainda ess...— Escuto papai me chamar da parte de baixo de casa. Desço e encontro ele na porta, mas tem alguém com ele que eu não queria ver, pelo menos não hoje.
— Hans, o prédio pegou fogo por acaso?— Falo tentando brincar com a situação, porém ele continua impassível.— Foi ele de novo não foi?— Hans assente.
— Sim é ele sim Rose, sinto muito. Aliás, vamos montar uma escolta pra você.— Ele olha pra Abe que está ao meu lado e Nikolai que está descendo as escadas.— Uma escolta para vocês.
— Já falei que não preciso de guarda-costas.— Falo decidida.
— A escolta não é só por isso. A missão vai ter que começar mais cedo. Dashkov estará fazendo uma exposição em Oregon, já que é aqui do lado viemos prontos para o inicio da missão.
— Tá... Mas isso é quando?
— Amanhã a noite.— Fala Hans naturalmente.
— Ah, claro. Vou conseguir roupas maquiagens e essas coisas tudo amanhã sendo que nem dinheiro eu trouxe.— Digo irritada.
— Quanto a isso, Mia foi no teu apartamento e me entregou algumas coisas que devem servir, depois te entrego. Qualquer coisa estaremos naquela casa ao lado.— Diz ele apontando para a direita. Dá um aceno e vai pra casa.
— Rose comece a se arrumar, daqui a meia hora vamos ir lá.— Saio da porta e vou para o meu quarto. Tomo um banho, lavo meu cabelo, seco ele depois. Procuro minhas roupas pretas, acho uma calça social preta, uma camisa meio transparente, porém coloco uma regata por baixo, uma sapatilha simples e estou pronta. Desço e espero por Abe pra irmos lá.
Fale com o autor