Sombrio Limiar
1 Profanado
Notas iniciais
As sacerdotisas ergueram o cálice juntas, sentindo o morno fogo aquecer suas peles descobertas. Em uníssono repetiram as palavras em latim, como uma antiga cantiga de ninar. A mais nova das três, sentiu sua voz tremer de nervosismo. Não podia estragar tudo de novo, não iria estragar! Com um curto suspiro, forcou sua mente a lembrar se das palavras no pergaminho:
Invenit principale tres, et hunc et calicem, per manus nostras, nos a malis, non findamos tuta urbs, o infinite igne.
Terminado o canto, as três inclinaram o copo, e deixaram cair o liquido prateado nas chamas. Apagadas por um instante, deixaram as garotas apreensivas, segundos depois voltou a queimar, mais brilhante que antes. A primeira das Nihilominus (premissa) a expirar foi a de vestes roxas, que abaixou suas mãos tentando controlar os espasmos nervosos. Abriu os olhos, e observou a terceira e mais velha das sacerdotisas. Ela mantinha as mãos acima das chamas, e tinha as sombrancelhas juntas, como se estivesse se concentrando. Após o que pareceu uma eternidade ela abriu os olhos azuis gélidos e encarou as garotas, um suave sorriso começando a surgir. Porem, ao baixarem as defesas, não poderiam imaginar o que estava por vir.
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Elsa!! — com suas tranças balançando descontraladamente a chicotear seu rosto, Anna, a irmã caçula da sacerdotisa líder entrou correndo no pátio do Templo, suas sapatilhas soando num tap tap tap frenético. Arfando ela alcançou a entrada.
– Anna, NÃO! — porem a jovem não teve tempo de alertar sua irma. – Elsa, precis... – no momento que seu pé ultrapassou a linha prata e ouro no chão, seu corpo foi arremessado violentamente, e ela caiu com estrondo no piso liso..
–Oh meu Deus.. Merida cobriu a boca com as mãos observando Elsa correr arrebatada ate sua irma. Rapunzel soltou o ar devagar e se aproximou cautelosa das duas.. – E-eu.. poderia... – Elsa estava com as mãos ao redor do rosto de Anna, seu corpo tremia de pânico. A garota dos cabelos dourados a afastou com firmeza, mas sem machuca la. Cobriu a com uma pequena parte de sua cortina de cabelos, sua voz ecoou pelo mármore, mergulhando tudo em uma doce calma:
flos et nitor fulgorque vestra virtutem ignis, adeo ut in contrarium, quae reducat...
O grito de agonia da Dourada preencheu os ouvidos das três, arrancando-as da calma anterior. Merida correu para a amiga, que tentava retirar seus cabelos do corpo de Anna que por sua vez, começou a aumentar a temperatura, fazendo fumaça saírem pelos fios. Rapunzel gemia enquanto analisava suas mãos queimadas. A Lionheart ajudou com o restante do cabelo e a levou ate uma fonte com agua cristalina. A Rainha levantou se com dificuldade..:
Rap- punzel, porque não funcionou? – sua pergunta exprimia angustia e pavor.
Ela abriu a boca para responder, mas nesse momento Violet e MK entraram no templo, o horror estampado em seus rostos.
Voltando da fonte, Merida e Rapunzel pediram que as outras se sentassem.
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–Ok, nos estávamos vindo avisar vocês de algo que aconteceu na cidade.. mas Anna saiu correndo na frente. Ela se assustou e queria saber onde você estava. – Violeta falava tentando não embolar as palavras. Mas, eu não entendo, o que aconteceu com ela, exatamente..
MK mordeu os lábios e tentou simplificar. – Vi, esse templo não admite que qualquer garota que tenha se envolvido profundamente com um garoto de passar... é uma poteçao, para que ele se mantenha puro. – ao dizer isso MK soltou um longo e contrariado suspiro.
Rapunzel assentiu e deu uma risadinha:
– MK não concorda com isso, mas o poder do templo não pertence a nosso conhecimento.
– E o que aconteceu com Anna.. – Merida relancei ou ate Elsa que estava muito reta e seria em sua cadeira de três pernas. – Bem, ela foi, hum, repelida, e um dos efeitos colaterais é a aparência de morte, paralisia corporal e o congelamento. Ou nesse caso... bem fritamento. Anna foi literalmente assada.
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