Sombrio Limiar

2 Estrangeiros da Terra Seca


Notas iniciais
Aproveitem!!

Violet arregalou os olhos, sem saber se ria ou entrava em pânico.

– Vo- você esta falando serio?

– Olha Vi, vamos do começo, você sabe porque as garotas fazem isso em primeiro lugar? – Violeta moveu a cabeça, dizendo não. – Bom, quando esse refugio foi protegido pelo Fogo Azul e pela Luz, a responsabilidade de manter esses elementos vivos foi passada aos nossos ancestrais. O cálice de prata revive o Fogo no braseiro, enquanto a energia das sacerdotisas mantem a Luz brilhante. Se isso não fosse feito, as trevas cobririam toda a cidade. – MK falava, calma e paciente, observando a reação de Violeta.

– Ok, compreendi, mas...

– Porque Anna foi “frita”? – Violet assentiu. – Bem, as sacerdotisas seguem um calendário especial, para saber que dia é o melhor para o derramamento do cálice ou para aumentar o brilho da Luz, ou qualquer outra cerimonia de proteção. Hoje era o dia do Fogo, por isso Anna foi queimada em vez de, bem... Congelada ou algo pior.

–Mary Katherine, vamos tirar as túnicas, e então vamos ver o que aconteceu na cidade – Elsa falou, seria. – Ok. – seus olhos seguiram as garotas, observando suas lindas túnicas esvoaçantes.

Elsa tinha uma túnica azul clara, que alcançava seus pés, com uma abertura em V ao contrario em uma das pernas. A de Merida era verde escura com detalhes dourados sutis, cobria seus pés, mas era sem mangas, deixando seus braços livres. A de Rapunzel era roxa, com mangas que cobriam ate seus antebraços, e deixava metade de suas canelas livres.

15 minutos depois, saiam do templo apresadas, enquanto Merida falava sem parar:

– O que aconteceu na cidade? Estou me cansando desse suspense, digam de uma vez! – e pela milésima vez Violet respondeu que era melhor que elas vissem com os próprios olhos.

Na metade do caminho, Elsa se deteve e avisou que precisava enviar umas cartas. As outras se entreolharam, sabendo que ela ia procurar algum especialista ou curandeiro para o problema de Anna. Ela se virou e acelerou os passos ate a grande casa colonial que era seu palácio.

– Pobre Elsa.. – Rapunzel murmurou.

A cidade era um grande oval, com casas, passagens secretas, tuneis e umas poucas montanhas no lado mais afastado. As ruas eram entrecruzadas e confusas, mas ninguém nunca se perdia. As arvores eram absurdamente altas, porem, ótimas para escalar.

AQUI! – elas ouviram um gritinho agudo, e logo depois uma menininha baixinha de cabelos negros e rosto travesso acenou, logo atrás dela havia uma multidão reunida, murmurando e se acotovelando, para ver algo justamente no centro da praça. Ao ver as duas sacerdotisas adolescentes abriram caminho para sua passagem.

Rapunzel apertou o passo ao ver 4 corpos no chão. Ajoelhou se e segurou a cabeça do garoto mais próximo. Mesmo com os olhos fechados Rapunzel não pode conter um sorriso enquanto observava seus traços. Tinha o cabelo branco, muito similar ao de Elsa, lábios finos e sobrancelhas arqueadas. Dignas de um filho de hermes, ela pensou consigo, lembrando se de uma historia antiga.*

– Rapunzel! – Merida estava ao seu lado, no rosto uma expressão de choque estampada. Sem entender o porquê no inicio, ela analisou os outros garotos e percebeu os sinais. Seu coração esfriou em seu peito. – Merida agarrou seu ombro e sussurrou:

– Eles vieram de fora... são humanos da terra seca.

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Notas finais
E ai, gostaram? Comentem!!