Sombrio Limiar

4 Gatos Pretos e Portas


Notas iniciais
Espero que gostem, e comentem!!

Já no grande salão escuro no segundo andar do castelo, Merida se sentou em uma das cadeiras de espaldar alto, esperando que Elsa inicia se.

Enquanto ela observava o movimento, um garoto magricela, de cabelos arrepiados, se encaminhou rapidamente para a cadeira perto de Elsa, junto com uma garota de cabelos azuis e rosto curioso. Havia um gato preto deitado relaxado em seus ombros. De repente ele abriu os enormes olhos azuis e fixou os diretamente em Merida. Ai estava algo que ela não compreendia, esse instinto dos gatos, como se soubessem das coisas, mesmo quando não estavam de olhos abertos. Ele mostrou os dentes para Merida e chiou, que por sua vez cerrou as sobrancelhas e mostrou a língua. O gato levantou a cabeça, arrogante, pulou para o chão, e passou entre as pernas da garota. Merida levou um enorme susto quando percebeu que o gato não estava mais ali. Ela havia piscado e logo depois, nada. Começou a se perguntar se imaginara o gato, quando Elsa começou a falar, atraindo a atenção de todos:

– Obrigada a todos os presentes, ahn, ok, essa manha nossas suspeitas de que o véu de proteção esteja... frágil – Elsa disse, cautelosamente — foram confirmadas.

Um Ohh coletivo encheu a sala, e o som de murmúrios assustados preencheu o local.

– Silencio! Ok, — Elsa respirou fundo – nessa mesma manha outra coisa aconteceu, com minha irmã, por isso eu chamei Coraline e Norman, para descerem das montanhas ate a cidade. Me desculpem, mas agora que estão aqui, peço, que, além de ajudar minha irmã, fiquem e... bem, vamos precisar de todo o reforço possível. – Ela juntou as mãos e deu um sorriso vacilante – Mas, se recusarem, bem, não vou impedi los. Só... Tentem se manter seguros.

– Você so pode estar brincando, realmente acha que vamos fugir e te abandonar sem nem mesmo tentar resistir ? – a garota de cabelos azuis, Coraline falou. Que garotinha atrevida, Merida pensou consigo com uma risadinha.

Elsa que estava segurando a respiração com uma expressão meio assustada no rosto, expirou e sorriu de canto.

– Sua... Majestade ? Se me permite, qual é o seu brilhante plano para consertar o véu ? – De uma das cadeiras mais afastadas, Once-Ler estava com uma das mãos erguidas, o corpo sem postura, relaxado na cadeira.

– Primeiro vamos precisar mandar grupos para checar as áreas de maior risco do véu ser rasgado...

– Então esta bem. – Tothianna falou, com sua voz doce. – Coelhao e eu vamos checar a parte norte.

Merida observava os dois. Coelhao era alto, moreno. Tinha o rosto e braços cobertos de tatuagens azuis. Ele sempre estava com uma cara emburrada, pronto para arrumar briga. Quando Toth falou, Merida ficou se perguntando se aquele pequeno movimento com o lábio inferior fora um sorriso.

Já Toth tinha um rosto alegre, corpo violão e cabelos bem curtos, com mechas rosas e verdes.

Elsa assentiu concordando. Olhou para os outros, ninguém se pronunciava para formar uma dupla, então ela suspirou e começou a falar:

– Once- ler, você vai com Calhoun – do fundo da sala ele bufou, mas não disse nada. – Vocês confiram as plantações no campo.

Os dois saíram sem dizer uma palavra.

– Ok... Dracula você e Lucille para a parte sul. Violeta você vai com MK e... Wilbur, parte leste. Violeta suspirou alto e MK gargalhou sem fazer som, enquanto o Wilbur seguia as duas com cara de ofendido – E Merida vá com Coraline, para o oeste. Sinto muito Norman mas preciso que me ajude com minha irmã. – O garoto magricela estava com a boca aberta para dizer algo, mas meneou a cabeça, desanimado.

Saímos do salão com Coraline tagarelando algo sobre como Norman ia ajudar. Falou algo sobre fantasmas, e foi nessa parte que Merida voltou sua atenção a garota.

– Escuta... lá na reunião, eu vi um gato preto dormindo no seu ombro e quando eu olhei de novo ele tinha desaparecido entre as suas pernas e... – Tentando não se embolar com as palavras, Merida desistiu de explicar. – Ah esquece, você deve achar que eu sou uma louca ou algo assim.

A expressão de Coraline foi de confusão e susto para vermelha de tanto gargalhar.

– Hei, não é educado... ah, tudo bem pode rir se quiser.

Coraline se recompôs, enxugou as lagrimas, e falou:

– Não não, você não esta louca não, aquele e meu gato. Ele meio que pode encontrar portas para todos os lugares.

– Ahh... – ela estava confusa, mas aliviada de não estar vendo coisas.

– Bom, vamos, vamos ver a parte oeste – Coraline saiu correndo, enquanto tirava alguma coisa da mochila. Merida correu ao lado dela, e viu a garota apontando um graveto diretamente a frente de seu corpo

– Mas o que ...? porem, a garotinha já estava acelerando direto na direção de uma floresta de arvores altas. Ela resolveu apenas revirar os olhos e segui la.

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