A noite caía sobre a cidade em um manto sombrio, enquanto a madrugada avançava, deixando para trás os destroços de um evento que mudara o curso das vidas dos jovens que atenderam ao show mais esperado da cidade. Di e Joshua, determinados e alertas, avançavam pela escuridão, buscando um caminho seguro até as outras integrantes da Rainbow 5. A escuridão ao redor era interrompida apenas pelos destroços espalhados e pelos lampejos das luzes de emergência, criando um cenário sombrio e desolador.

Com cada passo cauteloso, Di e Joshua se aproximavam dos destroços da sala onde as garotas da banda estavam. Sob o palco montado no campo do estádio, as vigas retorcidas e os escombros criavam um cenário de perigos e incertezas. Mas a determinação em seus olhos não vacilava.

Finalmente, eles avistaram Lea, de pé e segurando-se em uma parede próxima aos destroços, segurando-se como se sua vida dependesse daquela parede. Di correu em direção a ela, preocupação escrita em seu rosto.

"Lea! Você está bem?" Di perguntou, sua voz ecoando no vazio do estádio.

Lea olhou para Di, seus olhos castanhos escuros cheios de confusão e preocupação. "Eu... eu encontrei alguém," ela disse, sua voz trêmula. "Alguém está aqui, Di. Alguém que não deveria estar."

Di sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Os eventos recentes haviam deixado todos eles em um estado de alerta constante, e a situação bizarra em que Lea encontrava-se apenas aumentava a tensão no ar.

"Quem? O que você viu?" tornou a perguntar a idol, sua voz soando firme apesar da incerteza que ele também sentia.

Lea hesitou por um momento, antes de responder com voz baixa e tensa: "Eu... eu não sei. Mas eles estão aqui, nas minhas memórias, entre os destroços… pela cidade. Precisamos ter cuidado."

A confusão reinava na mente de Lea, seus pensamentos eram uma tempestade tumultuosa de medo e incerteza. Ela sabia que precisava se manter forte, não apenas por si mesma, mas também por suas amigas e por aqueles que estavam contando com ela.

Di olhou para sua amiga com determinação ardente em seus olhos. "Nós vamos encontrar quem quer que seja e garantir que todos estejam seguros. Vamos nos manter juntos e enfrentar isso, como uma equipe."

A jovem de cabelos brancos abraçou sua amiga com ternura, sentindo os tremores do corpo dela. Tremores que ela reconhecia, mas não via em alguém desde que o Stalker as perseguia.

O estádio encontrava-se em um silêncio mórbido, marcado pela madrugada, enquanto Di levava Lea em um abraço reconfortante até onde Joshua aguardava ansiosamente. As sombras dançavam ao redor deles, como espectros silenciosos testemunhando os eventos que se desenrolavam na escuridão.

Di olhou para Lea com preocupação em seus olhos. "O que aconteceu, Lea? Como era este homem? E onde estão as outras? Achei que vocês estariam escondidas juntas."

Lea respirou fundo, tentando reunir suas forças diante das lembranças angustiantes que assombravam sua mente. "Um homem... ele apareceu do nada, como se tivesse saído das sombras. Ele... ele tinha olhos vazios, como se fosse feito de escuridão."

Ouvindo as palavras de Lea, Joshua sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O que quer que estivesse acontecendo ali, era mais sinistro do que ele poderia ter imaginado.

"Você tentou usar sua telepatia nele?" Di perguntou, sua voz suave, mas carregada de preocupação.

A jovem telepata assentiu, uma expressão de desconforto passando por seu rosto. "Sim, eu tentei. Mas... não funcionou como eu esperava. Senti como se ele estivesse invadindo minha mente, como se pudesse ver todos os meus pensamentos. Ele… eu sei que ele estava procurando alguma coisa dentro das minhas memórias."

A dor de cabeça pulsante que acompanhava essa lembrança fez com que Lea fechasse os olhos por um momento, lutando para controlar a sensação agonizante que a assaltava.

Di colocou uma mão reconfortante no ombro de Lea, transmitindo-lhe apoio silencioso. "Você fez o melhor que pôde, Lea. Estamos aqui para ajudá-la, não importa o que aconteça."

A jovem de cabelos cor de rosa assentiu, sentindo-se grata pela presença reconfortante de seus amigos ao seu lado. Ela sabia que enfrentar os desafios que este homem estava planejando para eles não seria simples, mas com a força de sua amizade, eles poderiam superar estes obstáculos.

Ainda mais focados em sua sobrevivência, Di, Lea e Joshua trocaram olhares, quase confiantes, prontos para enfrentar os perigos que os aguardavam nas sombras. Juntos, eles eram uma equipe pronta para enfrentar o desconhecido e protegerem-se, custe o que custasse.

No silêncio tenso da madrugada, antes que tomassem alguma decisão, Lea virou-se para Di, seus olhos castanhos escuros cheios de preocupação e incerteza. "Di, algo sobre isso me lembra do que enfrentamos contra Jun... aquele homem... ele tem algo contra você, eu sei disso. Mas eu não sei explicar."

Di olhou para Lea, um franzir de preocupação marcando sua testa enquanto ela absorvia as palavras de sua amiga. Ela não podia negar a sensação de que algo estava errado, algo sinistro e obscuro se movendo nas sombras ao redor deles.

"Você acha que ele está ligado ao que aconteceu com Jun?" Di perguntou, sua voz suave, mas firme.

Lea assentiu lentamente, lembranças dolorosas piscando em sua mente. "Eu não sei, mas... é possível. A maneira como ele olhava para você nas minhas memórias, como se estivesse mirando em sua alma... não era natural."

Di sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela sabia que não podia subestimar a ameaça que o homem representava, especialmente se ele estivesse de alguma forma ligado ao passado sombrio que ela e Lea compartilhavam.

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, Lea pareceu lembrar de algo ao sentir o vestido molhado em suas mãos e o odor em seu corpo, uma expressão de vergonha passando por seu rosto. Ela olhou para Joshua ao seu lado e, constrangida, escondeu a parte molhada de seu vestido.

"Desculpe, Joshua," ela murmurou, sua voz envergonhada. "Eu... eu não queria que você visse isso."

Joshua sorriu gentilmente para ela, seus olhos azuis cheios de compreensão. "Está tudo bem. Não se preocupe com isso."

Lea assentiu, grata pela compreensão do jovem. Voltando-se para Di, ela sabia que precisava se concentrar no que era importante agora: descobrir a verdade por trás das ações do homem que as atacara, e achar um modo de protegerem-se nesta noite.

*****

Lea terminou de lavar-se com a água que escorria de um cano arrebentado próximo ao palco montado no campo do estádio, sentindo-se um pouco mais refrescada apesar das circunstâncias precárias. Ela lançou um olhar de soslaio para Joshua, que estava de costas para ela, tentando dar-lhe algum espaço e privacidade. Uma onda de calor subiu pelas bochechas da jovem idol, um sorriso tímido brincando em seus lábios. Era estranho estar em uma situação tão íntima e vulnerável em meio a tudo isso, mas ela apreciava a gentileza e respeito de Joshua.

Quando ela se aproximou de Di para compartilhar uma palavra, um arrepio percorreu sua espinha, fazendo-a parar abruptamente. O instinto de perigo a fez recuar instintivamente, seus olhos se arregalaram ao capturar a visão imponente de uma figura masculina idosa, mas musculosa, sobre um monte de destroços distantes, na arquibancada.

Lea engoliu em seco, sua mente girando com uma mistura de medo e curiosidade. Quem era esse homem? O que ele estava fazendo aqui? E o mais importante, o que ele queria com as duas?

"Di..." Lea murmurou, sua voz quase um sussurro, enquanto seus olhos permaneciam fixos na figura distante.

Di virou-se para seguir o olhar de Lea e, ao ver o homem sobre os destroços, sua expressão endureceu. Ela apertou os punhos com determinação, sua mente já trabalhando rapidamente para avaliar a situação.

"Eu não sei quem é ele, mas... nós precisamos sair daqui," Di disse em um tom baixo, mas firme. "Isso não vai acabar bem… eu consigo sentir a maldade ao redor dele."

Joshua virou-se para ver o que estava acontecendo, seu rosto refletindo a preocupação de suas amigas. Ele engoliu em seco, consciente de que eles estavam enfrentando um novo desafio, um inimigo desconhecido que pairava nas sombras da noite.

Com o coração batendo mais rápido em seus peitos, Di, Lea e Joshua trocaram olhares rapidamente, prontos para enfrentar o que quer que viesse em seu caminho.

*****

A figura masculina permanecia imóvel no topo da pilha de destroços, seus olhos fixos em Di com um olhar enigmático, quase desafiador. Di sentiu um arrepio percorrer sua espinha, uma sensação de que esse homem representava uma ameaça muito maior do que eles podiam imaginar.

Enquanto isso, Senhor Meia-Noite emergiu das sombras, saltando de trás de outra pilha de destroços, com um par de sombras em suas costas formando algo próximo a asas. Seus olhos se estreitaram ao encarar o homem, um sorriso sardônico dançando em seus lábios. Ele lançou um olhar antagonista para o misterioso intruso antes de focar sua concentração em seus poderes de sombras, sua mente vagava para encontrar o momento exato em que seu ataque pudesse atingir o alvo diretamente.

Com um gesto de sua mão, Senhor Meia-Noite convocou uma grande mão de sombras, maior ainda do que o próprio, que se formou no ar como uma entidade viva, pronta para atacar. A mão cerrada foi lançada em direção ao homem, visando atingi-lo com toda a força de um projétil gigante.

O grupo que assistia a tudo isto mal conseguia acompanhar a cena, Joshua percebia o vulto movendo no canto periférico de sua visão, mas não sabia dizer o que acontecia ao seu redor.

Entretanto, antes que o golpe pudesse ser efetivo em algo, o homem desviou o olhar de Di, seus olhos brilhando com uma intensidade sobrenatural. Com um piscar de olhos, ele manipulou sua própria sombra, fazendo-a se contorcer e se erguer como um escudo protetor, uma barreira negra como a noite.

O golpe de Senhor Meia-Noite foi absorvido pelo escudo de sombras, dissipando-se em uma névoa escura ao redor do homem misterioso. Ele permaneceu impassível, sua expressão inescrutável enquanto observava seus oponentes com uma calma assustadora.

Di, Lea e Joshua observaram a cena com uma mistura de fascinação e apreensão. Era evidente que esse homem possuía habilidades além da compreensão deles, e isso os deixava em um estado de alerta ainda maior.

"Quem é esse cara?" Joshua sussurrou, seus olhos fixos no homem misterioso.

Senhor Meia-Noite gritou com veemência, sua voz ecoando pelo estádio em uma mistura de raiva e frustração. "Você não pode ir embora assim! Eu não posso voltar sem você!"

No entanto, o idoso permaneceu impassível diante das palavras do jovem herói. Seus olhos, profundos e misteriosos, pareciam carregar séculos de sabedoria e experiência. Ele ignorou as súplicas de Senhor Meia-Noite, sua expressão inalterada como uma rocha diante da tempestade.

“Garoto, isso é inútil, vá embora enquanto pode”. O homem falou, em um tom calmo e baixo demais para que pudesse ser escutado.

Determinado, Senhor Meia-Noite cerrou os punhos, seus olhos brilhando com uma intensidade sombria. Com um gesto de sua mão, ele convocou uma dúzia de mãos de sombras, que se estenderam em direção ao homem misterioso em uma investida agressiva. “Isso acaba agora!” Gritou.

As mãos de sombras avançaram em uma dança sinistra, cada uma delas buscando agarrar e subjugar o intruso. No entanto, para surpresa de todos, o homem parecia nem mesmo se esforçar para detê-las. À medida que as mãos se aproximavam dele, elas começavam a desintegrar-se, dissolvendo-se em fumaça escura antes mesmo de alcançar seu alvo.

Senhor Meia-Noite saltou em direção ao homem, determinado a enfrentá-lo fisicamente. No entanto, antes que pudesse chegar perto, um invólucro de sombras se ergueu ao seu redor, envolvendo-o como se fosse um casulo de poder das trevas, terminando por lançá-lo para fora do estádio com uma força irresistível.

Di, Lea e Joshua observaram a cena com uma mistura de choque e incredulidade. Era evidente que esse homem possuía um poder formidável, uma força que desafiava a compreensão e a lógica. Eles estavam enfrentando um inimigo diferente de tudo que já haviam encontrado antes, e isso os deixava com um sentimento de incerteza e inquietação.

“Temos que fugir”, insistia Lea, “ele nem precisava pensar nos movimentos antes lutar, eu estava lendo os pensamentos dele…”

*****

Voltando-se para Di, o homem ergueu a mão e conjurou uma forma feita de sombras, que se estendeu em direção a ela como tentáculos sinistros. Di mal teve tempo de reagir quando foi puxada para mais perto do homem, seu corpo envolto pela escuridão.

Joshua estendeu os braços em uma tentativa fútil de segurá-la, mas foi lento demais, terminando por vê-la escapar por entre suas mãos.

Com um forte sotaque chinês, o homem falou com uma voz profunda e penetrante. "Não entendo o que Qiang viu em você", disse ele, sua expressão obscurecida pela sombra. Em um movimento brusco, ele arremessou Di de volta na direção de Lea e Joshua, como se ela fosse um mero objeto descartável.

Di colidiu com o chão, sentindo-se tonta e desorientada. Lea correu ao seu lado imediatamente, preocupada com seu estado. Joshua permaneceu parado mais atrás, observando a cena com uma mistura de medo e surpresa. Ele se sentia impotente diante da magnitude do conflito que se desenrolava diante de seus olhos, sua mente lutando para compreender a verdadeira natureza do homem misterioso e seus poderes sombrios.

Enquanto Di se levantava, ainda tonta pelo impacto, ela olhou para Lea com gratidão, reconhecendo o apoio silencioso de sua amiga.

O homem, em um acesso de raiva, vociferava contra os jovens, prometendo tomar tudo o que era importante para Di, assim como ela havia feito com ele. Joshua, lutando para compreender o sotaque estrangeiro, não conseguia discernir completamente as palavras que eram disparadas contra ele.

“Por sua causa, eu perdi meu aluno. Meus planos foram arruinados! Mas você se importa com esses dois, eu vou começar… tirando esse…aluno de você!” Disse ele.

De repente, o ar ao redor deles pareceu se distorcer quando o homem conjurou uma lança feita de sombras, lançando-a com uma força tremenda em direção a Joshua. Di assistia horrorizada à cena, tudo parecendo se desenrolar em câmera lenta diante de seus olhos. Em um movimento instintivo e desesperado, ela se lançou na frente de Joshua, agarrando-o e rolando com ele pelo chão enquanto a lança zumbia perigosamente perto.

Um momento tenso se passou, nenhuma das duas garotas conseguia ter certeza se o golpe havia atingido o jovem, Lea procurava por sangue no chão, como medo do que viria a seguir.

Finalmente, com um suspiro de alívio, Di passou as mãos pelo peito do jovem, confirmando que havia protegido Joshua a tempo, envolvendo-o em seus braços enquanto os dois caíam juntos no chão. O coração de Joshua batia descompassadamente enquanto ele percebia a proximidade repentina e íntima entre eles, sentindo o calor do corpo de Di contra o seu. Um rubor envergonhado tingiu suas bochechas enquanto ele processava a situação, seus pensamentos girando em um turbilhão de emoções confusas.

Enquanto eles se levantavam, Di mantinha um olhar determinado, sua expressão refletindo sua força de vontade. Ela sabia que precisava proteger aqueles dois ao seu lado, custasse o que custasse, caso contrário, nunca poderia se perdoar. E agora, mais do que nunca, ela estava determinada a enfrentar o desafio que se erguia diante deles, mesmo que isso significasse colocar sua própria vida em perigo.

Com o coração batendo forte no peito, Di empurrou gentilmente Joshua para trás dela, protegendo-o com seu próprio corpo. Seus olhos faiscavam com determinação enquanto ela erguia as mãos, convocando seu poder.

"Joshua, fique atrás de mim!", ela gritou, sua voz ressoando com autoridade e preocupação.

Lea então correu, parando ao lado de Joshua, mantendo os dois de cabeça baixa, tentando escapar de qualquer outra investida do desconhecido.

Concentrando-se, Di canalizou sua energia, invocando duas lâminas de gelo que brilhavam à luz fraca da madrugada. Com um movimento rápido e preciso, ela lançou as lâminas em direção ao homem, esperando conseguir atingi-lo e detê-lo em seu avanço implacável.

No entanto, para sua frustração e desânimo, o homem reagiu rapidamente, criando um escudo feito de sombras que se erguia entre ele e as lâminas voadoras. As lâminas de gelo colidiram com o escudo com um estrondo seco, apenas para serem desviadas de seu curso antes de alcançarem seu alvo.

A idol então cerrou os dentes, sua expressão uma mistura de raiva e frustração.

À medida que o primeiro raio de sol rompia o horizonte, iluminando timidamente o cenário caótico diante deles, o homem voltou-se para Di com um olhar sombrio. Sua voz ressoou com uma mistura de desdém e ameaça.

"Você me tomou meu aluno", ele disse, sua voz carregada de amargura. "Agora, eu lhe prometo, eu tomarei algo tão precioso quanto… eu terei este garoto."

O coração de Di acelerou ao ver o homem dirigir seu olhar malicioso para Joshua. Ela sentiu uma onda de determinação varrer seu corpo enquanto se preparava para proteger o adolescente a todo custo.

"Você não vai tocar nele", ela retrucou, sua voz firme e carregada de autoridade.

O homem sorriu de forma sinistra, seu rosto envolto em sombras.

"Veremos", ele respondeu, sua voz ecoando pelo estádio vazio.

Então, sem mais uma única palavra, o homem ergueu-se lentamente no ar, seu corpo envolto em sombras escuras que dançavam em torno dele como se tivessem vida própria. Com um último olhar penetrante para Di e Joshua, ele desapareceu na luz do amanhecer, seu corpo fundindo-se com as sombras que o cercavam.

Di assistiu, tensa, enquanto o homem desaparecia no horizonte distante.

*****

Di, Joshua e Lea permaneciam paralisados, ainda sob o impacto dos eventos recentes, quando avistaram uma figura correndo em sua direção pelas arquibancadas. Era uma jovem ruiva, sua expressão contorcida em desespero. Joshua, recuperando-se da tensão do confronto, reconheceu imediatamente Madison e correu em sua direção.

"Madison, o que aconteceu?" ele perguntou, sua voz cheia de preocupação.

A jovem respirava com dificuldade, seus olhos azuis arregalados de medo. Ela gaguejou enquanto tentava explicar.

"Ethan... ele está nos vestiários do estádio... ele está ferido, precisamos de ajuda!"

Di sentiu um aperto no peito ao ouvir as palavras de Madison. Sem hesitar, ela se virou para Lea.

"Vamos lá, precisamos chegar até ele o mais rápido possível", disse Di, sua voz determinada. "Joshua, fique com Madison, vamos cuidar do Ethan."

Lea assentiu, sua expressão séria, e seguiu Di enquanto corriam em direção aos vestiários. O coração de Di estava acelerado, preocupada com o estado de Ethan e com o que mais poderia estar acontecendo nos bastidores do estádio.

“Os vestiários estão ali, deveria ter muita gente escondida por lá…” comentou Lea, em tom baixo, para sua amiga concordar com um movimento de sua cabeça.

As duas chegaram ofegantes aos vestiários, seus corações apertados pela visão chocante que se desenrolava diante delas. Ethan estava lá, sentado no chão, em um ciclo de perder e recobrar a consciência, sua respiração ofegante e sua expressão pálida. Um profundo ferimento em seu abdômen jorrava sangue, pintando o chão ao seu redor de vermelho escuro.

"Ethan, acorde!" Di gritou, sua voz ecoando pelos corredores vazios do estádio. Ela e Lea correram até ele, suas mãos tremendo enquanto tentavam estancar o sangramento com pedaços de pano encontrados no chão.

"Ethan, por favor, fique conosco", suplicou Lea, sua voz embargada pelo medo.

Mas Ethan permanecia inconsciente, seu corpo frágil e vulnerável diante da situação desesperadora. Di sentiu um nó se formar em sua garganta, a impotência pesando em seus ombros.

Enquanto faziam o possível para estancar o sangramento, as duas ouviram a voz distante de Min Jae ecoando pelos destroços do corredor. Ouvia-se seus passos pesados e apressados, tanto quanto sua voz dando ordens a alguém.

“Aqui! Ajudem aqui!” Gritava Lea, enquanto corria para o corredor, tentando chamar a atenção de quem quer que estivesse vindo.

"Garotas! O que está acontecendo aí?"

Di ergueu o olhar, reconhecendo a voz do gerente da banda. Com um misto de alívio e preocupação, ela gritou em resposta:

"O garoto! O garoto que ganhou os ingressos na livraria está ferido, precisamos de ajuda imediatamente!"

Min Jae entrou aos vestiários ofegante, seu rosto contorcido em preocupação ao ver a cena angustiante diante de seus olhos. Ele observou os seguranças, que rapidamente cercaram Ethan, enquanto Di e Lea lutavam para conter o sangramento. Não havia tempo a perder.

"Levem-no para o hospital imediatamente!" ordenou Min Jae, sua voz firme ecoando pelo ambiente tenso, ”Se ao menos ainda existir algum por aqui”.

Os dois jovens seguranças agiram prontamente, erguendo Ethan com cuidado e seguindo as instruções de seu chefe, seus rostos sujos e marcados já diziam que eles haviam visto muito nesta noite. Enquanto isso, Min Jae se aproximou de Di e Lea, um olhar sério em seu rosto.

"Daeun, Tea, vocês precisam sair daqui. Agora", disse ele, sua voz baixa e urgente.

Di resistiu por um momento, relutante em deixar Ethan, mas sabia que não havia mais nada que pudessem fazer ali. Ela olhou para Lea, compartilhando a mesma angústia e desamparo.

Relutantemente, elas seguiram Min Jae pelos corredores, o cheiro de sangue ainda impregnando suas roupas. Ele as conduziu até onde Jia, Sun e Sing estavam esperando, mantendo-as longe da cena perturbadora dos vestiários.

Di sentiu um nó se formar em sua garganta, seu coração pesado com a incerteza do destino de Ethan. Mas ela sabia que precisava manter a calma e permanecer forte, não apenas por si mesma, mas também por suas amigas que estavam ali ao seu lado.

Di e Lea se aproximaram das outras garotas, abraçando-as com força, compartilhando o peso do que acabavam de testemunhar. O choque ainda se refletia em seus olhares, enquanto tentavam processar os eventos tumultuados da noite.

Jia, sentindo o sangue e a sujeira coladas na pele de suas amigas não conseguia pensar em quais horrores elas deviam ter visto nesta noite, “Garotas… eu…”, dizia ela, tentando articular as palavras que saiam de sua boca.

Sun, com sua habitual franqueza, interpelou Min Jae, sua voz carregada de tensão e incredulidade. "Onde você estava a noite toda?", questionou ela, seus olhos fixos no gerente.

Min Jae ergueu o queixo em resposta, mantendo sua postura autoritária mesmo diante das acusações. "Estava escondido, assim como vocês", respondeu ele, sua voz firme e determinada. "Procurei por vocês desde que me deparei com as três correndo em pânico pelo estádio."

Havia um misto de alívio e ressentimento nas palavras de Min Jae, um reflexo do turbilhão de emoções que todos estavam enfrentando naquele momento. As garotas permaneceram em silêncio por um instante, absorvendo as palavras do gerente enquanto processavam a gravidade da situação em que se encontravam.

Min Jae ergueu a voz em um grito autoritário, ecoando pelas paredes do vestiário. "Organizem-se, agora!", ordenou ele, sua expressão séria e determinada enquanto conduzia as garotas em direção à pequena saída de emergência no campo do estádio.

As garotas o acompanharam, perplexas e ansiosas, enquanto se dirigiam para a minivan que as aguardava. O motorista, visivelmente estressado e apavorado com o que viu durante a noite, esperava ao lado do veículo, pronto para partir a qualquer momento.

Di tentou questionar Min Jae sobre o que estava acontecendo, mas suas palavras foram interrompidas por um gesto enérgico do gerente. "Sem perguntas", disse ele com firmeza, sua voz cortante e autoritária. "Entrem no carro. Precisamos sair desta cidade imediatamente."

As garotas trocaram olhares confusos, mas sabiam que não havia tempo para discutir. Com um último olhar preocupado para o estádio em ruínas ao redor delas, elas obedeceram às ordens de Min Jae e entraram na minivan. O gerente fechou a porta com um baque, e o motorista arrancou com o veículo, levando-as para longe do caos que acabavam de deixar para trás.

A minivan avançava pelas ruas caóticas da cidade devastada, sacudindo-se conforme passava pelos destroços deixados pelo ataque. Dentro do veículo, as garotas da Rainbow 5 lutavam para conter as emoções que transbordavam em seus corações. O choque do que haviam presenciado ainda ecoava em suas mentes, deixando um rastro de dor e angústia.

Di, com o rosto pressionado contra a janela, observava com olhos marejados enquanto a minivan passava pelo estacionamento. Seu coração se apertou ao avistar Joshua e Madison ali, esperando por elas. Ela bateu no vidro com desespero, tentando chamar a atenção deles, mas o veículo já se afastava rapidamente, deixando-os para trás.

“Lea, os dois ainda estão ali. Precisamos fazer algo por eles!” Sussurrou, enquanto sua amiga colava no vidro do veículo para ver do que ela falava.

Ao longe, Di e Lea testemunharam uma equipe de primeiros socorros chegando até os adolescentes, trazendo cobertores e água potável. Um misto de alívio e tristeza se misturou dentro delas, sabendo que pelo menos estavam recebendo ajuda. Mas a sensação de impotência diante da situação era avassaladora.

Silenciosamente, a minivan seguiu seu caminho, deixando para trás os jovens adolescentes, levando as garotas do Rainbow 5 sem poderem fazer nada para ajudá-los.