Sombras

3 Capítulo 3 Storm!


Notas iniciais
Boa leitura...

- Está bem Adelaide, pode ir.

- Obrigada professor Wenner.

Sai daquela sala, mais ao olhar para trás Wenner ficou um tanto parado observando aquele desenho. “O que tem de tão importante nele?”

Contornei para o segundo andar da escola, e direcionei para uma porta onde todos comiam algum lanche das seis da tarde. Posiciono-me numa bandeja com uvas, toradas e suco. E tento prestar atenção onde Luna estaria. Lá a vejo me chamando com alguém estranho ao seu lado.

- Adelaide, aqui! – diz ela me apontando para uma das mesas dos fundos.

Caminho em passos lentos, em pouco tempo me bato com alguém que não identifiquei seu rosto, olho novamente a minha frente, que pelas janelas podia ouvir se barulhos de raios, tempestades se ouvia em fortes ruídos agudos. Na frente daquela mesa onde Luna estava me sento recuperando o trauma.

- Está tudo bem? – diz ela.

- Está só me assustei com a chuva que vai cair.

- Há a tempestade!

- É! – digo comendo uma uva.

- Ia me esquecendo, esse é Félix, acabei de conhecer ele.

- Prazer Félix.

- O prazer é toda minha Adelina, e amei seu cabelo! – aponta Félix para os meus cabelos, tomando um gole de suco.

- Ah! Bem o correto é Adel...

Luna tapa minha boca antes de eu terminar a completar meu nome e sussurra em meus ouvidos.

- Quieta, ele é meio fora da cabeça, antes eu falei meu nome e sabe o que ele falou?

- Não! – digo.

- Prazer Lua!

- Lua?

- É Lua, ele deve ter um tipo de doença, provavelmente aquelas depressão que não se entende o nome de alguém e inventa!

Eu e Luna caímos na gargalhada. Provável Félix é um dos garotos meios estranho até agora nessa escola que conhecerá.

Após terminar o lanche, Luna pediu para ir com ela na biblioteca.

- Fazer o que lá? – indago.

- Sabe acabei de esquecer-se de falar, eu amo ler as noites, por isso eu preciso de um livro que me ajude a dormir!

- Mais aqui tem uma?

- Claro que sim, a escolas são umas das maiores dessa ilha pequena.

- Ah! Tudo bem.

- Também deveria escolher um.

- Claro.

Subimos até o último andar, foi uma canseira subir todas aquelas escadas, depois paramos em frente a um portão incrivelmente grande onde entramos. Várias prateleiras de livros enormes haviam por aqui, velhos e com cheiro de pó. Luna se distanciou de mim e foi procurar no lugar onde fala sobre romances. E eu provavelmente não me decidi. Até que uma das fileiras me chamou atenção. Sobre sombras ou terror. Deixei-me levar para um dos livros chamativos.

E um pequeno nem muito novo, mas suas folhas estavam acabadas. Deixou-me com alguma curiosidade, pois o titulo chamou atenção.

“As Graúnas ‘‘“.

Sentei em uma das mesas de leitura e folheie umas das páginas. ‘’Um livro de poemas? Que ótimo! Pensando que era uma história!’’ zanguei comigo mesma, alguns versos foram até legais mais outros meios tensos.

“Pena, solida perdido”.

Flutuava naquele mar!

Começar a sentir, ter em que reviver,

Nada poderá ver, para começar seu escândalo.

Soube da cópia de imagens. Soube do desejo de ver meu rosto.

Às vezes seria inútil começar.

Pois além de ver o moral daquele Mar.

Nunca sente um começo, através dos olhos, nunca perde o coração.

A hora passada, o desejo vindo e o poder acabando.

Mas atrás daquela rocha, ruído e sussurros escutarão.

Gritos selvagens. Gritos de Graúna.

Depende da cocção perdi na pequena areia.

E tendo os olhos negros, olhando os cabelos.

Mas suprimindo uma arte estranha na mente.

Uma arte em que os passos da areia iam para frente.

Nada dera para entender.

Mas fora alguém que pisou.

Um passo não para frente...

Mas sim...

Um passo para trás’’!

Quando terminei, um grito ecoava dentro de mim. “Mais como?”

Guardei o livro de volta ao lugar, e esperei Luna na frente da porta grande da biblioteca, suor escoria pelas minhas costas. O poema o livro me produzia choques. Uma vida que eu tinha passado. O desenho que eu fizera. Uma parte que eu sonhei.

Logo, Luna veio e fui direto ao meu quarto. Sons noturnos ecoavam pelo quarto. Um medo me atingia. Luna despreocupada comigo, não perceberá minha reação em que eu estava. Apenas seu livro na mão lia as seguintes páginas.

Uma febre fria me ocorria. Dentro de mim gritava palavras.

- Graúnas, Graúnas...

Agora me posicionei na frente de umas das janelas. A chuva caia. E um único barulho que se ouvia ali mesmo. Era das tempestades.

Notas finais
:)