Sombras

4 Capítulo 4-Whispers in fell Midnight!


Notas iniciais
Boa leitura.

Vejo nos corredores um relógio velho, dez para a meia-noite. Tento me concentrar naquilo que um dia foi real, mas não imaginei se isso é ou não a realidade. Depois daquele livro “As Graúnas’’ eu me sinto tão insegura por tudo”. Como pode um poema se relacionar com uma obra de arte que eu fizera? Mas mesmo assim na vida eu tenho experiências para isso.

Vou a silencio naquela biblioteca. Procuro pelo portão, onde uma placa diz:

“Silêncio’’”!

Tento me concentrar em todos os meus movimentos. Na prateleira de livro sombria, procuro o livro que tivera pouco depois. Lembro-me muito bem onde colocará, mas ao indicar para aquele lugar, para a minha surpresa o livro não estava lá.

Reviro tudo em voltas, cada canto. Precisava encontra-lo, onde um mundo misterioso poderia estar escondido dentro daquelas páginas velhas.

Segredos e reviravoltas, sombras em cada canto do papel. Mas não acho. Sem pistas sem nada. Apenas eu lá cansada do mundo onde me pôs. Sento em umas das cadeiras, e começo a pensar nas pequenas camadas das palavras escritas.

“Flutuava naquele Mar. ‘‘ – O que poderia estar flutuando lá”? – murmuro.

Uma pena poderia! O sonho... Apenas sonhei em que uma pena flutuava naquela noite no mar, uma pequena pena negra de “Graúna’’”!

Sinto me enjoada, o que queria dizer isso? Minha vida piorava ainda mais nessa escola.

Dez minutos de passará, não fazia há mínima que horas eram. Fiquei ouvindo minha respiração. Algo sussurrou em meus ouvidos. Fiquei em pé para me concentrar aonde virão esses sussurros.

Concentrei em cada sopro em cada sentir dos ventos. A janela da biblioteca se abriu com as cortinas balançando. Virei sem ser despercebida pelos arredores da janela. Uma sombra, simples e negra.

Os sussurros viam de lá, corri até o topo, e nada mais vi. Sentindo-me estranha e penso. “Essa escola é perigosa demais para alguém como eu!” Mas uma pista foi deixada naquele topo da janela. Uma pena. Realmente não sei que espécie poderia ser. Mas peguei-a e guardei para mim mesma.

Voltei para onde estava ao olhar para o chão por res balar em algo. Vi o livro que tanto procuro. O pego e volto aonde eu dormia. Luna dormia, e direciono para a minha cama. Folheio umas das páginas, encontro uma ave colada em umas das velhas páginas. Em baixo escrita com letras mini pequenas, “Graúnas’’”.

Em umas das voltas das páginas, leio atenciosamente.

“A sombra de um ser, derramado pelo leito do Mar.

A solidão de uma pena, flutuando pelo leito das águas.

O segredo derramado pela vingança.

Gritos noturnos. Sussurros revoltantes.

Nomes salvam-se em volta-te dos misteriosos mistérios das Graúnas. ’’

Nada de origem me da, a outra volta havia uma pena. Idêntica a minha em que pegará naquela janela. A escrita fora colocada, uma pena de Graúna. “O que esse pássaro tem de segredos nessa escola”? ’’ Apaguei mesmo assim com o livro em baixo da cama.

Acordo com os olhos ainda zonzo, Luna me chamando era horrível, os berros eram tão assustadores que alguém cardíaco morria na hora.

- Adelaide! Acorda menina, as oito têm aula de português.

- Tá, que hora é agora?

- Sete e quinze!

Levantei-me e tomei uma ducha morna, para sarar as dores infernais em minha cabeça. Vesti o uniforme obrigatório. E peguei a chave do armário onde coloquei tudo que usaria em aulas e danos pessoais.

- Vamos!

- Espera, vamos comer?

- Há sim, claro esqueci-me de comer, sei eu não me sinto bem esses dias e não tenho fome.

- Percebi, está pálida!

- Só uma questão de tempo.

Direcionamos na frente da cantina e se encontramos com Félix o garoto de cabelos azuis escuros.

- Olá Lua e Adelina.

- Olá Félix! – dizemos uníssonas.

- Vamos, pois teremos que ir depois! – aponta Félix para a comida.

Após pegar suco de laranja, tortinha de limão e uma maça. Sentamos em umas das mesas perto das janelas, onde se via as árvores muito seca.

- Então Félix. – diz Luna. – Você sofre o que corretamente?

- Nem sei explicar, é tipo você estar parecendo cair de um abismo e começa a gritar sem motivo na frente das pessoas e ela se considerarem louco. Ninguém me entende.

- Nem eu! – Luna olha bem nos olhos de Félix que brilham.

- Sabe Lua, é estranho sentir isso.

- Sentir o que?

- Nada eu preciso ir para a minha aula de biologia, até mais garotas.

- Até!

- O que deu com ele? – digo.

- Sei lá, parecia nervoso depois que olhei para ele.

- Hum! – respondo sem se importar.

Olhei a janela e sentir uma fria brisa entrar nas janelas um pouco abertas. Sinto uma impressão de quem alguém vai entrar aqui e quebrar a cabeça.

Olho para os lados e fico atenta na porta de saída e de entrada.

Não sei por que essa atenção na cantina, mais essa minha impressão me causará ruins desconfortos. Pouco depois, uma garota aparece na entrada. Alta e com seus cabelos louros claros. Estava tão insegura, que alguém se debateu com ela... Sem perda de tempo corri ao seu encontro, segurei seu corpo contra meus braços após ela ter uma queda ao se debater fortemente chutando ela contra o chão. O professor que viu a cena um desconhecido prendeu em minhas mãos. Chamando uma enfermeira única para ajudar a garota dos cabelos louros.

Alunos me olhavam e encaravam surpresos. “Como posso ter vindo tão rápida, até aqui e salvar uma garota?” Essa era a minha impressão, alguém cairia nesse piso e quebraria a cabeça. Mais não aconteceu, pois alguém viera salva-la, e esse alguém não era eu, não sou essa tão pessoa. Seria alguém que me desse ajuda para alguém insegura.

Voltei a mesa, e vi que Luna me olhava intrigada.

- O que foi isso Ada?

- Não sei... – apenas não tinha resposta para isso, apenas aconteceu.

- Ela poderia ter quebrado a cabeça com aquele empurrão forte sem querer até o chão!

- Eu sei disso Luna, apenas eu não entendo também o motivo disso acontecer.

- Você. – ela vez uma pausa antes de dizer e falou. – Foi corajosa. – ela apenas sorriu e me mandou ir junto para a sala.

Entre mil portas mais ou menos, a sala 4DE, estava parada a minha frente, a aulas de português não tivera grandes coisas. Apenas os minutos pareciam uma eternidade.

Após duas horas, acabamos indo ao pátio, para relaxar a cabeça. Onze horas passadas. Depois ao almoço seria. Na frente da porta daquela cantina. A menina de cabelos louros estava parada. Entrei e ela nem sequer disse palavras alguma.

- Estranha! – disse.

- E muito!

Uma da tarde seria informática e depois biologia. Às quatro da tarde até a noite eram tempos livres de lanches, leituras, esportes, temas e vários outros costumes.

Senti-me intrigada e que a noite ocorreu depressa. Nunca conseguirá dormir depois da meia-noite, por isso eu passeava pelos corredores.

Faltava cinco para a meia-noite, e revirei por algo que senti que me tocarás. Um pássaro entrará pela janela daquele corredor esclarecida pela lua.

Uma Graúna voava olhando aos meus olhos, diferentes daquelas que eu conhecia.

A meia-noite veio, e em poucos tempos sempre se ouvia gritos e sussurros na escola.

Olhei em volta para ter mesma certeza de que eu não estava sozinha. Toquei nas penas da Graúna.

- Olá, o que faz aqui? – disse baixinho.

Apenas o pássaro saiu do meu caminho me deixando sozinha. Surpresa e atenta. Mais sussurros continuavam a ecoar pelos arredores.

Deitei na cama, pois o sono apareceu, e os sussurros da noite não se ouviam mais.

Apenas sonhei com a Graúna que apareceu em minha frente, com aqueles olhos negros.

Notas finais
:)