Sombras

28 Capítulo 28 The last Moment!


Notas iniciais
Boa Leitura!

Faltavam apenas quarenta minutos para meia-noite, antes de minha transformação, seriam meus últimos minutos com Ryan. Então deveria ir até ele e abraçar o mais que podia.

Corri até a casa de Aqueny, a velha que sentiria falta, e dos chás mais estranhos que ela preparava. Subi as escadas, tudo era silencioso, dormiam sem saber o que aconteceria nesses últimos minutos. E eram apenas quarenta.

Abri a porta do quarto de Ryan, devagar fui até sua cama, olhei ao redor, dormia como penas flutuantes. Sacudi seus ombros. Ele murmurava e sussurrava coisa estranhas. Como... – Não vai embora agora.

Algo mostrou uma coisa de dor e angústia. Mas não tinha escolha eu deveria seguir por este. E ouvi as palavras que jamais me deixariam abandonar ele. Jamais. – Não Adelaide, eu te amo e muito, não fuja de mim.

Incentivou-me e me deixou chocada, ele me amava ainda. E Colley não era apenas usada. Mas um grande amor não existiu entre eles dois. Seria apenas eu e ele. Sempre. Mais justo foi hoje descobrir algo assim? O fim que chegou os dez minutos que se foram, e foi ai que a primeira vez eu chorei por alguém, por alguém único. O meu eterno amor.

Encolhi-me ao lado da cama que Ryan dormia e sussurrava. Chorei silenciosa e murmurava palavras que nem eu entendia. O significado. Algo tocou em meu ombro. Ergui-os olhos e vi uma imagem bela. Ryan sem roupa de cima. Dava uma bela vista, corpo o mais que perfeito e as asas negras davam charmes de leveza. Ele não entendeu o porquê de eu estar aqui chorando a canto de seu quarto.

Mas sem nada, eu me joguei nele e abracei pelo mais precioso momento juntos. Ele seguiu e me abraçou. E disse:

- Será um sonho?

- Não é um sonho Ryan, preciso de ti nesse momento, e agora. – respondi.

Ele apenas contorceu e me abraçou o mais forte que pode, encontrei seus lábios a três centímetros de mim. E fui me aproximando, como câmera lenta. Ele entendeu o meu recado, e a câmera foram rápidos, e demais.

Senti os lábios deles contra o meu, macios, leves e molhados. O primeiro nunca irá esquecer. Nunca. Ryan me deitou na cama e tirou a minha blusa, e retirou o meu próprio sutiã, fiquei colada com ele beijando por inteira. E foi nesses minutos que ficamos apenas um. Apenas um coração fazendo um esforço de amor perfeito e veloz o mais que queria mais.

E senti que vinte minutos se passaram rápido. Empurrei Ryan de meu corpo afastando-o. Ele, surpreso perguntou:

- Aconteceu algo?

- Não. – respondi colocando a minha blusa e levantando-me.

Ele viu as minhas asas ficando morta, a cor perdendo a vida e as penas caindo. Ele desviou até meu pescoço e não encontrou o colar que eu usava.

- Cadê seu colar Adelaide? – ele disse em tom bravo e nervoso.

- Explodiu. – respondi.

- Como assim?

- Ryan! Você não entende? Estamos em perigo.

- Como em perigo?

- Não sabe? Sombras Negras irá nos matar todo nos! Os meus sonhos, aquele pássaro jogado no mar morto, era eu. Ele trouxe coisas que jamais me deixariam apagar por mim mesma. E agora recém estava lá fora... – eu não conseguia terminar. Então Ryan me puxou para a cozinha colocando uma camiseta e indo chamar Aqueny.

No balanço mais frio e afastado do povo, sentamos junto com um bule de chá fervente com aroma de alecrim. Aqueny puxou as minhas mãos em seguida, e pronunciou palavras que não soube decifrar as origens significações.

Seus olhos escuros em tons esverdeados passaram a ser cor fogo com águas gelo. Os naturais eventos de pessoas que leem pensamentos.

Ao terminar sua expressão passou a ter um conhecimento sobre minha pele. Ela assentiu e afastou-se de mim. Depois pegou duas xícaras de chás e colocou o liquido ainda quente dentro dela. E senti que faltavam mais dez minutos para a minha escolha. Mas já escolhi. Após um tempo em silencio, ficava nervoso, o tempo ligeiramente passava.

- Então é essa escolha que ira pretender? – Aqueny perguntou.

- É sim. – respondi, levantando-me. Toquei na árvore mais próxima e descansei a cabeça em seu galho baixo.

- E tem certeza? Eu entendo a morte... Mais seria menos sofrido morrer do que ficar passado sua vida inteira pensando no Ryan, a mais que eu vi romance de dois proibidos entre luz e trevas. Águia e Graúna.

Apenas assenti com a cabeça confirmando suas palavras e expressando momentos.

- Sabe Aqueny, não precisa escolher o melhor para mim, e sim o melhor pelo povo. Você não entende? Se eu preferir ficar ao seu lado, ao lado de Ryan Duncan, provavelmente a luz ficará extinta e as trevas sumirão. E para sempre...

- E isso é ruim? – a velha senhora pergunta.

Eu apenas confirmei com a cabeça em resposta positiva. E respondi:

- Sim. O mundo iria viver em sentimentos diferentes, como é vida sem luz e trevas? Nada. Essa é a minha resposta, nada mais terá para o mundo, ele ficará sem sentido, sem começo um desastre natural.

O que foi que eu escutei, foi um suspiro pesado. E um simples “Você esta certa”.

Aqueny se levantara, pegou a cesta onde continham o bule e as xícaras. E apenas disse:

- Não vem?

- Não, daqui a pouco é minha hora.

- Está bem. Adeus Adelaide, não esqueça se de mim, você sabe... O mundo nunca é perfeito.

O que foi apenas passos quebrando e pisoteando nas folhas secas das árvores. O que foi nesse mesmo e último momento com a família Duncan. Agora o mais próximo é seguir as fronteiras que o caminho e destino cercam.

Dois minutos... Será a hora. Quando me virei. Um folheto simples. Onde palavras estavam escritas:

Não sei quem você é, mas conheço á.

Nesses dias passados, nesses caminhos assombrados...

Não esqueça que eu nunca te deixarei apenas uma linda história que mostra para mim e você.

Forneça e não se esqueça: Eu Te Amo.

P.S. – O mundo para mim e si é perfeito.

Ass. R.D

Ryan não me esquecera de mim, nem eu dele. Nem nada suprirá nossos caminhos.

Notas finais
:)