Sombras
29 Capítulo 29 Dead!
Notas iniciais
Quando fui ao mais alto do topo de uma montanha, o céu ficava cada vez mais escuro que o normal. A pérola branca que estava em minha mão, começava a ter um tremendo brilho feitiça de pós-encantados.
Pendurei á em uma correntinha alinhada de fios metálicos. E no último segundo coloquei –a. A lua cheia, a meia-noite. As últimas penas negras de Graúnas caíram. E um tremendo tremor de encantos surgindo ao meu redor. As estrelas vermelhas começaram a dançar ao meu redor.
As folhas mais velhas surgiam numa dança junta às estrelas vermelhas. As estrelas acima de mim, as normais surgiam desenhos esculpidos de magias. Um pássaro e era a grande Águia, a branca a ordem principal.
Depois de momentos assistindo um obstáculo, as estrelas junto com as folha velhas soltaram-se. E desapareceram como nunca mais existiriam.
Ordens são ordens, estrelas vermelhas não existem mais. O desenho da Águia me cativou sobre mim, e a pérola se quebrou em pedaços, me deixando cair daquela mais grandiosa montanha. Dei um grito apavorante, eu estava caído como um pássaro morto, incrivelmente morto.
Meus braços começaram a surgir penas brancas, estava em uma metamorfose. Transformando em um pássaro ou real, uma Águia. Derrubando meu corpo contra o chão pela montanha alta. O fim de mim e de minhas sutilezas. Não tinha força para dar um voo.
Após uma ocorrência, senti água invadindo minha pele. Fui jogada no mar. Pela meia-noite. A pérola para mim não se existia. Tentei nada para cima das águas salgadas, eu tinha uma certeza, não estava mais dentro de um povo graúnense.
E pelo meu susto o que vi nas minhas penas brancas foi às últimas negras. As últimas finesas negras. Eu estava flutuando, não tinha a mínima de que pássaro era, mas, por absoluta ocorrência era uma Graúna ainda, não tinha me guiado para um Águia. E por quê? O que aconteceu? Ninguém saberia responder ao menos que seja eu.
E flutuava meu corpo e não minha mente e meus sentimentos, apenas meu corpo. Eu flutuava por cima da água, do mar. Como aquele pássaro negro morto dos meus sonhos. E que era eu.
Porém eu estava morta, só sentia latejar minha consciência. Meu corpo não se movia. Não sabia o porquê de estar morta e do que ocorrera. Não fazia ideia de significados e explicações. Nada apenas o que sabia era que estava morta. Morta naquele mar á noite. Perdi minha consciência, e nada mais existiu ao meu redor. Tudo estava branco nas minhas visões. Tudo.
Life here and there.
I´m dead here.
I´m dead and you.
I do not know why.
We are one.
Just one in a sea at night
Come to me and say yes when you say that I love you.
I Love You. Oh! Kisses cotton. And passion.
Oh! Kisses saltwater and passion that morning.
Oh! Yeah! I love you.
Senti alguém me chacoalhando em meus ombros. Vi uma figura de uma jovem pálida. Cabelos ruivos, alguém que nunc virá na vida. Quando logo vi, estava em meu corpo normal. Sem penas e asas. E vi que estava na cama da escola Nigh in March. Sentei-me da cama ainda abalada pelo ocorrido.
- Onde estou? – disse abalada pelo ocorrido.
- Na nova escola Nigh in March. E eu sou a sua nova parceira de quarto. – disse a ruiva.
Fiquei repleta de incredulidade. Luna é minha parceira.
- Espera ai, não é Luna a minha parceira?
- Que história é essa, a diretora me pôs aqui, quando nem faz nem dez minutos que você chegou.
- Nem dez minutos que eu cheguei... Como assim? – perguntei me levantando. – Que dia é hoje?
- Bem é dia 03 de Julho!– a ruiva respondeu.
Ecoo invadiu-me longe de mais, o dia eu que me matriculei aqui, o dia em que entrei nessa escola.
- Que horas são?
- Agora é 15h00min da tarde, mas por que tantas perguntas?
15h00min? Entrei nesse quarto nem faz dez minutos atrás, onde me lembro de que arrumei as minhas coisas e dormi. Dormi...
Um sonho novamente? Aquilo tudo que passei foi apenas um sonho? Raramente...
Vi que ainda estava com a mesma roupa que tinha vestido. Na casa de minha avó até ela me levar aqui. E o que foi que falei, foi uma pergunta:
- Luna! Ela existe?
A ruiva ficou me observando por momentos espontâneos. E respondeu:
- Não ela não existe e sabe de uma coisa? Você aqui é realmente louca.
Agora eu me lembrei de Nigh in March era uma escola para loucos e depressivos. E a menina ao meu lado fora uma parceira nova. Fora de questão.
- Sabe a primeira aula começa daqui a pouco, é por isso que te acordei. – disse ela indo à porta. – Ah! Sabe prazer em conhecê-la sou Lisa Montey. – disse ela estendendo a mão.
- Prazer, Adelaide Summers. – disse apertando sua mão.
Após isso Lisa se adapta pela porta e vira-se.
- Não vem Adelaide?
- Claro já estou indo. – respondi.
- Está bem te espero lá em baixo.
Logo tranco a porta, espio em baixo da cama e não encontro o livro “Graúna”. Começo a ver pelos armários e gaveta e nada. Não existia nada aqui a não ser nos meus pensamentos.
Tudo isso foi um sonho, Aqueny, Colley, Ryan, Luna, Wenner, Sombras negras, mago, bruxo, Félix eram apenas personagens de minha imaginação formadas pelos sonhos.
Mas ainda não podia acreditar do que ocorreu. Ainda não sei se existe o que poderia ocorrer com Sombras Negras e os povos graúnenses, não sei o que aconteceu com Luna e Félix, nem com Aqueny e Ryan, e nem Colley saberei onde e como seriam adiante, se eu não acordasse.
E nem sei como seria a minha vida naquele mar morta. A única coisa agora era descobrir resposta e provar provas. Nunca se sabe o que existiu por trás de mim. A vida segue. É ela que comanda nossos destinos. Nunca mais irei ver aquele mundo novamente. Mas uma coisa é certo Ryan ficara comigo sempre ao meu coração e mente.
I open my eyes and see a figure show.
Thy holy face and crazy with desire.
His mouth full of paths
I´II be yours and yours.
Do not erase your memory dreamed of me, ever.
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