Soluço: O Fúria-da-Noite
7 Uma noite agitada
Notas iniciais
Soluço estava em casa, sentado no sofá com um pouco de ansiedade, apenas esperando dar 19h, até que seu pai entra na sala.
— Soluço, eu tenho que dar uma saidinha, tenho que resolver alguns assuntos. Vê se não fica acordado até mais tarde – Disse Stóico indo em direção a porta.
— Pode deixar pai – Respondeu Soluço.
Stóico saiu de casa e Soluço voltou a esperar ansiosamente até 19h.
ENQUANTO ISSO...
Velho Enrugado e Banguela estavam dentro da torre do relógio, a lua cheia iluminava a cidade os dois dragões esperavam dar 19h, até que finalmente o sino toca anunciando as 19 horas.
— Tudo bem, e agora? – Perguntou Banguela.
— Deixe-me pensar – Pediu Velho enrugado.
A lua cheia iluminava a torre, produzindo uma sombra com os ponteiros, Velho enrugado percebeu que aquela sombra estava apontando para algum lugar, ele se aproximou da sombra e viu que havia um tijolo diferente entre os vários que compunham a parede.
— Será que...?
Velho enrugado empurrou o tijolo e as paredes começaram a se mexer, um tremor tomou conta do lugar, e uma passagem se abriu, revelando um alçapão pouco iluminado.
— Na verdade, Banguela não iria se decepcionar se o chão não se abrisse, revelando uma passagem escura e sinistra – Murmurou Banguela olhando para a passagem.
— Ande, não podemos perder tempo – Disse velho enrugado e ambos desceram pelo alçapão rumo ao desconhecido.
ENQUANTO ISSO...
Soluço ouviu aguem bater na porta e foi atender. Soluço viu Astrid parada na porta com um sorriso no rosto.
— Me atrasei? – Perguntou ela.
— Não, pode entrar – Disse Soluço.
Astrid entrou e ambos se sentaram no sofá e pegara seus materiais de estudo.
— E ai? Por onde devíamos começar? – Perguntou Astrid.
— Eu me dou bem mal nas aulas do Bolor, devíamos começar por lá – Sugeriu Soluço.
— Pois é, convenhamos, ele fala muita besteira – Disse Astrid.
— Principalmente com aquele lance de dragões.
— Verdade. Soluço, o que você acha dos dragões, tipo assim, se eles existissem, acha que eles seriam bons ou maus – Perguntou Astrid e Soluço fica meio corado com essa pergunta.
— Acho que seriam legais. Eu acho que seriam grandes e fortes e inteligentes. Seriam criaturas incríveis – Disse Soluço um pouco se vangloriando.
— Entendi. Acha que é possível sermos amigos de dragões.
— Acho, quero dizer...se eles existissem, seria legal ser amigo de um, principalmente se o Melequento vir me atazanar – Disse Soluço e ambos riem.
ENQUANTO ISSO...
Banguela e Velho Enrugado estavam seguindo por um túnel escuro, até que veem algo brilhante no fim do túnel, eles se aproximam e se depararam com uma com uma bola de cristal de aspecto simples, mas que brilhava igual a um diamante.
— Lá está ela – Disse Velho enrugado se aproximando.
Ele se aproximou e pegou a bola, que não era muito grande, mas parecia ser poderosa, ele admirou a beleza dela por um tempo, até que o chão começou a tremer, o teto começou a desabar e tudo parecia estar se fechando.
— Vamos sair daqui antes que o teto cai sobre a cabeça de Banguela!
Ambos voaram o mais rápido que conseguiam para fora do túnel, enquanto ele continuava desabando e chegam a saída da torre.
— Conseguimos! – Gritou Banguela.
— É, aqui está ela – Disse Velho Enrugado admirando a bola de cristal.
De repente, ele é surpreendido por uma rede de dragões a prova de fogo, que se enrola sobre seu corpo e o faz derrubar a bola de cristal. E na sua frente estava o caçador, que se agachou e pegou a bola de cristal.
— Obrigado dragão, você poupou muito do meu tempo – Disse ele.
Em seguida, ele pega o que parecia ser uma prancha tecnológica que flutua e sobe em cima dela e sai voando da torre.
— Banguela vai tirar vovô daí – Disse Banguela se aproximando de Velho Enrugado.
— Não, o caçador não pode vencer! Vá atrás dele, eu me viro – Disse Velho Enrugado.
Sem enrolar muito, Banguela sai voando da torre seguindo o caçador. O caçador estava voando na prancha, admirando a bola de cristal, que nem se deu conta de que estava sendo seguido por um dragãozinho verde e pequeno.
— O que Banguela faz? Ah, Banguela teve uma ideia.
O dragão se aproximou da prancha por trás do caçador e mordeu o seu traseiro com sua gengiva áspera e dura.
— AAAAAAAAAAAAH! – Gritou o caçador largando a bola de cristal.
— Banguela Pega! – Gritou o dragão voando em direção a bola e a agarrando no ar – Puxa, é pesada – Disse ele a segurando com um pouco de dificuldade.
— Você vai pagar por isso sua lagartixa gigante! – Gritou o caçador voando na direção de banguela.
Banguela saiu voando pelos prédios de Nova York tentando despistar o caçador, que o seguia ferozmente.
— O que Banguela faz? Banguela precisa de ajuda! – Pensou o dragão voando em direção a casa de Soluço sendo seguido pelo caçador.
ENQUANTO ISSO...
Soluço e Astrid estavam rindo e conversando, estavam bem distraídos um com o outro. Eles se olharam por alguns instantes, pareciam até estar hipnotizados. Astrid chegou mais perto e Soluço também, ambos aproximaram os seus rostos cada vez mais e mais, estando a poucos centímetros de distância. Astrid fechou os olhos, Soluço também, eles se aproximaram mais e mais, até que...um barulho de celular faz com que se afastem rapidamente.
Astrid tirou o celular do bolso para ver o que era. Soluço soltou um leve suspiro olhando para o lado e viu Banguela na frente de sua janela segurando um objeto redondo e transparente e em seguida saindo voando para o teto de sua casa.
Enquanto isso, Astrid checa o seu celular, nele aparece uma mensagem do caçador:
Estou com problemas, venha para o telhado.
— Astrid, eu preciso ir ao banheiro – Disse Soluço.
— É, e eu preciso ir lá fora tomar um ar – Responde Astrid.
Ambos saem correndo em direções opostas, Soluço entra no banheiro e se transforma no Fúria-da-Noite e sai pela janela do banheiro.
Soluço aparece no telado da casa e a caçadora aparece do outro lado do telhado.
— Dragão – Murmurou ela.
— Caçadora – Murmurou ele.
— Socorro! – Gritou Banguela ainda sendo seguido pelo caçador, que estava se aproximando dele.
Banguela vê Soluço e joga a bola de cristal em sua direção e Soluço a agarra.
— Peguei! – Disse ele até que a caçadora dá um chute no seu estomago, o fazendo largar a bola, em seguida, a caçadora agarra a bola.
— Na verdade, eu peguei – Disse ela.
Soluço passa uma rasteira na caçadora com sua calda e ela cai no chão e Soluço pega a bola de volta.
— Acabe com ele – Gritou o caçador ainda no ar.
A caçadora desferiu vários golpes no dragão, Soluço de desviava, bloqueava e saída da frente como podia, ainda segurando a bola. A caçadora se adianta e chuta a mão de Soluço que segurava a bola, o fazendo larga-la, em seguida a caçadora pega a bola de novo.
— Passa pra cá! – Gritou o caçador.
A caçadora se preparou e jogou a bola em direção ao caçador.
— Não com o Banguela aqui! – Disse o dragão se colocando entre o caçador e a bola e a agarrando primeiro – Pega!
Banguela jogou a bola e Soluço a pegou e logo a caçadora foi a seu encontro.
— Você não vai vencer dragão – Disse a caçadora.
— Se você acha que é capaz de me vencer, devia estudar melhor – Disse Soluço e os dois arregalam os olhos – Espera...
— ESTUDAR! – Gritaram ambos e Soluço jogou a bola para Banguela e ambos saíram correndo em direções opostas.
Dentro de casa, Soluço sai do banheiro na sua forma humana e Astrid também entra pela porta.
— Soluço, eu preciso usar o banheiro – Disse Astrid transpirando.
— E eu preciso de ar puro – Disse Soluço também transpirando e ambos saem correndo em direções opostas de novo.
No telhado da casa, o Fúria-da-Noite aparece de um lado e a caçadora de outro. O caçador persegue Banguela e se aproxima e agarra a bola de cristal, mas Banguela se adianta e morde a sua mão, o fazendo largar a bola. Soluço se adianta e agarra a bola e a caçadora vem ao seu encontro e começam a lutar de novo.
Enquanto isso, Banguela se escondeu em baixo da prancha do caçador e viu alguns fios embaixo da prancha.
— O que acontece se Banguela cortar um deles?
Banguela foi até os fios e usando a sua garra, cortou o fio vermelho. De repente, o prancha saiu voando em disparada em uma velocidade altíssima.
— Foi Banguela que fez isso? – Perguntou o dragão sorrindo observando a cena.
— AAAAAAAAAH! – Gritava o caçador voando naquela velocidade e sumindo entre os prédios.
— Banguela, pega! – Gritou Soluço jogando a bola em direção ao dragão, que a pegou e saiu voando entre os prédios.
— Isso ainda não acabou dragão! – Gritou a caçadora pulando do telhado e Soluço fez o mesmo.
Dentro de casa, Astrid sai do banheiro ofegante e Soluço entra em casa também ofegante.
— Oi – Disse Astrid.
— Oi Respondeu Soluço.
Ambos se sentam no Sofá, com os olhos pesados e quase pegando no sono.
— Então, onde a gente parou? – Perguntou Soluço.
Por fim, o cansaço de Astrid a vence e ela acaba pegando no sono deitando sua cabeça no ombro de Soluço, que também não se aguenta e também pega no sono.
Apesar de estarem dormindo em um sofá, totalmente exausto e esgotados, Astrid e Soluço sentem que nunca dormiram tão bem como naquela noite.
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