Soluço: O Fúria-da-Noite
8 Uma velha amiga
Notas iniciais
Amanhece na cidade de Nova York, Soluço abre os olhos aos poucos, naquele momento ele estava sentindo uma sensação de conforto e paz, algo que ele não sentia há muito tempo, após abrir os olhos, ele percebe que Astrid ainda está adormecida em seus ombros. Soluço se surpreendeu, mas não reagiu, ter ela ali ao seu lado lhe dava uma sensação boa, uma sensação confortante, aquilo era tão bom.
Astrid abre lentamente os olhos sentindo a mesma sensação que Soluço estava sentindo. Após abrir os olhos, ela olha em volta e percebe que não está no aconchego do seu quarto.
— Bom dia – Disse Soluço e Astrid se surpreendeu ao vê-lo ao seu lado.
— O que...O que aconteceu? – Perguntou Astrid.
— Acho que nós dois pegamos no sono durante o estudo – Respondeu Soluço.
Ambos se levantaram do sofá e ficaram calados por um instante, na verdade, nenhum dos dois sabia o que dizer naquela situação, a única coisa que Soluço pode fazer naquele momento foi sorrir e Astrid retribuiu o sorriso.
— Soluço, eu...eu preciso voltar pra casa, eu tenho umas coisas pra fazer – Disse Astrid quebrando o silêncio.
— É, eu também tenho que fazer umas coisas – Disse Soluço.
Astrid pegou suas coisas e Soluço a acompanhou até a saída, Astrid saiu pela porta e fitou Soluço mais uma vez.
— Tchau Soluço – Disse ela indo embora.
Soluço ficou parado na porta vendo Astrid se afastando, ele não devia ficar olhando, mas não dava pra evitar, tudo nela o atraía, mas não dava para ficar pensando nisso, ele tinha outros assuntos pra resolver.
UM TEMPO DEPOIS...
Soluço estava na casa de seu avô, após aquela noite agitada, eles conseguiram recuperar uma das bolas de cristal, agora só restavam 6 espalhadas por Nova York. Velho Enrugado estava observando e estudando a bola, enquanto Soluço dava uma sardinha para Banguela.
Após isso, Soluço olhou bem para bola e se lembrou de uma coisa.
— Vovô, eu acho que sei onde pode estar outra bola – Disse Soluço.
— Sabe?
— Sim, eu já vi uma exatamente igual a esta.
— Ora, e onde ela está?! – Perguntou Velho Enrugado animado.
— Não é “onde está” – Respondeu Soluço pegando o celular de seu bolso – É “com quem está” – Soluço viu no seu celular uma foto dele com 15 anos ao lado de uma garota de cabelos negros presos por uma transa e olhos verde claro.
Soluço entregou seu celular para seu avô que analisou a foto, Banguela, curioso como sempre, pousou na cabeça de Velho Enrugado para ver a foto.
—Heather? Ela tem uma bola de cristal? – Perguntou Velho Enrugado.
— Sim, eu já vi ela com essa bola – Respondeu Soluço – Agora eu tenho que encontra-la antes do caçador.
ANOITECE EM NOVA YORK...
Em um dos extremos da cidade, mais ou menos no sul, Uma garota Jovem, cabelos negros e olhos verdes estava tomando conta de um pequeno bar local. O bar estava vazio, ela estava lavando algumas canecas de costas para o balcão, até que ela percebe que alguém entrou no bar.
— O bar está frechando – Disse ela ainda de costas.
— Não pode abrir uma exceção? – Perguntou a figura.
Aquela voz era muito familiar, uma voz que ela não escuta há muito tempo, será que era...?
Heather se vira e encara a figura que estava atrás de si, se deparando com o inconfundível rosto de um velho amigo.
— Soluço Spantosicus Strondus III – Disse Heather sorrindo — O Fúria-da-noite.
Heather era a única pessoa fora da família de Soluço que conhecia o seu segredo, ela havia descoberto isso há anos atrás e prometeu guardar seu segredo.
Soluço e Heather se abraçam por um tempo, um abraço confortante de amigos, coisa que não faziam a muito tempo.
— E então, a que devo a honra dessa visita? – Perguntou ela se separando do abraço.
— É uma longa história – Respondeu Soluço.
— Bom, a noite é uma criança e temos muito tempo para conversar – Respondeu Heather.
Soluço conta sua história sobre achar as 7 bolas de cristais e sobre o que o caçador planeja, Heather o escuta com atenção e percebe que a situação é séria.
— Eu preciso da outra bola de cristal e eu acho que você tem ela, ela é redonda e transparente, sabe do que eu estou falando? – Perguntou Soluço.
— Sei – Respondeu ela – Eu deixei ela guardada em algum lugar, eu vou fechar o bar e procura-la.
— Ok, eu posso ousar o banheiro?
— Claro, fica nos findos a esquerda.
Soluço se dirige para o banheiro enquanto Heather se preparava para fechar o bar.
De repente, três homens grandes e fortes entram no bar, Heather os vê, mas acha que só estão aqui para beber.
— Boa noite – Disse um dos homens.
— O bar está fechado – Disse Heather.
— Não estamos aqui para beber – Responde um deles.
— O que querem? – Perguntou ela.
— Uma bola de cristal, nossas fontes nos disseram que você tem uma, espero que você ainda a tenha – Disse um deles.
Heather percebeu que eles deviam ser do clã do caçador, pelo que Soluço havia lhe falado, eles não podiam colocar as mãos naquela bola.
— Eu sinto muito cavalheiros, mas eu não tenho o que procuram – Respondeu ela.
— Sei – Disse um deles com um tom de sarcasmo.
— Como eu disse antes o bar está fechando, então queiram se retirar – Pediu Heather.
— Eu acho que você não está nos levando a sério – Disse um deles.
De repente, dois deles a agarraram pelos braços, enquanto outro, aparentemente o líder, tira uma faca do bolso. Os dois homens a deitam na mesa, um deles segura suas pernas e o outro seus punhos sobre a mesa, enquanto o outro se aproxima dela e lhe mostra a faca.
— Essa bola de cristal é tão importante assim para você? Mais importante do que sua própria vida? – Perguntou ele pressionando a faca na sua garganta.
— Eu não sei onde essa bola está! – Respondeu ela.
— Então você é descartável – Respondeu ele.
Ele ergueu a faca visando o rosto de Heather, ela apertou os olhos temendo o impacto da faca, até que um pedaço de metal é atirado na mão do homem, o fazendo largar a faca, todos encaram o dragão negro e de olhos verdes parado a poucos metros deles.
— Soltem-na! – Ordenou o dragão.
Soluço não percebe que havia outro membro do clã atrás de si, ele estava segurando um machado, pronto para acertar o dragão.
— Atrás de você! – Gritou Heather.
Soluço se virou a tempo de parar o machado que estava descendo na sua cabeça. Os homens largaram Heather e se dirigiram ao Fúria-da-Noite.
Soluço segura o homem e o joga contra os outros membros do clã, eles se recompõe e o atacam, Soluço usa sua calda para passar uma rasteira neles e em seguida agarrar um deles e o atirar contra a janela. Outro membro vai até ele e desfere um soco, soluço se desvia e lhe acerta um soco no nariz e o jogando contra o balcão. Um deles pega o machado de volta e ataca Soluço, que segura o cabo do machado para impedir o ataque. Enquanto isso, o aparentemente o líder, pega a sua faca de volta e corre na direção do Fúria-da-Noite, visando seu coração, de repente, Heather o para segurando seu punho e acerta um cruzado de direta em seu rosto, o fazendo cair no chão.
Soluço pega o machado e o joga para longe e agarra o membro do clã pela camisa e o joga contra a parede.
— Vamos embora daqui! – Gritou um deles.
Os quatro membros do clã saíram correndo do bar, Heather entra dentro de uma sala e após algum tempo, sai segurando a bola de cristal.
— Aqui está! – Disse ela.
Antes que Soluço falasse algo, os membros do clã começaram a atear fogo no bar, o fogo se espalhou em pouco tempo e incendiou o bar inteiro. Soluço pegou Heather com suas garras e levantou voo arrebentando o telhado do bar e saindo em disparada.
Eles pousaram no topo de um prédio e Soluço voltou a sua forma humana.
— É Soluço! Você sabe como fazer uma garota se divertir! – Disse Heather.
— Valeu! – Respondeu Soluço.
— Soluço, eu tomei uma decisão, eu não só vou te entregar a bola de cristal, eu vou te ajudar a recuperar todas elas e a derrotar o caçador! – Disse Heather.
Fale com o autor