Notas iniciais
Oi Gente, tudo bem com vocês? Essa semana foi corrida pra mim e foi meio difícil arrumar tempo para escrever, mas qui estou com um novo capítulo, chega de enrolação, boa leitura a todos vocês!

— 3, 2, 1...Rá! Soluço está atrasado! Banguela disse que ele se atrasaria! – Comemorou o dragão esperando junto com Velho Enrugado na sacada da casa onde eles moravam.

— Cheguei! – Soluço gritou voando até eles, mas tropeçando na hora da aterrisagem, caindo de cara na frente de seu avô.

— Está atrasado jovem dragão – Disse Velho Enrugado.

— O que? Mas foram só três segundinhos – Murmurou Soluço se levantando do chão.

— Não importa, você precisa ser pontual, chegar sempre na hora – Disse Velho Enrrugado.

— Mas...

— Nem mas, nem meio mas! Vamos começar seu treinamento – Disse Velho Enrugado.

Eles entraram na casa de Velho Enrugado, era uma casa não muito grande, com alguns quartos, uma sala de estar espaçosa, e uma cozinha humilde.

— E então? Por onde começamos? – Perguntou Soluço animado.

— Você não fez uma aterrisagem boa na casa apor que sua cauda estava desiquilibrada, vamos dar um jeito nisso – Disse Velho Enrugado.

Um tempo depois, Soluço estava na sua forma humana, mas ainda estava com sua cauda de dragão, os dragões tinham a habilidade de fazer aparecer qualquer membro de dragão quando quisessem, mas Soluço achava que o método de treino de seu avô era um tanto peculiar.

Soluço estava sustentando seu corpo inteiro no ar com sua calda, enquanto Banguela ficava empoleirado na sua cabeça, seu avô ficava sentado na sua poltrona observando o garoto.

— Concentre-se meu jovem, mantenha o equilíbrio – Disse seu avô o observando.

Soluço estava suando e transpirando, lutando para manter o equilíbrio, aquela posição não era nada agradável. Ele se esforçava ao máximo para manter seu equilíbrio, quando olhou pela janela da casa e viu uma garota com cabelos loiros trançados e olhos azuis, a mesma garota que ele tinha visto de manhã.

Soluço arregalou os olhos ao vê-la e começou a perder o equilíbrio.

— Concentre-se! – Gritou Banguela ainda empoleirado na cabeça do garoto, até que soluço perde totalmente o equilíbrio e cai de costa no chão e Banguela cai em cima do seu peito.

— Jovem dragão, você precisa manter seu foco, não pode se desconcentrar. Lembre-se: um dragão sem foco, é um dragão morto – Disse Velho Enrugado com toda a calma do mundo.

— Quer saber? Já deu por hoje! – Murmurou Banguela anda no peito de Soluço – Banguela está com fome! Alimentem Banguela! – Disse o pequeno dragão soltando alguns círculos de fumaça pelas narinas.

— Está bem Banguela, eu vou alimentá-lo, e quanto a você jovem dragão – Velho Enrugado se dirigiu a Soluço, que já havia levantado do chão – Está dispensado por hoje, mas amanhã terá que treinar mais e não se atrase.

— Está bem vovô – Disse Soluço saindo da casa de seu avô.

Soluço andou pela cidade por algum tempo, até encontrar a mesma garota loira de antes, ela estava parada no ponto de ônibus junto com outras pessoas e Soluço resolveu se aproximar dela.

— Oi, hum...sou eu de novo – Disse Soluço meio sem jeito.

— Ah oi, que coincidência te encontrar por aqui – Disse a garota com um sorriso.

— É, hum...ainda não nos apresentamos – Disse Soluço estendendo a mão – Meu nome é Soluço.

— E o meu é Astrid, Astrid Hofferson – Respondeu ela apertando a mão de Soluço.

— E então...você é nova por aqui? – Perguntou Soluço tentando puxar o assunto.

— Não, só sou nova na escola – Respondeu Astrid com um sorriso fitando o garoto – Você parece ser um cara legal Soluço, a gente devia se ver mais vezes.

— É, a gente pode se encontrar na escola – Respondeu Soluço até que o ônibus chega no ponto.

— Eu tenho que ir, a gente se vê na escola – Disse Astrid entrando no ônibus.

— Então tá, até mais – Disse Soluço vendo o ônibus partir e desaparecer no meio das ruas de Nova York.

No dia seguinte, Soluço estava na escola, assistindo a mais uma aula de seu professor Bolor, embora fosse formado em filosofia e mitologia, ele parecia ter alguns parafusos faltando.

— Na aula de hoje falaremos sobre dragões – Disse Bolor se aproximando da carteira de Soluço – Senhor Strondus, qual é o tamanho de um cérebro de dragão?

— Hum...devem ser muito grandes, porque eles devem ser muito inteligentes e...

— Errado! Na verdade, os dragões devem ter o cérebro do tamanho de uma ervilha e estima-se que são parentes dos répteis de sangue frio. É melhor anotar isso senhor Strondus, pois vai cair na prova final!

Embora Bolor não saiba nada sobre os dragões, isso soou como um insulto para Soluço, Bolor não sabia de nada sobre nada sore dragões e mesmo assim, Soluço se sentiu ofendido.

— Mas Bolor – Chamou Cabeça-quente.

— É professor Bolor! – Corrigiu ele.

— Tá, mas se dragões são criaturas mitologias e irreais, como se sabe o tamanho do cérebro deles? – Perguntou Cabeça-quente com a intenção de zombar de Bolor.

— É aí que está o ponto minha cara, os dragões são criaturas mitológicas e irreais...Será mesmo?!

O sinal toca.

— Capítulo 7 amanhã, não se esqueçam de estudar – Disse Bolor enquanto todos saiam.

Soluço saiu da escola e viu Astrid parada na esquina conversando com suas amigas.

— Ei Soluço – Chamou Cabeça-quente – Você ainda está dando bola pra essa Astrid?

— Esquece ela um tempo, a nova pista de skate do centro acabou de abrir, vamos dar um rolê por lá – Sugeriu Cabeça-dura.

— Não vai dar gente, eu tenho que ajudar meu avô na loja – Respondeu Soluço.

— De novo? Você que sabe cara – Disse Cabeça-quente.

Os gêmeos saíram em disparada nos seus skates e Perna-de-peixe apareceu atrás do garoto.

— Perna-de-peixe, onde você estava, não te vi o dia todo – Disse Soluço.

— O Melequento me enfiou no armário, o faxineiro me encontrou e por eu estar meio fora de forma, acabei entalado no armário e levou um tempo pra eu sai – Explicou Perna-de-peixe meio sem jeito.

— Esse cara é um idiota! Pelo menos uma vez eu queria virar o jogo – Murmurou Soluço – Eu tenho que ir.

— Tá, eu também tenho que ir, tenho que repassar tudo que eu perdi por causa daquele idiota, até mais Soluço – Disse Perna-de-peixe indo pra casa.

UM TEMPO DEPOIS...

Soluço estava voando pela cidade de Nova York ao lado de se avô e Banguela, desta vez, a aula era: controle de voo.

— Mantenha as assas aberta e a cauda posicionada – Disse seu avô enquanto voavam.

— Tá legal – Disse Soluço.

— Se prepara para pousar – Disse Velho Enrugado.

Velho enrugado e Banguela pousaram com perfeição, já Soluço pousou sem jeito e quase sem jeito.

— Pelo menos foi melhor do que da última vez – Disse Soluço.

Enquanto isso, em um prédio não muito distante, alguém estava os observando, esse alguém era o caçador. Ele estava os observando com um telescópio do alto de um prédio e de repente a caçadora apareceu atrás dele.

— Caçadora, sabe o que ficaria ótimo na minha sala de estar? – Perguntou ele dando o telescópio para agarota que também começou a observar os dragões.

— Que tal um tapete feito com pele de dragão?

— E um par de botas combinando.

Ambos começaram a rir malignamente.

Notas finais
Gostaram desse capítulo? Comentem ai em baixo o que acharam, deem suas opiniões, suas sugestões, o que quiserem, e nos vemos em breve. Até mais meus leitores :)